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Mensuração, Gestão de Performance e Risco

No documento CPA-20 Bradesco.pdf (páginas 186-189)

6.3 Controles Internos: Resolução CMN 2.554/98 6.4 Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro

Módulo 7 Mensuração, Gestão de Performance e Risco

7.1 - Risco, Retorno e Diversificação

7.2 - Risco Sistemático e Risco Não Sistemático

7.3 - Beta (β) da Carteira e sua Interpretação

7.4 - Medidas (indicadores) de Performance 7.5 - Gerenciamento de Risco

7.6 - Gestão de Risco de Carteiras 7.7 - Risco País – EMBI - Brasil

7.8 - Outros Riscos (Contraparte e Liquidação)

Certificação em Produtos de Investimentos

ANBID - Série 20

17 a 25% do exame

Dúvidas: [email protected]

SUMÁRIO

Assunto Pág.

7 - Mensuração, Gestão de Performance 1

7.1 - Risco, Retorno e Diversificação 1

7.1.1 - Retorno 1

7.1.2 - Liquidez 1

7.1.3 - Risco 2

7.1.4 - Risco Relativo e Risco Absoluto 2

7.1.5 - Principais Riscos do Investidor (Mercado, Crédito e Liquidez) 3

7.1.5.1 Risco de Mercado 3

7.1.5.2 Risco de Crédito 3

7.1.5.3 Risco de Liquidez 4

7.1.6 - Formas de Controle de Risco 4

7.1.6.1 – Limites de exposição em relação ao mercado e a sua carteira 4

7.1.7 - Planejamento das Necessidades de Caixa 5

7.1.8 - Estatística Aplicada 5

7.1.8.1 - Relação entre Variância, Desvio-Padrão e Valores Esperados 5

7.1.8.2 - Relação entre Covariância, Desvio-Padrão, Correlação e Coeficiente

de Determinação (R2) 6

7.1.9 - Riscos de Ativos/Carteira 9

7.1.9.1 - Ativos Livre de Riscos e Ativos com Risco de Crédito 9

7.1.9.2 - Relação entre Risco e Retorno e o Princípio da Dominância entre

Ativos/Carteiras 9

7.2 - Risco Sistemático e Risco Não-Sistemático 13

7.3 - Beta da Carteira (ações) e sua Interpretação 14

7.4 - Medidas de Performance 16

7.4.1 - Índice de Sharpe 16

7.4.2 - Traking Error versus Error Quadrático Médio 18

7.5 - Gerenciamento de Risco 20

7.5.1 - Risco de Taxa de Juros 20

7.5.1.1 - Duration de Macaulay e Duration Modificada 20

7.5.1.2 - Convexidade 21

7.5.1.3 - Imunização 22

7.6 - Gestão de Risco de Carteiras 22

7.6.1 - Value at Risk – VAR 22

7.6.2 - Stop Loss 24

7.6.3 - Stress Test 24

7.6.4 - Validação do Modelo (Back Testing) 25

7.7 - Risco País – Risco de Crédito de Natureza Soberana 25

7.7.1 - Conceito 25

7.7.2 - Medida de Risco (EMBI + Brasil). Significado 26

7.8 - OutrosRiscos(Contraparte e Liquidação) e Classificação de Risco (Rating) 26

7.9 – Classificação de Risco: variação do Rating (Preço e Enquadramento)

7. Mensuração, Gestão de Performance e Risco 7.1 Retorno, Risco e Diversificação

Ao analisar as diferentes opções de investimento encontradas no mercado, os clientes utilizam alguns critérios ligados as suas expectativas e objetivos.

Pense nas perguntas que seus investidores fazem toda vez que você lhes apresenta um novo produto. Provavelmente, elas estão relacionadas aos principais fatores de análise de investimentos: retorno ou rentabilidade, liquidez e risco:

“Quanto vai render?” (retorno); “Se eu precisar do dinheiro, posso resgatar?” (liquidez); “É seguro?” ou ainda ”posso perder dinheiro?”.

Vamos estudar agora o retorno (rentabilidade), a liquidez e principalmente o tema risco, um dos mais solicitados no exame.

7.1.1 Retorno (rentabilidade)

A rentabilidade ou o retorno do investimento é a medida de ganho financeiro (nominal) sobre o total do investimento. Normalmente expressa em termos percentuais, ela é apurada por meio de um simples cálculo matemático: dividindo o valor de resgate (ou venda) pelo valor de aplicação (ou compra), subtraia 1 e multiplique por 100.

Exemplo: um investimento inicial de R$ 100,00, que hoje vale R$ 105,00, gerou um ganho financeiro nominal de R$ 5,00 e um retorno de 5%.

7.1.2 Liquidez

Definimos liquidez como a maior ou menor facilidade de se negociar um título ou um ativo, convertendo-o em dinheiro. Um investimento tem maior liquidez, quanto mais fácil for a conversão em dinheiro e quanto menor for a perda de valor envolvida nesta transação.

A liquidez está relacionada com a carência do investimento. Alguns investimentos impedem seu resgate durante um determinado período (carência), sob pena de não ter rentabilidade (falta de liquidez).

Provavelmente durante a carência do investimento ocorrerão menores movimentações na conta investimento, pois os clientes vão evitar saques para que ao final do período tenham rendimento. Um menor número de saques facilita a administração da carteira e favorece o fundo, que pode ter uma taxa de administração menor e conseqüentemente proporcionar maior rentabilidade.

O termo liquidez no mercado financeiro é usado para determinar a capacidade de um título ser convertido em moeda.

A liquidez absoluta só é conferida ao papel-moeda. Todos os outros títulos têm liquidez inferior, que varia conforme o tipo de investimento, prazo e a conjuntura econômica.

Dizemos também que o título tem liquidez quando conseguimos vendê-lo por um preço justo de mercado.

7.1.3 Risco

Risco é a possibilidade de que determinada situação tenha resultado diferente daquele que se espera. Constitui característica básica de todos os investimentos, como reflexo das incertezas associadas aos elementos determinantes do valor dos ativos financeiros.

Os três fatores expostos (risco, retorno e liquidez) devem ser considerados em conjunto no processo decisório do cliente. Não raro, os clientes decidem-se apenas em função da rentabilidade oferecida e descobrem que o investimento escolhido não apresenta a liquidez adequada às suas necessidades ou que o risco assumido é muito maior que o desejado (o que pode ser um verdadeiro desastre).

Assim, é fundamental que o cliente seja adequadamente orientado sobre as características dos produtos, principalmente no que diz respeito aos riscos envolvidos em cada um deles.

Risco pode ser entendido como uma medida do desconhecimento que um investidor tem a respeito do retorno de seus ativos, sejam eles financeiros ou não.

Quando um cliente toma uma decisão para a sua carteira de investimentos podemos classificá- la em três diferentes tipos: certeza, risco e incerteza. Observe que o risco situa-se entre a certeza e a incerteza do retorno da operação.

7.1.4 Risco Relativo e Risco Absoluto

Na Estatística, risco relativo (RR, do inglês - relative risk) é o risco de um evento (ou um fato) relativo à exposição. O risco relativo é uma relação entre a probabilidade do evento ocorrer num grupo determinado (grupo de risco) contra a probabilidade de esse evento ocorrer em outro grupo de controle (não exposto àquele risco).

Probabilidade de ocorrência num grupo exposto .

Probabilidade de ocorrência no grupo de controle

No mercado financeiro o risco relativo está associado ao risco de um investimento em relação ao seu benchmark, por exemplo: Fundo referenciado DI.

Veja o seguinte exemplo: a probabilidade de um fundo de investimento em ações (FIA A) ter uma rentabilidade negativa neste mês é de 20%. A probabilidade de acontecer à mesma coisa com um fundo de ações atrelado ao IBOVESPA (FIA B) é de 10%. Logo, o risco relativo de rentabilidade negativa associada ao FIA A seria igual a 2 (20 / 10).

Em outras palavras, os investidores do FIA A teriam duas vezes mais chances de ter uma rentabilidade negativa quando comparados aos investidores do FIA B.

O Risco Absoluto, em geral significa o risco observado ou calculado de um acontecimento numa população em estudo. Exemplo: probabilidade de rentabilidade negativa no FIA A.

No documento CPA-20 Bradesco.pdf (páginas 186-189)