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CAPÍTULO 2 – UMA ANÁLISE DA ESCOLA CAIXA DE AÇO E SUAS

2.3. Uma Nova Dinâmica Escolar

Irei relatar aqui um pouco do funcionamento e da dinâmica do Programa de Ensino Integral, a partir de minha agenda semanal. Pretendo assim tornar explicito o que é específico do PEI, além de apresentar um pouco do meu cotidiano e o modo como o mesmo influencia minha prática profissional. Posteriormente focarei no ano de 2018, em razão de ter sido o ano em que realizei a prática.

No ano de 2017 a diretora que havia me recebido no ano de minha chegada à escola deixa a instituição e a PCA da área de ciências da natureza e matemática assume a direção. Nesse mesmo ano a escola aumenta o número de salas chegando a um total de 13 classes e novos professores e professoras são contratados(as). O aumento do número de classes na escola, seguido do aumento do número de alunos e alunas pode ser um indicador de uma melhora da imagem da escola perante a comunidade. Nas reuniões de

conselho de classe e nas reuniões de pais e mestres, a comunidade relata que a escola, desde que se tornou integral passou a ser melhor se comparada ao que era antes de 2016.

Dessa forma a escola passa a contar com 22 professores e professoras, incluindo os coordenadores de área, 1 diretora, 1 vice-diretor, 1 professora coordenadora geral, 3 inspetores e inspetoras, 2 gerentes escolares, 4 funcionárias terceirizadas que são responsáveis pela alimentação dos alunos e 4 funcionárias terceirizadas responsáveis pela limpeza do prédio escolar, totalizando uma equipe de 38 funcionários e funcionárias. A escola contava com um total de 307 alunos e alunas, distribuídos(as) no Ensino Fundamental II (EF) e Ensino Médio (EM). Devido ao fato da escola contar com os dois seguimentos ela é chamada de híbrida pelo Programa de Ensino Integral.

Na escola caixa de aço, as aulas se iniciam as 7h e terminam as 15h 10min para os alunos e alunas do Ensino Fundamental. Para os alunos e alunas do Ensino Médio as aulas se findam ás 16h. Existem 5 intervalos na escola. O intervalo para os sextos, sétimos e oitavos anos se dá na parte da manhã entre as 09h 30min e as 09h 45min e na parte da tarde todos os alunos e alunas do EF possuem um intervalo das 14h55min às 15h10min. Dessa forma o EF conta com um total de 8 aulas por dia, sendo duas delas a tarde.

Já os nonos anos e o EM contam com um intervalo das 08h 40min até as 08h 55min e na parte da tarde o Ensino Médio possui um intervalo das 15h 45min até às 16 horas. O ensino médio possui 9 aulas diárias sendo três delas a tarde. O almoço é servido, para todos os alunos e alunas durante uma hora no período que vai das 12h 15min até as 13h 15min.

Vale dizer que diferente das Escolas de Tempo Integral (ETI), o modelo do PEI não possui oficinas a tarde como é realizada na ETI, dessa forma as aulas da tarde, no PEI, podem ser sobre qualquer tema ou disciplina, tanto do que está previsto na parte comum quanto na parte diversificada do currículo.

As aulas são formadas pelas disciplinas tradicionais do currículo do Estado de São Paulo, já a parte diversificada é estruturada de forma diferente e depende do ciclo escolar em que os alunos e as alunas se encontram. De modo geral compõem a parte diversificada as seguintes disciplinas: Protagonismo Juvenil, Clubes Juvenis, Orientação de Estudos, Nivelamento, Projeto de Vida, Preparação Acadêmica, Mundo do Trabalho

e Disciplinas Eletivas. Nas páginas a seguir ficará um pouco mais explicado no que consistem algumas dessas disciplinas16.

2.3.1. Protagonismo e clubes juvenis

A segunda-feira, na escola caixa de aço, é marcada pelas Aulas de Trabalho Pedagógico Coletivo das Áreas (ATPCA). Os professores e as professoras de cada área se reúnem em horários diferentes para tratar de assuntos específicos de cada uma delas. A reunião é conduzida pelos respectivos PCAs e versa basicamente sobre as demandas gerais da escola além de serem realizadas formações levando em conta as especificidades e demandas de cada uma das áreas. Em certos momentos os ATPCA são usados para que os professores e as professoras possam produzir os documentos específicos do programa de ensino integral que depois serão analisados pelos coordenadores de área.

No PEI existem vários documentos que se diferenciam dos documentos de uma escola regular. O documento base do modelo PEI é o chamado Plano de Ação, este consiste nos pontos em que a escola deseja melhorar durante o ano, ou seja, são as metas que a escola deseja atingir; esse documento é feito pela diretora da escola com o acompanhamento do vice-diretor e da PCG e possui como base o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo - IDESP17 da escola. Após feito o Plano de Ação da escola todos os(as) profissionais devem realizar o chamado Programa de Ação, neste documento estão as metas e as ações, que cada profissional irá realizar para que os objetivos do Plano de Ação da escola sejam atingidos.18 Vale dizer que o Plano de Ação da Escola é feito anualmente e o Programa de Ação é feito semestralmente. Além desses dois documentos existem ainda os chamados Guias de Aprendizagem. Neles os professores e professoras colocam os conteúdos de suas disciplinas que serão ministrados, os objetivos dos conteúdos e o modo como o(a) aluno(a) será avaliado, esse documento é feito bimestralmente e fica nas salas de aulas

16 Não serão aqui relatadas todas as disciplinas da parte diversificada. O intuito desse capítulo é descrever

as disciplinas que mudam de forma mais intensa a dinâmica desse modelo de escola, dessa forma não será explicado o funcionamento de todas as disciplinas que compõem a parte diversificada do currículo, optou- se pelas disciplinas que moldam os acontecimentos do cotidiano escolar em cada dia da semana.

17 O IDESP consiste num índice que quantifica a qualidade da educação do Estado e toma como base as

avaliações do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP), que são avaliações feitas pelos alunos e alunas dos Nonos Anos do Ensino Fundamental e do Terceiro Ano do Ensino Médio nas disciplinas de Português e Matemática. Além das notas dos alunos e alunas no SARESP o IDESP leva em conta o chamado Fluxo Escolar, ou seja, as taxas de retenção de alunos e alunas e a quantidade de alunos e alunas que abandonaram a escola.

18 Podemos perceber nesses documentos que o linguajar usado no PEI se aproxima daqueles usados no meio

para que os alunos e as alunas possam acompanhar o que ocorre nas disciplinas. Nessa escola os(as) profissionais realizam portfólios que contêm as evidências do que o profissional se propôs a realizar em seu Programa de Ação, dessa forma cada ação do profissional é colocada no portfólio, principalmente através de fotos e relatórios das ações realizadas.

Esses são os principais documentos desse modelo de programa, pois ainda existem outros e cabe aos PCAs analisar cada um desses documentos dos(as) profissionais que compõem suas áreas. Vale dizer que os PCAs, também devem produzir esses documentos que são analisados pela PCG. Os documentos realizados pela PCG e Vice- Diretor são analisados pela Diretora e os produzidos pela diretora são analisados pela Supervisora de Ensino responsável pela escola. Percebe-se dessa forma o modo de hierarquia e controle dos(as) profissionais típicos do meio empresarial que perpassa o modelo do PEI.

Os documentos relatados acima e que devem ser realizados no PEI, vão de encontro à chamada Nova Gestão Pública que, segundo Oliveira (2015) “[...] resulta da

sedimentação progressiva de novas maneiras de pensar a organização administrativa, a importação de práticas da administração privada [...]” (p.631).

Como já dito a escola conta com um Plano de Ação, onde se estabelecem metas a serem alcançadas e um Programa de Ação elaborado por cada profissional que deve apresentar suas contribuições para que as metas previstas possam ser alcançadas, metas essas que dependem da avaliação externa do SARESP. Pode-se perceber como é forte a adoção das práticas empresariais do setor privado dentro do PEI, ou como diz Freitas (2016) “o modelo de gestão considerado eficaz é o da iniciativa privada, cujo

centro está baseado em controle e responsabilização, ou seja, em processos de fixação de metas objetivas submetidas a avaliação [...]” (p.140)

Freitas (2014) ao tratar da inserção dos dispositivos de gestão privada nos espaços das escolas públicas aponta que são inseridas “[...] nas redes e escolas processos

de gestão verticalizados que permitem elevar o grau de controle sobre os profissionais da educação, a título de garantir a obtenção de metas e índices nas avaliações externas

[...]” (p.1092). A escola pública, portanto, vai se tornando uma empresa privada que não mais se preocupa com os(as) educandos(as), apenas se preocupa em atingir metas e índices.

No entanto, a educação dentro da escola pública é um direito garantido a todo cidadão e cidadã. Além do mais o Estado deve garantir essa educação que deve ter como

base a promoção de uma sociedade menos injusta, menos desigual e não interesses de uma mínima parcela que atende a um mercado que possui fome de lucro. Diante disso a educação não pode ser pautada por metas que dependem das notas que os alunos e alunas obtém numa avaliação externa que apenas olha para números e não para pessoas.

Ao termos esse tipo de educação têm início uma reação em cadeia em que os professores e as professoras pressionam os alunos e as alunas para que as metas sejam alcançadas, os coordenadores de área devem a todo momento controlar as ações dos professores e das professoras para que estes atuem no sentido de maximizar a didática dos professores e professoras em sala de aula em prol das metas e não necessariamente em prol de um conhecimento reflexivo, a coordenadora geral, pressionada pela direção e esta pela supervisão, por sua vez pressionam os coordenadores de área e pedem as evidências das ações dos professores e das professoras que devem estar contidas em seus portfolios (tornados agora instrumentos de controle) e assim surge uma situação de hierarquização e controle dentro do ambiente escolar.

Oliveira (2015) aponta que:

Em meio à busca de resultados, vai se perdendo no processo a construção histórica da educação como um bem público, um direito social e que, como tal, não pode ser regulada como mercadoria, produto ou resultado passível de mensuração entregue a especialistas em medição e números. (641)

O receio que tinha quando me tornei professor coordenador de área de ser mais um no controle de uma escola/fábrica vai se tornando com o tempo uma realidade. A todo momento desde o início da carreia enquanto PCA busco maneiras de dentro do espaço escolar e principalmente dentro da área de ciências humanas estabelecer relações horizontais com os professores e professoras e com os alunos e alunas, construindo com esses atores momentos de reflexão e de estratégias para ir contra o controle exigido.

Nas reuniões da área de ciências humanas foram várias as vezes que discutimos sobre a escola/fábrica e dialogamos para encontrar estratégias onde possamos atuar a fim de minimizar essa lógica mercadológica presente no PEI, acredito pelas atitudes e falas das professoras da área que essa lógica do PEI gera um grande desconforto, afinal todos concordam que educação é um direito básico que têm como objetivo gerar cidadãos e cidadãs críticos e reflexivos e não meras maquinas de processamento de dados. O foco de atuação da área contra essa lógica tem como principal

espaço a sala de aula levando os educandos e as educandas a refletirem e problematizarem essa lógica dentro do espaço escolar, dessa forma ao menos nas aulas da área tem-se um espaço onde os alunos e as alunas não se portam como meros reprodutores desse sistema.

Às segundas feiras também se realiza, na hora de almoço dos(as) alunos(as) e dos(as) professores(as), uma reunião entre os alunos e alunas do Grêmio Escolar. Como não existe contra turno nas escolas do PEI, várias reuniões são realizadas na hora do almoço e elas são marcadas na agenda da escola que fica no pátio. Portanto, nesse dia os alunos e as alunas do Grêmio se reúnem, sem a presença de professores e professoras ou da direção e conversam sobre os projetos que desejam implantar na escola. Nesse momento os alunos e as alunas que não compõem o grêmio escolar estão em sua hora de almoço. Os alunos e as alunas que terminam suas refeições ficam no pátio conversando, alguns tocando música, outros vão para a área verde e outros ficam na quadra imersos em atividades organizadas pelo grêmio.

As segundas também são marcadas pelas aulas da disciplina de protagonismo juvenil e pelos clubes juvenis do EF. Segundo o Caderno do Gestor (2014), que possui as Diretrizes do Programa de Ensino Integral, a disciplina de protagonismo juvenil “[...]

consiste na criação de espaços e condições que possibilitam aos educandos e aos educadores o envolvimento em atividades direcionadas à solução de problemas reais [...]

(p.25) e ainda no mesmo caderno (2014) “[...] o Protagonismo Juvenil apoia práticas e

vivencias experenciadas pelos adolescentes e jovens, que podem contribuir com resultados positivos para o sucesso de toda a equipe escolar, da família e da comunidade.” (p.25)

O Caderno do Gestor consiste num livro que contém as diretrizes do Programa de Ensino Integral. Esse Caderno foi escrito pela equipe que implementou o PEI e nele estão descritos o modo como devem ocorrer toda a organização da escola, o modelo de gestão com sua hierarquização além de conter as propostas pedagógicas de cada uma das disciplinas que compõem a parte diversificada do currículo.

Já os clubes juvenis consistem segundo o Caderno do Gestor (2014)

[...] um dos espaços privilegiados que se destinam à prática e à vivência do Protagonismo Juvenil, principalmente no que se refere à autonomia e à capacidade de organização e gestão. Esses clubes são organizados e consolidados para atender as áreas de interesse dos alunos, proporcionando oportunidades para trocas de informações e experiências que contribuam para a melhoria da vida escolar. (p.28)

Vale dizer que nos momentos de atuação dos clubes juvenis existe apenas a supervisão da diretora da escola, pois ela é a responsável pelo andamento dos clubes inclusive realizando reuniões com os líderes dos clubes, que são os alunos e as alunas que optaram por criar e organizar seus clubes.

No ano de 2018 a minha rotina consistia em: iniciar e conduzir o ATPCA da área de ciências humanas nas duas primeiras horas-aula, após esse momento eu ministrava aulas de sociologia e história até o final do período letivo. Vale lembrar que os Professores Coordenadores de Área também atuam como professores, pelas diretrizes do programa os PCAs devem cumprir vinte horas como professor e vinte horas como coordenador de área. Dessa forma, nesses dias eu me considerava mais professor do que um coordenador de área propriamente dito.

2.3.2. Reuniões

Reuniões! Esta é a palavra que define o segundo dia de trabalho. Se na segunda-feira me sentia mais professor do que coordenador, na terça os papéis se invertem: sou coordenador de área do início ao final do dia. As duas primeiras aulas desse dia são dedicadas para organizar os documentos que ficam sob minha responsabilidade. Vale dizer: os Programas de Ação, os Guias de Aprendizagem, os Portfólios, os diários de classe das professoras, esses documentos devem ser analisados e conferidos pelos PCAs.

Nesse dia, a partir da terceira aula, se inicia a reunião de gestão, que se finda somente na hora do almoço. Essa reunião conta com a presença de todos os coordenadores - tanto de área quanto o coordenador geral - do vice-diretor, da diretora e por vezes da supervisora de ensino responsável pela escola. Esse momento tem por objetivo analisar as demandas que os professores e as professoras apresentaram nos ATPCA do dia anterior, realizar um balanço geral da escola através dos olhares das pessoas presentes na reunião e organizar ideias sobre eventos e datas variadas que fazem parte do calendário escolar como festas para arrecadação de verbas, reuniões de pais e conselhos de escolas. Vale dizer que as datas e ideias de eventos são passadas numa outra reunião que conta com a presença dos professores e das professoras e somente após o posicionamento deles(as) é que os eventos são definidos e acrescentados ao calendário escolar. Essa reunião é a Aula de Trabalho Pedagógico Coletivo Geral (ATPCG), que ocorre das 14h 25min até as 16 horas e conta com a presença de todos os professores e professoras, dos coordenadores do vice-diretor e por vezes da diretora.

A diretora nesse horário cuida dos clubes juvenis do EM. Como todos os professores e professoras estão em reunião, nesse dia o EF possui seu horário de saída modificado e os alunos e as alunas são dispensados as 14h40 e o dia escolar deles(as) termina no horário em que se inicia o ATPCG. Essa reunião consiste em um momento de debate sobre o andamento da escola, ou nos dizeres do PEI, é um momento de alinhamento entre todos os integrantes da equipe escolar. Esse espaço também é destinado à formação dos professores e professoras e é conduzido pela PCG.

As pautas de ATPCG são definidas pela PCG e para que esta possa elaborar suas formações os PCAs em reunião com a PCG passam as demandas dos(as) professores(as) de suas áreas que foi discutido em ATPCA. Ou seja, na segunda-feira

como já foi dito, existem as reuniões de ATPCA, além das formações dadas pelos PCAs que são especificas de cada uma das áreas os professores e professoras acabam debatendo pontos que são gerais a escola. Esses pontos gerais são passados pelos PCAs a PCG que os coloca na pauta da reunião de ATPCG para que sejam debatidos com todos os professores e professoras.

Além dos debates sobre essas demandas gerais da escola que vão desde a organização do espaço escolar, passando pela organização de eventos e indo até os rendimentos dos alunos e das alunas. A PCG elabora formações que possuem como objetivo o estudo do Programa de Ensino de Integral, estudos por exemplo, de como deve ser realizado o processo de tutoria, as aulas das disciplinas eletivas e das disciplinas da parte diversificada.

Voltando um pouco no tempo, vamos para a hora do almoço. Nesse dia mudo meu horário de almoço e o faço por volta da uma hora da tarde, pois é dia de reunião com o Grêmio da escola. Como já dito, o Grêmio realizou uma reunião no dia anterior e às terças eles e elas apresentam suas demandas e propostas para o professor representante do grêmio (que consiste num professor escolhido pela Diretora para ajudá-la nessa organização) e para a diretora, para que possam colocá-los em prática.

Vale lembrar que a diretora me escolheu para ser o professor representante do grêmio. Sua escolha teve como critério o fato de que pela área de ciências humanas ser a menor área com quatro professores(as) (contando comigo), eu possuo menos professores(as) para orientar, no caso três professoras, enquanto nas outras áreas os coordenadores orientam o dobro de professores(as). Dessa forma passo a ter mais uma incumbência dentro do PEI.

Por fim às duas horas e cinco minutos têm início a tutoria coletiva. Todos os professores, professoras, gestores e gestoras da escola possuem tutorados e tutoradas e nesse momento, de quinze minutos, cada tutor e tutora se reúne com seus tutorados e tutoradas para passar recados gerais da escola e conversar sobre o andamento de suas vidas acadêmicas.

Segundo o Caderno do Gestor (2014) “A tutoria é uma das metodologias que

compõem o Modelo Pedagógico do Programa de Ensino Integral, caracterizada pela orientação e acompanhamento dos alunos e suas necessidades de formação [...]” (p.31).

Esse mesmo documento aponta o papel do(a) tutor(a) como o “[...] educador responsável

vez que o foco da tutoria é acadêmico, porém, é necessário ter abertura e receptividade para acolhe-los no que concerne a questões de âmbito pessoal [...]” (p.31)

É importante dizer que existem dois tipos de tutoria nesse programa sendo elas: a coletiva, já apresentada acima e a individual. A organização da tutoria, segundo as diretrizes do PEI deve ser feita pelo vice-diretor da escola. Para que o vice-diretor tenha controle de quantas tutorias cada tutor e tutora realiza existe o chamado caderno de tutoria

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