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2 DO AMERICANISMO AO COMUNISMO: O UNIVERSO CONCEITUAL DA

2.2 O humanismo da arte materialista: política e trabalho

O segundo elemento que podemos identificar na obra de Fast decorre

fundamentalmente da sua identificação com a vertente do realismo soviético e da adoção de

seus princípios materialistas marxistas que analisamos na seção anterior. Estamos nos

referindo aqui a uma postura essencialmente humanista, de valorização da vida humana e da

ação política, e de reconhecimento de uma indissociável interconexão entre arte, vida,

trabalho e política, consequência de uma abordagem materialista da realidade. No já citado

artigo Realism and the Soviet Novel, Fast acaba por tangenciar esta questão:

The Russian writer has this philosophy in dialectic materialism. He believes that men are motivated by forces and he also believes that men can shape these forces. He believes in hope rather than hopelessness, in direction rather than confusion, and most basically, also, he believes in mankind. Thereby he can create heroes to fight within a framework of humanism and extract from the endless richness and complexity of life those basic and real factors which enable man to understand his world and to advance it127.

Neste trecho, Fast associa explicitamente a incorporação da filosofia do materialismo

dialético à escrita realista soviética com o desenvolvimento de uma estrutura conceitual

baseada em um profundo humanismo, centrado em valores de esperança e de crença na

127 “O escritor russo tem isto na filosofia do materialismo dialético. Ele acredita que os homens são motivados

por forças e ele também acredita que os homens podem dar forma a estas forças. Ele acredita em esperança ao invés de desesperança, em direção ao invés de confusão, e mais basicamente, também, ele acredita na humanidade. Através disso, ele pode criar heróis para lutar dentro de uma estrutura de humanismo e extrair da infindável riqueza e complexidade da vida aqueles fatores básicos e reais que permitem ao homem compreender seu mundo e melhorá-lo”. Tradução minha. FAST, Howard. “Realism and the Soviet Novel”. In: New Masses, vol. 57, n. 11, 11/12/1945, p. 16.

humanidade. De fato, estas características permitiriam ao escritor soviético realmente

compreender o mundo e contribuir para o seu progresso. Para Fast, este era não apenas o seu

objetivo enquanto escritor, como vimos anteriormente, mas também, em última instância,

deveria ser a finalidade de toda arte: ser uma arma na luta histórica do homem pela liberdade.

Neste sentido, no artigo Towards People’s Standard in Art

128

, Fast busca refletir sobre

a própria natureza da arte, buscando compreender tanto aquela arte que emanaria do povo e

aquela que serviria aos “inimigos do povo”, de modo que ela pudesse ser colocada a serviço

de sua libertação. Novamente, para Fast, só é possível realmente compreender a arte por meio

do materialismo dialético:

(…) how is it that when we come to the realm of art we so often cast science aside and indulge in the worst idealistic and mystical concepts? One must ask whether or not art has any connection with life – with the science of life – with the elements and the struggles of life. If it has, then it is susceptible to a materialist approach. On the other hand, if only idealism could cope with art, it would be hopeless to pursue Marxist inquiry129.

Está presente aqui o princípio de uma crítica a uma concepção puramente formalista

ou idealista da arte, que veremos melhor desenvolvida adiante. Para Fast, a arte possui uma

profunda e fundamental conexão com a vida e, portanto, é passível de ser analisada a partir de

uma perspectiva materialista, identificada por ele como a “ciência da vida”. Dessa forma,

segundo o raciocínio materialista desenvolvido por Fast, a arte seria essencialmente

determinada pelos padrões de uma sociedade, os quais, por sua vez, são determinados pelos

diversos fatores objetivos em ação nesta sociedade, mas, sobretudo, pelo seu sistema

econômico e sua estrutura de classes. Como a própria sociedade transforma-se ao longo do

tempo, também estes padrões sociais que definem o que é e o que não é arte são igualmente

mutáveis. Neste processo, existem padrões relacionados a ideias que servem aos interesses

retrógrados da sociedade, que entravam o seu desenvolvimento. Por outro lado, existem

aqueles padrões que emanam de ideias progressistas e visam contribuir para o avanço e o

desenvolvimento da sociedade – evidentemente identificado aqui como a evolução rumo a

uma sociedade comunista.

128 FAST, Howard. “Towards People’s Standard in Art”. In: New Masses, vol. 59, n. 6, 07/05/1946, p. 16-18. 129 “(...) por que quando abordamos a dimensão da arte nós tão frequentemente abandonamos a ciência e

cedemos aos piores conceitos idealistas e místicos? Devemos nos perguntar se a arte possui ou não alguma conexão com a vida – com a ciência da vida – com os elementos e lutas da vida. Se possui, então ela é suscetível a uma abordagem materialista. Por outro lado, se apenas o idealismo puder lidar com a arte, seria inútil perseguir uma investigação marxista”. Tradução minha. Ibid., p. 16.

Assim concebendo a imbricação da arte com os demais elementos materiais da

sociedade, Fast apresenta também a sua concepção acerca do estado dos padrões artísticos

americanos de seu tempo:

(…) a hundred years of capitalism robbed the American masses of many elements which go to make high literary standards. The most important element in the creation of high literary standards is a philosophy of life which has an approach to the objective truth. But the philosophy of life fed to the American masses by the ruling class of this country, historically and currently, is a philosophy which obscures the truth, which seeks to prevent people from ever discovering the truth (…)130

.

Como vemos, para Fast, a sociedade capitalista de seu tempo buscava obscurecer a

realidade, ocultando as relações de exploração que a permeavam, de modo que o povo não

descobrisse a “verdade” e se voltasse contra o sistema. Disto resultava, no campo cultural, a

prevalência de ideais e padrões artísticos alienantes, completamente dissociados da realidade

social, e, por isso, incapazes de contribuir para o avanço da causa da liberdade humana. É

neste ponto que entra a crítica de Fast aos principais valores artísticos e literários de seu

tempo.

Sustentando que a arte deveria emanar da realidade material da sociedade, das lutas do

homem, da sua vida, Fast critica uma abordagem artística idealista, que não esteja

primariamente ancorada nesta realidade. Neste sentido, Fast dirige sua crítica ao grupo que

designa de “literary esthetes”, cujos padrões, centrados em uma valorização quase obsessiva

da forma e da estética literária, estariam dominando o cenário artístico americano. Para Fast,

no entanto, estes padrões seriam vazios em sua essência. A abordagem destes estetas seria

uma mera “veneração do estilo”, uma “euforia infantil diante de uma fraseologia astuta”. De

fato, “They have adopted a canting and formalized literary phraseology, and they are

endowing it with a sacredness very like the ritual of a church”

131

. Este culto à sacralidade da

estética literária teria como resultado determinante um afastamento da vida.

No mesmo sentido, Fast condena esta abordagem formalista, predominante no âmbito

da crítica literária americana, pela sua valorização da arte pela arte, desprovida de qualquer

conteúdo que busque refletir a realidade:

130 “(...) cem anos de capitalismo roubaram as massas americanas de muitos elementos necessários para se criar

altos padrões literários. O elemento mais importante na criação de altos padrões literários é uma filosofia de vida que tenha uma aproximação com a verdade objetiva. Mas a filosofia de vida alimentada às massas americanas pela classe dirigente deste país, histórica e atualmente, é uma filosofia que obscurece a verdade, que busca evitar que as pessoas descubram a verdade (...)”. Tradução minha. Ibid., p. 17.

131 “Eles adotaram uma hipócrita e formalizada fraseologia literária, e a estão investindo de uma sacralidade

Certainly one does not find in Simonov that technical excellence, that almost decadent worship of the craft for craft's sake, that one can discover by turning up at random almost any page of the New Yorker, or the Saturday Review of Literature, or the Times Book Review magazine. The task of the mature writer is to reflect reality, to understand it and to arrange it in terms of a human being, an individual. I do not say that technical excellence is not to be desired. But far more important than technical excellence is the content of the material, and only through an understanding of the world can content mature132.

Ao citar o escritor soviético Simonov

133

e traçar um novo comparativo entre o

realismo soviético e o americano, Fast reafirma seu compromisso em buscar refletir a

realidade social em sua literatura e contribuir para um melhor entendimento do mundo. Este,

que para Fast, deveria ser o objetivo de toda arte realista, só pode ser plenamente alcançado

por meio de uma abordagem materialista dialética, a ciência capaz de dar conta da realidade

social e que está em conexão com as lutas e a vida humana, em contraste com a abordagem

estéril dos idealistas e formalistas, preocupados unicamente com a excelência técnica e o

virtuosismo estético.

Buscando diferenciar-se desta literatura praticada pelos formalistas, Fast destaca o

modo de pensar do escritor materialista, destacando a sua fé no ser humano e sua esperança

no futuro:

It is no easy thing to be a dialectical materialist. It means that one sets his face against the blackest curtain of deception this world ever knew. The materialist thinks differently from the idealists and the mystics. He sees the world differently. He believes in the working class, and the strength and the vitality of the working class, and he believes in the historical role of the working class in leading people to socialism. He believes in the Soviet Union, and he believes in socialism. And, most of all, he believes in people, in the human being.

Yet we today, in the midst of the struggle, must not forget that the bulk of modern writing is not created by the working class or by friends of the working class. We very often have reason to remember that much of it is created by enemies of the people, enemies of progress, enemies of all that we believe in, and by and large those enemies control the critical standards of today134.

132 “Certamente não se encontra em Simonov aquela excelência técnica, aquela quase decadente veneração da

arte pela arte, que se pode descobrir ao abrir aleatoriamente qualquer página do New Yorker, ou do Saturday Review of Literature, ou a revista do Times Book Review. A tarefa do escritor maduro é refletir a realidade, entendê-la e organizá-la em termos do ser humano, do indivíduo. Eu não digo que a excelência técnica não é desejável. Mas muito mais importante que a excelência técnica é o conteúdo do material, e somente através de um entendimento do mundo o conteúdo pode amadurecer”. Tradução minha. FAST, Howard. “Realism and the Soviet Novel”. In: New Masses, vol. 57, n. 11, 11/12/1945, p. 16.

133 Kostantin Simonov (1915-1979) foi um escritor soviético, aclamado com múltiplos prêmios e condecorações

por seu serviço à classe trabalhadora e ao povo soviético. Tendo ocupado diversos importantes cargos editoriais na União Soviética, foi também um dos intelectuais com os quais Fast se correspondia no país. SORIN. Op. Cit., p. 261.

134

“Não é nada fácil ser um materialista dialético. Significa enfrentar a mais negra cortina de enganação que o mundo já conheceu. O materialista pensa diferente dos idealistas e dos místicos. Ele vê o mundo de forma diferente. Ele acredita na classe trabalhadora, e na força e na vitalidade da classe trabalhadora, e ele acredita no

Em vista disso, Fast chama atenção para a necessidade de se distinguir entre uma arte

do povo, elaborada em favor do povo, e uma arte produzida por inimigos da causa popular.

Esta é aquela dos “místicos”, dos formalistas decadentes, presos a um estagnante culto à

forma e aos valores estéticos. Ao contrário, a arte do povo é aquela do realismo materialista,

capaz de ser uma importante arma no constante luta pela libertação do homem. Esta, por sua

vez, está baseada em uma forte crença na classe trabalhadora, no seu potencial revolucionário

e no advento do socialismo. Mas mais do que isto, ela está profundamente interligada a um

ideal humanístico, de valorização da vida e do ser humano.

Este é o cerne da presente questão: a consideração de Fast, baseado na própria teoria

do materialismo marxista, de que existe uma relação indissociável entre a arte e as condições

materiais da sociedade, entre a arte a vida; e que somente uma literatura realista, armada com

os princípios materialistas próprios para uma compreensão adequada do mundo e da história,

e autoconsciente de seu papel na luta pela libertação do homem, é capaz de refletir

dialeticamente a realidade de forma “verdadeira”, e escrever de uma forma efetivamente

humanista, valorizando intensamente a vida humana. É a partir desta perspectiva que Fast

afirma:

Art is part of life; it is the highest reflection of life, the noblest reflection of life. The art we embrace comes from the people and, at the same time, it is a gift to the people. The people are not grateful for gifts from fascists and other enemies of mankind. Such gifts are not art by our standards. The people take no profit from such gifts. Only death or the seeds of death are sown by such gifts. Even as the people must some day destroy the last seeds of fascism, so must they reject “art” which leads away from life and toward stagnation. And when they do so, a new art will emerge, a people’s art, judged by people’s standards135

.

Como vemos, para Fast, uma arte verdadeiramente popular é aquela que reconhece a

necessária imbricação entre a arte e a vida, que rejeita uma dissociação entre elas, a qual só

papel histórico da classe trabalhadora em liderar o povo ao socialismo. E, acima de tudo, ele acredita nas pessoas, no ser humano.

Mas nós hoje, em meio à luta, não devemos nos esquecer que a maior parte da escrita moderna não é criada pela classe trabalhadora ou por aliados da classe trabalhadora. Frequentemente temos razão para lembrar que boa parte dela é criada por inimigos do povo, inimigos do progresso, inimigos de tudo em que acreditamos, e em geral estes inimigos controlam os padrões críticos de hoje”. Tradução minha. FAST, Howard. “Towards People’s Standard in Art”. In: New Masses, vol. 59, n. 6, 07/05/1946, p. 18.

135 “A arte é parte da vida; é o mais elevado reflexo da vida, o mais nobre reflexo da vida. A arte que adotamos

vem do povo e, ao mesmo tempo, é um presente para o povo. O povo não é grato por presentes de fascistas e outros inimigos da humanidade. Tais presentes não são arte pelos nossos padrões. O povo não tem nenhum proveito destes presentes. Somente morte e sementes de morte são semeadas por tais presentes. Do mesmo modo como o povo deve algum dia destruir as últimas sementes do fascismo, ele também deve rejeitar a “arte” que leva a um distanciamento da vida e em direção à estagnação. E quando o fizer, uma nova arte irá emergir, uma arte popular, julgada por padrões populares”. Tradução minha. Ibid., p. 18.

poderia gerar estagnação e, em última análise, uma postura fascista

136

. Neste sentido, ao

postular uma abordagem eminentemente materialista da arte, Fast posiciona-se firmemente

contra uma separação entre arte e vida:

There must be no mystical carpet upon which we dare not tread. We must get over this notion of thinking that art is a sacred religion wherein we cannot act as materialists. Such an approach toward art is a philistine approach. The setting of art apart from life is a philistine action137.

Nesta passagem, vemos expressa a acusação de filistinismo, presente de forma

recorrente nos artigos políticos e teóricos de Howard Fast, dirigida a toda arte que não partisse

de uma perspectiva materialista e, portanto, estaria apartada da vida. Em essência, Fast

entende uma postura filistina como sendo essencialmente um posicionamento obscurantista

em relação à arte, à cultura e à intelectualidade. Portanto, Fast deixa claro seu entendimento

de que uma arte realmente progressista é uma arte popular, aquela indissociavelmente

conectada com a realidade e com a materialidade da vida do povo de determinada sociedade.

Propor uma forma de arte que não esteja assentada neste princípio fundamental corresponde a

uma postura retrógrada, estagnante, anti-intelectual, oposta aos propósitos de uma arte

verdadeiramente popular e conectada à realidade do desenvolvimento das sociedades

humanas e, em suma, filistina.

No livro Literature and Reality, onde Fast faz uma grande síntese da vertente do

realismo socialista e dos pressupostos materialistas que orientam sua produção literária, ele

faz questão também de enfatizar este aspecto. Para ele, não apenas a escrita realista configura

o reflexo da vida na literatura

138

, mas também toda a literatura em si é parte integrante da

realidade e não pode ser pensada de modo dissociado dela: “Literature is bound, wedded, and

sealed to the reality of life. Literature has no separate existence from life, and the artist can

have no separate existence from the citizen”

139

.

Ao percorrermos este aspecto do pensamento de Howard Fast, nos deparamos com um

novo desdobramento da relação entre arte e vida, própria da sua concepção de materialismo

dialético e de literatura realista. Podemos percebê-lo, por exemplo, ao analisarmos a polêmica

136 Vemos aqui prefigurada outra característica do pensamento de Howard Fast: um posicionamento

marcadamente antifascista. Analisaremos melhor este traço na seção 1.5.

137 “Não deve haver um carpete místico onde não ousemos pisar. Devemos superar esta noção de que a arte é

uma religião sagrada onde não podemos agir como materialistas. Tal abordagem em relação à arte é uma abordagem filistina. O afastamento da arte em relação à vida é uma ação filistina”. Tradução minha. Ibid., p. 18.

138

FAST, Howard. Literature and Reality. New York: Open Road Integrated Media, 2011 [Ed. Kindle da Amazon], pos. 514-520.

139 “A literatura está amarrada, casada e selada à realidade da vida. A literatura não tem uma existência separada

entre Fast e o também escritor e roteirista Albert Maltz

140

. Como o próprio Fast, Maltz era um

intelectual de origem judaica, profundamente identificado com o radicalismo de esquerda e

com o pensamento marxista, tendo sido membro do Partido Comunista Americano. Por suas

convicções políticas, Maltz acabou fazendo parte do grupo conhecido como Hollywood

Ten

141

, dez artistas ligados à Hollywood, chamados a depor perante à House of Un-American

Activities Committee (HUAC)

142

em 1947, por suas supostas ligações ao movimento

comunista. Tendo se negado a responder às perguntas e colaborar com o comitê, foram

condenados por desacato ao Congresso, e incluídos na blacklist, que censurou sua produção

intelectual e dificultou a sua atuação profissional na indústria cultural americana. Este

processo do Hollywood Ten pode ser considerado como aquele de fato inaugurou a repressão

anticomunista do macarthismo no cenário cultural americano. De modo significativo, pouco

tempo depois, Howard Fast acabou por sofrer processo semelhante de perseguição política e

censura a suas obras.

Antes, porém, de todo este processo, em 1946, Maltz publicou um artigo no periódico

comunista New Masses, intitulado What Shall We Ask of Writers

143

, no qual criticava a

preocupação excessiva dos escritores comunistas com o conteúdo político de suas obras, em

detrimento de sua qualidade literária, exaltando a escrita de autores de outras vertentes, não

ligados ao Partido Comunista, como a do trotskista James T. Farrell

144

. O artigo de Maltz

causou grande celeuma entre os membros do Partido Comunista Americano, tendo sido

140

Albert Maltz (1908-1985) foi um escritor e roteirista de cinema nova-iorquino, de origem judaica, de notório envolvimento com o Partido Comunista Americano. Maltz conheceu Howard Fast na prisão de Mill Point, West Virginia, onde cumpriram pena juntos em 1950, tornando-se amigos e correspondentes por muitos anos. Fast relata esta experiência em FAST, Howard. Being Red. Armonk: M.E. Sharpe, 1994, p. 256-268; IMBARRATO,