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Memorial do Convento, de José Saramago Blimunda Sete-Luas

No documento Caderno Do Prof TEXTO 12 (páginas 69-72)

Sete-Luas

Surge acompanhada por Bartolomeu de Gusmão no auto de fé

onde a sua mãe é condenada ao degredo.

Conhece Baltasar, a quem a mãe predestina de longe.

Os olhos de Blimunda encantam Baltasar.

Convida Baltasar a ficar em sua casa e dão-se um ao outro. Blimunda despreza as

normas sociais. Blimunda é uma

mulher fantástica, única. O seu poder reside na capacidade de ver «através de» como uma visão de

raio X.

Dedica-se por inteiro a Baltasar Sete-Sóis. Acompanha-o em todos os seus trabalhos e todas as suas decisões. Participa na construção da passarola. Aceita recolher as vontades

que farão voar a passarola. Apesar da peste, enceta o difícil trabalho de recolher as vontades, o que a deixa gravemente doente. Encontra finalmente Baltasar a arder num auto de fé em Lisboa. Olha-o e recolhe a sua vontade, que considera pertencer-lhe. Quando Baltasar não regressa da sua visita à «máquina», procura-o incessantemente, percorrendo o país de lés-a-lés. Corajosa e destemida, acompanha Baltasar e Bartolomeu de Gusmão no voo inaugural da passarola. A música celestial que Scarlatti toca ininterruptamente cura Blimunda.

• Procure elementos textuais que comprovem o percurso de Blimunda nas páginas 54, 55, 57, 79, 87, 90, 106, 137, 138, 147, 168, 183, 184, 185, 195, 202, 204, 328, 332, 343, 356.

• Escreva uma frase sobre Blimunda e Baltasar.

12 INTERAÇÕES PORTUGUÊS – 12.o ano

Memorial do Convento, de José Saramago

A temática da construção

Construiu-se mais uma basílica. A humanidade deu mais um passo.

• Sagração da basílica.

• Aclamação de D. João V.

• Esquecimento dos que realizaram a obra.

• O convento é construído parcialmente.

• Arquitetos, mestres e operários.

• Construção do convento.

• Promessa do Rei.

• Sonho do frade franciscano.

• D. João V – rei arquiteto: sonho de grandeza, de vaidade.

• Execução remunerada, forçada, com sacrifício de vidas humanas e penas infernais. O R O M A N C E

• Padre Bartolomeu tem um sonho: voar!

• Projeto inicial do padre Bartolomeu de Gusmão.

• Construção da passarola.

• Bartolomeu mostra o projeto a Baltasar.

• Execução partilhada:

– Bartolomeu – a inteligência

e o dinheiro;

– Baltasar – a força e o engenho; – Blimunda – a magia; – Scarlatti – a música.

• A passarola voa.

• A ousadia e a inteligência são perseguidas pelo Santo Ofício.

Do sonho à concretização

Documento 12

Memorial do Convento, de José Saramago

A temática da construção

Memorial do Convento assenta no paralelismo entre duas construções no reinado de D. João V, o convento de Mafra e a passarola, resultando daí a construção do romance enquanto obra literária. Assim, no seu processo narrativo, entre o projeto e a concreti- zação de ambos os sonhos, ao produzir conhecimento, ao propor valores, o narrador convida à reflexão do património linguístico, histórico-cultural e ético-político, contri- buindo, também, para a construção do leitor enquanto indivíduo.

Documento 11

Memorial do Convento, de José Saramago

Blimunda Sete-Luas

Através do trajeto de Blimunda percorre-se todo o texto de Memorial do Convento a partir do V capítulo.

Documentário 2: Saramago, Documentos

1.

a

parte: Verdadeiro/Falso

Visionamento dos primeiros vinte minutos do documentário. Resolução do exercício de compreensão oral do Manual.

Poder-se-ão realizar outros exercícios de compreensão oral, por exemplo, a partir de excertos de Memorial do Convento lidos pelos atores João Lagarto e Susana Borges.

2.

a

parte: Sinceridade/fingimento na literatura

Exploração dos últimos quinze minutos da 2.aparte do documentário.

• Pré-visionamento: Pedir aos alunos que reflitam sobre a problemática da sinceridade/fingimento na literatura. • Visionamento: Registo de notas para elaboração de um texto de reflexão sobre o excerto observado.

• Pós-visionamento: Apelo às experiências de leitura dos alunos / reflexão sobre a importância do leitor na

vida/existência dos escritores.

L E I T U R A S U G E S T Ã O D E T R A B A L H O D E P A R E S

Objetivos gerais

• Consolidar hábitos e métodos de trabalho intelectual. • Aperfeiçoamento das competências de leitura e de escrita. • Reconhecer intertextualidade entre textos poéticos.

Conteúdos

• Memorial do Convento, de José Saramago. • Estudo da temática do sonho na obra lida.

• Relação desta temática com as restantes obras estudadas em leitura analítica e crítica.

Percurso metodológico

• Questionamento geral a levar a cabo pela turma, sob orien- tação do professor, da temática proposta, mobilizando os conhecimentos dos alunos.

• Trabalho de pares.

Materiais

• Romance Memorial do Convento, Editorial Caminho. • Gravação do poema cantado «Pedra Filosofal». • Fotocópia do poema de António Gedeão.

Orientações para o trabalho de pares

• Fazer o levantamento das personagens.

• Estabelecer diferenças/semelhanças entre as personagens do romance.

• Associar personagens consoante as suas semelhanças (inte- resses e atuação).

• Determinar a temática do poema «Pedra Filosofal». • Identificar referências intertextuais (poema/romance). • Destacar personagens/situações do romance ligadas à temá-

tica do sonho.

• Estabelecer diferenças/semelhanças entre as personagens indicadas.

• Agrupar personagens mediante as suas semelhanças (inte- resses e atuação).

• Relacionar a temática do sonho em Memorial do Convento, Os Lusíadas e Mensagem.

• Apresentação das conclusões do trabalho realizado pelos vários pares de alunos.

Escrita

• Produção de um diálogo entre três personagens que revelam os seus sonhos e procuram meios para os poderem realizar.

Expressão Oral

• Leitura expressiva dos textos produzidos.

Pedra Filosofal

Letra: António Gedeão / Música: Manuel Freire

Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso em serenos sobressaltos, como estes pinheiros altos que em verde e oiro se agitam, como estas aves que gritam em bebedeiras de azul. Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma, é fermento, bichinho alacre e sedento, de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento. Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base fuste ou capitel, arco em ogiva vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa dos ventos, infante, caravela quinhentista, que é cabo da Boa Esperança, oiro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança, colombina e arlequim, passarola voadora, para-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultrassom, televisão, desembarque em foguetão na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança,

como bola colorida entre as mãos de uma criança.

5 10 15 20 25 30 35 40 45

D O S S I Ê D E A V A L I A Ç Ã O

A avaliação é uma componente essencial do processo de ensino-aprendizagem e deve ser sistemática e cuidadosa para ser objetiva e rigorosa. Como parte integrante de um processo pedagógico, pressupõe uma atitude formativa crite- riosa que acompanhe e contribua para o desenvolvimento das competências do aluno ao longo do ano escolar e/ou ciclo de estudos. Decorrente do processo ensino-aprendizagem, a avaliação deve ser equacionada nas várias etapas da prática letiva, recorrendo a procedimentos formais e informais adequados ao objeto a avaliar: compreensão/expressão oral, expressão escrita, leitura, bem como o funcionamento da língua, transversal a todos os domínios.

Autonomia e responsabilidade são indissociáveis e podem conduzir a uma dinâmica inovadora e participada, no sentido da procura de respostas diversificadas para os desafios que se colocam a todos, professores e alunos.

A avaliação da aprendizagem em Português deverá:

– adequar técnicas e instrumentos aos objetivos e conteúdos, e ao processo de ensino-aprendizagem; – especificar, de forma clara, o objeto de avaliação, os critérios e as estratégias;

– considerar como objeto de avaliação processos e produtos; – propiciar a autoavaliação e a coavaliação;

– equacionar o percurso individual e o coletivo, considerando ajustamento e correções, de forma a reorientar as práticas pedagógicas;

– fornecer ao aluno um feedback em tempo útil.

Programa de Português, 10.o, 11.oe 12.oanos

No documento Caderno Do Prof TEXTO 12 (páginas 69-72)

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