cidade. Vivia nela um casal de idosos, Dona Elisabeth e o Senhor João, ambos eram doentes e ninguém da vizinhança gostava deles. Para as pessoas, eles eram dois coitados, que estavam ali a mais tempo e não serviam
para nada.
Certo dia, Michel, um dos vizinhos do casal, resolve sair à noite para caminhar pela vizinhança, pois naquela humilde e recinta vizinhança não tinha nenhum tipo de assalto, roubo ou morte, era simplesmente tranquilo e você podia caminhar à noite que nada acontecia. Michel era o pior de todos, talvez, o pior e mais terrível garoto da vizinhança. Ele não gostava da ideia de ter um casal de idosos morando ao lado da casa dele. Então, resolveu fazer uma coisa boa para todos, decidiu executar o casal de idosos na calada da noite. - Uma coisa bem fora do
normal, Michel poderia ser quem ele era, mas quem suspeitaria que ele tivesse matado o casal de idosos? Ele era o pior dos garotos da vizinhança pois estava sempre aprontando, seus pais sempre o defendendo na frente dos vizinhos, mas em casa, ficava de castigo quase sempre, por desobedecer, mas matar alguém? Seria demais
para um garoto de apenas 15 anos.
Ao chegar em frente a casa deles, ele se depara com um jardim muito bonito e muito bem organizado. Ele bate na porta, e o velho de 72 anos, magro, com o rosto enrugado por causa da idade, abre a porta e pergunta o que ele quer. Michel com medo, respondeu que gostaria de entrar, pois estava fazendo uma pesquisa do colegial com toda a vizinhança. Aquilo foi um inventário de hora, o Sr. João fez uma cara de quem não acreditou mesmo,
e deveria, quem sai na rua pela vizinhança as 11 horas da noite para fazer uma pesquisa do colégio, por algum motivo, mesmo não acreditando na história do garoto, o velho de 72 anos deixa-o entrar, e a Dona Elisabeth
pede para o menino se acomodar no sofá da sala, e começa a oferecer doces e algo para beber. - Estranho, Michel cresceu naquela vizinhança, e sempre ouvia dizer que o único casal de idosos da rua eram rudes, extremamente bravos, mas, nada do que eles falavam parecia fazer sentido, até agora, sentado naquele sofá
velho se sentiu acomodado e muito bem recebido.
Michel aceita tudo, tentando parecer ser "querido" para o casal. Ele acreditava que o casal seria tudo aquilo de ruim que os vizinhos falavam, mas ele se surpreendeu, pois os dois pareciam ser pessoas de bem. O casal pergunta para o menino sobre o que era sua pesquisa. - Michel não teria coragem de fazer a atrocidade que pensava em fazer, maltratar doces e adoráveis idosos, pensou. Ele não podia fazer isso. Enquanto pensava, o velho de 72 anos se levanta e vai até a cozinha, parecia estar pegando uma faca e cortando uma fatia de bolo, talvez para oferecer ao menino. Michel decide ir embora, deixá-los em paz, ele se levanta e diz que não poderia
ficar e agradeceu pelas coisas oferecidas, quando ele olha para a senhora sentada ao seu lado, e diz até logo.
Nesse momento, o velho carrancudo de 72 anos pega a mesma faca que usou para cortar a fatia de bolo e atirá nas costas do menino que já estava com a mão na maçaneta da porta prestes a voltar pra casa. Foi tudo tão
rápido, logo depois do golpe, Michel cai no chão desacordado.
Por algum motivo que é desconhecido, o casal de idosos levou o garoto até o cemitério e cavou um buraco para enterrá-lo. O casal enterrou Michel desacordado, mas não morto, enterraram o menino vivo. Por alguma razão, todas as pessoas que tentam investigar a vida do casal, acabam desaparecendo. Até hoje, não se sabe ao certo
quantas pessoas o casal matou, e até agora, não se sabe o motivo. O casal frequenta a igreja católica de sua vizinhança e mal saem de casa. Muitos falam que são bruxos, outros, somente que são pessoas do mal, mas até
hoje, quem realmente quis saber a verdadeira história dos dois, não sobreviveram para contar.
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O ABANDONO
14 de setembro de 2012.
Era noite de sexta-feira, Nícolas um garoto de 12 anos estava sozinho em casa esperando seus pais chegarem de uma janta de amigos. Sua vida era perfeita, tinha vários amigos e seus pais eram perfeitos. Pelo menos costumavam ser. Ele dizia ter vários amigos, mas na verdade eram só colegas, Nícolas não tinha amigos, era novo na cidade e ainda não tinha feito novas amizades, somente o companheirismo de seus colegas de escola.
Nícolas estava deitado em seu quarto quando seus pais chegaram. Ele nunca tinha visto e nem presenciado alguma briga entre seu pai e sua mãe. Eles chegaram gritando um com o outro, pelo tom de voz de seu pai, Nícolas percebeu que ele estava bêbado e sua mãe estava sóbria, tentando acalmar seu pai. Nícolas nunca achou que veria aquilo acontecendo, ele estava de pé ao lado da porta do quarto e seus pais estavam subindo
as escadas discutindo quando seu pai, Rogério bate em sua mãe. Para Nícolas aquilo era surreal, ele nunca esperaria aquilo do pai dele. Seu pai pegou Rosa, sua mãe, pelo cabelo e a jogou contra uma mesa que se encontrava no canto direito do corredor de acesso aos quartos. Rogério gritava e quanto mais gritava mais batia
em sua esposa. Rosa chorava e gritava pedindo socorro, Rogério a chamava de vadia e vagabunda, e lá ia Rogério com mais chutes e socos em sua esposa. E Nícolas? Onde ele estava? Estava paralisado de medo em frente à porta de seu quarto, desta vez, a porta estava aberta e Nícolas estava em frente a porta olhando fixo
para seu pai, sem acreditar no que estava vendo. Seu pai para por um momento e olha para o teto como se estivesse tentando escutar alguma coisa, um som ou coisa assim. Rogério fixa seu olhar em Nícolas, e fica pensativo por um instante até que ele corre e puxa Nícolas para perto de sua mãe. Era uma cena horrível, conta
Nícolas. Sua mãe estava quase desacordada, estava tonta e Nícolas sabia que ele era o único que podia salvar sua mãe das mãos de seu pai. Seu pai corre e desce as escadas e vai até a cozinha. Nícolas sabia o que ele queria, ele estava procurando alguma coisa para machucar mais ainda sua mãe, ou até mesmo ele. Nícolas puxa
sua mãe até seu quarto, tranca a porta, pega seu caderno e vai para dentro do seu armário. Lá, Nícolas estava escrevendo tudo o que viu e o que estava prestes a acontecer. Ele ainda não estava entendendo o que levou seu
pai a fazer uma coisa dessas, seu pai sempre foi muito atencioso e responsável, nunca brigou assim antes.
Nícolas para e escuta os passos de seu pai subindo as escadas, por algum motivo seu pai não entrou no quarto, o que se podia escutar eram passos e mais passos no corredor. Nícolas sentiu cheiro de gasolina, e agora ele já estava imaginando o que seu pai estava tentando fazer. Rogério iria colocar fogo na casa. Nícolas surtou, pensou
em sair do armário, mas e se seu pai não entrou no quarto porque não sabia onde os dois estavam escondidos?
Nícolas não podia arriscar. Ele tentava reanimar sua mãe, mas nada. Então, Nícolas abre a porta do armário devagar para não fazer muito barulho, e vai em direção da porta e quando chega, seu pai acende um fósforo e
joga no chão. O corredor junto com as paredes da casa começa a ficar em chamas, Nícolas abre a porta e grita para seu pai para que ele os salve e que faça alguma coisa, mas seu pai o olhou fixo e desceu as escadas correndo em direção à porta da frente. Nícolas e sua mãe não tinham para onde fugir, estavam presos. Rogério
os abandonou ali, Nícolas foi e tentou acordar sua mãe, mas ela parecia estar morta, então, Nícolas tentou as janelas do quarto, mas elas estavam barradas com ferro trancando a passagem.
Nícolas e sua mãe não tinham para onde fugir, eles morreriam ali mesmo, as chamas já estavam entrando em seu quarto e em questão de segundos eles estariam mortos, então, para que todos soubessem o aconteceu, Nícolas pegou seu caderno e foi até a janela, jogou o mais longe possível para que alguém visse e lesse. Depois,
Nícolas voltou para o armário, trancou a porta e permaneceu lá dentro até tudo acabar.
Os bombeiros chegaram depois de 1 hora, e levaram mais 3 horas para apagarem o fogo. Os policiais encontraram o caderno de Nícolas jogado a mais ou menos 5 metros da casa. E no fim dizia “Eu e minha mãe
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estamos presos no armário do quarto de cima, meu pai colocou fogo em nossa casa e minha mãe está desacordada, meu pai nos abandonou e isso...” Nícolas não conseguiu terminar de escrever, pois estava sem tempo. Depois que as chamas foram apagadas subiram até o quarto de cima e abriram o armário. Encontraram somente os ossos de Nícolas e Rosa abraçados no canto do armário. Rogério foi encontrado morto enforcado a
alguns quilômetros da casa. Nunca foi descoberto o verdadeiro motivo do incêndio e da agressão.