2.2 FONTES BIBLIOGRÁFICAS
2.2.4 O Comando e Controle na Polícia Militar do Estado do Rio de
E, finalmente, para Fábio Souza, oficial da PMERJ, “esguiano”, no trabalho que apresentou ao final do CAEPE de 2017, para quem as ações operacionais realizadas ou não em conjunto merecem protocolos específicos e condutas humanas vocacionadas à integração e à cooperação interagências. Só assim o combate à criminalidade e violência urbana tem condição de prosperar. (SOUZA, 2017).
Em sua pesquisa, Souza (2017) constatou que as ações de comando e controle no âmbito da segurança ocorrem de forma empírica, situação que provoca maior risco e possibilidade de danos colaterais, além da ausência de uma memória operacional. Ressaltou a premente necessidade de se estabelecer uma cadeia de comando e controle capaz de possibilitar o fluxo de informações e, assim, uma visão ampla do campo operacional, facilitando sobremaneira as ações que serão levadas a efeito pelo escalão superior.
Nas entrevistas dirigidas, o distinto colega obteve relatos de oficiais da PMERJ dando conta de que os planejamentos (e, por conseguinte, a cadeia de comando e controle) são em grande maioria personificados, sem um manual ou norma, ou seja, variam de acordo com o militar que está à frente; situação indesejável, pois ausente uma padronização de procedimentos. (SOUZA, 2017).
Em suas proposições (adstritas à PMERJ), o autor ressalta a necessidade de realizar a formação do policial com noções de comando e controle e promover continuamente aperfeiçoamento, capacitação e treinamento do pessoal, levando
sempre em conta a necessidade de manter a dimensão cognitiva (aspecto humano) do circuito consciente do estado da arte e atualizado quanto às inovações tecnológicas postas a cada tempo à disposição do sistema de comando e controle. (SOUZA, 2017).
3 ENTREVISTAS
Dentre outros instrumentos, o trabalho de pesquisa no CICC foi realizado por meio de entrevistas. Foram colhidas doze, que totalizaram mais de trinta e quatro horas de material. As entrevistas foram aplicadas diretamente pelo pesquisador, mediante agendamento com o entrevistado em seu local de trabalho ou residência, delimitando o universo pesquisado na análise qualitativa de opiniões de especialistas da área da segurança pública e da defesa civil, subdividido em dois grandes grupos: coordenadores das agências que atualmente estão no CICC; e pessoas-chave da Subsecretaria de Comando e Controle que estão à frente da administração do prédio e da missão de fazê-lo um local dedicado à integração e ao comando e controle.
As entrevistas formuladas na pesquisa foram relacionadas à estrutura e ao funcionamento do CICC e considerou a opinião das autoridades entrevistadas, tendo como parâmetro o notório conhecimento deles, bem como as expectativas que cada qual possui frente ao objeto de estudo.
Importa esclarecer que a consignação das entrevistas ocorreu na forma de resumo, privilegiando as partes mais importantes ao estudo do tema, com escolha livre pelo pesquisador dos vernáculos utilizados e, no intuito de promover privacidade, ainda que relativa, com a manutenção do anonimato em relação à identificação dos ocupantes dos cargos, que, no resumo, vêm indicados apenas pelas iniciais dos seus nomes e sobrenomes.
De igual modo, insta ressaltar que apenas duas entrevistas compõem o “corpo” deste trabalho, ficando as outras dez, em decorrência da regra que delimita o número de páginas, incluídas no apêndice A (p. 60).
A seguir, o resumo de duas entrevistas.
R.A., atual subsecretário de comando e controle da SESEG e delegado da Polícia Federal de carreira, esclareceu que possui larga experiência na doutrina de comando e controle, tendo ocupado funções de destaque na sua instituição de origem nos últimos quatro grandes eventos, da Copa das Confederações aos Jogos Olímpicos, passando pela Jornada Mundial da Juventude e Copa do
Mundo. Contou que o convite para a SESEG veio do ex-secretário Roberto Sá, quando, então, passou a ocupar o posto em dezembro de 2016.
Para ele, o processo de integração é evolutivo e ainda está em construção. Disse que o CICC foi arquitetado para ser um grande local de integração, mas que certamente ela há de se desenvolver com o tempo e não apenas com a disponibilização de uma estrutura física. Considera que as questões de comando e controle representam um problema das instituições, já que elas não possuem cultura no assunto, seus servidores desconhecem a doutrina, e não há a devida e importante difusão do tema internamente. Por isso, considera que muitos servidores acabam indo para o CICC representar suas instituições sem qualquer conhecimento sobre o assunto e sem perfil para trabalhar integrado.
Pontuou que as duas principais instituições afetas à SESEG são bicentenárias, mas só passaram a realizar integração há pouco tempo. Assim, há ainda muita “frouxidão” nos conceitos, bem como erros de interpretação, especialmente quando pensam que a SESEG é sempre a agência apoiada, quando, na verdade, quase sempre é apenas um meio para que as agências realizem as suas ações. Aposta que a construção demanda tempo, treinamento e capacitação dos servidores, até que todos os conhecimentos afetos ao tema sejam absorvidos e aplicados. Como um ponto de avanço, neste sentido, citou a inclusão da cadeira de comando e controle no Curso Superior de Polícia Integrado (CSPI) feita a pedido da SSCC.
Explicou que a SSCC é dividida em quatro superintendências, sendo que a Superintendência de Comunicações Críticas (SupCCrit) não fica no próprio CICC. No prédio, há as Superintendências de Coordenação e Administração (SupCAd), Gestão Integrada (SupGI) e Tecnologia da Informação e Comunicação (SupTIC), sendo que a última transcende o prédio e a própria subsecretaria, atendendo a toda estrutura da SESEG, além da Corregedoria Geral Unificada (CGU), Ouvidoria de Polícia, Instituto de Segurança Pública (ISP) e Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP).
Ressaltou o moderno conceito de cidade inteligente e a possibilidade dos variados sensores municipais chegarem ao Centro para auxiliar na segurança pública. Como exemplo, citou a atual construção de entendimento para disponibilizar ao CICC tanto o sistema de OCR da Prefeitura (reconhecimento
óptico de caracteres) quanto o banco de dados de veículos subtraídos da PCERJ, para que, por meio de um programa já desenvolvido, o Centro possa alimentar a ponta com informação capaz de possibilitar uma ação policial segura e racional, no intuito de efetuar a recuperação dos veículos. Esclareceu que, a despeito do contingenciamento no Estado, este projeto está avançado, e que a ideia é devolver aos batalhões da Polícia Militar (BPM), delegacias policiais (DP) e Guarda Municipal (GM) o resultado da interação feita entre os bancos de dados da PCERJ e os dados ópticos da Prefeitura.
Explicou que em razão da escassez de recursos e da importância de apresentar um serviço público de qualidade, a ideia é de sempre aproveitar as parcerias, com entes públicos ou da iniciativa privada, para a aquisição de dados ou imagens de interesse para a segurança pública. Contou que a administração do CICC assessora municípios que o procuram, dando conta de que pretendem desenvolver um projeto de colocação de câmeras de videomonitoramento, exatamente pelo fato de o Centro já ser considerado como uma referência de qualidade, bem como porque importa a esses municípios que as câmeras sejam colocadas em adequação à qualidade e processos desenvolvidos pela SESEG, para que possam ser usadas, não só nas questões afetas à mobilidade urbana, mas, também, na prevenção e repressão criminal.
Disse que a rede rádio digital da SupCCrit cresceu tanto em qualidade que é um belo exemplo de integração, ultrapassando as barreiras do CICC. Atualmente, cerca de vinte municípios a utilizam, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), Defesa Civil Estadual e Fuzileiros Navais, tendo atualmente demonstrado interesse também a Força Aérea; e que isso, apesar de não aparecer, reverte-se em boa prestação de serviço à população, pois mantém a capacidade de realização de comunicações críticas nas instituições e em (algumas) empresas prestadoras de serviço público (CEG, por exemplo).
Quanto às agências que compõem o Centro, adiantou que as tratativas estão avançadas para a ida da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP), em face da importância de aproximar a administração das tornozeleiras eletrônicas às instituições de segurança pública. E informou que qualquer outra instituição, seja pública ou privada, cuja missão impactar a
segurança pública, considerando-a esta em seu conceito latu sensu, poderá ter assento no CICC.
Ressaltou que está no planejamento estratégico do Gabinete de Intervenção Federal (GIF) o atendimento das chamadas 190 ser unificado no CICC para todo o Estado e não só mais para a região metropolitana, e que também há a intenção de passar para um tridígito único todos os serviços de emergência estadual (190, 192, 193 e 197), sendo certo que o pontapé inicial já foi dado em termos de sistema, já que passou a ser o mesmo para a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e CBMERJ, embora ainda falte atualizar as versões.
Afirmou que há integração no CICC, mas que esta carece ainda de muita melhoria, da pavimentação de um caminho mais integrador. Esclareceu que a movimentação isolacionista das instituições diminuiu com o surgimento do prédio, mas que ainda falta cultura de integração às instituições. Considera o Centro mal dividido, havendo muito espaço para umas agências em detrimento de outras, embora a consecução do segundo andar num ambiente único tenha permitido maior interação entre os representantes das agências.
Reputa o desconhecimento da doutrina de comando e controle e dos recursos que o Centro disponibiliza como os maiores entraves à integração. Defende que é preciso capacitar os representantes e operadores das agências e irradiar esse conhecimento para dentro das instituições.
Como recurso tecnológico, mencionou que em face da escassez de recursos no Estado, a SupTIC passou a desenvolver sistemas caseiros para o atendimento das demandas da segurança pública, razão pela qual afirmou que se avizinha a entrega de uma plataforma integradora para as forças policiais e de defesa social e com amplitude para todo o Estado do Rio de Janeiro. Referida plataforma, explicou, irá receber todas as fontes de dados, inclusive, os relacionados ao atendimento propriamente dito das ocorrências, e produzir informação a partir daí, caracterizando-se como um sistema básico, intuitivo e customizado para cada instituição. Citou também o atendimento emergencial que se pretende unificar sistemicamente e para todo o Estado.
Aduziu que a SSCC fomenta, mas não é responsável pela elaboração de protocolos operacionais conjuntos em relação às ações de cada força policial, salvo nos cinco eventos prioritários de acionamento do CICC, que são carnaval,
réveillon, eleições, ENEM e Rock in Rio, além dos documentos de funcionamento
do prédio (CONOPS e CONUSO).
Quanto à capacitação, informou que a administração realiza em relação ao atendimento da central de emergência. Por enquanto, por escassez de recursos, não há capacitação e treinamento para os operadores e representantes das agências, embora entenda que tal tarefa seja de atribuição precípua de cada instituição.
Considera que o CICC aumentou o grau de eficiência e eficácia no serviço público prestado e que o futuro passa obrigatoriamente pela integração, com o alcance de bons resultados, com menos esforço humano e com mais uso racional dos meios e recursos disponíveis. E como sugestão, ressaltou mais uma vez a necessidade de se levar para a cultura das instituições a doutrina de comando e controle.
Pontuou que o sistema de comando e controle realizado até 2016 foi direcionado para os grandes eventos e que, portanto, há apenas menos de dois anos é que se está dedicado exclusivamente para os eventos do dia a dia. Diferentemente dos grandes eventos, a aplicação dos conceitos de comando e controle na rotina diária do Centro se dá de forma ininterrupta, ou seja, sem tempo definido; com local desconhecido, eis que uma ocorrência pode se dá em qualquer ponto do Estado; e com mudança diária dos agentes dedicados à operação, sejam eles na representação do Centro e na ponta de cada instituição. Eis o grande desafio: aprender a construir o comando e controle para o dia a dia, aplicando o mesmo nível de excelência alcançado em todos os grandes eventos realizados.
Por fim, atribuiu nota nove ao atual estágio de integração no CICC, levando em conta os muitos obstáculos superados, a escassez de recursos e outras adversidades que, no entanto, não impediram a continuação e o avanço do processo evolutivo de integração.
G.F., superintendente da Superintendência de Gestão Integrada (SupGI), contou que está no projeto desde dezembro de 2010 (antes, portanto, do surgimento do prédio), e que ainda nos idos de 2006/2007, antes e após os Jogos Pan- Americanos no Rio, a então Subsecretaria de Modernização Tecnológica
recentemente criada, por meio de seu subsecretário, Edval Novaes, e outros que ocupavam cargos nela, percebeu que o Rio de Janeiro carecia de um lugar permanente para realizar integração entre as forças de segurança pública e de defesa social. Então, esclareceu que os integrantes da equipe passaram a se debruçar sobre o assunto e a visitar outros centros já existentes pelo mundo, sendo o de Madrid o principal na inspiração do que viria a ser o nosso.
Tendo a ideia amadurecida, continuou, resolveu-se pela construção de um espaço com arquitetura já dedicada à integração, ao invés de utilizar um prédio já existente, reformulando-o, customizando-o para as necessidades da integração, que era a ideia inicial. Disse que as polícias estaduais foram convidadas a compor, já que são instituições afetas à SESEG, além do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal e da Prefeitura do Rio de Janeiro (Secretaria Municipal de Defesa Civil, Companhia de Engenharia de Tráfego e Guarda Municipal), desenho que indica para uma (tentativa de) integração dos três entes da Federação desde o início.
Com a adesão ao projeto desde o início, contou que todas as agências puderam participar, ativamente, através de reuniões, do desenho arquitetônico do prédio. Após a escolha do Brasil e, mais especificamente, do Rio de Janeiro para os grandes eventos, relatou que houve uma aceleração natural da construção, com muitas discussões com os engenheiros para que o modelo predial fosse à semelhança dos outros centros visitados, medida importante para que o espaço pudesse permitir realmente a integração das forças de segurança e de defesa social.
Esclareceu que em maio de 2013, finalmente, o prédio foi inaugurado, mas ainda sem os recursos tecnológicos necessários para que pudesse ser chamado de centro integrado, sendo que nem as agências entraram nele imediatamente, tendo a sua operação começado apenas com o centro de emergência 190. Com o passar dos meses, acrescentou, é que as instituições passaram a mandar representação e alguns recursos foram disponibilizados, como, por exemplo, o telão de imagens (videowall).
Quanto à doutrina de comando e controle, explicou que nada havia no Rio de Janeiro sobre o assunto. Especificamente em relação a ele, esclareceu ter aprendido o conteúdo num curso ministrado pela Guarda Costeira americana em Brasília sobre sistema de comando de incidentes e também quando participou de
uma cadeira de comando e controle no Instituto Militar de Engenharia (IME), disponibilizada pelo General Modesto, à época comandante do Comando Militar do Leste (CML). Além disso, acresceu, o Centro do México também disponibilizou um material, sendo este o único a ser oferecido, que descrevia muito mais o dia a dia do centro alienígena do que realmente lições de comando e controle. Portanto, grosso modo, esclareceu que a equipe bebeu de duas fontes: o curso de sistema de comando de incidente e a cadeira de comando e controle no IME. Foi a partir desse embasamento teórico, afirmou, que se construiu o entendimento de comando e controle para a nossa realidade, bem como a construção dos documentos do CICC.
Uma observação aventada inicialmente, contou, foi a de que o CICC não poderia realizar comando e controle na sua essência, visto que as relações nele são horizontalizadas. A construção, portanto, de comando e controle para o CICC, explicou, mereceria novos conceitos e a atenuação da verticalização tradicional da doutrina, até mesmo pelo fato de o Centro primar pela autonomia das agências. Para ele, o momento atual ainda é de adaptação, pois se trata de um processo contínuo de aprendizagem e troca de experiências. Por faltar nas instituições a cultura da doutrina de comando e controle e de integração, afirma que é natural que seja preciso muito mais tempo do que os cinco anos vividos, para que se observe a internalização da doutrina, não só nos representantes das agências no Centro, mas sobretudo nos que permanecem em suas “casas profissionais”.
Esclareceu que dessa conjugação de aprendizagem foram desenhados os documentos CONOPS e CONUSO(s), uma diretriz apresentada pela própria Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), que, inclusive, não foi só para o CICC, mas para todos os demais centros pelo país a fora. Informou que o CONOPS é o conceito operacional macro e que o CONUSO, que cada centro menor do CICC possui um, é a normativa de uso mais detalhado.
Ensinou que a Superintendência de Gestão Integrada abarca atualmente a parte de planejamento operacional e de comando e controle operacional. Abaixo dela, explicou, há três coordenações: uma, conjunta, composta por integrantes de três instituições, que realiza a ligação do Centro com as instituições Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros; outra dedicada à coordenação do CIODS; e a última vocacionada à central de atendimento de
emergência 190 e ao serviço de monitoramento de viaturas, para realização de auditoria de georreferenciamento, de geoposicionamento das viaturas policiais, cujo documento pode, inclusive, subsidiar investigações.
Afirmou que não percebe a falta de qualquer agência no CICC, pois considera que as que estão na rotina diária do local são suficientes, nada impedindo que alguma outra venha, a partir de uma demanda específica e enquanto esta persistir. Quanto à integração, acredita que o processo atual é de coordenação, de uma integração que se pode chamar de primária, eis que ainda não há uma troca plena de informações entre as instituições. Fez uma reflexão em relação às instituições ainda não saberem bem o papel do CICC e que esse fato indica que elas permanecem de forma geral com uma postura isolacionista. Para tanto, seria preciso difundir a doutrina e a existência do Centro. Reputa que a inclusão da disciplina e de visita ao local nos cursos de formação e de aperfeiçoamento seria um caminho na busca do referido resultado.
Aduziu que a arquitetura do CICC promove integração, mas reconheceu que ainda há ruídos nos relacionamentos interagências. Considera o sistema de atendimento de emergência como o melhor recurso tecnológico disponibilizado e acredita que esse é um passo importante para a integração de todos os tridígitos de emergência e de uma plataforma integradora de atendimento de despacho. Nesse aspecto, entende que falta um retorno da rua do que aconteceu a partir de cada ligação recebida para que a integração seja perfeita.
Reputa que a comunicação seja o maior avanço no estágio de integração atual, visto que o fato de estarem todos juntos geograficamente facilita a interação. Quanto aos protocolos operacionais, esclarece que falta maior embasamento, mas que os briefing (instruções) diários são exemplos de algum avanço nesse aspecto. Outro ponto importante nesse assunto, cita, são os protocolos criados a partir de uma necessidade constatada no dia a dia da operação integrada e que impacta a realidade das instituições envolvidas na ponta, sendo que estas, de forma isolada, não dariam conta de resolver. Como exemplo, mencionou o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) e a GRC (guia de recolhimento de cadáver) eletrônica.
Quanto à capacitação, elogiou a da formação dos atendentes de emergência, mas reconheceu que falta expandir, e de forma contínua, também
para os representantes das agências. É da opinião que o CICC trouxe mais eficiência e eficácia para as instituições que o compõem.
Em termos de lição aprendida, ressaltou que o fato de estar há anos no Centro permitiu um entendimento melhor das atribuições, rotinas e dificuldades das instituições, e defendeu que o local precisa ser visitado rotineiramente por integrantes das agências, a fim de difundir a capacidade do local, criando cultura interna nas instituições para dele cada vez mais se utilizar. Por fim, e dentro de sua característica exigente, atribuiu nota cinco ao atual estágio de integração no CICC.
4 QUESTIONÁRIO
Outro instrumento de pesquisa empregado foi o questionário, que vem a ser um documento composto por um conjunto de questões, feito para gerar os dados necessários para se verificar se os objetivos de um projeto foram atingidos. Tal instrumento foi aplicado aos operadores e plantonistas de várias agências componentes do CICC. Em anonimato, foram convidados a responder a questões afetas à estrutura e ao funcionamento do local, sendo possível receber a devolução de cinquenta e dois modelos.
Ao verificar e tabular os resultados, pôde-se verificar que a amostra foi composta por onze policias civis, dez bombeiros militares, oito policiais militares,