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No Contexto da Unidade de Cuidados na Comunidade

CAPITULO I – A NÁLISE E R EFLEXÃO C RÍTICA DO D ESENVOLVIMENTO DE

1.1. No Contexto da Unidade de Cuidados na Comunidade

A enfermagem, ao nível dos CSP, tem uma prática orientada para a comunidade, centrada no utente/família, tendo por base uma filosofia de prestação de serviços contínuos e globalizantes, que nos permite, enquanto EEECSP, adotar um papel de relevo, por assumir a responsabilidade de dar resposta às necessidades reais de saúde identificadas, que despontam ao longo de todo o ciclo vital, permitindo, assim, a implementação de dinâmicas de intervenção promotoras da saúde, da autonomia e do empowerment dos indivíduos, famílias e grupos de uma comunidade, na e para a construção dos seus projetos de saúde.

No entanto, a prática de enfermagem focada na população é detentora de um corpo de conhecimentos próprios, que integram intervenções a múltiplos e variados níveis para a promoção da saúde do público e das comunidades, sendo estes úteis para que os enfermeiros reconheçam a necessidade de potencializar uma proximidade, um envolvimento com os cidadãos e a comunidade em que se encontram inseridos, ajudando-os na perceção e identificação dos seus problemas, atribuindo à comunidade um sentido de responsabilidade comunitária, que capacite o indivíduo para informar-se sobre a sua própria saúde e, ao mesmo tempo, capacitá-lo para o planeamento de medidas estratégicas necessárias ao seu desenvolvimento e promoção da saúde.

Neste sentido, o primeiro momento de estágio do mestrado em enfermagem comunitária decorreu na UCC de Lamego, uma das unidades funcionais que integram o ACeS Douro II/ Douro Sul, permitindo de um modo integral a aquisição de competências, através do desenvolvimento de programas e projetos de intervenção com base na metodologia do planeamento em saúde, com vista à resolução de problemas identificados, contribuindo para o processo de capacitação de grupos e comunidades.

Lamego é uma cidade portuguesa situada no distrito de Viseu, região norte e sub-região do Douro, com 8 848 habitantes, sendo a segunda maior cidade do distrito. É sede de um município com 165,39 km² de área e 26 691 habitantes (INE, 2012), subdividido em 18 freguesias: Avões, Britiande, Cambres, Ferreirim, Ferreirim de Avões, Lamego, Figueira,

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Lalim, Lazarim, Penude, Penajoia, Sande, Samodães, Bigorne/Magueija e Pretarouca, Cepões/Meijinhos e Melcões, Parada do Bispo e Valdigem, Várzea de Abrunhais, Vila Nova de Souto D’ el Rei.

O município é limitado a norte pelos municípios de Mesão Frio e Peso da Régua, a leste por Armamar, a sueste por Tarouca, a sudoeste por Castro Daire e a oeste por Resende.

Figura 1. Localização geográfica do concelho de Lamego

(fonte:http://historialamego.blogspot.pt/)

Segundo o Perfil Local de Saúde (PLS) (ARS Norte, 2014), a UCC de Lamego encontra-se inserida no ACeS Douro II/ Douro Sul, que compreende uma população residente de 72 985 habitantes, representando cerca de 2,0% da população da região norte (3 666 234 habitantes). Entre os dois últimos censos (2001 e 2011), a população do ACeS diminuiu (-7,5%), contrariamente ao verificado para a região norte e para o continente, cuja população cresceu, respetivamente, 0,1% e 1,8%. O índice de envelhecimento (168,7) é superior ao da região norte (118,9) e ao do continente (134,0).

Às UCC compete, à luz do disposto no artigo 11º do Decreto-Lei nº 28/2008, de 22 de fevereiro, e regulamentadas pelo Despacho n.º 10143/2009, de 16 de abril, prestar cuidados de saúde e apoio psicológico e social, de âmbito domiciliário e comunitário, às pessoas, famílias e grupos mais vulneráveis em situação de maior risco ou dependência física e funcional, e atuar na EpS, na integração em redes de apoio à família e na implementação de unidades móveis de intervenção.

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Tal como nos remete o documento de suporte para a implementação das UCC (Missão para os Cuidados de Saúde Primários, 2009), a abordagem destas unidades recai na intervenção dirigida a cidadãos, famílias ou grupos com especial vulnerabilidade e risco, permitindo, por um lado, responder, efetivamente, às suas necessidades em termos de cuidados gerais de saúde que a população e a comunidade patenteiam, mas também têm a possibilidade de responder assertivamente a novos desafios.

Assim, a UCC de Lamego pretende ser uma unidade de referência na qualidade de prestação de cuidados de saúde e ser reconhecida como uma organização de excelência que assume a saúde das populações da sua área geográfica como o seu principal objetivo. Cooperação, acessibilidade, solidariedade, trabalho em equipa, autonomia, articulação, parceria, gestão participativa, conhecimento e confidencialidade, são os valores que regem os profissionais desta UCC.

Esta unidade tem por missão garantir um atendimento personalizado, assumindo uma melhoria contínua na qualidade dos cuidados prestados, primando pela excelência na satisfação das necessidades de saúde dos utentes, no âmbito da promoção da saúde e prevenção da doença, cooperando com os mais diversificados parceiros comunitários. Especificamente, o seu compromisso será sistematizar processos de trabalho em políticas, regulamentos, procedimentos, protocolos e outros documentos, corresponsabilizando os utentes na participação e melhoria dos serviços prestados, garantindo a acessibilidade a todos os utentes residentes na área geográfica abrangida da UCC e, ainda, assumir a qualidade e a satisfação dos cidadãos e dos profissionais, oferecendo melhores cuidados, com a obtenção de ganhos em saúde (Missão para os Cuidados de Saúde Primários, 2009).

A UCC de Lamego é formada por profissionais de saúde motivados para intervir na comunidade, promovendo a acessibilidade, a continuidade, a equidade e a qualidade de cuidados, sendo constituída por um EEECSP (coordenador), uma enfermeira especialista em saúde infantil e pediátrica, uma enfermeira especialista em saúde materna e obstétrica, uma enfermeira generalista, uma psicóloga e uma assistente técnica.

Este subcapítulo permite, deste modo, contextualizar as atividades desenvolvidas na UCC, bem como as competências adquiridas com as mesmas. De acordo com F. Gonçalves (2011), “o processo de planeamento implica várias fases fundamentais, desde o diagnóstico de

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situação, a priorização, a definição de estratégias e projetos de intervenção, a sua execução e avaliação” (p.23).

Tendo em conta os nossos objetivos e a área de programação, atualmente, com o aumento da esperança média de vida da população, as famílias enfrentam um panorama de questões que demonstram haver um número cada vez mais elevado de pessoas idosas incapazes de viver autonomamente na comunidade e que, no contexto atual, as políticas públicas preconizam a manutenção destes idosos no seu domicílio, reportando a família a assumir o papel de principal cuidadora.

No entanto, o processo de envelhecimento e a presença de um idoso dependente no seio familiar, faz-nos pensar sobre a garantia do cuidar que é, antes de qualquer prioridade, uma responsabilidade de todos e que envolve um olhar atento e um conhecimento das suas necessidades, limitações e potencialidades, contribuindo para o bem-estar psíquico e físico, não só do idoso, mas também das famílias que dele cuidam, tornando-se pertinente e necessária uma intervenção junto dos CIs sustentada no conhecimento de que são detentores, de modo a reunir esforços para um adequado e eficaz empoderamento destes cuidadores, resultando numa melhor capacidade de resposta face às mudanças funcionais do envelhecimento.

Pelo exposto, e de acordo com a matriz da OE para o EEECSP, julgamos ser pertinente descrever sumariamente as atividades realizadas na UCC que, de forma direta ou indireta, contribuíram para a aquisição de cada uma das competências, ao nível dos vários domínios.

Competência: Estabelece com base na metodologia do planeamento em saúde, a avaliação do estado de saúde de uma comunidade

A execução desta competência e todo o trabalho desenvolvido ao longo deste estágio assentam na metodologia do planeamento em saúde que, segundo Tavares (1990), é um processo contínuo que visa a previsão/racionalização de recursos para atingir os objetivos fixados segundo a prioridade estabelecida, permitindo, assim, escolher as melhores soluções entre várias alternativas.

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Atividade A – Elaboração do projeto de intervenção comunitária

A aquisição desta competência iniciou-se no primeiro estágio na UCC de Lamego, cuja finalidade se prendia com a avaliação do estado de saúde de uma comunidade, culminando com a elaboração de um diagnóstico de saúde, no qual se identificaram necessidades, levando, por conseguinte, à priorização das mesmas. Desta priorização resultou a necessidade de implementar atividades e estratégias, através da realização de um projeto de intervenção comunitária, intitulado “Cuidar de quem Cuida” (Apêndice A), de modo a promover uma adequação à tarefa de cuidar, obtendo e potenciando efetivos ganhos em saúde, para quem cuida e para quem é cuidado.

Desta forma, a conceção e implementação do projeto de intervenção comunitária pretendeu operacionalizar os objetivos específicos e as atividades realizadas, com o intuito de dotar os CIs de pessoas dependentes com conhecimentos úteis e capacidades, permitindo um processo de aprendizagem baseado na promoção da saúde, que tem no empowerment um princípio fundamental.

Este projeto possibilitou a aquisição de competências ao nível do planeamento em saúde, permitindo-nos, face às necessidades identificadas, coordenar, dinamizar e participar na prevenção, proteção e promoção da saúde, no sentido de desenvolver estratégias que contribuíssem para uma melhoria dos cuidados prestados à pessoa dependente.

Para a consecução deste projeto ser exequível, foram delineadas duas estratégias fundamentais. Como primeira estratégia, recorreu-se à realização de visitas domiciliárias aos CIs de idosos totalmente e severamente dependentes, no âmbito de uma intervenção comunitária mais individualizada, para aplicação do instrumento de recolha de dados e posterior grelha de observação (Apêndice B), por nós elaborados, o que nos permitiu recolher a máxima informação de como os cuidados são prestados, assim como as dificuldades sentidas, possibilitando-nos um melhor supervisionamento. Por conseguinte, e de acordo com as necessidades identificadas no diagnóstico de situação, bem como através das dificuldades verificadas, surge como segunda estratégia de intervenção, uma ação mais direcionada para os CIs de idosos ligeiramente e moderadamente dependentes, que implicou a realização de ações de EpS e a entrega de convites, nos quais se interveio de forma coletiva, realizando a avaliação da nossa intervenção através da aplicação do mesmo instrumento de recolha de dados, no início e no fim das sessões de formação.

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No que diz respeito ao planeamento da formação, foram elaborados planos de sessões (Apêndice C), numa perspetiva de desenvolver um espaço de formação que permitisse aos CIs, a aquisição de competências para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados, tendo sido mobilizadas competências, recursos humanos e materiais, imprescindíveis à exequibilidade das formações.

Saliente-se, de igual modo, que a ida ao terreno, o contacto direto com a comunidade bem como a conciliação de uma componente de carácter teórico-prático, foram de extrema importância e hegemónicos não só para a recolha de toda a informação necessária ao desenvolvimento do projeto, mas também possibilitou-nos estabelecer parcerias comunitárias, nomeadamente com o Centro Social e Paroquial de Cambres e os Laboratórios Barral e Johnson & Johnson que, amavelmente, participaram em regime de apoio a este projeto e, ao mesmo tempo, proporcionou-nos o desenvolvimento de competências ao nível comunicativo e relacional, tornando-o mais enriquecedor e capaz de seguir a concretização dos objetivos inicialmente propostos.

Atividade B – Aplicação dos instrumentos de recolha de dados

A aplicação dos instrumentos de recolha de dados permitiu-nos alcançar e consolidar a competência supracitada, no sentido de que proporcionou uma avaliação dos conhecimentos já existentes por parte dos CIs, acerca das temáticas prioritárias, emergentes do diagnóstico de saúde, possibilitando a comparação com os conhecimentos adquiridos após a explanação dos conteúdos formativos, definindo, assim, indicadores de resultado e de processo, com consequentes ganhos em conhecimentos e competências. Contudo, no decorrer desta atividade tivemos sempre em consideração o sigilo profissional, atuando de forma ética e em conformidade com o código deontológico.

Atividade C – Avaliação dos resultados da intervenção comunitária

A avaliação foi um outro aspeto tido em reflexão desde o início do projeto e esteve presente ao longo do seu decurso através dos vários indicadores. Graças à capacidade de trabalhar em equipa de forma adequada e eficaz, atendendo ao período de estágio e a alguns contratempos que surgiram, foi possível efetuar várias visitas domiciliárias aos CIs de idosos totalmente e severamente dependentes, no sentido de proceder à avaliação das capacidades e dos conhecimentos adquiridos relativamente à prática do cuidar, efetuando respetivas correções e

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esclarecimento de dúvidas, quando necessário. Esta atividade, por outro lado, permitiu-nos validar a importância da nossa intervenção no empoderamento desta população.

De acordo com as atividades desenvolvidas, judiciamos ter conseguido adquirir e alcançar esta competência, tendo sido capaz de seguir e de concretizar todas as etapas do planeamento em saúde.

Em suma, estas atividades permitiram-nos reforçar unidades de competência no âmbito da formulação de objetivos e estratégias face à priorização das necessidades de saúde estabelecidas, de modo a permitir medir mudanças mensuráveis em termos de melhoria do estado de saúde da comunidade; estabelecer programas e projetos de intervenção com vista à resolução de problemas identificados, implementando intervenções para problemas de saúde pública complexos, através da otimização e maximização de recursos necessários à consecução das diferentes atividades, garantindo uma maior eficácia das intervenções; avaliação dos programas e projetos de intervenção com vista à resolução dos problemas identificados, com vista à quantificação de ganhos em saúde da comunidade.

Competência: Contribui para o processo de capacitação de grupos e comunidades

De acordo com F. Gonçalves (2011), “a capacitação de grupos e comunidades entende-se como o empoderamento ou empowerment das populações. O seu objetivo é dar às populações os seus próprios meios para atuar na gestão e controlo da própria saúde” (p.44).

Atividade D – Formação dos CIs sobre os temas: “Alimentação saudável do idoso dependente, prevenção de UP, posicionamentos e transferência do idoso dependente”

Como estratégia de intervenção para aquisição desta competência, considerou-se pertinente recorrer a sessões de EpS direcionadas aos CIs, proporcionando um espaço de formação que lhes permitirá colocar e partilhar as suas dúvidas, podendo estes adquirir conhecimentos para melhorar a qualidade dos cuidados prestados ao idoso dependente. Logo, estas sessões de EpS (Apêndice D), reputadas como a base do empoderamento, consistiram na transmissão de conhecimentos e desenvolvimento de competências, por intermédio de apresentações multimédia em powerpoint, com recurso ao método expositivo, participativo e demonstrativo, visando a criação de condições para que os CIs presentes pudessem adquirir informação e formação necessárias para escolherem de forma saudável, modificando comportamentos, uma

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vez que, conscientes da informação que lhes é transmitida e de como devem organizar e executar adequadamente as tarefas inerentes ao ato de cuidar, ficaram capacitados para tomarem as suas próprias decisões.

Por fim, e no que concerne à temática do nosso projeto, a elaboração de um manual do cuidador (Apêndice E) permitiu uma complementaridade à ação educativa, dando respostas às necessidades manifestadas pelos CIs, contribuindo para a otimização do cuidado prestado.

Desta forma, é de referir que os contributos para o processo de capacitação de grupos e comunidades possibilitaram o desenvolvimento de unidades de competência, nomeadamente a liderança de processos comunitários com vista à capacitação de grupos e comunidades na consecução de projetos de saúde, ao exercício da cidadania e à integração de conhecimentos de várias disciplinas nos processos de mobilização e participação comunitária, através da mobilização e integração de conhecimentos da área das ciências da comunicação e educação, de modo a prevenir a doença, proteger e promover a saúde de uma comunidade em diferentes contextos.

Atividade E - Realização de uma sessão de educação para a saúde oral nos idosos, apresentada no Centro Social e Paroquial de Cambres

De acordo com o atrás referido, e para além das temáticas abordadas nas sessões de EpS anteriormente mencionadas, foi premissa do grupo de estágio alargar o leque de intervenção, nomeadamente ao nível da investigação, pelo que foi elaborada e promovida uma sessão de EpS intitulada “Saúde Oral das Pessoas Idosas” (Apêndice F), a um grupo de idosos bastante peculiar, com o intuito de promover a comunicação em saúde, com recurso à utilização de estratégias de comunicação para informar e influenciar as decisões dos indivíduos e das comunidades, no sentido de promoverem a sua saúde.

O desenvolvimento desta atividade teve igualmente como propósito, a concretização da competência anterior, na medida em que promovemos a capacitação de grupos e comunidades, neste caso de um grupo de idosos que fazem parte do projeto “Sénior com vida”, implementando programas de saúde, com recurso às sessões de EpS e a parceiros comunitários, o que nos permitiu identificar necessidades específicas de informação e, ao mesmo tempo, disponibilizar uma informação adequada às características dos grupos e comunidades. Assim, tornou-se exequível a aquisição de mais uma unidade de competência, nomeadamente no que concerne à gestão da informação em saúde aos grupos e comunidades.

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Deste modo, consideramos ter desenvolvido ao longo de todo o processo formativo competências nas áreas científicas, técnicas e humanas, que contribuíram para a prestação de cuidados de enfermagem compatíveis, com uma intervenção na comunidade, concebendo estratégias para a caracterização dos recursos, potencialidades e constrangimentos da comunidade, no sentido do desenvolvimento do projeto “Cuidar de quem Cuida”.

Como nota final e ciente do nosso percurso nesta unidade, procuramos elaborar atividades que nos proporcionasse respostas aos objetivos inicialmente delineados, assim como ao perfil de competências requerido pela OE, como necessário para o exercício enquanto EEECSP.

Desta forma, e nomeadamente na especialização em enfermagem comunitária, cujo objetivo primordial passa pelo desenvolvimento de competências, o trabalho na comunidade é, sem dúvida, algo rigoroso, não só para nós, como enfermeiros, mas igualmente como seres humanos. Contudo, a operacionalidade deste projeto, a forma como pensamos, como atuamos e como orientamos a nossa intervenção junto da população, constitui um momento privilegiado, pois possibilita o desenvolvimento de uma aptidão ou faculdade que será, no fundo, a capacidade de promover a capacitação e empoderamento da população.

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