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Capítulo 3 – Parte Experimental

3.4 Modo de tratamento dos dados

O procedimento usado, de modo sucinto, começou com a recolha dos dados de queda provenientes do ano de 2017. A recolha de dados foi feita a partir do Serviço de Gestão de Informação do CHTMAD. O modelo empregue na gestão de informação pelo SClínico, sendo desconhecido à partida, conduziu a simular dados em ambiente de teste do SClínico com um utente virtual. Esta fase de simulação contou com a intervenção de dois enfermeiros da Unidade

Hospitalar de S. Pedro, onde procederam ao registo de intervenções relacionadas com quedas em ambiente hospitalar. Esta simulação permitiu identificar as tabelas na base de dados do SClínico necessárias à recolha de informação. A identificação permitiu uma pesquisa à base de dados de onde se extraiu a informação desejada.

Essa informação foi agrupada de acordo com o procedimento realizado pelos dois enfermeiros que consistiu na abertura de um Processo de Enfermagem, onde são registados os fenómenos ocorridos, tabela “Fenómenos”, com as consequentes intervenções, tabela “Intervenções”, de onde se extraiu informação das intervenções correspondentes ao assunto em estudo, tabela “Escalas”.

Face a este primeiro conjunto de dados que corresponderam ao período de Janeiro de 2017, iniciou-se a seleção das variáveis úteis para o estudo.

O estudo prévio foi efetuado no ambiente de trabalho de desenvolvimento (IDE) RStudio (Fig.6), para a linguagem de programação de análise estatística R (RStudio, 2018).

Devido à heterogeneidade dos registos dos pacientes nos dados de risco de queda e queda, foi criado um padrão para a obtenção de melhores resultados, pois quando se trabalha com uma grande quantidade de dados existem vários casos com diferentes formatos. Após a observação inicial, o primeiro elemento do padrão foi o facto de todos os pacientes do estudo possuírem risco de queda, visto que logo nas primeiras reuniões com os enfermeiros do hospital foi informado que, por normativo, todos os pacientes internados no hospital têm de possuir registo de risco de queda. Ou seja, só foram selecionados os pacientes que no momento de admissão ao hospital lhes foi feito o risco de queda, pois foram encontrados alguns casos em que esse registo não foi efetuado, e com esses casos não foi possível estabelecer padrões de igualdade nas tabelas dos “Fenómenos”, “Escalas” e “Intervenções”. Neste primeiro contacto com os dados, e para se estabelecer o padrão, foi utilizada a tabela dos fenómenos, sendo nessa tabela que estão assinalados os registos de risco de queda e queda.

Após a primeira seleção, o segundo elemento do padrão de dados que foi estabelecido foi identificar os registos dos pacientes com queda, pois o foco do estudo é em pacientes que tiveram queda.

Identificada a chave de pesquisa seguinte, o padrão estabelecido foi selecionar todos os pacientes que continham o registo de queda, observando-se uma redução no número de registos, pois a maioria dos pacientes só possuíam o registo do risco de queda. Depois, após a filtragem dos pacientes com o registo “queda”, foram guardados os primeiros registos de risco de queda desses mesmos pacientes. Apenas foram guardados os primeiros registos de queda, pois por norma e como referido, no ato de admissão dos doentes ao hospital é-lhes feito o registo do risco de queda. Embora só fosse guardado o primeiro registo de risco de queda do paciente, os enfermeiros podem ir atualizando esse risco criando outros registos de risco mediante o estado do paciente.

Assim sendo, os registos que foram estudados foram aqueles em que os pacientes continham em primeiro lugar um risco de queda, e um ou mais registos de queda posteriormente. A figura 7 mostra como foram selecionados os pacientes.

Para a obtenção de uma tabela final com os dados organizados a fim efetuar as análise, foi necessário utilizar as três tabelas fornecidas. Em termos de informação relevante, ela encontra- se contida na tabela das escalas, mas para a organização dos dados foi necessário utilizar as três tabelas, já que todas apresentavam parâmetros relevantes e estavam interrelacionadas. A figura 8 apresenta a esquematização das três tabelas.

Figura 8: Esquemas das tabelas dos fenómenos, escalas e intervenções

Fenómenos

Fenómeno Código hospitalar para

queda e avaliação do risco de queda Número Sequencial Número do paciente no hospital (constante) Data de Nascimento Género Número de Episódio Número de internamento do paciente (variável) Serviço

Serviço onde ocorreu o fenómeno

Especificação Descrição do fenómeno

Status

Código que destingue os fenómenos(risco de queda e queda) Data de Internamento Data de Alta

Intervenções

Número sequencial Episódio de Internamento Data de Internamento Intervenção Descrição da avaliação do risco de Queda ou avaliação

de Queda

Intervenção realizada Código hospitalar para Queda e

avaliação do risco de Queda

Escalas

Intervenção realizada Data de Internamento Episódio Número Sequencial Escala Se o fenómeno é risco ou queda Item

Serviço onde ocorreu o fenómeno

Label

Descrição do fenómeno por extenso

Descrição

Código que destingue os fenómenos(risco de queda e

Após uma filtragem correta adicionamos mais dados para verificar se havia mais heterogeneidade. Quando os testes foram dados como satisfatórios, foi criada uma máquina virtual no hospital a fim de ser ligado á base de dados do mesmo, e ser possível exportar os dados das tabelas “Fenómenos”, “Intervenções” e “Escalas” dos pacientes do ano de 2017.Essa máquina virtual foi conectada ao programa RStudio, onde foi feita a pesquisa e tratamento dos dados.

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