II. Modelos Lineares
II.3. Um Modelo para
Audsley, em [13 e [23, expSe um modelo de programação linear
para o planejamento de culturas,
comparação de novas
I
22
técnicas e aquisição de máquinas.
Audsleytl]
apresenta através de um exemplo simples a
formulação matemática do modelo. Audsley[23 dsscr svs como
são acessados os dados e, apresentados os resultados de form
a mais orientada para o usuário, i. e. o empresário rural.
Desses dois trabalhos do autor, pode-se perceber sete tipos
de restriçSes lineares, enunciadas na sequência.
I-RESTEIÇ2G DE HOMEM-HORA ou de HQRA-MÃQUINA
Para cada homem ou máquina, em cada periodo, a cada nível de
trabalho, o número total de horas necessárias para todas as
operaçSes, àquele nível ou abaixo, deve ser menor ou igual
às horas dispponíveis.
II- TERRA
O total da terra em uso no fim do ano deve ser menor ou
igual à área total da fazenda.
II- HOMENS e MÁQUINAS
O número de homens C máquinas!) deve ser maior, menor, ou
igual a uma certa quantia Cquota}.
23
IV- SEQUSNCIA DE OPEEAÇ3ES
Para duas operaçtSes subsequentes para cada período, a área
total da segunda operação levada a termo deve ser menor ou
igual à área. da primeira operação.
V- SEQUENCIA DE CULTURAS
cO Para a última operaçSo de uma lavoura, para cada período,
a área total
transferida para novas culturas naquele
período, deve ser menor ou igual á área total da última
operação levada a termo.
£0 Para a primeira operação de cada lavoura, para cada
período, a área total da primeira operação levada a termo,
deve ser menor ou igual à área total proveniente de lavouras
anteriores Caté àquela datai?.
VI- PROPORÇXO de uma OPERAÇSO
A área de um operaçSo levada a termo num período deve ser
» menor ou igual a uma proporção especificada da área
total daquela operação.
VII- QUOTAS de PRODUÇXO
A área total de uma lavoura deve ser maior, menor, ou igual
a uma quantidade pré estabelecida.
24
Neste modelo, o objetivo é o da maximização do lucro da
empresa. Lucro este definido como a soma das margens brutas
atuais de cada cultura, menos o custo anual de homens,
maquinarias e outros custos fixos. A margem bruta atual de
uma cultura é a margem bruta daquela cultura menos custos de
combustível e custos de penalidades devidos a rotaçSes de
culturas e atrasos nas operaçSes. Já que os custos fixos não
dependem das áreas de lavoura, ou das variáveis homens e
maquinaria, não serão estes custos incluídos no problema de
programação.
Sobre a empresa e empresário rural, Audsley escreve: Fazenda
é sem dúvida um. negócio de altos e baixos. A lucratividade
das culturas e o
tempo disponível
para
trabalho são
impredizíveis. Ê provÁvel que dois fazendeiros r&o façam a
mesma, previsto. Além dos efeitos do tipo de solo, um
fazendeiro conservador tenderá, a dar estimativas baixas de
lucro e tempo de trabalho disponível numa cultura de risco.
Ê provkvel que talvez num, dentre dez anos, um fazendeiro
conservador, seja incapaz de fazer o trabalho necessário no
tempo disponível, devido ao mau tempo. Um colega menos
conservador, que espera mais tempo de trabalho disponível,
pode talvez em três dentre dez anos riSo realizar o trabalho
planejado.
Segundo Audsley[1,23,
para se modelar
o
processo
de
maximização de lucros do fazendeiro a logo prazo, através da
programação linear, é necessário que saiba:
cl> o lucro
25
wsp&píido ciw uiíis. cui i,urâ.■ fcO 3.s 3."Livi.d3.dwS n&csssáríâs p3.r*£,
produzi-Ia; cO o tempo necessário para se completar cada
a. ti vi dade;
cD
a estimativa para o tempo de trabalho
disponível para cada atividade; e e3 o custo de homens e
máquinas.
Em suas palavras: para maximizar seu lucro, o fazendeiro
deve
selecionar
as
lavouras,
o
número
de
homens
e
Yfi£t£}WLnax'ia. Uma ves tenham, sido tomadas essas decisSes, ele
teré. Que usar tais recursos com. a melhor de suas habilidades
em fa.ce à oco2'r&ncia dos fatos. A pior var-ià.vel é o clima,
rfuzs o custo e a oferta de tnateriais C insurftos^ e a
lucratividade das cul t uras podem se alterai■ drast icansente
num. curto espaço de tempo. O efeito mais danoso do clima é
F & S tn.TLgh?' O TlXlUTt&rQ
ci&
fcOFCtS
d í S p ü í l l /L'i? i £ .
G&rCZ L YTl£?Y± t &
O S
fazendeiros erram mais por precaução, e consideram prudente
esperair- um til ve l que ocorra sete ou oito vezes em dez.
Assim, têm tempo para, num bom ano realizar atividades de
o h
L
q t l qi
Q%i& embora. yiSo
s&jcufn Ti&c&ssà.ricL£ todos os onos
t
devem ser feitas de tempos em tempos.
Audsley apresenta seu modelo através de um exemplo numérico
acerca de uma fazenda fictícia de IS ha disponíveis para a
produçSo
agrícola.
SSo
duas
as
lavouras
elegíveis
genericamente X e Y. O tempo de planejamento é dividido em
seis períodos.
A cultura X pode ser colhida tanto no
primeiro quanto no segundo períodos, mas sendo colhida no
segundo haverá uma queda na margem de lucro de ÍQX por causa
I
26
dos custos da época Ctambém conhecidos como custos por
penalidades ou de oportunidadeD, isto é o cjue ocorre por
exemplo numa cultura de cereais. A aragem da terra que
estava ocupada com a cultura X pode ser feita nos períodos
2, 3, 4, e 5. A cultura Y pode ser colhida em qualquer
período desde o segundo até o quarto, mas quanto mais tarde,
mais se eleva a margem de lucros, isto é o que acontece por
exemplo numa cultura de beterraba para extração de açúcar. A
lavoura X pode ser semeada tanto no quarto como no quinto
períodos. Além disso, é permitido apenas à lavoura X seguir
a ela mesma e se isso ocorrer, o lucro da lavoura X fica
reduzido de 1 0%.
O modelo pode ser expresso por:
MAXIMIZAR
xhi + 0,9 xh2 +
1 , 6 yh2 +
1 , 8 yha + 2 yh4 - 0, 1 xds +
-0,1 X/XC2D + X/XC3D + X/XC4D
TAL QUE:
1 , S xhi
<
10
1,5 xh2 + 2 yh2 + 0,5 xp2
<
10
2 yh3 + 0,5 xps + 0,5 yps
<
8
2 yh* + 0 , 5 xp4 + 0 , 5 yp4 + 0 , 3 x d *
<
7
0 , 5 xps + 0 , 5 yps + 0 , 3 xds
<
5
0 , 6 ydtí
<
1 0
x p2
<
xhi + x h2
xpz + xp3
<
xhi + x h2
x p z + X p3 + x p i
<
27
Xp2 + xp3 + xp4 + xps
<
xhl + xh2
X/XC2D + X/YC2D
<
xp2
X/XC2D + X/YC2D + X/XC33 + X/YC4!) + X/XC4J < xp2 + xpa
X/XC22) + X/YC2D + X/XC3D + X/YC4D + X/YC33 + X/XC4Z) +
+ X/XC53 + X/YC5Z> í xp2 + xpa + xp4 + xps
Y/XC 33
< ypa
Y/XC3D + Y/XC4D
<
ypa + yp*
Y/XC33 + Y/XC4Z) + Y/XC53
<
ypa + yp* + yp5
xd4
< X/XC23 + X/XC3D + X/XC4D + Y/XC33 + Y/XC4D
yd<s
< X/YC23 + X/YC3D + X/YC43 + X/YCS3
xd* + xd=
< X/XC22? + X/XC3D + X/XC43 + X/XC5D +
+Y/XC3D + Y/XC43 + Y/XC5D
xhi + xh2 + yhi + yh2 + yhs
í
16
variável que descreve a quantidade de área que a
lavoura anterior, X, transfere para a posterior
béiíi X , no per í odo í .
variável que descreve a quantidade de área que a
lavoura anterior, X, transfere para a
posterior,
Y , no per i odo i .
variável que descreve a quantidade de área que a
lavoura anterior, Y, transfere para a posterior,
X, no período i.
variável
que descreve a área de c_-olheita da
lavoura X, no período i.
variável que descreve a área de colheita da
Onde:
X/KC O
X/YCO
Y/XC O
28
1 avour a Y , no per í odo i .
XP>-
variável que descreve a área da lavoura X, que é
arada no período i.
ypt
variável que descreve a área da lavoura Y , que é
arada no período i.
x<^*-
variável que define a quantidade de área que é
semeada na cultura X, no período i.
yài
variável que define a quantidade de área que é
semeada na cultura Y, no período i.
No documento
Risco e incerteza em modelos de programação linear aplicados ao planejamento empresarial agricola
(páginas 38-45)