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Normas internas do Instituto Federal Goiano

No documento FREQUENCIA DE DEPÓSITOS POR ANO (páginas 84-88)

Figura 5 – Estrutura organizacional do IFG para atividades de produção de inovação e de transferência de tecnologia.

No IFG, a Reitoria é o órgão máximo de gestão da organização. A ela se subordinam as Pró-reitorias, entre estas a Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, à qual está subordinada a Diretoria de Pesquisa e Inovação. Esta, por sua vez, tem a si subordinado o Centro de Inovação Tecnológica – CITE, o NIT do IFG.

No caso do Instituto Federal de Goiás, apenas uma norma regula a atuação da instituição em atividades de inovação tecnológica e transferência de tecnologia para a iniciativa privada, e existe estrutura organizacional voltada para essas atividades, consubstanciada no CITE.

Contudo, como no caso da UFG, isso ainda não resultou em efetiva celebração de contratos de licenciamento ou cessão de produtos provenientes das pesquisas realizadas pelo Instituto, como será detalhado mais adiante, embora a atual forma e modo de funcionamento de suas atividades seja recente, como se viu.

e Inovação, a qual trata justamente da criação e do regulamento do Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT – do IF Goiano, em obediência ao que dispõe a Lei de Inovação. Para uniformidade dos resultados apresentados, também esta norma interna da instituição foi objeto de ilustração em fluxo de tempo em contraposição com as normas externas, como se vê na Figura 6:

Figura 6 - Normas externas e internas do IF Goiano em fluxo de tempo.

A Resolução 032 trata da estrutura, da organização, do objetivo e da competência do NIT do IF Goiano, estabelecendo que ele integra a Diretoria de Inovação, vinculada, por sua vez, à Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação. Também no IF Goiano, o NIT será assessorado por um Conselho Consultivo que opinará sobre acompanhamento dos estudos de prioridades e viabilidade econômica de projetos e das criações intelectuais desenvolvidas no âmbito do IF Goiano.

Segundo a norma, o objetivo principal do NIT IF Goiano é o fortalecimento da política institucional frente aos organismos públicos, privados e a sociedade, visando à adequada utilização do conhecimento desenvolvido no IF Goiano ou em parcerias, em prol da sociedade.

Para tanto, o órgão apoiará as ações que tenham por fundamento a criação e, em especial, a inovação tecnológica.

No que diz respeito à sua competência, o NIT IF Goiano deverá gerir a política de inovação do IF Goiano, supervisionar a execução de todos os convênios, contratos ou outros

ajustes firmados para o licenciamento, requerimento de proteção e concessão de propriedade intelectual ou de transferência de tecnologia, fiscalizando, inclusive, o seu cumprimento por todos os participantes, apoiar e promover a transferência de tecnologia e a internalização da pesquisa nas empresas, prospectar e acompanhar os projetos e contratos realizados no âmbito do IF Goiano que versem sobre inovação e identificar, apoiar, promover e implementar parcerias com empresas e instituições públicas e privadas.

A Resolução também estabelece que todos os pedidos de proteção de criação intelectual feitos ao NIT IF Goiano devem passar por um estudo de viabilidade econômica do produto, processo ou serviço inovador desenvolvido no âmbito do IF Goiano, o qual será realizado pelo Conselho Consultivo. Quanto à participação dos criadores de inovações no âmbito do IF Goiano, a Resolução estabelece que lhes será conferida uma premiação que variará entre 5%

(cinco por cento) e um terço sobre o valor de quaisquer vantagens auferidas pelo IF Goiano com a exploração dos direitos de propriedade intelectual, mas não indica quais critérios serão utilizados para estabelecer o percentual da premiação e nem quem será o responsável por fazê-lo. A norma também determina que, deduzida a premiação do criador, metade do valor remanescente deverá ser destinado pelo IF Goiano ao Departamento, ao Centro ou ao Órgão Auxiliar onde a criação intelectual foi desenvolvida, respeitada a obrigatoriedade de sua aplicação em atividades de pesquisa, enquanto a outra metade será destinada a um fundo de custeio às despesas de proteção e manutenção da propriedade intelectual do IF Goiano, a ser gerido pelo NIT IF Goiano.

A partir das informações da Resolução, tem-se que o posicionamento do NIT IF Goiano na estrutura organizacional da instituição pode ser ilustrado como na Figura 7:

Figura 7 – Estrutura organizacional do IF Goiano para atividades de produção de inovação e de transferência de tecnologia.

A Reitoria é o órgão gestor máximo do IF Goiano, à qual estão subordinadas todas as Pró-reitorias, entre elas a de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação. A esta está subordinada a Diretoria de Inovação, à qual, por sua vez, está vinculado o Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT IF Goiano.

Como se nota, no IF Goiano também apenas uma norma concentra toda a política de inovação e transferência de tecnologia e também existe estrutura voltada a tais atividades, consubstanciada no NIT. Contudo, como no caso do IFG, isso também não resultou, até o momento, em contratos de cessão ou licenciamento de produtos de pesquisas realizadas pelo Instituto e, em relação às demais instituições estudadas, sua produção de inovações tecnológicas passíveis de transferência de tecnologia ainda é incipiente, como se verá.

Neste ponto, convém estabelecer uma comparação com os resultados encontrados por Garnica (2007) em sua pesquisa que se propôs à apreensão da estruturação, na época, das universidades públicas do estado de São Paulo (USP, Unesp, Unicamp, Unifesp e UFSCar) quanto à regulamentação de propriedade intelectual e aos processos de transferência de tecnologia para empresas. Como já mencionado, Garnica (2007) concluiu que todas as universidades estudadas em sua pesquisa possuíam normatização e estrutura para gestão de propriedade intelectual. Nesse aspecto, pode-se dizer que as instituições federais de ensino objeto da presente pesquisa também possuem normatização e estrutura física, administrativa e

gerencial para gestão de propriedade intelectual e transferência de tecnologia, a UFG há mais tempo, desde de 2005 (Resolução 005) e os Institutos Federais mais recentemente, a partir de 2011. A UFG possui uma quantidade maior de normas editadas, em razão da existência do NIT e também de programas de incubação de empresas e de empresas spin off (Empresa Júnior). Os Institutos Federais, por sua vez, possuem apenas 1 norma, cada um, que rege a atuação de seus respectivos NITs.

Contudo, ao contrário do que ocorre com as instituições públicas de ensino superior paulistas, todas as quais, conforme Garnica (2007), celebram contratos de transferência de tecnologia, por meio de licença de patentes e softwares, e obtêm recursos financeiros provenientes de tais licenciamentos, a estrutura formada pelas instituições objeto da presente pesquisa ainda não resultaram na celebração de contratos do mesmo tipo e nem na obtenção de recursos financeiros. Esta constatação será detalhada mais adiante.

Apresentadas as normas externas e internas no contexto das instituições objeto do presente estudo, constata-se que, em alguma medida, todas elas reagiram ao movimento do Estado de, ao estabelecer um arcabouço normativo que disciplina as atividades de produção científica e tecnológica e as relações das instituições de pesquisa públicas (aí incluídas as de ensino superior) com a iniciativa privada, criar um ambiente para a inovação (ETZKOWITZ e LEYDESDORFF, 2000). As instituições estudadas editaram normas internas que disciplinam as atividades de pesquisa em inovação, gestão de propriedade intelectual e transferência de tecnologia para a iniciativa privada. Surge então, nesse cenário, o questionamento se, uma vez estabelecidas, normativamente, as condições para a atuação das instituições nessas atividades, isso resultou em aumento da produção de pesquisas que gerassem bens de propriedade industrial e se houve transferência desses, por meio de cessão ou licenciamento para a iniciativa privada. Para tanto, fez-se o levantamento de registro público de patentes ou softwares titularizados pelas instituições de ensino superior estudadas nos últimos anos.

No documento FREQUENCIA DE DEPÓSITOS POR ANO (páginas 84-88)