órgão máximo de gestão na estrutura organizacional da Universidade, à qual se subordina a Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação, criada pela Resolução CONSUNI 036/2013; a esta está subordinada a Coordenação de Transferência e Inovação Tecnológica – CTIT, criada pela Resolução CONSUNI 031/2014, a qual também subordinou ao CTIT os demais órgãos referidos na figura, a saber: o Escritório de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia – EPITI; o Comitê Interno de Propriedade Intelectual – CIPI; o Centro de Empreendedorismo e Incubação – PROINE; o Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação; o Programa Empresa Júnior; O Parque Tecnológico Samambaia; e o Parque Científico e Tecnológico JataíTEC. Assim está estruturada a UFG para as atividades de produção de inovação tecnológica e transferência de tecnologia, de acordo com as normas internas editadas pela instituição de ensino superior.
O que se pode perceber é que existe, na Universidade Federal de Goiás, uma estrutura física, administrativa e gerencial para as atividades de inovação, transferência de tecnologia e interação com a iniciativa privada, em conformidade com o arcabouço normativo estatal e organizada pelas normas editadas pela própria instituição. Contudo, a estrutura apresenta deficiência no aspecto pessoal, que é insuficiente para seu manejo, como será detalhado mais adiante. Além disso, a existência de estrutura não resultou, até o momento, em contratos de licenciamento ou cessão de produtos resultantes de pesquisas realizadas pela universidade.
Diante do contexto apresentado na Universidade Federal de Goiás, evidencia-se conhecer o cenário nos Institutos Federais nos mesmos parâmetros, muito embora se saiba que as instituições guardam diferenças de estrutura organizacional e de finalidade. A universidade é muito mais antiga, uma vez que os Institutos Federais, da forma como se apresentam no contexto do ensino superior hoje, só foram criados em 2008 (Lei 11.892 – BRASIL, 2008).
Também há diferença de finalidade das instituições, porquanto a universidade se baseia nas atividades de ensino, pesquisa (principalmente básica) e extensão, os Institutos Federais foram criados com fim de oferecer educação profissional e tecnológica e realizar pesquisa aplicada (Lei 11.892 – BRASIL, 2008). Apresenta-se a seguir, portanto, a estrutura normativa dos Institutos Federais do estado de Goiás no contexto de ciência, tecnologia e inovação.
Figura 4 - Normas externas e internas do IFG em fluxo de tempo.
O Instituto Federal de Goiás, criado pela Lei 11.892/2008, editou poucas normas internas que digam respeito às atividades relacionadas à pesquisa de inovação tecnológica e transferência de tecnologia, em comparação com as que foram editadas pela UFG e detalhadas anteriormente.
Como se vê na Figura 4, apenas duas normas internas do IFG se relacionam ao objeto da presente pesquisa e ambas dizem respeito ao NIT da instituição. A primeira delas diz respeito simplesmente à criação do NIT2, o qual foi incluído na estrutura organizacional do IFG em obediência ao que dispõe a Lei de Inovação (Lei 10.973/2004), que impõe às instituições de ciência e tecnologia, como é o caso do IFG, a obrigação de criar um núcleo de inovação tecnológica.
A segunda norma interna é a Resolução 035, do Conselho Superior do Instituto Federal de Goiás, a qual aprova o regulamento do Centro de Inovação Tecnológica (CITE) do IFG, assim denominado na própria Resolução. A norma estabelece como objetivos do CITE efetivar ações que promovam a inovação e proteção da propriedade intelectual sob o tripé ensino, pesquisa e extensão com vistas ao desenvolvimento social, econômico e ambiental do País;
definir e viabilizar os procedimentos de proteção das criações e de transferência de
2 Não foi identificada a norma (resolução ou portaria) expedida pelo IFG e que criou o Centro de Inovação
Tecnológica – CITE. Sabe-se que sua criação se deu em 2010 a partir de informação divulgada no site do CITE na internet, link “Apresentação”, link posterior “História”, mas a norma não é disponibilizada.
conhecimento científico e tecnológico gerado na instituição para a sociedade; contribuir para o desenvolvimento regional, social, econômico, cultural, científico e tecnológico do País;
valorizar e incentivar a realização de pesquisas científicas e tecnológicas, notadamente as voltadas à preservação do meio ambiente e à inovação social, a produção cultural, o empreendedorismo e o cooperativismo no IFG; e estabelecer critérios de participação dos servidores e não servidores do IFG nos resultados e vantagens advindos de contratos de inovação e propriedade intelectual.
A Resolução estabelece, ainda, normas que dizem respeito à composição e atuação da Coordenação do CITE-IFG, da Comissão de Assessoramento em Propriedade Intelectual e Inovação e às próprias competências do CITE.
Quanto à Comissão de Assessoramento mencionada, a Resolução estabelece como sua função principal assessorar as atividades do CITE, avaliando e emitindo pareceres quanto aos interesses do CITE de exercer seus direitos de proteção da propriedade intelectual, analisar oportunidades de transferência de tecnologia ou licenciamento envolvendo cláusula de exclusividade e analisar demandas nos aspectos da proteção de propriedade intelectual e transferência de tecnologia que sejam submetidas ao CITE.
Em seguida, a Resolução trata de aspectos da propriedade intelectual com base na legislação federal, especialmente a Lei de Inovação Tecnológica, estabelece que os criadores, no âmbito do IFG, terão direito a um terço dos ganhos econômicos auferidos pelo Instituto como resultado de transferência de tecnologia e licenciamento para outorga de direito de uso ou exploração de criação protegida, trata da situação dos criadores independentes em relação ao IFG e disciplina a forma de solicitação de direitos de propriedade intelectual pelo IFG junto ao INPI.
A partir das normas internas obtidas, pode-se ilustrar a estrutura organizacional do IFG no que diz respeito às suas atividades de pesquisa de inovações tecnológicas e transferências de tecnologia como na Figura 5:
Figura 5 – Estrutura organizacional do IFG para atividades de produção de inovação e de transferência de tecnologia.
No IFG, a Reitoria é o órgão máximo de gestão da organização. A ela se subordinam as Pró-reitorias, entre estas a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, à qual está subordinada a Diretoria de Pesquisa e Inovação. Esta, por sua vez, tem a si subordinado o Centro de Inovação Tecnológica – CITE, o NIT do IFG.
No caso do Instituto Federal de Goiás, apenas uma norma regula a atuação da instituição em atividades de inovação tecnológica e transferência de tecnologia para a iniciativa privada, e existe estrutura organizacional voltada para essas atividades, consubstanciada no CITE.
Contudo, como no caso da UFG, isso ainda não resultou em efetiva celebração de contratos de licenciamento ou cessão de produtos provenientes das pesquisas realizadas pelo Instituto, como será detalhado mais adiante, embora a atual forma e modo de funcionamento de suas atividades seja recente, como se viu.