Denição 5.21. Sejam
E
eE
′
espaços ve toriais sobre
K
e sejaϕ
uma apli- açãolinear deE
emE
′
.
Chama-se nú leo de
ϕ
,e representa-se porNuc ϕ
(ouKer ϕ
), ao sub on- juntodeE
denido por:Nuc ϕ ={u ∈ E : ϕ(u) = 0E′} = ϕ−1({0E′}) .
Chama-se imagem de
ϕ
, e representa-se porIm ϕ
,ao sub onjunto deE
′
denido por:
Im ϕ ={ϕ(u) : u ∈ E} = ϕ(E).
Proposição 5.22. Sejam
E
eE
′
espaços ve toriais sobre
K
e sejaϕ
uma apli açãolineardeE
emE
′
.Então:
(a)
Nuc ϕ
éumsubespaçove torialdeE
; (b)Im ϕ
éum subespaço ve torialdeE
′
.
Demonstração. Prove-se(a).
(i) Como
ϕ(0E) = 0E′
,então0E
∈ Nuc ϕ
;(ii) Sejam
u, v
∈ Nuc ϕ
eα, β
∈ K
. Entãoϕ(u) = 0E′
eϕ(v) = 0E′
. Logo, omoϕ
éapli açãolinear,ϕ(αu + βv) = αϕ(u) + βϕ(v) = α0E′+ β0E′
= 0E′.
Donde
αu + βv∈ Nuc ϕ
.Também sepodia provar(a) atendendo aque
ϕ
−1(
{0E′}) = Nuc ϕ
e{0E′}
é umsubespaçove torialdeE
′
,peloTeorema5.18. Ademonstraçãode(b) a omoexer í io.
Exemplo 5.23. Considere aapli ação linear
ϕ :R
3
−→ R2
tal que, paratodo
(x, y, z)∈ R3
,ϕ(x, y, z) = (x + 2z, y− z)
.Então onú leodeϕ
éNuc ϕ ={(x, y, z) ∈ R3: ϕ(x, y, z) = (0, 0)}
={(x, y, z) ∈ R3: (x + 2z, y− z) = (0, 0)}.
Ora(x + 2z, y− z) = (0, 0) ⇔
x + 2z = 0
y− z = 0
⇔
x =−2z
y = z
Logo
Nuc ϕ ={(−2z, z, z) : z ∈ R}
.Aimagem deϕ
éIm ϕ ={ϕ(x, y, z) : (x, y, z) ∈ R3
}
={(x + 2z, y − z) : x, y, z ∈ R}
={(x, 0) + (0, y) + (2z, −z) : x, y, z ∈ R}
={x(1, 0) + y(0, 1) + z(2, −1) : x, y, z ∈ R}
=h(1, 0), (0, 1), (2, −1)i = R2
(prove!)Exer í io 5.24. Considereaapli açãolinear
φ : P2[x]−→ P3[x]
tal queφ(ax2+ bx + c) = (c + b)x3+ ax2,
paratodoax
2+ bx + c∈ P
2[x]
. DetermineNuc φ
eIm φ
.Proposição 5.25. Sejam
E
eE
′
espaços ve toriais sobre
K
e sejaϕ
uma apli ação linear deE
emE
′
. Seja ainda
v
′
∈ E′
. Se existe
v
∈ E
tal queϕ(v) = v′
entãoϕ−1(
{v′
}) = v + Nuc ϕ.
Demonstração. Defa to,ϕ−1({v′
}) = {u ∈ E : ϕ(u) = v′
}
={u ∈ E : ϕ(u) = ϕ(v)}
={u ∈ E : ϕ(u − v) = 0E′}
={u ∈ E : u − v ∈ Nuc ϕ}
={u ∈ E : u − v = w, w ∈ Nuc ϕ}
={v + w : w ∈ Nuc ϕ}
= v + Nuc ϕ.
Exemplos5.26. 1. Sejaϕ :R
3
−→ R2
uma apli açãolinear denidapor
ϕ(x, y, z) = (x + y, z),
paratodo(x, y, z)∈ R
3
.
Seja
(0, 1, 2)
∈ R
3
e determine-se o onjunto de ve tores de
R
3
om a
mesma imagem por
ϕ
que(0, 1, 2)
, isto é, uja imagem porϕ
é ove torϕ(0, 1, 2) = (1, 2)
(ouseja, determine-seϕ
−1(
{(1, 2)})
).Tem-seNuc ϕ ={(x, y, z) ∈ R3: ϕ(x, y, z) = (0, 0),}
ouseja,x + y = 0
z = 0
⇔
y =−x
z = 0
Logo
Nuc ϕ ={(x, −x, 0) : x ∈ R}
.Con lui-seentão queϕ−1({(1, 2)}) = (0, 1, 2) + {(x, −x, 0) : x ∈ R}
={(x, 1 − x, 2) : x ∈ R}.
2. Seja
ϕ : P2[x]−→ P3[x]
tal queϕ(ax
2+ bx + c) = b + (c + a)x + ax3
,para
todo
ax
2+ bx + c
∈ P2[x]
.Determine-seo onjuntodepolinómios deP2[x]
ujaimagem porϕ
é−1 + 2x
3
, ouseja,ϕ
−1
{−1 + 2x3
}
. Atendendo aqueϕ(−2 − x + 2x
2) =
−1 + 2x3
eNuc ϕ ={0P
2[x]}
(veri- que!), tem-seϕ−1
−1 + 2x3 =
−2 − x + 2x2+{0P2[x]} =
−2 − x + 2x2 .
Exer í io 5.27. Seja
ϕ : P2[x]
−→ P1[x]
uma apli ação linear denida porϕ(ax2+bx+c) = ax+b
,paratodoax
2+bx+c
∈ P2[x]
.Determineϕ
−1(
{5x − 1})
. Proposição 5.28. SejamE
eE
′
espaços ve toriais sobre
K
tais queE
tem dimensão nita.SejaB = (e1, e2, . . . , en)
umabaseordenadadeE
esejaaindaϕ
umaapli ação linear deE
emE
′
.Então
Im ϕ =hϕ(e1), ϕ(e2), . . . , ϕ(en)i.
Demonstração. Para mostrar a igualdade entre os dois onjuntos tem de se
mostrarasduasin lusões:
(i)
hϕ(e1), ϕ(e2), . . . , ϕ(en)i ⊆ Im ϕ
(ii)Im ϕ⊆ hϕ(e1), ϕ(e2), . . . , ϕ(en)i
Prove-se(i).Estain lusãoéóbvia.Defa to,seja
u∈ hϕ(e1), ϕ(e2), . . . , ϕ(en)i
. Entãoexistemes alaresα1, α2, . . . , αn
∈ K
taisqueu = α1ϕ(e1) + α2ϕ(e2) +· · · + αnϕ(en).
Como
ϕ(ei)∈ Im ϕ
, para todoi
∈ {1, . . . , n}
, (justique!) eIm ϕ
é subespaço ve torialdeE
′
,então
u∈ Im ϕ
.Prove-se(ii).Seja
v∈ Im ϕ
.Entãoexisteu∈ E
talquev = ϕ(u)
.Poroutro lado, omoB
ébasedeE
,existem es alaresα1, α2, . . . , αn∈ K
taisqueu = α1e1+ α2e2+· · · + αnen
e,portanto,
v = ϕ(u) = ϕ(α1e1+ α2e2+· · · + αnen)
= α1ϕ(e1) + α2ϕ(e2) +· · · + αnϕ(en)
oqueequivaleadizerque
v∈ hϕ(e1), ϕ(e2), . . . , ϕ(en)i
.Observação5.29. Como
Im ϕ
ésubespaçove torialdeE
′
,então
dim(Im ϕ)≤ dim(E′)
e, analogamente, omo
Nuc ϕ
ésubespaço ve torialdeE
,entãoExemplo 5.30. Seja
ϕ : P1[x]−→ R
3
umaapli açãolineardenida por
ϕ(ax + b) = (b + a, a, 2b),
∀ax + b ∈ P1[x].
Sabendoque
B = (1 + x, x)
éuma basedeP1[x]
,determine-seIm ϕ
.Im ϕ =hϕ(1 + x), ϕ(x)i
=h(2, 1, 2), (1, 1, 0)i
={(x, y, z) ∈ R3: z = 2x
− 2y}.
(verique!) Denição 5.31. SejamE
eE
′
espaços ve toriais sobre
K
tais queE
tem dimensãonita.Seja aindaϕ
umaapli açãolineardeE
emE
′
.Àdimensãode
Nuc ϕ
hama-senulidade deϕ
,erepresenta-sepornϕ
,eàdimensãodeIm ϕ
hama-se ara terísti a deϕ
,erepresenta-seporcϕ
.Exemplo5.32. Seja
ϕ :R
3−→ R2
denidapor
ϕ(x, y, z) = (x + y + z, 2x− y)
, para todo(x, y, z)
∈ R
3
. Determine-se a nulidade e a ara terísti a de
ϕ
. O nú leodeϕ
é:Nuc ϕ ={(x, y, z) ∈ R3: ϕ(x, y, z) = (0, 0)
}
={(x, y, z) ∈ R3: (x + y + z, 2x− y) = (0, 0)}.
Ora(x + y + z, 2x− y) = (0, 0) ⇔
x + y + z = 0
2x− y = 0
⇔
z =−3x
y = 2x
LogoNuc ϕ ={(x, 2x, −3x) : x ∈ R} = {x(1, 2, 3) : x ∈ R} = h(1, 2, 3)i.
Como
(1, 2, 3)6= (0, 0, 0)
on lui-sequeoúni ogeradordeNuc ϕ
élinearmente independente.Assim,B = ((1, 2, 3))
é umabasedeNuc ϕ
e, portanto,nϕ= 1
.Aimagem de
ϕ
éIm ϕ ={ϕ(x, y, z) : (x, y, z) ∈ R3}
={(x + y + z, 2x − y) : x, y, z ∈ R}
={x(1, 2) + y(1, −1) + z(1, 0) : x, y, z ∈ R}
=h(1, 2), (1, 1), (1, 0)i = R2.
(justif ique!)
Logo
cϕ= 2
.Exer í io 5.33. Considere a apli ação linear
φ :
R
3
−→ R4
denida porφ(x, y, z) = (x− z, 0, y + 2z, x − y + z)
, para todo(x, y, z)
∈ R
3
. Determine anulidade e a ara terísti adeφ
.Opróximoresultadoapresenta uma ondiçãone essáriaesu iente para a
inje tividadedeuma apli açãolinear,usandoonú leodessaapli açãolinear.
Proposição5.34. Sejam
E
eE
′
espaçosve toriaissobre
K
.Sejaaindaϕ
uma apli ação linear deE
emE
′
. A apli ação
ϕ
é um monomorsmo se e só seNuc ϕ ={0E}
.Demonstração. (
⇒
)Suponha-sequeϕ
éinje tivaesejau∈ Nuc ϕ
. Entãou∈ Nuc ϕ ⇒ ϕ(u) = 0E′
pordenição deNuc ϕ
⇒ ϕ(u) = ϕ(0E)
pelaspropriedadesdeapli açãolinear⇒ u = 0E
poisϕ
éinje tiva.
Logo
Nuc ϕ ={0E}
.(
⇐
)Suponha-seagoraqueNuc ϕ ={0E}
.Prove-seque,paratodou, v∈ E
, seϕ(u) = ϕ(v)
entãou = v
. Oraϕ(u) = ϕ(v)⇒ ϕ(u) − ϕ(v) = 0E′
porE
′
serumespaçove torial
⇒ ϕ(u − v) = 0E′
poisϕ
éapli açãolinear⇒ u − v ∈ Nuc ϕ
pordenição deNuc ϕ
⇒ u − v = 0E
porhipótese,Nuc ϕ ={0E}
⇒ u = v
porE
serumespaçove torial.
Portantoϕ
éinje tiva.Teorema 5.35. (Teorema da dimensão) Sejam
E
eE
′
espaços ve toriais
sobre
K
tais queE
tem dimensãonita.Seja aindaϕ
uma apli ação linear deE
emE
′
.Então:
dim E = dim(Nuc ϕ) + dim(Im ϕ)
ou, abreviadamente,
dim E = nϕ+ cϕ.
Demonstração. Se
E =
{0E}
entãoNuc ϕ =
{0E}
eIm ϕ =
{0E′}
. Logodim E = dim(Nuc ϕ) + dim(Im ϕ)
. Suponha-se queE
6= {0E}
e sejaB =
(e1, e2, . . . , en)
umabasedeE
.SeNuc ϕ ={0E}
então,pelaproposição5.34,ϕ
é ummonomorsmo.Pelaalínea(ii)doteorema5.11e omoosve torese1, . . . , en
sãolinearmenteindependentes,entãoϕ(e1), . . . , ϕ(en)
sãolinearmenteindepen- dentes.Pela proposição5.28tem-seIm ϕ =hϕ(e1), ϕ(e2), . . . , ϕ(en)i.
Logo
B
′
= (ϕ(e
1), ϕ(e2), . . . , ϕ(en))
é uma base ordenada deIm ϕ
. Donde,dim(Im ϕ) = n
.Comodim(Nuc ϕ) = 0
edim E = n
, tem-seSuponha-se agoraque
Nuc ϕ
6= {0E}
. SejaBNuc ϕ
= (u1, . . . , up)
uma base deNuc ϕ
, ondep≤ dim E
. Pelo orolário4.70 é possível juntar ve toresdeE
à base deNuc ϕ
porformaaobterumabase deE
.SejaB∞= (u1, . . . , up, e′p+1, . . . , e′p+k)
uma base de
E
, ondek = n− p
.Agora,prova-seque(ϕ(e
′
p+1), . . . , ϕ(e′p+k))
é uma basedeIm ϕ
.Pelaproposição 5.28tem-seIm ϕ =hϕ(u1), . . . , ϕ(up), ϕ(e′p+1), . . . , ϕ(e′p+k)i
=h0E′, . . . , 0E′, ϕ(e′p+1), . . . , ϕ(e′p+k)i
=hϕ(e′p+1), . . . , ϕ(e′p+k)i
Resta provar que os ve tores
(ϕ(e
′
p+1), . . . , ϕ(e′p+k))
são linearmente indepen- dentes.Sejamαp+1, . . . , αp+k∈ K
taisqueαp+1ϕ(e′p+1) +· · · + αp+kϕ(e′p+k) = 0E′.
Então
ϕ(αp+1e′p+1+· · · + αp+ke′p+k) = 0E′,
ouseja,
αp+1e
′
p+1+· · · + αp+ke′p+k∈ Nuc ϕ
.Logo,existemβ1, . . . , βp
∈ K
tais queαp+1e′p+1+· · · + αp+kep+k′
= β1u1+· · · + βpup,
donde,
αp+1e′p+1+· · · + αp+kep+k′
− β1u1− · · · − βpup= 0E
éuma ombinaçãolinearnuladosve tores
u1, . . . , up, e
′
p+1, . . . , e′p+k
.Mas omo estes ve tores formam uma base deE
, são linearmente independentes, logo a úni a ombinação linear nula destes ve tores é a trivial. Consequentemente,αp+1
=
· · · = αk
=
0K
e os ve toresϕ(e
′
p+1), . . . , ϕ(e′p+k
são linearmente in- dependentes.Provou-seassimque(ϕ(e
′
p+1), . . . , ϕ(e′p+k))
éuma basedeIm ϕ
edim(Im ϕ) = k
.Portanto,dim E = p + k = nϕ+ cϕ
.Exemplo 5.36. Considere a apli ação linear
ϕ :
R
3
−→ R3
denida por
ϕ(x, y, z) = (x + 2y, y− z, y)
,paratodo(x, y, z)∈ R
3
.EntãoNuc ϕ =
{(x, y, z) ∈ R3: ϕ(x, y, z) = (0, 0, 0)}
=
{(x, y, z) ∈ R3: (x + 2y, y
− z, y) = (0, 0, 0)}
=
{(x, y, z) ∈ R3: x + 2y = 0
∧ y − z = 0 ∧ y = 0}
=
{(0, 0, 0)}.
Logo
ϕ
éummonomorsmo. Alémdisso, pelo Teoremadasdimensões,cϕ= 3
. Logo, omoIm ϕ
é um subespaço ve torial deR
3
,
Im ϕ =R
3
, ouseja,
ϕ
é um epimorsmo. Dondeϕ
éum isomorsmo.Exer í io 5.37. Seja
ϕ
umaapli ação lineardeR
3
emR
2
denidaporϕ(1, 0, 0) = (1, 0),
ϕ(0, 1, 0) = (1, 1)
eϕ(0, 0, 1) = (0, 1).
Classiqueϕ
,quantoàinje tividade eàsobreje tividade.Observação 5.38. Sejam
E
eE
′
espaços ve toriais sobre
K
tais queE
tem dimensão nita.Seja aindaϕ
umaapli açãolineardeE
emE
′
.Então:
(i)
ϕ
éum monomorsmo see sósenϕ= 0
;de fa to,pela proposição ante- rior,ϕ
é monomorsmo⇔ Nuc ϕ = {0E} ⇔ dim(Nuc ϕ) = 0 ⇔ nϕ= 0.
(ii)ϕ
é um epimorsmo se e só seIm ϕ = E
′
se e só secϕ
= dim(E
′)
; de fa to,ϕ
éepimorsmo⇔ Im ϕ = E
′
⇔ dim(Im ϕ) = dim(E′)⇔ cϕ= dim(E′).
(iii)
ϕ
éum isomorsmoseesósenϕ= 0
ecϕ= dim(E
′) = dim E
.
Proposição 5.39. Sejam
E
eE
′
espaços ve toriais sobre
K
om a mesma dimensão (nita) e sejaϕ
uma apli ação linear deE
emE
′
. Então
ϕ
é um monomorsmo see sóseϕ
é umepimorsmo.Demonstração. Seja
p = dim E = dim(E
′)
. Pelo Teoremadasdimensões,
p = nϕ+ cϕ.
Logo,
ϕ
éummonomorsmosesósenϕ= 0
sesósep = cϕ
sesósedim(E
′) = c
ϕ
sesóse
ϕ
éumepimorsmo.Resulta desta proposição quepara que uma apli açãolinear entre espaços
ve toriais om a mesma dimensão seja bije tiva basta que seja inje tiva ou
sobreje tiva.
Exemplo 5.40. Considere a apli ação linear
ϕ :
R
3
−→ R3
denida por
ϕ(a, b, c) = (2a, b + c, b− c)
, para todo(a, b, c)
∈ R
3
. Averigúe-se se
ϕ
é bi- je tiva.Como
dim E = dim
R
3= dim(E′)
,bastamostrarque
ϕ
ésobreje tivapois aproposiçãoanteriorgarantequeseϕ
ésobreje tivaentão tambéméinje tiva. Oraϕ(R3) =
{ϕ(a, b, c) : (a, b, c) ∈ R3
}
={(2a, b + c, b − c) : a, b, c ∈ R}
={(2a, 0, 0) + (0, b, b) + (0, c, −c) : a, b, c ∈ R}
={a(2, 0, 0) + b(0, 1, 1) + c(0, 1, −1) : a, b, c ∈ R}
=h(2, 0, 0), (0, 1, 1), (0, 1, −1)i = R3.
(justique!)Con lui-se assim que
ϕ
é sobreje tiva, logo é inje tiva e, onsequentemente, é bije tiva.Teorema5.41. Sejam
E
eE
′
espaçosve toriaissobre
K
.Sejaϕ
umaapli ação linear deE
emE
′
eseja
F
um subespaço ve torial deE
.Então: (1) seF =hv1, . . . , vki
,entãoϕ(F ) =hϕ(v1), . . . , ϕ(vk)i
; (2) SeF
é nitamentegerado,entãoϕ(F )
tambémoéedim(ϕ(F ))≤ dim F.
Demonstração. Prove-se(1).Paramostraraigualdadeentre osdois onjuntos
temdesemostrarasduasin lusões:
(i)
ϕ(F )⊆ hϕ(v1), . . . , ϕ(vk)i
(ii)hϕ(v1), . . . , ϕ(vk)i ⊆ ϕ(F )
Prove-se (i). Seja
v
∈ ϕ(F )
. Então existeu∈ F
tal quev = ϕ(u)
. Poroutro lado, omoF =hv1, . . . , vki
,existemes alaresα1, . . . , αk
∈ K
tais queu = α1v1+· · · + αkvk
e,portanto,
v = ϕ(u) = ϕ(α1v1+· · · + αkvk)
= α1ϕ(v1) +· · · + αkϕ(vk)
oqueequivaleadizerque
v∈ hϕ(v1), . . . , ϕ(vk)i
.Prove-se(ii).Seja
v∈ hϕ(v1), . . . , ϕ(vk)i
.Entãoexistemβ1, . . . , βk∈ K
tais quev = β1ϕ(v1) +· · · + βkϕ(vk).
Como
ϕ(vi)∈ ϕ(F )
, poisvi
∈ F
,para todoi∈ {1, . . . , k}
, eϕ(F )
ésubespaço ve torialdeE
′
,então
v∈ ϕ(F )
.Prove-se(2).Se
F
énitamentegeradoentãoF =hv1, . . . , vki
,paraalguns ve toresv1, . . . , vk
∈ F
, e, pela alínea anterior,ϕ(F ) =
hϕ(v1), . . . , ϕ(vk)i
, ou seja,ϕ(F )
énitamentegerado.Agora, se
F =
{0E}
entãoϕ(F ) =
{ϕ(0E)} = {0E′
. Logodim(ϕ(F ))
≤
dim F
. SeF6= {0E}
seja(v1, . . . , vk)
umabasedeE
, omoϕ(F ) =hϕ(v1), . . . , ϕ(vk)i,
então
dim(ϕ(F ))≤ k = dim E
.Observação5.42. Sejam
E
eE
′
espaçosve toriais sobre