Um ´ultimo aspecto considerado nesta Disserta¸c˜ao foi uma avalia¸c˜ao de como a ca- racter´ıstica do res´ıduo de amino´acido mutado influencia na intensidade dos efeitos observados. Para isso foram comparados os efeitos provocados por duas muta¸c˜oes diferentes na mesma posi¸c˜ao, sendo o principal enfoque a compara¸c˜ao das altera¸c˜oes observadas quando a troca de res´ıduo envolve ou n˜ao mudan¸ca de carga.
A troca de um res´ıduo neutro (de cadeia lateral polar ou apolar) por um res´ıduo carregado positivamente ou vice-versa, engloba grande parte das muta¸c˜oes que provocam RTH e que tamb´em s˜ao utilizadas nos estudos de mutagˆenese s´ıtio- dirigida. Este ´e praticamente um dos ´unicos pontos em comum da grande maioria dos 40 mutantes escolhidos para o estudo, sendo assim importante averiguar se a troca de carga ´e um fator importante ou n˜ao.
A Figura 4.7 mostra uma compara¸c˜ao dos resultados obtidos para pares de muta¸c˜oes realizadas no mesmo res´ıduo: G345S e G345R, I280M e I280K, I280M e I280R, e R320H+e R320C. Tamb´em s˜ao mostradas nesta figura os efeitos observa- dos quando a muta¸c˜ao envolve uma histidina, onde foram considerados a altera¸c˜ao por uma histidina neutra (H) e por uma histidina protonada (H+). Nestes casos, a
diferen¸ca entre os res´ıduos mutados ´e quase que exclusivamente sua carga, n˜ao exis- tindo diferen¸ca no tamanho da cadeia lateral. S˜ao comparados: P453H e P453H+,
R383H+ e R383H, R438H+ e R438H, R316H+ e R316H, R320H+ e R320H.
Verifica-se nos gr´aficos do lado esquerdo da Figura 4.7 que n˜ao existem tendˆencias claras mostrando maiores altera¸c˜oes no conte´udo de estrutura secund´aria e na mobilidade do LBD devido altera¸c˜ao de carga. Para alguns pares de mutantes,
Figura 4.7. Compara¸c˜ao das m´edias de algumas propriedades calculadas para o LBD nativo e para de pares de mutantes que envolvem ou n˜ao troca de carga. Tamb´em s˜ao mostrados os resultados comparando o efeito de troca de res´ıduos por histidinas neutra (H) e protonadas (H+). De cima para baixo no lado esquerdo: N´umero de contatos nativos (Ncont, conte´udo de estrutura secund´aria
(Nsec e mobilidade (RMSD dos ´atomos de carbono-α). De cima para baixo no
lado direito: Energia de intera¸c˜ao entre T3 e TRβ-LBD (T3-LBD) em kcal.mol−1, n´umero de ´aguas pr´oximas do T3 (NT 3−solv) e n´umero de ´aguas pr´oximas a partes hidrof´obicas do T3 (NT 3−hidrof−solv).
verificam-se maiores altera¸c˜oes quando ocorre troca de carga, enquanto em ou- tros ocorre o contr´ario. Apesar disso, quando observam-se os contatos nativos, constatam-se maiores perdas em 7 dos 9 mutantes em que ocorre mudan¸ca de carga. Apenas em R316H e R438H essa tendˆencia n˜ao ´e observada.
Vale ainda destacar que a maioria dos mutantes com e sem altera¸c˜ao de carga levam a perdas de estrutura secund´aria, de contatos nativos e aumento de mobi- lidade. Apenas no mutante R320H+, onde a histidina ´e considerada protonada (e assim n˜ao h´a troca de carga), mant´em-se o mesmo n´umero de contatos nativos e a mobilidade, sendo a substitui¸c˜ao de R praticamente equivalente. Em todos os
100 Cap´ıtulo 4. Os Aspectos Globais de 40 Mutantes outros mutantes, ocorre no m´ınimo duas altera¸c˜oes das trˆes computadas, todas indicando maior instabilidade do LBD, conforme j´a discutido na se¸c˜ao 4.1 deste Cap´ıtulo.
Os gr´aficos do lado direito da Figura 4.7 mostram algumas propriedades re- ferentes a intera¸c˜ao do T3 com o s´ıtio de liga¸c˜ao. Em praticamente todos os casos onde ocorre altera¸c˜ao da carga, observam-se maiores altera¸c˜oes na intera¸c˜ao LBD-T3 e na hidrata¸c˜ao, quando comparados ao res´ıduo mutado sem altera¸c˜ao de carga e com LBD nativo. Isso ocorre tanto nos mutantes localizados no s´ıtio de liga¸c˜ao (R316H, R320C e R320H) como nos localizados em outras regi˜oes (G345R, P453H, R383H e R438H). A ´unica exce¸c˜ao ´e a hidrata¸c˜ao de partes hidrof´obicas do T3 ligado ao mutante R316H, que permanece inalterada.
Os resultados apresentados nesta se¸c˜ao ainda s˜ao preliminares. No entanto, j´a observa-se claramente que as muta¸c˜oes que envolvem a substitui¸c˜ao de um res´ıduo neutro para um com carga positiva tendem a promover maiores perda de conta- tos nativos e de altera¸c˜oes na intera¸c˜ao do T3 com o LBD. Para as muta¸c˜oes nos res´ıduos I280, G345 e R320, esse resultado ´e coerente com as afinidades experi- mentais. Nos casos em que houve a troca de um res´ıduo por histidina, verificou-se que normalmente o estado de protona¸c˜ao que leva a troca de carga do res´ıduo normalmente implica em maiores altera¸c˜oes nos contatos nativos e na intera¸c˜ao do T3 com o LBD.
Conclus˜oes
Receptores do hormˆonio tireoideano s˜ao prote´ınas que tˆem a fun¸c˜ao de regular a transcri¸c˜ao de genes envolvidos no crescimento e manuten¸c˜ao de todo o organismo, sendo extremamente importantes para o desenvolvimento de f´armacos. Muta¸c˜oes na isoforma β deste receptor causam uma doen¸ca conhecida como S´ındrome de Re- sistˆencia ao Hormˆonio Tireoideano, existindo poucos estudos que mostram como mudan¸cas estruturais e dinˆamicas decorrentes de muta¸c˜oes podem levar a perdas funcionais no TRβ. Este trabalho utilizou simula¸c˜oes cl´assicas de dinˆamica molecu- lar para explorar as poss´ıveis altera¸c˜oes no LBD do TRβ causadas por 40 mutantes. At´e onde sabemos, este ´e o estudo mais amplo focado no entendimento dos efeitos causados por muta¸c˜oes na superfam´ılia de receptores nucleares, sendo o primeiro trabalho te´orico realizado para mutantes do receptor do hormˆonio tireoideano.
As conclus˜oes mais gerais do estudo indicam um conjunto de altera¸c˜oes em comum causadas por muta¸c˜oes no LBD do TRβ. Grande parte dos mutantes pro- voca modifica¸c˜oes estruturais e dinˆamicas no LBD, al´em de perda de intera¸c˜oes hidrof´ılicas e de contatos hidrof´obicos com o ligante natural T3, em especial na regi˜ao que envolve o grampo-β. Estes efeitos ocorrem independentemente do local da muta¸c˜ao e podem estar associados `a instabilidade estrutural dos LBDs mutan- tes e `a perda de afinidade pelo hormˆonio. An´alises preliminares indicam que as muta¸c˜oes envolvendo a troca de carga do res´ıduo mutado s˜ao as que mais diminuem (em magnitude) a intera¸c˜ao do T3 com o receptor.
Tamb´em foi observado que as mudan¸cas n˜ao ocorrem apenas pr´oximas aos res´ıduos mutados, mas em quase toda prote´ına. Em boa parte dos casos, verificou-
102 Cap´ıtulo 5. Conclus˜oes se aumento da mobilidade da regi˜ao que envolve os supostos caminhos de disso- cia¸c˜ao II e III, enquanto observou-se o contr´ario para o caminho de dissocia¸c˜ao I. Estes resultados v˜ao de encontro com os estudos computacionais recentes do grupo que indicam que o caminho III seja o preferencial e n˜ao o caminho I.
Todas estes efeitos s˜ao inusitados, principalmente porque boa parte dos mu- tantes apresentam altera¸c˜oes estruturais e dinˆamicas em comum. As altera¸c˜oes na intera¸c˜ao com T3, em especial, podem ser exploradas para o desenvolvimento de f´armacos espec´ıficos para TRβ mutantes. As conclus˜oes mais espec´ıficas dos 5 mutantes estudados em detalhe s˜ao destacadas a seguir.
As muta¸c˜oes no res´ıduo I280
Os estudos envolvendo as muta¸c˜oes no res´ıduo I280, realizados em colabora¸c˜ao com o Barra e Neves da UNB, s˜ao importantes para o entendimento das intera¸c˜oes do LBD do TR com correguladores. Os resultados obtidos das simula¸c˜oes permitiram a elucida¸c˜ao detalhada das altera¸c˜oes provocadas por trˆes mutantes: I280M, I280R e I280K. Nos mutantes I280K e I280R foram observadas mudan¸cas na posi¸c˜ao da H12 decorrentes da forma¸c˜ao de uma est´avel ponte salina entre res´ıduo mutado e o res´ıduo E457. No mutante I280M n˜ao foram encontradas altera¸c˜oes nesta regi˜ao. Estes resultados sugerem raz˜oes moleculares para a perda de intera¸c˜oes com correguladores observada experimentalmente para I280R e I280K, enquanto o mutante I280M n˜ao altera a intera¸c˜ao com coativadores.
Verificou-se ainda que as altera¸c˜oes na H12 causadas pelos mutantes I280K e I280R levaram a um deslocamento do ligante no s´ıtio de liga¸c˜ao, perda de intera¸c˜oes do T3 com res´ıduos hidrof´ılicos e hidrof´obicos do LBD e entrada de ´agua pela regi˜ao pr´oxima ao grampo-β. O mesmo ocorreu como o mutante I280M, por´em de forma mais amena.
As muta¸c˜oes L428R e R429Q
As muta¸c˜oes L428R e R429Q s˜ao importantes para estudos da dimeriza¸c˜ao do TR, apresentando efeitos funcionais d´ıspares, mesmo sendo estes res´ıduos t˜ao pr´oximos na sequˆencia prim´aria. Simula¸c˜oes de MD realizadas para estes mutantes permi- tiram observar mudan¸cas estruturais e dinˆamicas importantes na regi˜ao da h´elice
H11, h´elice H12, grampo-β, al´em de perdas de intera¸c˜oes do T3 com o s´ıtio de liga¸c˜ao. As altera¸c˜oes na H11 podem explicar a supress˜ao da dimeriza¸c˜ao obser- vada nestes mutantes e, inclusive sugerem insights sobre as diferentes regi˜oes de homo- e heterodimeriza¸c˜ao.
5.1
Perspectivas
Para o futuro pr´oximo, pretende-se elaborar estudos complementares envolvendo o conjunto de 40 muta¸c˜oes, em especial a realiza¸c˜ao de um maior n´umero de an´alises focadas na identifica¸c˜ao do tipo de contatos nativos perdidos (contatos hidrof´obicos, pontes salinas, entre outros) e no tipo de res´ıduos mais hidratados, o que vai permitir maior embasamento das hip´oteses relacionadas `a instabilidade estrutural e `a baixa afinidade.
Os estudos realizados levantaram tamb´em importantes quest˜oes sobre as al- tera¸c˜oes funcionais dos mutantes de TR. Uma delas concerne nas altera¸c˜oes no LBD que poderiam explicar como alguns mutantes n˜ao alteram ou at´e aumentam a afinidade pelo T3.
Uma sugest˜ao neste sentido seria sua modelagem do apo-TR a partir da estru- tura holo-TR sem o ligante atrav´es de t´ecnicas de simula¸c˜ao de MD modernas, tal como Replica Exchange [80]. Al´em disso a descoberta de um novo s´ıtio de liga¸c˜ao nos TRs abre todo um novo conjunto de perguntas, que podem estar relacionadas aos efeitos funcionais provocados por mutantes e que n˜ao foram explicados nesta Disserta¸c˜ao.
Novas simula¸c˜oes envolvendo a determina¸c˜ao do ∆G de liga¸c˜ao do T3 neste novo s´ıtio j´a est˜ao em andamento no grupo, sendo este um dos t´opicos de minha futura Tese de Doutorado.
Apˆendice A
Nomenclatura e estrutura
dos amino´acidos
Para o entendimento deste trabalho ´e necess´ario o conhecimento da nomenclatura dos amino´acidos, assim como suas estruturas. Neste apˆendice s˜ao dadas os nomes e as estruturas de todos os amino´acidos naturais, al´em das abreviaturas de 3 letras e de 1 letra normalmente usados e adotados neste texto. Os s´ıtios ´acidos e b´asicos s˜ao mostrados na forma majorit´aria encontrada no pH fisiol´ogico (de valor 7,4).
Nome, F´ormula Nome, F´ormula
Abrevia¸c˜oes estrutural Abrevia¸c˜oes estrutural
Amino´acidos de cadeia lateral polar carregada
Lisina Acido´ asp´artico Lys Asp K D Arginina Acido´ Glutˆamico Arg Glu R E Histidina His H 105
Nome, F´ormula Nome, F´ormula Abrevia¸c˜oes estrutural Abrevia¸c˜oes estrutural
Amino´acidos de cadeia lateral apolar
Glicina Metionina Gly Met G M Alanina Prolina Ala Pro A P Valina Fenilalanina Val Phe V F Leucina Triptofano Leu Trp L W Isoleucina Ile I
Amino´acidos de cadeia lateral polar sem carga
Serina Glutamina Ser Gln S Q Treonina Tirosina Thr Tyr T Y Asparagina Ciste´ına Asn Cys N C
Apˆendice B
Informa¸c˜oes sobre as
muta¸c˜oes
Alta Afinidade
Muta¸c˜ao Afinidade Localiza¸c˜ao no LBD do TRβ Referˆencias E295R 139% loop entre H4 e H5 [21, 25]
E299A 150% H5 [21, 25]
M423R 174% H11 [21, 25]
T448R 282% loop entre H11e H12 [21, 25] Baixa Afinidade
Muta¸c˜ao Afinidade Localiza¸c˜ao no LBD do TRβ Referˆencias
T277R 7% H3 [21, 25] I280M 29% H3 [25, 77] I280K < 1% H3 [25, 77] I280R < 1% H3 [77] K306A 12% H5 [21, 81] K306E 5% H5 [21] N331S 60% loop entre F3 e F4 [20] L400R 70% H10 [21, 25] L422R 69% H11 [21, 25] L454R 7% H12 [21, 25] 107
Mesma Afinidade
Muta¸c˜ao Afinidade Localiza¸c˜ao no LBD do TRβ Referˆencias
V284R 105% H3 [21, 25]
I302R 99% H5 [21, 25]
M430R 107% H11 [21, 25]
RTH
Muta¸c˜ao Afinidade Localiza¸c˜ao no LBD do TRβ Referˆencias
H229G ? H1 [25] H229M ? H1 [81] A234T 79% H1 [11, 25, 81, 82] R243Q 80% loop entre H1 e H2 [11, 25, 81–83] R282S 32/47% H3 [81, 82] R316H 2% H6 [11, 12, 25, 84, 85] A317T 17% H6 [11, 12, 25, 86, 87] R320C 49% H6 [48] R320H 42/43% H6 [48, 83] T337∆ < 1% F4 [87] R338W 19% H7 [25, 48, 87–91] K342A ? H7 [22, 92] K342I ? H7 [22, 92] G345R < 1% loop entre H6 e H7 [36, 83, 87, 93–95] G345S < 1% loop entre H6 e H7 [36, 87, 93–95] R383H 70% loop entre H9 e H10 [43, 81, 96] R410A ? H10 [25] L428R ∼1% H11 [21, 25, 35, 36, 82] R429Q ∼100% H11 [22, 47, 50–52, 79, 97] I431T < 3% H11 [84, 87] R438H 21% H11 [48, 84, 95] C446R 36% loop entre H11 e H12 [84, 98] P453H 13% H12 [36, 82, 84, 88, 94]
Os mutantes com afinidade < 1 % correpondem as medidas experimentais n˜ao detect´aveis pelo ensaio de liga¸c˜ao do TRβ ao hormˆonio marcado (T3 - 125I).
Apˆendice C
Relaxa¸c˜ao e Estabilidade
das estruturas
Uma etapa importante no estudos de simula¸c˜oes de MD (especialmente na ausˆencia de estruturas cristalogr´aficas, como ´e o caso dos mutantes) ´e a investiga¸c˜ao da relaxa¸c˜ao e estabilidade das estruturas, usualmente chamada de equilibra¸c˜ao. Isto pode ser feito verificando se algumas propriedades do sistema em estudo mantˆem-se relativamente constantes ao longo da simula¸c˜ao. Neste trabalho s˜ao utilizadas at´e quatro propriedades: RMSD m´edio dos ´atomos de carbonos-α, Raio de Gira¸c˜ao (Rg) e Porcentagem de contatos nativos (% Ncont).
Vale destacar que tanto o RMSD, quanto as Porcentagens de Contatos Nativos e de Estrutura Secund´aria s˜ao computadas em rela¸c˜ao a estrutura cristalogr´afica. Al´em disso, todas as propriedades consideram apenas as partes mais r´ıgidas da prote´ına (n˜ao se considera o Ω-loop e a pequena parte do hinge no N-terminal muito m´oveis e sem importˆancia para o estudo).
Figura C.1. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e de duas simula¸c˜oes do mutante A234T, uma feita `a partir da estrutura cris- talogr´afica (A234T-cris) e outra atrav´es de modelo computacional (A234T-comp). Todas estruturas est˜ao ligados ao TRIAC.
Figura C.2. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e de duas simula¸c˜oes do mutante R243Q, uma feita `a partir da estrutura cristalogr´afica (R243Q-cris) e outra atrav´es de modelo computacional (R243Q- comp). Todas estruturas est˜ao ligados ao TRIAC.
111
Figura C.3. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes de baixa afinidade A234T e R243Q. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.4. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes de alta afinidade E295R, E299A, M423R e T448R. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.5. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes I302R, V284Re M430R, de afinidade semelhante ao TRβ nativo. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.6. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes de baixa afinidade K306A, K306E, L400R e L422R. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
113
Figura C.7. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes de baixa afinidade L454R, N331S e T277R. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.8. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes A317T, C446R, G345R e G345S, que causam RTH. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.9. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes H229G, H229M, I431T e R282S, que causam RTH. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.10. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes K342A, K342I, P453H e P453H+, que causam RTH.
115
Figura C.11. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes R316H, R316H+, R383H e R383H+, que causam RTH.
Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.12. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes R320C, R320H, R320H+ e R338W, que causam RTH. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Figura C.13. Evolu¸c˜ao temporal de algumas propriedades do LBD do TRβ nativo e dos mutantes R410A, R438H, R438H+ e T337∆, que causam RTH. Todas estruturas est˜ao ligados ao T3.
Referˆencias Bibliogr´aficas
[1] R. L. Mendon¸ca et al. Nuclear receptor and evolution. Amer. Zool., 39:704– 713, 1999.
[2] R. C. J. Ribeiro et al. The nuclear hormone receptor gene superfamily. Ann.
Rev. Med., 46:443–453, 1995.
[3] R. Kumar and E. B. Thompson. The structure of the nuclear hormone recep- tors. Steroids, 64:310–319, 1999.
[4] K. Sheldon. Nuclear receptors as targets for cancer prevention and therapy.
Drug & Market Development, 14, 2003.
[5] W. Bourguet et al. Nuclear receptor ligand-binding domains: three- dimensional structures, molecular interactions and pharmacological implicati- ons. Trends Pharmacol. Sci., 21:381–388, 2000.
[6] D. Voet et al. Fundamentals of Biochemistry. John Wiley & Sons, Inc., 1999. [7] A.C.M. Figueira et al. Low-resolution structures of thyroid hormone receptor
dimers and tetramers in solution. Biochemistry, 46:1273–1283, 2007.
[8] V. Chandra et al. Structure of the intact ppar-gamma-rxr- nuclear receptor complex on dna. Nature, 456:350–356, 2008.
[9] R. C. J. Ribeiro et al. Mecanismo molecular da a¸c˜ao do hormˆonio tireoideano.
Arq. Bras. Endocrinol., 48:25–39, 2004.
[10] R. C. J. Ribeiro et al. X-ray crystallographic and functional studies of thyroid hormone receptor. J. Steroid. Biochem., 65:133–141, 1998.
[11] B. R. Huber et al. Thyroid hormone receptor-beta mutations conferring hor- mone resistance and reduced corepressor release exhibit decreased stability in the N-terminal ligand-binding domain. Mol. Endocrinol., 17:107–116, 2003. [12] B. R. Huber et al. Two RTH mutants with impaired hormone binding. Mol.
Endocrinol., 17:643–652, 2003.
[13] B. Sandler et al. Thyroxine-thyroid hormone receptor interactions. J. Biol.
Chem., 279:55801–55808, 2004.
[14] A. S. Nascimento et al. Structural rearrangements in the thyroid hormone receptor hinge domain and their putative role in receptor function. J. Mol.
Biol., 360:586–598, 2004.
[15] L. Bleicher et al. Structural basis of gc-1 selectivity for thyroid hormone receptor isoforms. BMC Struc. Biol., 8:8, 2008.
[16] B. Lee and F. M. Richards. The interpreterion of protein structures: estima- tion of static accessibility. J. Mol. Biol., 55:379–400, 1971.
[17] S. Borngraeber et al. Ligand selectivity by seeking hydrophobicity in thyroid hormone receptors. P. Natl. Acad. Sci. USA, 100:15358–15363, 2003.
[18] L. Ye et al. Thyroid receptor ligands. 1. Agonist ligands selective for the thyroid receptor β1. J. Med. Chem., 46:1580–1588, 2003.
[19] H. A. I. Yoshihara et al. Structural Determinants of Selective Thyromimetics.
J. Med. Chem., 46:3152–3161, 2003.
[20] R. L. Wagner et al. Hormone selectivity in thyroid hormone receptors. Mol.
Endocrinol., 15:398–410, 2001.
[21] R. C. Ribeiro et al. Definition of the surface in the thyroid hormone receptor ligand binding domain for association as homodimers and heterodimers with retinoid X receptor. J. Biol. Chem., 4:14987–14995, 2001.
[22] M. Togashi et al. Rearrangements in thyroid hormone receptor charge clusters that stabilize bound 3,5’,5-triiodo-l-thyronine and inhibit homodimer forma- tion. J. Biol. Chem., 280:25665–25673, 2005.
REFERˆENCIAS BIBLIOGR´AFICAS 119 [23] A. J. Horlein et al. Ligand-dependent repression by the thyroid hormone receptor mediated by a nuclear receptor co-repressor. Nature, 377:397–404, 1995.
[24] N. J. McKenna et al. Nuclear receptor coregulators: cellular and molecular biology. Endocr Rev, 20:321–344, 1999.
[25] A. Marimuthu et al. TR surfaces and conformations required to bind nuclear receptor corepressor. Mol. Endocrinol., 16:271–286, 2002.
[26] W. Feng et al. Hormone-dependent coactivator binding to a hydrophobic cleft on nuclear receptors. Science, 280:1747–1749, 1998.
[27] P. Webb et al. The nuclear receptor corepressor (n-cor) contains three iso- leucine motifs (i/lxxii) that serve as receptor interaction domains (ids). Mol.
Endocrinol., 14:1976–1985, 2000.
[28] L. Mart´ınez et al. Molecular Dynamics Simulations Reveal Multiple Pathways of Ligand Dissociation from Thyroid Hormone Receptors. Biophys. J.,
89:2011–2023, 2005.
[29] J. P. Renaud et al. Crystal structure of the ligand-binding domain of the human nuclear receptor RXR-α. Nature, 375:377–382, 1995.
[30] J. P. Renaud et al. Crystal structure of the RAR-γ ligand binding domain bound to all-trans retinoic acid. Nature, 378:681–689, 1995.
[31] L. Mart´ınez et al. Molecular Dynamics Simulations of Ligand Dissociation from Thyroid Hormone Receptors: Evidence of the Likeliest Escape Pathway and Its Implications for the Design of Novel Ligands. J. Med. Chem., 49:23–26, 2006.
[32] L. Mart´ınez et al. Only Subtle Protein Conformational Adaptations Are Re- quired for Ligand Binding to Thyroid Hormone Receptors: Simulations Using a Novel Multipoint Steered Molecular Dynamics Approach. J. Phys. Chem.
[33] M. T. Sonoda et al. Ligand dissociation from estrogen receptor is mediated by receptor dimerization: Evidence from molecular dynamics simulations. Mol.
Endocrinol., 22:1565–1578, 2008.
[34] B. Alberts et al. Molecular Biology of the Cell. Garland Science, New York, 2000.
[35] T. Monden et al. Leucine at codon 428 in the ninth heptad of thyroid hormone receptor β1 is necessary for interactions with the transcriptional cofactors and functions regardless of dimer formations. THYROID, 13:427–435, 2003. [36] T. Nagaya and J. L. Jameson. Thyroid hormone receptor dimerization is
required for dominant negative inhibition by mutations that cause thyroid hormone resistance. J. Biol. Chem., 268:15766–15771, 1993.
[37] Y. Hayashi et al. Do clinical manifestations of resistance to thyroid hormone correlate with the functional alteration of the corresponding mutant thyroid hormone-beta receptors? J. Clin. Endocrinol. Metab., 80:3246–3256, 1995. [38] N. Jouravel et al. Molecular basis for dimer formation of trβ variant d355r.
Proteins, 75:111–117, 2008.
[39] T. L. Blundell and L. Johnson. Protein Crytallography (Molecular Biology
Series). 1s
t ed. Academic Press, 1976.
[40] Z. Wang and J. Moult. SNPs, protein structure, and disease. Human Mutation, 17:263–270, 2001.
[41] P. Yue et al. Loss of protein structure stability as a major causative factor in monogenic disease. J. Mol. Biol., 353:459–473, 2005.
[42] W. Feng et al. S´ındrome de resistˆencia ao hormˆonio tireoideano. Arq. Bras.
Endocrinol., 48:83–91, 2004.
[43] S. A. Phillips et al. Extrme thyroid hormone resistance in a patieny with a novel truncated tr mutant. J. Clin. Endocrinol. Metab., 86:5142–5147, 2001.
REFERˆENCIAS BIBLIOGR´AFICAS 121 [44] S. Refetoff et al. Familial syndrome combining deaf-mutism, stippled epiphy- ses, goiter and abnormally high pbi: possible target organ refractoriness to thyroid hormone. J. Clin. Endocr. Metab., 27:279–294, 1967.