3.2 Modelos de Fus˜ao de Dados ou Informac¸˜oes com Suporte `a Participac¸˜ao Hu-
3.2.2 Modelos com Participac¸˜ao Humana Ativa e Especificada
3.2.2.1 Modelo Fuse-Act Situational User Refinement (FASUR)
Blasch e Plano (2003) exploraram o conceito de refinamento por usu´arios atrav´es da decis˜ao e ac¸˜ao baseado em modelos situacionais de lideranc¸a. Eles desenvolveram o modelo FASUR o qual detalha quatro comportamentos do humano frente `a informac¸˜ao situacional, tais como: ne- gligenciar, consultar, confiar e interagir, e cinco func¸˜oes de refinamento dirigido pelo humano, tais como: planejar, organizar, coordenar, direcionar e controlar.
Os autores afirmam que o refinamento por usu´arios, dependendo da situac¸˜ao, inclui rela- cionamentos de trˆes grandes vari´aveis: a tarefa (como os sensores devem trabalhar dada uma situac¸˜ao); a capacidade do sistema de fus˜ao (a habilidade dos sensores combinados de trabalhar como desejado); e o comportamento humano (dirigido pela tarefa, em uma ou duas direc¸˜oes de interac¸˜ao com a m´aquina).
O modelo FASUR especifica que, para determinar o comportamento humano adequado para qualquer situac¸˜ao, o humano deve primeiramente determinar seu objetivo (tarefa), avaliar a capacidade do SFDs e finalmente adaptar seu comportamento para se adequar `as capacidades do SFDs, utilizando um dos quatro roteiros de ac¸˜ao.
O comportamento de “Negligenciar”, tamb´em conhecido como “contar”, ´e caracterizado como uma interac¸˜ao de uma ´unica direc¸˜ao na qual os humanos definem os papeis dos sensores
e os dizem o que fazer, como fazer, quando fazer e onde realizar tarefas com controle direto. Neste caso o humano n˜ao avalia a situac¸˜ao e diz ao SFDs para responder a situac¸˜oes espec´ıficas. “Consultar”, tamb´em conhecido como “vender”, ´e dirigido pelo humano em sua maior parte. O usu´ario tenta atrav´es de uma interac¸˜ao e suporte fazer os sensores aceitarem suas decis˜oes. Se o humano confia no sistema de fus˜ao e usa o sistema via display, ent˜ao o humano ´e um simples usu´ario, n˜ao um gerente. No caso de SFDs ter pouca capacidade para avaliar a situac¸˜ao, o humano deve consultar e vender ideias `a m´aquina para que a mesma entenda os comandos.
Na modalidade “Interagir”, tamb´em chamado de “participar”, o usu´ario e os sensores com- partilham a tomada de decis˜ao atrav´es de interac¸˜ao em duas vias. O usu´ario considera que o SFDs tem a habilidade para discutir o problema com o usu´ario e conhecimento suficiente para ajudar a realizar a tarefa. Este ´e o caso mais desejado, quando o humano e a m´aquina interagem. Confiar significa “delegar” e envolve deixar o SFDs (ou sensores) executar sua pr´opria tarefa. O usu´ario delega ao SFDs com altas capacidades, capaz de realizar as tarefas e assu- mir responsabilidades para direcionar a pr´opria ac¸˜ao. O usu´ario confia no SFDs para obter informac¸˜ao e atua como um gerente com tarefas e planos.
Considerando as func¸˜oes de um usu´ario no refinamento por usu´arios, o modelo FASUR especifica que o “planejamento” ´e o processo de selecionar e desenvolver o melhor curso de ac¸˜ao para atender um objetivo. Para planejar, um usu´ario deve definir uma miss˜ao e os requisitos de sensoriamento para resolver um problema de observac¸˜ao. Resolver o problema envolve definir e organizar objetivos, obter todos os dados e avaliar uma situac¸˜ao/ambiente, listar as poss´ıveis soluc¸˜oes, avaliar plano de ac¸˜ao, testar as soluc¸˜oes, selecionar a mais adequada e agir conforme a soluc¸˜ao.
J´a a func¸˜ao de “organizac¸˜ao”, como parte do refinamento, ocorre depois de escolher um plano de ac¸˜ao. Trata-se de uma determinac¸˜ao de uma estrutura de sensores e alocac¸˜ao de recur- sos para tal estrutura.
A “coordenac¸˜ao” d´a in´ıcio `a fase de execuc¸˜ao e trata-se da manutenc¸˜ao da cooperac¸˜ao dos elementos sensores, que influenciam e podem influenciar o plano de refinamento. ´E o esforc¸o de encontrar a melhor combinac¸˜ao de sensores poss´ıvel. Outras raz˜oes para o uso da coordenac¸˜ao s˜ao a unificac¸˜ao de esforc¸os entre tarefas e a promoc¸˜ao do entendimento m´utuo entre usu´ario e sistema.
O “direcionamento” segue o planejamento e a organizac¸˜ao. Trata-se de colocar em pr´atica o plano. ´E uma combinac¸˜ao de ativac¸˜ao, tarefas, delegac¸˜ao e monitoramento, e pode ser di-
vidido em quatro etapas, tais como: (1) determinar instruc¸˜oes para colocar o plano em ac¸˜ao, (2) selecionar uma forma de comunicar instruc¸˜oes, (3) impulsionar a tecnologia de fus˜ao para atingir os objetivos e (4) direcionar os sensores devido ao monitoramento.
Finalmente, o “controle” proporciona a medida formal e an´alise das ac¸˜oes do usu´ario em pontos de parada estabelecidos. Controlar significa estabelecer m´etricas, comparar resultados atuais aos medidos e tomar ac¸˜oes corretivas quando necess´ario.
De acordo com os autores, um usu´ario precisa estar ciente de seu comportamento e as cinco func¸˜oes para operac¸˜oes eficazes e eficientes de fus˜ao de sensores. Os mesmos tamb´em afirmam que as t´ecnicas e procedimentos aplicam-se a quase todas as situac¸˜oes e que func¸˜oes de refinamento do usu´ario suportam a atribuic¸˜ao de tarefas eficaz para o sistema de fus˜ao.
O modelo FASUR (Figura 3.7) especificou em detalhes o comportamento e func¸˜oes do usu´ario frente ao refinamento por usu´arios introduzido pelas revis˜oes do JDL feitas por Stein- berg(1999). Embora haja um n´ıvel de granularidade satisfat´orio para compreender as interac¸˜oes homem-maquina junto ao processo de fus˜ao de dados e informac¸˜oes, o alvo das ac¸˜oes de refi- namento ´e restrito ao conjunto de sensores, o que muitas vezes significa apenas parametrizar as “entradas”.
O comportamento e ac¸˜ao do humano influenciados pelas limitac¸˜oes informacionais ou in- certezas introduzidas pelo processo de fus˜ao, n˜ao habilitam a busca por alternativas de refina- mento durante outras fases ou ao longo do processo, como por exemplo o processamento ou mesmo a visualizac¸˜ao das informac¸˜oes.
O modelo FASUR ´e tamb´em um representante dos modelos de fus˜ao de dados que empre- gam apenas implicitamente o conhecimento sobre a qualidade de dados e informac¸˜oes como insumo do processo.
3.2.2.2 Modelo do “Grupo de Fus˜ao de Dados e Informac¸˜ao” (Data and Information Fu-