3. METODOLOGIA
3.1. CONDIÇÕES E PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Foi feito um estudo em uma sorveteria na cidade de Assú/RN, almejando obter
informações para propor melhorias para esta empresa. Esta empresa foi escolhida,
pois além de localizar-se na mesma cidade do pesquisador, sua direção sempre se
mostrou receptiva à ideia de realização de estudos acadêmicos na mesma
entendendo a importância e os ganhos que a ação poderia trazer para o crescimento
organizacional. E, além disso, a empresa reúne características favoráveis para a
aplicação das ferramentas da qualidade.
O trabalho iniciou-se com um levantamento bibliográfico em livros, revistas e
periódicos sobre a Engenharia da Qualidade com foco nas principais ferramentas
recomendadas pelos mais renomados autores da área. Esta etapa da pesquisa foi
iniciada em maio e finalizada em agosto de 2018.
A coleta de dados foi iniciada em julho de 2018, por meio de três visitas
técnicas à empresa, nos dias 09, 23 e 30 de julho, além de visitas a um dos
revendedores dos produtos, entre os dias 18 e 21 de julho.
Na primeira visita, no dia 09/07, foi feito uma vistoria geral para identificar
aspectos que poderiam comprometer a qualidade dos produtos fabricados pela
empresa. Neste momento foram feitas observações no processo produtivo e teve
acesso a algumas informações, como: quais os produtos que a empresa produzia e
número de funcionários atuantes.
Fundamentado nos parâmetros expressos na bibliografia, construiu-se um
questionário para a aplicação junto aos clientes da empresa. Esse questionário foi
confeccionado pela própria pesquisadora que usou como campos gerais de perguntas
alguns questionários já existentes na bibliografia, mas sendo adaptado à realidade
local. Esse período de coleta de dados ocorreu aproximadamente durante quatro dias
(de 18 a 21 de julho de 2018).
Coletou-se a percepção de 30 consumidores referente a diferentes áreas de
atuação da empresa estudada. Segundo Viali (2010), o Teorema Central do Limite,
em estatística, garante que se (X1, X2,..., Xn) é uma amostra aleatória extraída de uma
população com qualquer distribuição média (μ) e o desvio padrão (σ), então a média
da amostra terá uma distribuição aproximadamente normal. O autor garante que para
amostras de 30 ou mais valores, em geral, a aproximação já será
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suficientemente boa, para se puder utilizar este resultado. O questionário aplicado
nesta etapa da pesquisa está localizado no Apêndice A deste documento. Os
resultados dos dados foram detalhados no tópico 4.2 deste trabalho.
Na segunda visita técnica, no dia 23/07/18, o público alvo foram os funcionários
do nível operacional, com a aplicação de um questionário objetivou-se conseguir a
percepção interna destes. O questionário (Apêndice B) foi confeccionado de acordo
com alguns aspectos observados na primeira visita técnica. O contato com os
funcionários teve duração de aproximadamente 30 minutos e os resultados desta
coleta foram discutidos no tópico 4.3 do trabalho.
Para finalizar a coleta de informações, foi feita uma última visita técnica, no dia
30/07/18, neste caso para obter informações diretamente do gerente, por meio de uma
entrevista. A entrevista foi feita dentro das próprias instalações da empresa, no
período matutino, e durou aproximadamente 30 minutos. Foi aplicada uma entrevista
semiestruturada, que segundo Gil (2002), é uma entrevista guiada por um roteiro com
pontos de interesse a serem abordados e o entrevistado possui liberdade para falar
abertamente sobre o assunto. O guia usado nessa entrevista está no Apêndice C e
seus resultados no tópico 4.4 do trabalho.
3.2. INSTRUMENTOS DE COLETA E TABULAÇÃO DE DADOS
Os principais instrumentos de coleta de dados foram questionários aplicados
aos clientes e aos funcionários. Segundo Gil (2002), o questionário é o meio mais
rápido e econômico de obter informações, não necessita de treinamento especializado
e assegura o anonimato dos envolvidos.
Outra forma de obtenção de informações foi a realização de entrevista semi-
estruturada feita junto ao gerente da empresa. O guia da entrevista foi elaborado pela
pesquisadora com base no feedback obtido no questionário aplicado com os clientes.
O registro da entrevista se deu por meio de um gravador de voz utilizando- se um
aplicativo de celular smartphone.
Para a organização dos dados obtidos nas etapas de coleta e construção de
gráficos, foi utilizado o MS Excel, versão 2013, e a interpretação desses dados foi por
meio das porcentagens calculadas de acordo com as informações dos questionários.
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Para a aplicação da ferramenta de qualidade Diagrama de Causa e Efeito e do
organograma empresarial foi usado o software Canva, específico para esse tipo de
trabalho.
3.3. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
Considerando que os dados obtidos foram convertidos em informações
numéricas, a pesquisa apresenta uma abordagem quali – quantitativa. Segundo Silva
e Menezes (2005), a pesquisa com abordagem quantitativa inicia-se com certa
quantidade de pessoas, usa dados estatísticos e generaliza o que foi identificado nos
casos individuais, enquanto a abordagem qualitativa busca explicação individual para
aquilo que se estuda.
Quanto ao objetivo, este trabalho pode ser classificado como uma pesquisa
exploratória e descritiva, onde se busca explicar o que já é conhecido por meio de
levantamento bibliográfico. A pesquisa descritiva observa, analisa e relaciona os
dados, sem manipulá-los (GIL, 2002).
Quanto à natureza, pode-se afirmar que o trabalho é uma pesquisa aplicada,
pois foi gerado um conhecimento para uma aplicação, com o objetivo de solucionar
um problema. A pesquisa aplicada, segundo Silva e Menezes (2005), envolve
verdades e interesses do local pesquisado.
Por último, quanto aos procedimentos, o trabalho foi realizado por meio de
pesquisas bibliográficas e um estudo de caso. Segundo Gil (2002), a pesquisa
bibliográfica é realizada tendo como base materiais já elaborados, como livros, artigos,
revistas, entre outros. De acordo com Silva e Menezes (2005), o estudo de caso é
definido como uma pesquisa sobre determinado grupo e seus aspectos particulares,
trabalhando com dados ou fatos obtidos na própria realidade.
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No documento
CHRISTIANE LOPES DOS SANTOS
(páginas 32-35)