Apêndice I: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
CAPÍTULO 5 O CLIMA ORGANIZACIONAL E O RECONHECIMENTO
Ao nos propormos perscrutar o clima organizacional do IFMA-Campus Monte Castelo para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira é porque compreendemos que ele expressa uma determinada identidade, aquilo que de fato representa. Nesse sentido, tomamos o conceito de clima organizacional como um referencial para analisar a personalidade institucional quanto aos seus passos, suas decisões, de como organiza sua gestão e seu currículo em relação à Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Conforme Lück (2010),
O estudo do clima organizacional emerge da compreensão de que os estabelecimentos de ensino têm um modo próprio de serem caracterizados por certos rituais de relacionamento interpessoal, certas histórias, um conjunto de aspectos que revelam como as coisas são na escola os quais independem do que se afirma e descreva que seja ou deva ser.
Este capítulo é dedicado à apresentação das interpretações para configurar o clima organizacional, feitas a partir dos relatos dos sujeitos pesquisados. Para tanto, apresentamos as características do lócus da pesquisa, ou seja, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – Campus Monte Castelo e o contexto da cidade onde este está inserido. Em seguida focamos o Campus-Monte Castelo em sua estrutura organizacional e funcionamento. Discutimos a seguir a abordagem étnico-racial nos estudos exploratórios. Descrevemos e analisamos os dados coletados por meio das entrevistas semiestruturadas e apresentamos indicadores propositivos para Educação para as Relações de Reconhecimento Étnico-Racial.
5.1 Caracterização do bairro e do IFMA Campus Monte Castelo no contexto da cidade
Situado à Avenida Getúlio Vargas, n.04, o Monte Castelo é um dos bairros que constituem a cidade de São Luís (ANEXO A). Limita-se com os seguintes logradouros: Ao Norte: Rio Anil/Liberdade; ao sul: Bairro de Fátima; a leste: Apeadouro, a oeste: Retiro Natal. A ocupação do referido bairro, que antes se chamava Areal, deu-se entre os anos de 1940 a 1970 em virtude do processo migratório de pessoas do campo para a cidade. “Nos finais da década de 1940, o nome Areal é substituído pela denominação de Monte Castelo
através da Lei nº 94, de 25/03/1949, a nova identificação foi uma “homenagem ao feito das Forças Armadas do Brasil em território italiano, na batalha de 25/02/1945” (SANTOS, 1991
apud LIMA, 2002, p. 219), durante a 2ª Guerra Mundial.
Para Yi Fu Tuan, “dar nome a um lugar é dar seu explícito reconhecimento, isto é, reconhecê-lo conscientemente ao nível da verbalização” (TUAN, 1975 apud LEITE, 1998, p. 12). Houve uma transição não apenas de nomeação, mas também de metamorfose do espaço, já que este lugar adquirira o status de bairro que se estruturava e se urbanizava.
O bairro, Monte Castelo apresenta em sua paisagem vários elementos como hospitais, academias, bancos, igrejas, laboratórios, casas lotéricas, restaurantes, livrarias, praças. Além destes, duas importantes instituições de ensino, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o IFMA-Campus Monte Castelo compõem a paisagem do bairro.
O Instituto Federal do Maranhão foi criado pela Lei nº. 11.892, de 29 de setembro de 2008, mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão e das Escolas Agrotécnicas Federais de Codó, de São Luís e de São Raimundo das Mangabeiras. O referido Instituto agrega 18 Campi da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Estado do Maranhão85, constituindo-se como uma instituição pública de Educação Superior, Básica e Profissional.
Como dito anteriormente, o Campus Monte Castelo compõe um dos campi da Rede acima assinalada. Em relação à infraestrutura física, é constituído de ambientes pedagógicos, administrativos e de lazer. No que diz respeito ao quadro de pessoal em relação ao corpo docente é composto, sobretudo, por especialistas, mestres e doutores, bem como por um corpo técnico-administrativo em sua maioria de nível médio e graduado.
O Campus Monte Castelo oferece 02 níveis de ensino: a Educação Profissional Técnica de Nível Médio e a Educação Superior. No primeiro nível são oferecidos cursos na modalidade Integrada, Concomitante e Subsequente86. No segundo são oferecidas as Licenciaturas em Física, Química, Biologia e Matemática, e, além destes, os cursos de Bacharelado em Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Elétrica e Sistema de Informação.
85 Além dos 18 campi em funcionamento, há o projeto de expansão para 26 campi no total. Existem também os
Núcleos Avançados Itaqui-Bacanga, Santa Rita e Bacabeiras.
86 A forma integrada é ofertada somente a quem já tenha concluído o Ensino Fundamental, com a matrícula
única na mesma instituição, de modo a conduzir o estudante à habilitação profissional técnica de nível médio ao mesmo tempo em que conclui a última etapa da Educação Básica. A forma Concomitante é ofertada a quem ingressa no Ensino Médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, aproveitando-se oportunidades educacionais ou em distintas instituições de ensino. A forma subsequente é desenvolvida em cursos destinados exclusivamente a quem já tenha concluído o Ensino Médio.
Oferece também cursos na modalidade de Educação a Distância e ainda cursos em nível de Pós-Graduação lato sensu e stricto sensu.
O número de alunos matriculados no ano letivo de 2012 na Educação Profissional Técnica de Nível Médio no IFMA - Campus Monte Castelo correspondeu a 1.417 alunos e 1.314 no ensino Superior, 539 matriculados nas Licenciaturas de Física, Química, Biologia e Matemática. Na modalidade de Educação a Distância (EAD) foram matriculados 1.482 alunos, sendo 1.009 no Ensino Técnico e 473 no Ensino Superior.
No ano letivo de 2013 para cursar a Educação Profissional Técnica de Nível Médio (EPTNM) matricularam-se 1.417 alunos e no Ensino Superior 1.405 alunos; destes, 564 estão nas Licenciaturas. Em relação à Modalidade de Educação a Distância, foram contabilizados 304 alunos matriculados nas Licenciaturas de Informática e Matemática.
O IFMA - Campus Monte Castelo – congrega alunos de diferentes etnias/raças, de acordo com os dados levantados por ocasião da matrícula dos alunos. Em relação à EPTNM, o gráfico abaixo discrimina os percentuais de alunos matriculados no ano letivo de 2012:
Gráfico 02 - Percentual de alunos matriculados na Educação Profissional Técnica de Nível Médio por etnia/ raça
de acordo com formulário cadastral no IFMA – Campus Monte Castelo (2012)
Fonte: Formulário de Cadastro.
O gráfico mostra que o maior percentual foram de alunos que se autodeclararam pardos e o menor, de indígenas. Se juntarmos os morenos, negros e os pardos o percentual é de 83,21%. No que diz respeito, mais especificamente ao Ensino Superior, o levantamento de matriculados conforme a etnia/raça ou cor resultou na seguinte classificação:
Gráfico 03 - Percentual de alunos matriculados no Ensino Superior por etnia/raça de acordo com formulário
cadastral no IFMA – Campus Monte Castelo (2012)
Fonte: Formulário de cadastro.
No Ensino Superior, como observamos, houve um número expressivo de alunos que não indicaram nenhuma opção. Tal situação pode estar relacionada à forma como o Departamento de Ensino Superior (DESU) solicita os dados de autodeclaração. Na ficha cadastral para os alunos existe o termo etnia, e pode ser que este conceito não corresponda às imagens que os alunos possuem sobre a questão étnico-racial.
Em 2011, foi instituído o Grupo de Trabalho (GT) “Educação Inclusiva”87, o qual
também fez estudos relacionados à etnia/raça no IFMA – Campus Monte Castelo, cujos resultados estão representados no gráfico a seguir.
87O Grupo de Trabalho “Educação Inclusiva”, criado no primeiro semestre do ano de 2010, foi constituído
inicialmente por 12 pessoas representantes dos diferentes campi que compõem o IFMA. Tem como escopo discutir e elaborar propostas voltadas para inclusão no IFMA com relação à educação para as Relações Étnico-Raciais, Educação do Campo e Educação Especial. Á época o GT elaborou dois documentos, sugerindo5 por cento das vagas para pessoas sujeitos da educação especial. Cabe ressaltar que o GT não foi instituído para ser permanente, mas para desencadear estudos e ações para formulação de políticas inclusivas no IFMA. Porém, não avançou na proposição sobre sistema de cotas para negros.
Gráfico 04 - Percentual de alunos por etnia/raça de acordo com o Grupo de Trabalho “Educação Inclusiva” no IFMA – Campus Monte Castelo (2012)
Fonte: Pesquisa de campo.
Conforme ilustra o gráfico, dos 150 alunos que responderam o questionário, 30% se autodeclaram brancos; 32,67%, pardos; 28%, negros; 2,66%, amarelos; 2%, mulatos e 4,67%, pretos.
Face aos diferentes levantamentos, convém ilustrar, portanto, qual foi a preponderância identitária dos alunos em consonância à etnia/raça. Os resultados foram:
Gráfico 05 - Percentual de alunos por etnia/raça de acordo com a DESU, EPTNM e GT de “Educação Inclusiva” no IFMA – Campus Monte Castelo (2012)
Cabe observar, conforme levantamento feito pelo GT “Educação Inclusiva”, que englobou tanto o Ensino Superior quanto a EPTNM, o percentual de negros correspondem 67,34%. Pelo formulário cadastral de matrículas, correspondem a 95,45%. Observamos mais uma vez que o percentual em nível superior é de 34, 55%. Consideramos este percentual baixíssimo, pois está relacionado ao número de alunos que deixaram de preencher o formulário cadastral no que diz respeito ao aspecto da etnia/raça, o que causa muitas interrogações.
Se formos atentar para a soma de pretos e pardos, esses dados levantados no IFMA-Campus Monte Castelo mostram que o contingente de alunos negros é maior que o dos demais.
Em face também desse perfil de alunos é que escolhemos o IFMA-Campus Monte Castelo como campo de pesquisa, além de ser a instituição onde desenvolvemos nossas minhas atividades profissionais existe o desejo de explorar uma instituição de ensino muito bem conceituada em São Luís.
5.2 O IFMA - Campus Monte Castelo em sua estrutura organizacional
Como toda instituição escolar, o IFMA tem uma estrutura de organização interna, prevista em seu Estatuto, em seu Regimento e em outros instrumentos de organização. Por estrutura entendemos o ordenamento e disposição das funções que asseguram o funcionamento do todo representado num organograma (LIBÂNEO, 2001). No geral observamos que o organograma do IFMA é composto de Conselhos, Reitoria e Pró-Reitorias, Secretarias, Colegiados, Diretorias, Auditoria, Procuradoria, Coordenadorias, Diretorias, Núcleos e Departamentos, entre outros setores.
O Estatuto aprovado e publicado no DOU, em 24 de agosto de 2009, se reporta às finalidades e aos objetivos do Instituto Federal do Maranhão (art. 2.º):
Art. 2º O Instituto Federal do Maranhão rege-se pelos atos normativos mencionados no caput do Art. 1°, pela legislação federal e pelos seguintes instrumentos normativos:
Estatuto;
II. Regimento Geral;
III. Resoluções do Conselho Superior; e IV. Atos da Reitoria (IFMA, 2013).
O Instituto Federal do Maranhão, em sua atuação, observa os seguintes princípios norteadores (art. 3º):
I. compromisso com a justiça social, equidade, cidadania, ética, preservação do meio ambiente transparência e gestão democrática;
II. verticalização do ensino e sua integração com a pesquisa e a extensão;
III. eficácia nas respostas de formação profissional, difusão do conhecimento científico e tecnológico e suporte aos arranjos produtivos locais, sociais e culturais; IV. inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais e deficiências específicas; e
V. natureza pública e gratuita do ensino, sob a responsabilidade da União; VI. universalização e democratização do conhecimento;
VII. pluralismo de ideias e de pensamento;
VIII. flexibilidade de métodos, critérios e procedimentos de ensino; IX. excelência educacional; e
X. respeito à diversidade e ao meio ambiente (IFMA, 2013). São objetivos do Instituto Federal do Maranhão:
I – Ministrar educação profissional técnica de nível médio, prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação de jovens e adultos;
II – Ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, objetivando a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e atualização de profissionais, em todos os níveis de escolaridade, nas áreas da educação profissional e tecnológica; III - Realizar pesquisas aplicadas, estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas, estendendo seus benefícios à comunidade;
IV – Desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica, em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais, e com ênfase na produção, desenvolvimento e difusão de conhecimento científico e tecnológico;
V – Estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico local e regional; e
VI – Estimular e desenvolver atividades físicas com base na cultura corporal, no equilíbrio da saúde e na melhoria da qualidade de vida;
VII – Ministrar em nível de educação superior:
a) cursos superiores de tecnologia visando à formação de profissionais para diferentes setores da economia, levando em consideração os arranjos produtivos locais e regionais;
b) cursos de licenciatura, bem como programas especiais de formação pedagógica , com vista à formação de professores para a educação básica, sobretudo nas áreas de ciência, matemática, e para a educação profissional;
c) cursos de bacharelado e engenharia, visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do conhecimento;
d) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização, visando à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento; e
e) cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado, que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas em educação, ciência e tecnologia, com vistas no processo de geração e inovação tecnológica (IFMA, 2013).
No que diz respeito ao Ensino, estabelece o Estatuto, em seu artigo 50, que cabe ao Instituto ministrar os seguintes cursos:
Art. 50. No Instituto Federal do Maranhão serão ministrados os seguintes cursos: Técnicas de Nível Médio, abertos à matrícula de candidatos que hajam concluído o ensino fundamental e tenham sido classificados em processo seletivo;
Tecnológicos, Bacharelados, Engenharias e Licenciaturas, abertos à matrícula de candidatos que hajam concluído o ensino médio ou equivalente e tenham sido classificados em concurso de ingresso, conforme legislação em vigor;
Pós-graduação lato sensu e stricto sensu, abertos à matrícula de candidatos diplomados em curso de graduação e pós-graduação, que preencham as condições prescritas em cada caso, e extensão e outros, abertos a candidatos que satisfaçam os requisitos exigidos.
§ 1º A organização dos cursos oferecidos pelo Instituto Federal do Maranhão, com seus projetos pedagógicos e o número de vagas para matrícula inicial, serão fixados pelo Colégio de Dirigentes, após consulta aos respectivos Campi.
§ 2º Além dos cursos correspondentes às profissões reguladas em lei, o Instituto Federal do Maranhão poderá organizar outros cursos para atender às exigências de sua programação específica e fazer face às peculiaridades do mercado de trabalho local, regional, nacional e internacional.
§ 3º Os cursos profissionais, ministrados pelo Instituto Federal do Maranhão, poderão, de acordo com legislação específica e a área abrangida, apresentar modalidades diferentes, a fim de corresponderem às exigências do mundo do trabalho (IFMA, 2013).
Conforme, ainda, o art. 6º do referido Estatuto
no desenvolvimento da sua ação acadêmica, o Instituto Federal do Maranhão, em cada exercício, deverá garantir o mínimo de 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para a educação profissional técnica de nível médio, e o mínimo de 20% (vinte por cento) das vagas para cursos de licenciatura e/ou programas especiais de formação pedagógica, ressalvado o caso previsto no §2º do art. 8º da Lei nº. 11.892/2008 (IFMA, 2013).
O currículo no Instituto Federal do Maranhão está fundamentado em:
bases filosóficas, epistemológicas, metodológicas, socioculturais e legais, expressas no seu projeto político-institucional, sendo norteado pelos princípios da estética, da sensibilidade, da política da igualdade, da ética, da identidade, da interdisciplinaridade, da contextualização, da flexibilidade e da educação como processo de formação na vida e para a vida, a partir de uma concepção de sociedade, trabalho, cultura, educação, tecnologia e ser humano (IFMA, 2013, [art. 24]). O Regimento Geral do IFMA, datado de 23 de abril de 2010, complementa o Estatuto da instituição e “disciplina a organização, as competências e o funcionamento das instâncias deliberativas, consultivas, administrativas e acadêmicas” (IFMA, 2010b, p. 3).
Nesse documento encontram-se delineados, entre outros aspectos, aqueles que concernem à gestão. Esta tem em vista a excelência e, como fundamentos, apresenta pensamento sistêmico, aprendizado organizacional, cultura de inovação, liderança e constância de propósitos, orientação por processos e informações, visão de futuro, geração de valor, valorização das pessoas, conhecimento sobre o aluno e o mundo do trabalho e responsabilidade social, fundamento que engloba o respeito à diversidade e promoção da redução das desigualdades sociais como parte integrante da estratégia institucional.
O Regimento apresenta, detalhadamente, o esquema de organização, formação e funcionamento do Conselho Superior, do Colégio de Dirigentes, do Conselho de Ensino, do Conselho de Pesquisa e Inovação, do Conselho de Extensão, do Conselho de Planejamento e Administração, do Conselho de Gestão de Pessoas, dos Fóruns Consultivos, dos Comitês e das Câmaras, da Reitoria, do Reitor, do Gabinete, das Pró-Reitorias, da Pró-Reitoria de Ensino, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação, da Pró-Reitoria de Extensão, da Pró-Reitoria de Planejamento e Administração, da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, das Diretorias Sistêmicas, da Diretoria de Gestão da Tecnologia da Informação, da Diretoria de Desenvolvimento Institucional, da Diretoria de Educação a Distância, dos Órgãos de Apoio, da Auditoria Interna, da Procuradoria Federal, da Ouvidoria, dos Campi, do Ensino.
No âmbito do ensino, a Graduação e a Educação Profissional, o Calendário Acadêmico, as Vagas, a Estruturação dos Cursos. Sobre a Pós-Graduação: o Calendário Acadêmico de Pós-Graduação, as Vagas, a Estruturação dos Cursos, a Pesquisa, a Extensão; a Comunidade Institucional e, nesta, o Corpo Docente, os Servidores Técnico-Administrativos, o Corpo Discente; o Regime Disciplinar e, nele, os Servidores Docentes e Técnico- Administrativos, o Corpo Discente; os Diplomas, Certificados e Títulos; o Patrimônio e do Regimento Financeiro; a Avaliação; as Disposições Gerais e Transitórias.
Dentre as pró-reitorias, destacamos a de Ensino (PROEN), cuja responsabilidade consiste em planejar, superintender, coordenar, fomentar e acompanhar as atividades e políticas de ensino, articuladas à pesquisa, inovação e à extensão. É composta de:
I- Assessoria Pedagógica;
II- Núcleo de Estudos e Formação Pedagógica; III- Núcleo de Emissão de Diplomas;
IV- Coordenação de Admissão de Alunos; V- Departamento de Educação do Campo; e
VI- Departamento de Programas e Projetos. (IFMA, 2010b, p. 18 [art. 49-50]). Em seu art. 51 o documento faz alusão às competências da PROEN, quais sejam:
I- Promover ações que garantam a articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão no âmbito de todos os campi do Instituto;
II- Propor as políticas, diretrizes e regulamentações relativas ao ensino de graduação e educação profissional.
III- Coordenar o processo de avaliação das ações necessárias ao desenvolvimento das políticas de ensino nos diferentes níveis de atuação institucional.
IV- Orientar o planejamento das ações relacionadas ao ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas no âmbito de todos os Campi do Instituto Federal.
V- Apreciar e recomendar aprovação de projetos pedagógicos de cursos de educação profissional.
VI- Submeter à Reitoria proposta de criação e extinção de cursos, bem como de alteração curricular e modificação de número de vagas e turnos, ofertados em adequação ao Plano de Desenvolvimento Institucional e ao Projeto Político- Pedagógico Institucional.
VII- Propor, acompanhar e avaliar o desenvolvimento dos programas e projetos de ensino no âmbito dos Campi do Instituto Federal.
VIII- Propor e promover o cumprimento do Calendário Letivo de referência do Instituto Federal.
IX- Coordenar a definição dos critérios dos processos de avaliação dos cursos de graduação e educação profissional.
X- Apreciar proposta de convênios com entidades que desenvolvam atividades de ensino.
XI- Coordenar e acompanhar os processos de avaliação dos cursos de graduação. XII- Estabelecer e manter intercâmbio de informações educacionais com instituições e profissionais da área educacional.
XIII- Participar da elaboração da política de gestão de pessoas e dos critérios para seleção de servidores no âmbito da Pró-Reitoria.
XIV- Administrar os recursos financeiros e o patrimônio da Pró-Reitoria.
XV- Participar de instância representativa na forma prevista no Estatuto do IFMA. XVI- Executar outras atribuições inerentes ao cargo, delegadas pela Reitoria. XVII- Propor e coordenar a implantação, operacionalização e atualização dos Sistemas de Informação relacionados à gestão do ensino.
XVIII- Propor diretrizes e procedimentos relacionados aos registros escolares e registros de diplomas.
XIX- Estabelecer políticas para a formação continuada dos docentes (IFMA, 2010b, p. 18-20).
Destacamos também o Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão e dentro deste o Departamento de Extensão e Inclusão Social que em seu artigo 75 versa sobre as competências desse órgão que consistem em:
I. fomentar a participação da Instituição em ações de extensão, conforme as áreas temáticas, definidas pelo Plano Nacional de Extensão Acadêmica;
II. estabelecer as diretrizes para implementação da política de desenvolvimento de ações de extensão no IFMA;
III. planejar, apoiar, supervisionar e avaliar as ações de extensão no âmbito da Instituição;
IV. estabelecer ações junto à comunidade interna e externa que visem à melhoria da qualidade de vida e o seu desenvolvimento pessoal e profissional;
V. fomentar a formulação de uma política institucional inclusiva;