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O MESTRE DA SENSIBILIDADE – JESUS CRISTO

No documento COMO TRANSFORMAR VIDAS ACESSE: (páginas 30-34)

“Jesus, o maior especialista no território da emoção”.

(Por Augusto Cury)

Todavia, no Getsêmani, expressou que sua alma estava profundamente triste. O que ele vivenciou naquele momento: depressão ou uma reação depressiva momentânea? Qual a diferença entre esses dois estados? Quais foram os procedimentos que Cristo adotou para administrar seus pensamentos e superar sua dramática angústia?

Jesus disse: “Pai, se possível, afaste de mim este cálice, mas não faça como eu quero, mas como tu queres!”. (Mateus 26: 39). Ele hesitou diante da sua dor? Alguns veem naquele pedido de Cristo recuo e hesitação. Todavia, se estudarmos detalhadamente seu comportamento, compreenderemos que ele proferiu, naquela noite densa e fria, a mais bela poesia de liberdade, resignação e autenticidade.

Estava plenamente consciente do cálice que iria beber. Seria espancado, açoitado, zombado, cuspido; teria uma coroa de espinhos cravada na cabeça e, por fim, passaria seis longas horas na cruz até a sua falência cardíaca.

A psicologia e a psiquiatria têm muito a aprender com os pensamentos e as reações que o mestre expressou ao longo de sua história, principalmente nos seus últimos momentos. Diante das mais dramáticas situações, ele demonstrou ser o Mestre dos Mestres da escola da vida. Os sofrimentos, em vez de abatê-lo, expandiam sua sabedoria. As perdas, em vez de destruí-lo, refinavam-lhe a arte de pensar. As frustrações, em vez de desanimá-lo renovavam-lhe as forças.

A missão, propósito ou objetivo de Jesus Cristo é impressionante. Não queria apenas colocar os seres humanos numa escola de sábios, mas também imergi-los na eternidade. Ele os valorizava ao máximo, por isso nunca desistia de ninguém, por mais que o frustrassem. Sob seu cuidado afetivo, as pessoas começaram a contemplar a vida por outra perspectiva.

Investigar a personalidade de Jesus Cristo nos fará assimilar mecanismos para expandir nossa qualidade de vida e prevenir as mais insidiosas doenças psíquicas da atualidade: a depressão, a ansiedade e o estresse.

CONCLUSÃO

Vimos que a Ansiedade e Depressão trazem alguns sintomas que precisam ser tratados, tanto no físico, na alma ou no espiritual, mas que nunca podem passar despercebidos. Mas como identificar o tipo de tratamento? Dependendo do sintoma precisa procurar um especialista: Médico (Psiquiatra), Psicólogo, Coach ou Conselheiro Espiritual.

A depressão é uma doença que apresenta não apenas sintomas como desânimo, cansaço, falta de interesse por desempenhar algumas tarefas ou tristeza profunda. Sua manifestação pode desencadear vários sintomas, entre eles ansiedade, inquietude, dificuldade de concentração, perda ou excesso de sono, dores de cabeça e até mesmo problemas digestivos.

“Larga de frescura!”; “Pra que tanto drama?”; “Eu não aguento mais esse seu mau humor!”; “Que preguiça, hein!”; “Quanta agitação! Concentre-se!”. Essas são afirmações comuns de serem ouvidas por pessoas que sofrem de depressão e que possivelmente ainda não identificaram o problema. Ainda que o diálogo sobre o assunto esteja sendo ampliado, há quem resista em aceitar a existência e o tratamento da doença, bem como a necessidade de atenção especial e apoio aos que sofrem vitimados por ela, o que dificulta muito o alcance da cura.

Há fatores que podem tornar o indivíduo mais suscetível: carga genética;

mudanças na expressão gênica ao longo da vida (por aspectos endógenos ou ambientais); alterações no sistema neuroendócrino; padrões cognitivos e comportamentais mais rígidos com o tempo; e traumas sofridos na infância (negligência, abusos físicos ou sexuais) ou atuais (doenças, perdas, lutos). Todos esses elementos interagem de maneira complexa e ainda pouco compreendida para a gênese do processo depressivo. Estudos mostram que existe uma carga genética para depressão, sendo a ocorrência em gêmeos monozigóticos (idênticos/univitelinos gerados a partir do mesmo óvulo) maior do que em gêmeos dizigóticos (gerados a partir de dois óvulos).

Mas, até o momento, nenhum gene específico foi associado ao problema.

O diagnóstico de Depressão é feito com base no exame clínico do paciente: os sintomas referidos e a história pessoal e familiar são as principais fontes de informação que permitem ao médico experiente firmar o diagnóstico.

Apesar de toda a evolução, não existem exames laboratoriais ou complementares que possam dar o diagnóstico de Depressão. Os exames – sangue, urina, tomografia, ressonância magnética, eletroencefalograma, etc - são necessários para diferenciar a Depressão de outras doenças.

Pessoas que sintam alguns desses sintomas constantemente, com intensidade suficiente para comprometer sua vida social e laborativa devem procurar atendimento médico para investigação de uma Depressão. Dizemos provavelmente porque outras doenças como anemia ou distúrbios da tireoide podem trazer sintomas similares e caberá ao médico diferenciar os quadros.

Como em toda doença, existem os casos leves, os moderados e os graves, estes felizmente os mais raros. Os sintomas isolados podem se caracterizar por sua intensidade em leve, moderado ou grave. Os leves podem mais facilmente confundidos com reações normais, ao passo que os graves costumam ser facilmente reconhecidos.

Tanto o psicólogo e o psiquiatra são profissionais que podem auxiliar no tratamento da depressão ou diagnosticar sua suspeita.

O psicólogo ajudará nas questões emocionais que são de extrema relevância na ajuda do tratamento.

A depressão não só envolve o emocional, mas a parte física, pois envolve também a parte química do corpo.

Dessa forma, dependendo do grau em que a doença se encontra, o paciente pode se encontrar em profunda apatia não conseguindo reagir e procurar ajuda por esforços que dependem da vontade e disposição física.

Nesse caso a ajuda de medicamentos o ajudará a reagir e a iniciar um tratamento médico e psicoterapêutico, ambos de considerável importância.

Com os cristãos não é diferente. Ainda que existam na Bíblia relatos acerca da condição difícil vivida por alguns personagens, a maneira errônea de interpretar o sofrimento e a falta de ajuda e compreensão pode agravar o problema, principalmente quando tratado como ação demoníaca e não reconhecido como uma doença que precisa de orações e também de acompanhamento profissional. De acordo com a Organização das Nações Unidas no Brasil (ONU BR), cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano – sendo a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos.

O Pr. Ulysses N. Santos, psiquiatra, coordenador-geral da Associação Evangélica de Psicanalistas e membro da Igreja Batista Filadélfia (Vitória/ES), elucida que na maioria dos casos de suicídio a intenção das vítimas não é tirar a própria vida, mas sim reverter a situação na qual se encontram.

A Bíblia não fala diretamente sobre depressão, mas apresenta personagens que enfrentaram o transtorno. “O que observamos na Bíblia é que o recurso espiritual foi

fundamental na recuperação da pessoa com depressão. Podemos ver a presença constante de Deus com indivíduos que sofreram depressão, como no caso de Elias. É muito importante saber que, mesmo que eu não consiga orar ou sentir Deus, Ele continua ali do meu lado, ajudando-me a atravessar aquele momento. Ele sabe o que estou vivendo e está cuidando de mim nesse momento.”

Para o tratamento da doença é fundamental a resiliência, que consiste na capacidade de lutar e enfrentar o problema. Porém, nem sempre existe. No livro de Jó, é possível ver sua dificuldade de reagir após perder sua saúde e o apoio da esposa. Em seu relato no capítulo 6:11-14 – “Onde estão as minhas forças para resistir? Por que viver, se não há esperança? Será que sou forte como a pedra? Será que o meu corpo é de bronze? Não sou capaz de me ajudar a mim mesmo, e não há ninguém que me socorra.

Meus amigos me desapontaram. Uma pessoa desesperada merece a compaixão dos seus amigos […]” – fica clara a necessidade de ajuda.

O auxílio procurado por Jó foi encontrado em Deus, conforme descreve o capítulo 19: 25 – “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra” –, assim como vemos a providência divina narrada em 42:12” – “O Senhor abençoou a última parte da vida de Jó mais do que a primeira”. Entretanto, o próprio Jó relatou a necessidade de compreensão e auxílio, o que nos mostra que a fé em Deus é o essencial, mas hoje Ele capacita profissionais para ajudar no tratamento.

Citando Gálatas 6: 12 – “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” –, o Pr. Ulysses pondera sobre a importância da comunhão no tratamento da depressão, à luz da Palavra de Deus. Ele esclarece que a “compreensão do marido, de um filho que está longe”, é essencial no auxílio a quem sofre com a doença, muito importante quando se trata de uma manifestação leve ou moderada. Quando for grave, são necessários a intervenção profissional e o uso de medicamento.

“Como cristão, acredito que nenhuma doença ou transtorno foram planejados por nós. Logo, creio que não somente as doenças físicas ou psicológicas, mas também os modos desiguais e opressores que vivemos em nossa sociedade, os modelos familiares disfuncionais e a baixa qualidade de vida e acesso à saúde são frutos de uma condição decaída do homem que através do pecado se afastou do projeto inicial de plenitude e vida eterna de seu Criador”.

No documento COMO TRANSFORMAR VIDAS ACESSE: (páginas 30-34)

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