IV. Especificações técnicas
6.3. MessageSpec e DocSpec
O presente ponto apresenta directrizes gerais sobre o modo de preenchimento dos elementos de dados MessageSpec e DocSpec, aquando da criação de um ficheiro de correcção, actualização ou anulação. Todas as actualizações nos campos devem ser efectuadas dentro dos referidos elementos de dados.
MessageSpec
Um ficheiro contém um elemento ou cabeçalho MessageSpec que permite a identificação de informação sobre a Entidade que submete o ficheiro e específica a data de criação, ano civil e período de reporte.
Tabela 83 - MessageSpec para correcção, actualização ou anulação de registos
ELEMENTO DESCRIÇÃO
MessageRefId Deve ser criado um novo valor único para a mensagem.
CorrMessageRefId
Devem ser identificadas as MessageRefId dos reportes anteriormente submetidos e que se encontram a ser corrigidos, actualizados ou anulados. O reporte pode apresentar um ou mais elementos CorrMessageRefId.
Aquando do envio de um ficheiro corrigido, o MessageRefId da mensagem original pode ser encontrado na notificação.
Exemplo:
<CorrMessageRefId>OrigMessageRefId1<CorrMessageRefId> <CorrMessageRefId>OrigMessageRefId2<CorrMessageRefId> <CorrMessageRefId>OrigMessageRefId3<CorrMessageRefId>
DocSpec
O elemento DocSpec identifica, de forma unívoca, um elemento de dados e referencia o registo a ser corrigido, actualizado ou anulado.
Tabela 84 - DocSpec para correcção, actualização ou anulação de registos
ELEMENTO DESCRIÇÃO
DocTypeIndic
Deve ser apresentado um dos seguintes códigos de identificação do tipo de reporte a ser submetido: FATCA2 para correcção, FATCA3 para anulação e FATCA 4 para actualização.
Como melhor prática, o ficheiro deve conter apenas um tipo de reporte, não devendo ser combinados vários tipos de reporte no mesmo ficheiro ou enviados diversos códigos FATCA (FATCA2, FATCA3 e/ou FATCA4) na mesma
mensagem.
Nota: A Instituição Financeira pode utilizar o mesmo ficheiro para corrigir erros
identificados em mensagens distintas. No entanto, não pode corrigir, actualizar e anular registos no mesmo ficheiro.
DocRefId Deve ser criado um novo valor utilizando o formato descrito no Capítulo
Anexos
Anexo A – Glossário
TERMO DESCRIÇÃO
AGT Administração Geral Tributária
EUA Estados Unidos da América
FATCA Foreign Account Tax Compliance ACT
GIIN Global Intermediary Identification Number
IGA Acordo Intergovernamental (Intergovernamental Agreement)
IRS Internal Revenue Service
SQL Structured Query Language
XML eXtensible Markup Language
Anexo B – Glossário de Termos
Tabela 85 - Glossário de termos
TERMO DESCRIÇÃO
Titular de Conta
Considera-se titular da Conta financeira a pessoa como tal identificada pela Instituição Financeira que mantém a Conta.
Não é considerada como titular da Conta uma pessoa que, não sendo uma Instituição financeira, detenha uma Conta financeira em benefício ou por Conta de outra pessoa, na qualidade de agente, depositário, mandatário, signatário, consultor de investimentos ou intermediário, considerando-se, neste caso, que o titular da Conta financeira é essa outra pessoa.
No caso de Contratos de seguro monetizável ou Contratos de renda, considera-se que o titular da conta é qualquer pessoa com direito a aceder ao valor em numerário ou a alterar o beneficiário do contrato ou, se não existir tal pessoa, considera-se que o titular da Conta é qualquer pessoa designada como titular para efeitos do contrato e qualquer pessoa com direito adquirido a um pagamento nos termos do mesmo.
Quando ocorra o vencimento de um contrato de seguro monetizável, ou de um contrato de renda, consideram-se como titulares da conta as pessoas com direito a receber um pagamento nos termos do contrato.
Sucursal
O termo sucursal inclui qualquer unidade, negócio, ou escritório de uma Instituição Financeira que seja tratado como uma sucursal ao abrigo da legislação de um país, ou que seja regulado pela legislação de forma separada dos restantes escritórios, unidades ou sucursais da Instituição Financeira.
Uma sucursal inclui unidades, negócios e escritórios de uma Instituição Financeira localizados no país (ou jurisdição) onde a Instituição Financeira é residente, bem como unidades, negócios ou escritórios da Instituição Financeira localizados no país onde a Instituição Financeira foi constituída.
Sucursal que detém uma Conta
Uma sucursal detém uma Conta se os direitos e obrigações do Titular de Conta, bem como a Instituição Financeira com acesso à Conta (incluindo quaisquer activos detidos na Conta) são governados pela legislação do país da sucursal
Instituição Financeira
Uma Instituição Financeira designa qualquer Entidade que seja uma Instituição de Custódia, uma Instituição de Depósito, uma Entidade de Investimento ou uma Empresa de seguros especificada, nos termos definidos na legislação FATCA.
Global Intermediary Identification Number
(GIIN)
O Global Intermediary Identification Number é um número atribuído às Instituições Financeiras reportantes, após as mesmas efectuarem o seu registo junto do IRS. Para a mesma Instituição Financeira, será emitido um GIIN separado para identificar cada sucursal que a Instituição Financeira mantenha numa jurisdição distinta da sua.
Acordo Intergovernamental (IGA)
Acordo Intergovernamental assinado, celebrado entre os EUA e outro país, , para melhorar o cumprimento das obrigações fiscais internacionais e implementar o regime FATCA. Angola assinou um IGA Modelo 1.
Entidade Não Financeira (ENF)
Uma Entidade Não Financeira designa uma Entidade Não Financeira que não é dos EUA e que não seja uma Instituição Financeira.
TERMO DESCRIÇÃO
Instituição Financeira reportante
O termo Instituição Financeira designa uma Instituição Financeira cumpridora das obrigações resultantes do regime FATCA, nomeadamente:
a) Instituição Financeira residente num país com Acordo Intergovernamental Modelo 1 assinado com os EUA;
b) Instituição Financeira residente num país com Acordo Intergovernamental Modelo 2 assinado com os EUA; e
c) Instituição Financeira que, não obstante residir num país sem Acordo Intergovernamental, celebrou um Acordo Particular com o IRS, ao abrigo do qual se compromete a cumprir com as obrigações do regime.
Entidade representante Uma Instituição Financeira representada é uma Entidade que se registou junto do IRS, por forma a cumprir com as obrigações de diligência devida e reporte de uma, ou mais,
Instituições Financeiras Representadas.
Pessoa que exerce o controlo que seja Pessoa
dos EUA reportável
Entende-se por pessoas que exercem controlo, as pessoas singulares que detêm o controlo de uma Entidade, devendo esta expressão ser interpretada de forma compatível com as Recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).
Estas recomendações encontram-se na base do conceito de beneficiário efectivo para efeitos da Lei do Combate ao Branqueamento de Capitais e do Financiamento do Terrorismo (i.e. Lei n.º 34/11, de 12 de Dezembro).
Ora, ao abrigo da referida Lei, o conceito de beneficiário efectivo refere-se a qualquer pessoa singular proprietária última ou detentora do controlo final de um cliente ou as pessoas no interesse da qual é efectuada uma operação, devendo abranger:
No caso do cliente ser uma pessoa colectiva, as pessoas singulares que, em última instancia, detêm a propriedade ou o controlo, directo ou indirecto, igual ou superior a 20% do capital da sociedade ou dos direitos de voto da pessoa colectiva, que não seja uma sociedade cotada num mercado regulamentado, sujeita a requisitos de informação consentâneos com normas internacionais; e
No caso do cliente ser uma Entidade jurídica que administre e distribua fundos, (ii) as pessoas singulares beneficiárias de pelo menos 20% do seu património, quando os futuros beneficiários já tiverem sido determinados, (ii) a categoria de pessoas em cujo interesse principal a pessoa colectiva foi constituída ou exerce a sua actividade, quando os futuros beneficiários não tiverem sido ainda determinados, ou (iii) as pessoas singulares que exerçam controlo igual ou superior a 20% do património da pessoa
colectiva.
Estrutura fiduciária (trust) documentada por um
Fiduciário (trustee)
São consideradas como «estruturas fiduciárias documentadas por um fiduciário» as estruturas fiduciárias que preencham os seguintes requisitos:
d) Sejam constituídas ao abrigo da legislação nacional;
e) Sejam instituições financeiras dos E.U.A. reportantes ou instituições financeiras participantes; e
f) O seu fiduciário reporte todas as informações exigidas nos termos do regime, como se as estruturas fiduciárias fossem instituições financeiras reportantes.
Anexo C – Documentação relacionada Legislação FATCA
Tabela 86 – Documentação relacionada com a Legislação FATCA
DOCUMENTAÇÃO DESCRIÇÃO
Acordo Intergovernamental (IGA) entre a República de
Angola e os EUA
Acordo Intergovernamental celebrado entre a República de Angola e os EUA a 9 de Novembro de 2015.
Decreto Legislativo Presidencial Nº1/17
Diploma que visa transpor para o ordenamento jurídico angolano as obrigações assumidas no âmbito do Acordo Intergovernamental celebrado entre a República de Angola e os EUA.
A definir
Diploma que visa regulamentar um conjunto de matérias complementares ao Decreto Legislativo Presidencial Nº1/17.
Especificações do Ficheiro XML
Tabela 87 – Documentação relacionada com as Especificações do Ficheiro XML
DOCUMENTAÇÃO DESCRIÇÃO
AO FATCAXML Documento que apresenta as principais especificações relativas ao reporte
FATCA.
AO isofatcatypes
Documento que identifica os códigos de país especificados na norma ISO 3166-1 (código ISO 3166-1 Alpha 2) e os códigos de moeda definidos na norma ISO
4217 (código ISO 4217 Alpha 3).
AO oecdtypes
Documento que define os valores admitidos no que diz respeito a: Natureza legal da Entidade; e
Tipo de denominação aplicável a Pessoas Singulares e Entidades.
AO stffatcatypes
Documento que define os tipos de dados utilizados no âmbito do reporte FATCA, e baseados no Standard Transmission Format (STF), nomeadamente:
Tipos de dados simples reutilizáveis (e.g. StringMax10_Type,
StringMin1Max200_Type, TwoDigFract_Type); ou
Tipos de dados complexos reutilizáveis (e.g. Address_Type,
Documentação adicional
Tabela 88 – Documentação relacionada adicional
DOCUMENTAÇÃO DESCRIÇÃO
Global Unique Identifier (GUID)
O GUID é um tipo especial de identificador utilizado em aplicações de software para fornecer um número de referência que seja único em qualquer contexto. Apresenta um formato composto por grupos de 8,4,4,4 e 12 dígitos, separados
por hífens (e.g. 561d1cc4-c7b5-431e-94a7-e0c2ed9a8d2c).
Código ISO 3166-1 Alpha 2
Os códigos ISO 3166-1 Alpha 2 definem os códigos associados a países, conforme a norma internacional ISO 3166-1. São constituídos por duas letras e os seus valores admitidos encontram-se apresentados no documento AO
isofatcaTypes (e.g. AO).
Código ISO 4217 Alpha 3
Os códigos ISO 4217 Alpha 3 definem os códigos de três letras associados à moeda de referência, conforme a norma internacional ISO 4217. Os seus valores admitidos encontram-se apresentados no documento AO isofatcaTypes (e.g. USD).
Anexo I – PoolReport
Conforme apresentado anteriormente, o elemento PoolReport e respectivos sub-elementos não devem ser preenchidos. Não obstante, o elemento deve ser incluído no ficheiro criado pelas Instituições Financeiras.