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Capítulo II

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A REJEITADA

Da autoria de David Alex Siqueira, de Sapiranga Rio Grande do Sul.

Editora de Cultura – São Paulo/SP Autor: David Alex Siqueira, 19 anos

Município de Sapiranga, Rio Grande do Sul

Av. Sapopemba, 2722 - 1º andar - CEP 03345-000 - São Paulo - SP

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A REJEITADA – PRIMEIROS CAPÍTULOS

CAPÍTULO I...4

CAPÍTULO II...7

CAPÍTULO III...10

CAPÍTULO IV...12

CAPÍTULO V...14

CAPÍTULO VI...16

CAPÍTULO VII...18

CAPÍTULO VIII...20

CAPÍTULO VX...22

CAPÍTULO X...24

CONTOS EXTRAS A FESTA DO PALHAÇO...27

O ASSASSINO DO FACEBOOK...29

NÃO APAGUE A LUZ...32

O MOSTEIRO DE SATANÁS...35

AS FLORES DA MORTE...37

UM ERRO NO CALENDÁRIO...39

O MISTÉRIO DO CASAL...44

O ABANDONO...46

UMA LIÇÃO PARA RECORDAR...49

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A REJEITADA

Capítulo I

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Era manhã de sexta-feira, havia chegado o dia. Hoje eu e meu pai vamos viajar. Seria uma viagem perfeita, se minha mãe pudesse ir com a gente. Ela estava diferente, algo nela estava diferente. Recusou-se a viajar com a gente, meu pai não insistiu, pois ele já havia cansado de deixar de viajar por causa da mamãe, ele

decidiu que dessa vez ele iria sem ela, mas me levaria junto.

Já era meio dia quando partimos rumo ao nosso destino. Deixar minha mãe sozinha foi estranho, pois algo dentro de mim dizia que eu deveria ficar com ela, talvez pelo fato de que, eu nunca havia saído sozinha

com meu pai. Mas estava sendo divertido, nunca pensei que sair com meu pai seria tão legal.

Na metade do caminho, paramos para “esticar as pernas”, como meu pai dizia. Estávamos cansados de ficar no carro, por isso saímos um pouco e fomos até o restaurante que tinha em frente ao posto de gasolina. Meu pai

pediu o hambúrguer maior e o mais caro para comer, foi uma cena muito engraçada, na verdade, tudo até aquele momento estava sendo muito engraçado. Eu nunca fui muito próxima do meu pai, depois que decidimos

fazer essa viagem tudo mudou, passamos mais tempo juntos e é claro, rimos muito. Depois de comer aquele enorme hambúrguer, ele começou a reclamar da mamãe, por ela não ter vindo conosco. Seria perfeito nós três

juntos.

Voltamos para a estrada logo depois que meu pai parou de reclamar da minha mãe. No caminho eu ficava pensando, será que meus pais ainda se amam? Eles vivem brigando e reclamando um do outro, será que ainda existe amor nisso tudo? Isso é muito estranho e confuso para uma menina de 12 anos entender. Meu pai estava com sono, eu podia ver pela cara dele. Ele certamente estava querendo a presença da mamãe para que ela pudesse dirigir até que ele recuperasse todo esse sono, mas como ela não veio, ele teve que continuar. Eu

não sentia sono. Com certeza porque estava empolgada para chegar na nossa casa da praia e aproveitar as férias ao lado do meu pai.

Essa seria a primeira vez que passaríamos boa parte das nossas férias juntos e longe da mamãe se não fosse o acidente. Naquela noite, meu pai estava com muito sono e cansado , ele não me disse mais eu podia

ver no rosto dele. Ele perdeu o controle do carro, e capotamos. Eu não consegui ver nada, tudo ficou escuro de repente.

Foram dois dias depois que acordei na cama de um hospital, cujo nome até hoje não sei. Logo quando acordei, estava sozinha no quarto. Assustei-me quando não vi minha mãe comigo, nem meu pai. Fiquei

sem saber nada. Onde estaria meu pai? Minha mãe soube do acidente? Estou sonhando ou realmente aconteceu? Nos filmes que eu e minha mãe olhávamos, eu observava as pessoas na cama do hospital, elas apertavam um botão para chamar a enfermeira. Virei-me de um lado para o outro para achar o maldito botão que eu pudesse apertar e chamar alguém. Eu ainda estava procurando quando ouvi alguém entrando no quarto.

Era minha mãe. Seu rosto estava horrível, parecia estar chorando a mais ou menos um dia inteiro. Comecei a chorar ao vê-la, e comecei a perguntar onde estava o papai. Ela se aproximou, e sussurrando disse: “Seu pai morreu, e a culpa é toda sua. Ouviu? A culpa é toda sua”. Fiquei sem reação. Aliás, o que uma menina de 12 anos poderia dizer em uma hora dessas? Ela continuou repetindo aquilo, até que ela começou a gritar, e gritando ela dizia que aquilo tudo era culpa minha. De repente ela me puxou para fora da cama e começou a me

dar chutes e socos. Eu estava fraca, não conseguia me defender e nem gritar, até que tudo se apagou novamente.

Em meio aquela escuridão, podia ver o rosto do meu pai, feliz, sorrindo pra mim. Quando acordei novamente, havia uma média ao meu lado, ela peguntou meu nome e se eu estava bem. Traumatizada, não

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consegui dizer nenhuma palavra. Ela repetiu a pergunta, até que respondi. “Eu matei meu pai”.

– O que? O que disse?

– Eu matei meu próprio pai. Repeti – Não, você não o matou, foi um acidente.

Naquele momento eu não tinha mais dúvidas, meu pai tinha morrido e agora só restava eu e minha mãe, se é que ela vai querer me ver de novo, pois como ela mesma disse isso tudo é culpa minha.

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A REJEITADA

Capítulo II

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Às vezes me pego sonhando em como seria diferente minha vida sem meus pais. Nada faria sentido. Não conseguiria viver nem um minuto sem eles.

Meu pai morreu. E a culpa era minha, talvez não seja, assim como a médica me falou, mas eu estava junto com ele, isso fazia toda a diferença. Penso que poderia ter evitado o acidente, mas de que maneira? Eu nunca

imaginaria que isto pudesse acontecer, justamente com nós.

Passaram-se dois meses depois do acidente, e minha mãe já estava casada com outro cara. Como ela pode?

Meu pai se foi há dois meses e ela já havia se casado. Quando saí do hospital, a mais ou menos duas semanas antes de completar dois meses da morte do papai, ela já estava aos agarros com outro homem. Ela ainda me culpa, e de certa forma eu também. Meu padrasto, se é que posso chamá-lo assim, está sempre brigando com minha mãe, por ela me culpar pelo que aconteceu. Talvez ele já tenha sofrido algo parecido por isso sempre me defende. Eu não o detestava, parecia ser um cara bacana e muito divertido, estava sempre rindo e tentando me

fazer sorrir. Seu único problema era o álcool. Toda vez que chegava bêbado em casa, me trancava em meu quarto e podia escutar minha mãe aos gritos. Ele batia nela, e ela gostava, pois desde a primeira surra, ela não

fez nada para que não se repetisse. Um certo dia, ele tentou arrombar a porta do meu quarto, eu fiquei em pânico. No outro dia, pediu desculpas e me abraçou. Eu o perdoei.

O tempo foi passando, eu já estava com 15 anos quando completou 3 anos da morte do meu pai. Minha mãe ainda estava casada com o alcoólatra, e nossa convivência estava melhor. Eu e minha mãe já estávamos nos

falando, ela parou de me culpar pelo acidente.

Estava chegando em casa depois da aula. Uma aula chata de matemática, só queria me deitar um pouco. Não havia ninguém em casa. Aproveitei para tomar um banho e colocar meu pijama, pois estava cansada e queria muito dormir. Quando saí do banheiro me deparei com a porta da frente da casa aberta. Entrei em choque, corri

para meu quarto, coloquei uma roupa e saí do quarto para ver quem havia entrado. No sofá da sala estava meu padrasto, senti um alívio. Fechei a porta e fui perguntar para ele o porquê da porta aberta. Ele estava bêbado,

pude sentir o cheiro de álcool, eu sabia como ele reagia quando estava bêbado, então fui lentamente para o meu quarto, mas ele me ouviu e veio atrás de mim. Eu não consigo explicar o que senti naquele momento. Ele

veio pra cima de mim, me jogou no chão, depois me levou para o quarto. Já deve estar imaginando o que de fato aconteceu depois disso, ele me estuprou. Senti-me estranha. Aquele homem em cima de mim, naquele momento eu queria morrer, eu queria meu pai ao meu lado. Minha mãe chegou e ouviu meus gritos de socorro,

correu até o quarto e quando ela viu o que estava acontecendo, simplesmente parou por uns minutos e fechou a porta e me deixou com aquele homem, o deixando terminar o que havia começado. Minha mãe não me

ajudou.

No dia seguinte, acordei mal. Estava com muita dor de cabeça, e no corpo. Depois de tomar banho, desci até a cozinha. Minha mãe estava lavando a louça, fui até ela e perguntei o porquê dela não ter me ajudado, ela se virou e bateu em minha cara. Chamou-me de vadia, e disse “a culpa é sua”. Novamente começou a me culpar,

mas agora não só pelo acidente e sim também pelo estupro. Eu a segurei pelo braço e a disse que aquele homem era nojento e que ela precisava pedir o divórcio, mas ela não quis me ouvir. Chorando, pegou sua bolsa

e saiu de casa me deixando sozinha.

Eu precisava ir até uma farmácia. Passou-se duas semanas depois do estupro e eu não estava me sentindo bem.

Comprei um remédio para dor, mas não adiantou. Fui até o hospital mais próximo e pedi para ser examinada.

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preocupado, isso me aliviou por alguns segundos. Estava com medo do que ele pudesse me dizer, até que ouvi

“parabéns, você está grávida”. Fiquei sem reação, paralisei e logo senti uma tontura e desmaiei. Nesse meio tempo, passou várias coisas pela minha cabeça. “Eu estou grávida”. Isso não podia ser real. Será que eu estava

sonhando? O que minha mãe iria dizer quando ficasse sabendo?

Não sabia o que eu iria dizer, eu estava grávida, eu iria ser mãe, e o pai da criança é meu próprio padrasto.

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A REJEITADA

Capítulo III

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Nas manhãs que o sol se põe, vejo um novo começo, uma nova oportunidade para se aproveitar a vida.

Passou-se dois meses depois que descobri que estou grávida, já não estou morando com minha mãe, ela ordenou que eu saísse de casa. Aluguei um apartamento para mim, e estou a procura de um emprego para que

eu possa me sustentar e sustentar meu bebê que está para chegar. Hoje em dia está difícil de conseguir um emprego, o que dizer uma menina de 16 anos, sozinha, grávida na rua procurando emprego.

Como é triste estar sozinha, sem ninguém para conversar, dizer o que está sentindo, chorar, abraçar… Eu estou sem chão, não consigo trabalho em lugar nenhum, São Paulo é enorme, não pode ser que nenhum lugar esteja

contratando alguém.

Era quarta-feira, quando acordei bem cedo e fui para a rua procurar emprego. Na Avenida Paulista novamente pôde observar as pessoas, as pessoas hoje são como máquinas, estão sempre indo e voltando de um mesmo lugar, fazendo sempre as mesmas coisas todos os dias. Como eu queria ser como elas, ter um emprego, uma casa, uma família que esteja esperando por mim à noite depois de um dia longo e difícil. Uma luz no fim do

túnel me tirou um sorriso enorme naquele dia, na entrada do metrô, uma placa “procura-se meninas para trabalhar como profissionais”. Disparei em direção àquela placa e comecei a rir. As pessoas que passavam devem ter achado engraçado, uma menina besta, rindo olhando para uma placa, mas e daí? Eles não sabiam o que aquilo iria significar para mim, aquela era minha chance. Logo peguei o telefone e o endereço do local, corri

e corri até achá-lo. Quando cheguei me deparei com outra placa “casa noturna”. Pensativa por um momento tentei decidir o que fazer. Aquele era o único lugar que havia encontrado à dias, não podia sair dali sem nem ao

menos tentar.

Uma realidade muito diferente da minha, mas era um emprego. Entrei e conversei com o responsável que logo disse “está contratada, começa amanhã”. Foi um alívio poder escutar o que ele disse, eu finalmente consegui um emprego. Estava esbanjando alegria, parei na primeira praça e me sentei olhando para o céu, agradecendo à

Deus pela conquista. Meu horário de trabalho era noturno, das 21 horas às 04 da manhã, mas aquilo para mim já era o bastante, estava louca para iniciar no trabalho.

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Capítulo IV

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Minhas economias estavam no fim, ainda bem que eu havia encontrado um emprego.

Acordei, e o dia estava mais iluminado pra mim. Meu primeiro dia de trabalho chegou, e eu estava ansiosa.

Levantei-me cedo para arrumar meu apartamento e organizar minhas coisas.

O dia foi passando, já era 19h30 e eu estava animada. Parei para ver o que eu iria vestir, eu não tinha muitas roupas, algumas melhores que as outras, por isso vesti uma mais nova e sai para trabalhar. Estranho, mas

finalmente eu tinha um emprego.

Havia muita gente naquele bar. Muito mais homens do que mulheres. Logo entrei e fiquei parada por alguns minutos pensando se realmente era aquilo que eu queria. Na verdade não era, mas ou eu aceitava esse emprego ou ficava sem trabalho, não tinha muita escolha. Dirigi-me até o balcão e me apresentei para as meninas que estavam ali. Todas simpáticas e bonitas aparentavam gostar de trabalhar ali. As meninas me

mostraram todos os cômodos que eu havia de conhecer no estabelecimento.

Meu turno começou. Duas das meninas que estavam ali foram embora e só restou eu e outra menina para atender.

Como tudo acontece no momento que tem que acontecer. Eu estava prestes a ir morar na rua quando consegui este emprego. Meu pai deve estar olhando pra mim nesse exato momento e com certeza está orgulhoso da mulher que me ornei. Estava a espera do meu bebê, meu filho que irei amar, ensinar e educar tudo aquilo que

estiver ao meu alcance.

Dois homens muito estranhos entram no bar, eram por volta das 00h45min quando chegaram. Foram pedindo muitas coisas, como bebida, comida, cigarros etc, estava com medo de fazer alguma coisa errada no meu primeiro dia. Fiquei de olhos bem abertos nos dois. Um parecia estar bêbado, não falava nada que fizesse sentido, o outro parecia estar mais sóbrio, aparentava ter seus 18 anos, estava acompanhado do “bêbado”, que

provavelmente era seu pai.

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A REJEITADA

Capítulo V

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Eu estava adorando o emprego. Já estava nos 6 meses, barriga estava à mostrar, não podia mais esconder de ninguém. Todos me olhavam com receio, uma menina de 16 anos, grávida, sozinha, mãe solteira… o povo falava

bastante.

Estava muito bem no emprego, o que estava ficando difícil era o trajeto do trabalho para casa. Decidi me mudar e morar mais perto do trabalho. Edifício Joelma, era o meu novo lar. Naquela época não existia

muita burocracia para se alugar um apartamento. Fiquei no décimo nono andar, comprei móveis novos, arrumei o quarto para meu bebê. Estava esperando uma menininha. Isabella será o nome. Queria me chamar Isabella,

acho um nome muito bonito.

Tudo estava indo bem, estava à espera da minha filha, feliz, com emprego, casa nova, vida nova. Fiquei me perguntando, como minha mãe deve estar? Não tenho notícias dela há meses, não sei o que está se passando lá, mas provavelmente ela nem queira saber como estou, não devia me preocupar tanto, mas seja como for, ela

é minha mãe e eu a amo.

Conheci um garoto no trabalho, o nome dele é Jonas. Um garoto bonito aparenta ser bem de vida, ter muito dinheiro, mas o que isso importa? Ele é simpático, engraçado e me faz rir toda hora.

Uma história engraçada é a minha. Primeiro, rejeitada pela minha mãe pela morte do meu pai, depois, estuprada pelo meu próprio padastro, logo fiquei grávida e agora morando sozinha, trabalhando e me divertindo com o Jonas. Não contei a ele minha história, ainda não. Na verdade, não contei a ninguém sobre

mim, só que era uma menina só, grávida de uma menina. Isso era o suficiente.

Ao lado do meu apartamento morava um casal. O homem era policial e chegava a casa tarde da noite brigando com a esposa e o filho. Muitas vezes chega bêbado e agride a esposa, posso escutar tudo do meu quarto, até mesmo o choro do pobre menino. A mãe grita por ajuda, mas ninguém interfere. Pela manhã, acordo para lavar

a roupa, e lá vai o policial trabalhar e depois encher a cara, isso me lembra minha mãe e meu padrasto, e quando me lembro, sinto falta do meu pai. Por que ele se foi?Isso deve ter uma explicação, tudo o que acontece tem uma explicação, ou não? Só me pergunto por que isso tudo aconteceu comigo? Não tenho ódio de Deus, ou

de qualquer outra pessoa, só gostaria de entender o sentido da vida.

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A REJEITADA Capítulo VI

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Mais um mês se passou, e eu estava ansiosa pela chegada da Isabella. Não havia motivos para eu fazer um chá de bebê. Quem eu poderia convidar? Os bêbados que vão ao bar à noite?

Já era cinco horas, e eu precisava ir trabalhar. Estava trabalhando um turno a mais para conseguir algum dinheiro extra para a chegada da minha filha. Desci as pressas, e corri para o bar. O edifício ficava um quarteirão

do bar, eu não precisava caminhar muito. Quando cheguei, lá estava Jonas no caixa. Minha relação com Jonas cresceu neste último mês. Depois que nos beijamos na saída do trabalho, tudo estava diferente.

– Oi. Diz Jonas.

– Olá, tudo bem por aqui? Respondi.

Era engraçado nossas conversas, sempre terminavam em risos e beijos, mas não no estabelecimento de trabalho, infelizmente.

– O que vai fazer hoje depois do trabalho? Ele perguntou.

– Nada. Vou para casa. Respondi.

– Vamos jantar juntos? Eu pago. Quero lhe levar para conhecer um lugar.

– Não sei se…

– Não precisa responder agora. Espero você em frente ao estacionamento.

Não sabia se era uma boa ideia, mas também era só um jantar. Nada iria acontecer. Fiquei sorridente o expediente inteiro,, estava gostando de verdade dele e acredito que seja recíproco.

Nosso turno acabou e quando saí, lá estava ele me esperando com aquele sorrisinho tão lindo que me cativava.

Logo entrei no carro, não sabia onde ele iria me levar, mas aguardei pra saber. Ele me levou para conhecer o Shopping União de Osasco. Era lindo, enorme e tinha diversas opções do que comer. Escolhi degustar uma pizza,

desejo de grávida.

Ele era um sonho. Nunca pensei que depois de tudo o que aconteceu comigo eu iria me apaixonar. Estava amando jantar com ele, não importava o lugar, o que importava era ele. Depois de comermos, ele me levou

para conhecer a famosa praça da luz. Tudo muito lindo. Só ele mesmo para me levar à estes lugares. Fiquei imaginando como era a vida dele, se fossemos comparar, não poderia ficar com ele em hipótese alguma. Ele

tinha muito dinheiro, aparentava.

Depois de conhecermos a praça, ele me levou até o edifício e estava decidido a entrar comigo. Não deixei claro.

Despedimos-nos ali na portaria, nos beijamos e nos abraçamos. Nosso relacionamento estava ficando sério, de certa forma não iria demorar a ele me pedir em namoro e eu iria aceitar, sem pensar duas vezes. Parece um sonho, quando estou com ele esqueço todos os problemas, tudo o que já aconteceu, esqueço todos e só sei olhar para ele e pensar em nós. Apaixono-me a cada olhar, tocada e abraço dele. Eu estava realizada e feliz, só

queria poder estar perto da minha mãe para poder dividir essa alegria com ela.

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A REJEITADA

Capítulo VII

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Faltando semanas para Isabella chegar, Jonas apareceu em minha casa para cuidar de mim. Eu estava mal, estava sentindo muita dor, uma dor muito forte. Ele estava ao meu lado, não importava a dor, ele sempre estaria ali comigo. Ele estava cuidando de mim, e isso não tinha preço que o pagasse. Isabella estava me dando

muito trabalho, e eu dando ao Jonas. Ele me fazia rir quando na verdade eu queria chorar. Ele só dizia que me amava, e que depois da Isabella nascer ele seria como um pai pra ela, e cuidaria de mim pra sempre.

O dia chegou. Já estava no hospital esperando a chegada dela. AO meu lado estava Jonas, ele estava aflito e tenso muito mais do que eu.

– Meu amor, vai ficar tudo bem. Eu estou aqui ao seu lado.

A bolsa estourou. Chegou a hora. Jonas assistiu tudo. Chorou, riu e quando a pegou no colo, cantou pra ela. Eu não aguentei, tive que chorar. Era magnífico e inesquecível vê-lo cantando pra ela, eu chorava de alegria por tê- lo ao meu lado, e de tristeza por meu pai não estar comigo neste momento. Ele sempre disse que queria um netinho, para que ele pudesse carregar no colo. A vida nos priva de muitas coisas, mas não de amar, sonhar, sorrir… Era tudo o que ela não tirou de mim, a liberdade de amar. Eu amava o Jonas, e mais ainda nossa filha,

sim, nossa filha. Jonas iria viver em meu coração para o resto de meus dias, ele iria acompanhar comigo os primeiros passos, as primeiras palavras, os primeiros namorados da Isabella, vou viver intensamente e somente

para os dois.

Já estava no quarto quando a enfermeira me trouxe a Isabella para que eu pudesse abraçá-la e beijá-la. Jonas estava ao meu lado, fazendo Isabella rir. Coisa do destino, fazer as pessoas passarem por obstáculos na vida,

impossíveis de lidar para que no fim tudo se esclareça.

Jonas providenciou grades e cadeados para as janelas e para a sacada do apartamento, para que Isabella fique segura e não sofra nenhum acidente. Meu primeiro dia como mãe foi perfeito. Trocamos a fralda dela, colocamos as roupas que eu e Jonas compramos. Colocamo-la no berço com seus ursinhos e brinquedos. Foi

cansativo a primeira semana, mas quando olhava para ela, sabia que estava fazendo tudo certo. Talvez eu devesse ignorá-la, pois ela veio do estupro que sofri, mas eu não podia abandoná-la, a culpa não foi dela, também não minha, mas o que isso importa agora? A sensação de ser mãe era literalmente perfeita, e não trocaria por nada. Jonas não nos deixou mais, foi até sua casa, pegou algumas roupas e passou a dormir comigo e com Isabella. Eu não queria deixar a Isabella, acordava no meio da noite para beijá-la e observá-la. Não queria perder um minuto de minha vida longe dela, ela era tudo o que eu tinha, e nada podia acontecer com ela, eu

não me perdoaria.

Passou-se uma semana depois do nascimento da Isabella e Jonas não me deixou voltar a trabalhar. Ele voltou no dia seguinte do nascimento e me disse que ele, somente ele iria trabalhar. Não me senti a vontade com isso, mas não queria discutir e brigar com ele. Aceitei a proposta, e estava inteiramente a disposição da Isabella, não

queria perde lá, mas estava sentindo que algo estava errado.

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A REJEITADA

Capítulo VIII

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Jonas estava trabalhando bastante. Ele teria que trabalhar muito para conseguir manter a casa. Falei para ele que, depois que Isabella crescer, eu iria voltar a trabalhar para ajudar nas despesas da casa, mas ele não quis me

escutar e continuou com a ideia de que somente ele teria que trabalhar.

Alguns dias se passaram, eu estava realizada. Não podia deixar de pensar e amar Isabella. Um sentimento novo pra mim, acho que é porque agora sou mãe e meus instintos mudaram, consegue perceber isso. Não podia perdê-la de forma alguma, dentro de mim havia outro sentimento inexplicável, um sentimento diferente

dos outros, me fazia perder a respiração por alguns segundos, me fazia sair de si e correr ver como Isabella estava. Não tinha como explicar, era uma sensação estranha, sabia que não era boa coisa e que havia algo de

errado.

Acordei com os gritos e choros de Isabella. Corri rapidamente para o quarto e peguei Isabella no colo para amamentá-la. Sentei na poltrona que tinha no quarto ao lado do berço dela, e cantei-a uma música para poder dormir. Depois de alguns minutos ela voltou à dormir e eu voltei para o meu quarto, me vesti e fui para cozinha

fazer alguma coisa para comer. Resolvi fazer bifes com batata-frita, sabia que Jonas adorava, era seu prato preferido. Ele estava trabalhando dois turnos, era muito forçado para ele trabalhar demais, mas entendia sua

preocupação conosco.

O tempo estava passando rápido demais, parecia que recentemente acordei e Isabella já estava com um mês. O tempo passou e parece que nem aproveitei como devia. Ela já estava grandinha, e nem parecia. Eu e Jonas conversamos e decidimos que, contrataríamos uma babá para Isabella e eu voltaria para o trabalho. Custou para

Jonas concordar com a ideia, até que decidiu sem cogitar nenhuma hipótese de eu não poder. Enfim, contratamos a Elsa, uma mulher com seus 25 anos, e aparentava ser responsável e dedicada.

Minha volta ao trabalho foi magnífica. Todos me receberam de braços abertos, todos me perguntando da minha filha. O emprego não era um dos melhores, mas meus colegas de trabalho eram excepcionais e fundamentais na minha vida a partir de agora. Tudo estava começando a voltar ao normal, e eu espero do fundo do coração, que

tudo volte como era antes. Sinto falta da minha mãe e do meu pai. Sinto falta dos conselhos e abraços, sinto falta de ter uma família completa.

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A REJEITADA

Capítulo VX

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Isabella completou o seu primeiro aninho. Tudo passou tão rápido, e acredite, por mais que o tempo passe o passado nunca saí do seu pensamento. Foi ontem que meu padrasto me violentou, foi ontem que minha mãe

me colocou para fora de casa, foi ontem que engravidei, foi ontem que conheci Jonas.

Jonas conseguiu construir seu próprio negócio, ele montou seu restaurante e por um só momento nos vimos felizes. Teríamos dinheiro suficiente para sustentar Isabella e oferecer para ela uma vida melhor do que a que tive. Quando eu e Jonas íamos trabalhar, levávamos Isabella junto no carrinho de bebê. Jonas cuidava do caixa e

eu atendia os clientes e anotava seus pedidos, garçonete resumindo.

O dia amanheceu como de costume, saímos e fomos para o restaurante às 9 horas da manhã e hoje havia um homem do lado de fora esperando que nós abríssemos. No momento não havia reconhecido, custou-a prestar atenção em quem era, quando o homem chegou até o balcão pude ver o seu rosto melhor e consegui reparar a

sua fisionomia. Um choque! Era meu padrasto.

Paralisei por um momento, não sabia o que fazer nem o que falar. Eu nunca contei ao Jonas o que meu padrasto fez comigo anos atrás.

– O que está fazendo aqui? Como me achou? Perguntei.

– Demorei a lhe encontrar. Não foi fácil. Risadas.

– Você não me respondeu o que está fazendo aqui?

– Vim aqui para trazer uma notícia. Respondeu.

-Então fale logo e vá embora.

-Você precisa vir comigo.

– Não vou sair daqui, fale logo e vá.

– É a sua mãe…

– O que em ela?

– Ela quer te ver, está morrendo e quer muito que você venha comigo.

Confesso que quando ele me disse que minha mãe estava morrendo não acreditei. Minha mãe nunca me procuraria, até por que ela me odeia. Pensei por um instante e decidi deixar Isabella com Jonas e ir ver minha

mãe.

– Você fez falta. Disse ele no caminho.

Estava com medo. Por mais que não conversasse mais com minha mãe, não queria que ela morresse, ela iria me fazer falta. Assim como meu pai faz todos os dias.

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A REJEITADA

Capítulo X

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Não podia acreditar no que estava vendo, minha mãe estava muito mal na cama. Não estava se alimentando, quando cheguei ela abriu um sorriso enorme.

– Você veio. Disse ela. Eu precisava ver você antes de partir.

– Não, você vai ficar bem.

– Não vou por isso você está aqui. Estava com muito medo de não te ver de novo. Nunca vou me perdoar pelo que fiz com você.

– Eu te perdoo mãe, mesmo depois daquilo, continuo te amando.

-Eu fiz muito mal à você depois que seu pai se foi, mas agora sei a mulher que você se tornou, estou mais tranquila em te deixar.

– Por favor, mãe, não me deixe.

-Eu nunca vou lhe esquecer, espero que você não me esqueça. Eu te amo para sempre. Lá de cima estarei lhe guiando.

As últimas palavras de minha mãe doeram muito. Apesar de tudo, não queria que ela partisse, aliás, ela é minha mãe, se eu pudesse dar minha vida por ela, eu daria,

Não sabia o que seria de mim agora, o que sabia era que estava sozinha literalmente sozinha. Sem pai nem mãe.

Ninguém quis me dizer o que levou minha mãe ficar doente, nem se quer meu padrasto. Estava com um aperto no coração em deixar ela ali, sozinho, mas eu precisava ir. Isabella precisava de mim.

No caminho de volta, pensava no meu pai e na minha mãe. Sabia que iria sentir muita falta deles, nenhum deles conheceu minha filha, e não vão estar presentes quando ela der seus primeiros passos. Novamente fiquei refletindo, será que mereço tudo isso? O que mais vai acontecer na minha vida? Ninguém nunca acredita no que

eu já passei ninguém nunca vai entender minha vida, rotina. Às vezes pergunto para Deus, que propósito tem minha vida? Além da minha filha, não consigo decifrar esse enigma.

CONTINUA…

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EXTRAS

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A FESTA DO PALHAÇO

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Estamos em 2016, e as notícias não são diferentes. Palhaços atacando pessoas nas ruas. A pergunta que não nos faz calar, e aqueles palhaços de circos? Aqueles que animavam festas de crianças para o seu sustento? Como

eles ficam? Será que devemos confiar neles?

Eram duas da tarde de segunda-feira, 31 de outubro quando a delegacia de São Paulo recebeu um chamado de que supostos homens estava mantendo crianças reféns em uma escola. Todos os policiais da região foram

acionados para irem ao local.

Professores e funcionários daquela escola foram liberados para irem pra fora do prédio enquanto as crianças permaneciam trancadas nas suas salas. A escola Visconde e Pelotas, no interior de São Paulo abrigava por dia, cerca de 700 alunos em 30 turmas. Naquele dia, todos os alunos se reuniram à tarde para a festa de Halloween.

Palhaços desconhecidos entraram na escola armados e com muita munição. Seu objetivo era matar todas as crianças que ali se faziam presentes.

A policia local já estava cercando o prédio quando um dos palhaços apareceu na segunda janela, da direita para a esquerda do terceiro andar com uma das crianças no colo, gritando "eu irei libertá-la do mal que ocupa este

mundo."Haviam cerca de seiscentas pessoas do lado de fora da escola assistindo tudo, uma terrível cena de terror. O palhaço continuou a repetir a frase quando ergueu a criança para cima e a largou. Os policiais não puderam evitar, o palhaço misterioso jogou uma menina, aparentemente com 6 anos do terceiro andar do

prédio.

Na rua se escutava gritos e mais gritos, e dentro da escola não havia nenhum barulho, um silêncio absoluto. Era incrível ver até que ponto um ser humano pode chegar. Jornais de todo lugar já se faziam presentes no local quando se escutou tiros, um depois do outro, meu Deus! Foram muitos. Os policiais tomaram uma atitude, que

teriam que entrar na escola antes que eles matassem todas as crianças. Os policiais já estavam prontos para entrar, quando uma das crianças saiu pela porta em direção ao portão pedindo socorro. Em suas mãos um

bilhete que certamente foi escrito pelos assassinos.

"Eu-os matei. E mataria de novo. Vocês seres humanos se acham no poder de tudo, no controle de tudo... Não pensam no próximo, nem se quer perguntam o que está se passando pela nossa cabeça. Eu era feliz, fazia crianças de diversos lugares rir, se divertir com suas famílias... Muitas crianças aqui de dentro me pergunta POR

QUÊ? E eu respondo. A duas semanas atrás minha mulher e minha filha foram brutalmente assassinadas por dois palhaços na avenida paulista. Eu era um palhaço de circo, eu vivia disso. Hoje, não vivo mais. Quero me

vingar de Deus e de todos aqueles que acreditam nele, matando todas essas crianças..."

Quando a carta já estava no fim, se ouve mais tiros. Muito mais do que antes. Os policiais correram para dentro do prédio, mas já era tarde demais. Subindo a escada pode-se ver corpos jogados para todos os lados, havia

muito sangue.

No total, 666 crianças morreram. Os assassinos cometeram suicídio depois de atirar nas crianças. O difícil para os policiais foi entrar na sala do berçário. Cerca de 60 bebês mortos nos berços e na parede escrito com seus

sangues "EU ODEIO DEUS". Conclui-se que, os assassinos eram palhaços de um circo e que para sobreviver, animavam festas para crianças, mas depois das últimas notícias, os palhaços não são mais escolhidos para

animar festas e circos.

Depois, o policial pegou a carta novamente para terminar de ler.

"... eu odeio Deus. Sou Fred Gruguer, tenho 56 anos e essa é a minha festa do palhaço."

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O ASSASSINO DO FACEBOOK

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Alana, uma menina de quatorze anos, mora com seus pais e sua irmã Emele. Ela, por ser a mais nova e estar na fase da adolescência só queria saber de namorar e conversar com as amigas.

Um certo dia, Alana convidou suas amigas para passarem a noite juntas, conversar e dançar até amanhecer.

Seus pais haviam saído junto com sua irmã. Ela tinha a casa toda para ela, foi logo convidando as amigas e colocando as melhores músicas para tocar. A noite estava só começando.

Eram aproximadamente quatorze meninas dançando na sala de estar da casa, meninas com treze a quinze anos.

Estavam se divertindo até que escutaram um estrondo enorme na rua. Foram correndo e fecharam a porta, desligaram a música e ficaram em silêncio para escutar qual foi o motivo de tamanho barulho. Alguns minutos se passaram e só se escutava os cachorros da vizinhança latindo. As meninas ficaram apavoradas, sem saber o

que fazer, desligaram as luzes e permaneceram em silêncio absoluto.

O celular de Alana tocou um bipe, era uma solicitação de amizade no facebook. Mesmo estando com muito medo e na situação onde se encontrava logo aceitou e desligou a tela do celular. Não demorou para a mesma pessoa da solicitação mandar uma mensagem para Alana dizendo “Oi, está se divertindo”. O coração de Alana disparou, reuniu as meninas que estavam na sala e mostrou a mensagem. As meninas acharam uma besteira,

até riram por um momento, aliás, era um perfil falso então poderia se esperar qualquer coisa.

Ela só visualizou e saiu da rede social e permaneceu em silêncio. Outro bipe, era ele, o perfil falso novamente.

Desta vez, dizia “ Você e suas amigas estão com medo? A festa deve estar muito interessante dentro da casa escura e sem músicas, aliás, porque desligaram o som? ”. Foi demais para elas, alguém estava espionando-as e

agora Alana tinha certeza de que o barulho lá fora estava fazendo todo o sentido.

- É alguém tentando nos assustar, só isso. Disse Monica, uma das meninas.

- Não. Isso está estranho. Respondeu Alana.

Alana só tinha quatorze anos, mas sabia que algo ali não fazia sentido. Qual o verdadeiro motivo do estrondo na rua? E o perfil do facebook falso? Tudo se ligava. Alguém estava observando-as e querendo alguma coisa.

Um barulho, dessa vez de dentro da casa. Elas correram para a cozinha. O barulho parecia ter vindo dos quatros do segundo andar da casa. O bipe tocou novamente, com a seguinte mensagem “Corra”. Nesse momento um

homem, com capuz e máscara aparece descendo as escadas com uma arma e uma faca em suas mãos. As meninas se separaram e correram por toda a casa até achar um lugar para se esconder, mas não tinha como.

Mais homens de capuz e máscara surgiram de todos os cantos da casa. Elas estavam encurraladas, não tinham para onde fugir, só restou chorar e implorar que eles não a matassem.

Os homens mascarados amarraram as meninas e ligaram a música no volume máximo.

No dia seguinte, os pais de Alana chegaram com a casa rodeada de policiais. A mãe de Alana queria entrar, mas os policiais não a deixaram, e avisaram que a cena era chocante. As quatorze meninas foram amarradas e

esquartejadas. Havia pedaços dos corpos por todo o lado, a cena era realmente terrível.

Os policiais não acharam a arma do crime, o que pode considerar é que eram mais de uma pessoa, e que usou as próprias mãos para matar as meninas.

“Cuide com quem andas, não dê atenção a pessoas desconhecidas. Essa história é fictícia, mas existe no mundo, pessoas na vida real que são capazes de fazer o pior. Assim como o facebook, não aceite estranhos e nem perfis

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horríveis através da internet, basta só um bipe, e toda sua vida muda. ”

"Você pai, mãe, cuide do seu filho, hoje em dia, as redes sociais são mais perigosas do que andar sozinho na rua.

Crianças e adolescentes são os maiores alvos de violência..."

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NÃO APAGUE A LUZ

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quieto e quase não falava com ninguém. Seus amigos suspeitavam de alguma coisa, pois Robson era sempre muito brincalhão, adorava fazer piadas e falar sobre tudo e sobre todos.

Certo dia Mônica, uma de suas amigas viu uma oportunidade de conversar a sós com Robson. Depois da aula, ele sempre ia até a lanchonete em frente ao Studio de TV para comer alguma coisa, e era a única chance

de Mônica falar com Robson.

- Oi. Diz Mônica - Oi. Responde Robson.

- O que está havendo com você? Você não conversa mais e estamos começando a ficar preocupados.

- Não está acontecendo nada. Não se preocupe. Até mais.

Então, Robson se levanta e deixa Mônica sozinha. Mônica sabe que tem alguma coisa errada com Robson, e ela como amiga dele, não vai descansar até descobrir o que realmente aconteceu.

Mônica resolve ir até a casa de Robson para tentar conversar mais uma vez com ele. Ela precisa pegar dois ônibus e depois caminhar mais ou menos 10 km até chegar ao apartamento de Robson. Quando finalmente Mônica chega, olha para a janela do apartamento de Robson e vê todas as luzes apagadas, por um momento pensa em desistir e voltar outro dia, pois talvez ele já esteja dormindo. Mas Mônica decide continuar para desta

vez poder saber o que estava acontecendo com Robson. Ela sobe as escadas e quando chega ao andar do apartamento de Robson vê uma multidão em frente ao apartamento. Ela corre para ver o que estava acontecendo, e quando chega em frente à porta, se depara com uma cena horrível, Robson foi brutalmente esfaqueado em frente a porta de seu apartamento. Mônica logo desconfia que seja assassinato, pois Robson estava no chão e com a mão na maçaneta da porta. Ele provavelmente estava querendo fugir de alguém ou de

alguma coisa que estava perseguindo-o.

Quando os policiais chegam ao local e retiram o corpo, Mônica fica no apartamento para olhar as coisas de Robson, suas fotos juntos, ela eram amigos desde pequenos, sempre estudaram juntos. Ela começa a olhar todos os armários e todas as gavetas, aliás, além de estar ali para recordar o amigo, queria saber a causa da morte de Robson. Mônica suspeita de algo, pois em toda a casa havia jornais nas janelas e muitas, muitas lâmpadas, no mínimo cem lâmpadas em cada cômodo da casa e todas estavam queimadas. Mônica acha um

cartão embaixo da cama do quarto de Robson que dizia “Não Apague a Luz”. Certamente ele queria dizer alguma coisa com aquilo. Ninguém escreve uma frase deste gênero só por escrever, não Robson. Mônica escuta

um barulho na cozinha, algo caiu no chão. Ela, com sua lanterna vai lentamente até a cozinha para ver se havia mais alguém ali além dela. Mônica sabia o que exatamente tinha matado seu amigo, foi um espírito maligno que estava à solta. Por isso a frase “ Não apague a luz”, e por isso das lâmpadas espalhadas pela casa. Ela não poderia ficar no escuro, ficar no escuro significava a morte. Mônica passou a entender tudo e precisava sair do apartamento o quanto antes, mas quando estava perto da porta algo a puxa para longe da porta, e ela deixa sua lanterna cair. Mônica estava no escuro, e isso não era boa coisa. Ela estava desesperada tentando achar a saída,

mas ela estava sentindo algo, algo que ela não podia explicar. Estava sentindo a presença de Robson no seu lado. Mônica fica assustada quando vê o rosto de Robson em um corpo horrível na sua frente. Não parecia ser um corpo de um animal conhecido, era um mostro horrível, o próprio diabo. Tinha quatro braços e três pernas,

andava estranho e seja lá o que era, era vermelho e pingava sangue por onde andava. Mônica corre para o quarto e se tranca, mas ela sabe que a porta não iria segurar o mostro por muito tempo, ela precisava fugir.

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Então, ela abriu a janela, mas ela estava no 13° andar, e ela não tinha para onde fugir, até que o diabo consegue entrar no quarto e ele estava chamando pelo seu nome, Mônica não via alternativa, a não ser pular pela janela.

Ela sabia que morreria então Mônica pulou, e foi onde que um dos braços do diabo puxou-a de volta para dentro. Mônica sem entender nada, ficou paralisada no canto da cama, então o diabo diz o que ele quer, ele quer a alma de Mônica para habitar o corpo do diabo. Mônica tenta fugir, mas o diabo a pega e divide o corpo

em dois pedaços. Suas entranhas estavam para fora, uma cena chocante, o corpo de Mônica foi dividido ao meio, o diabo jogou o pedaço da cintura pra baixo em um lado da casa e o outro pedaço em cima da cama de

Robson.

No dia seguinte as autoridades acharam o corpo de Mônica em pedaços pela casa, e em uma de suas mãos estava segurando o papel que dizia “Não apague a luz”.

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O MOSTEIRO DE SATANÁS

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1952, quinta feira, dia 23 de dezembro. Leonel sai de casa para passar o natal com a família no Rio de Janeiro.

Nas estradas mineiras chovia como ele nunca tinha visto antes. Sozinho no carro Leonel sentiu um calafrio como se estivesse prestes a morrer. Na mesma hora ele parou o carro. Começou a sentir febre e a suar frio. Na estrada não passava um veículo e a chuva tinha apertado mais. Quase cego com a tempestade Leonel avista uma luminosidade não muito longe dali. Caminhando com dificuldade o pobre homem chega até o portão do

queparecia ser um mosteiro franciscano . Ele bate na porta e grita por ajuda mas desmaia antes dela chegar.

Leonel acorda com muita dor de cabeça em um quarto escuro. Ele estava deitado numa cama simples e pela janela podia ver que a chuva não havia reduzido. Quando tentou levantar-se da cama a porta se abre e um homem alto vestido de monge entra no quarto. "Você deve deixar o mosteiro imediatamente." falou, com uma voz preocupada. "Estou doente, não podem me mandar embora deste jeito, por favor deixe-me ficar.", agonizou Leonel quase chorando. O monge não disse mais nada e se retirou do recinto. Preocupado em ter que ir embora Leonel se levanta e sai do quarto sorrateiramente. O lugar mais parecia um calabouço medieval. O coitado não sabia o que fazer. Por instinto Leonel desce as escadas da masmorra. Uma voz o chama. Ela vem de uma cela, a

porta está trancada e pela pequena grade um homem magro de cavanhaque conversa com Leonel. "Amigo, você precisa me ajudar. Esses monges me prenderam aqui e me torturam quase diariamente. E eles farão isso com você também se não fugirmos logo. Por fa..."Antes do sujeito concluir o monge alto grita com Leonel. "Saia daí!!!" agarrando-o pelo braço o monge arrasta o enfermo rapaz escada acima. O pobre Leonel não tinha forças

para reagir e foi levado facilmente.

Já em uma sala gigantesca repleta de monges Leonel se vê como um réu sendo julgado. O franciscano que parecia o líder falou. "Rapaz, você deve ir embora imediatamente. Foi um erro nosso tê-lo deixado entrar aqui.

Sabemos do seu estado de saúde mas não podemos deixá-lo ficar". Leonel mal ouviu o homem e desmaiou novamente. O infeliz viajante acorda mais uma vez na masmorra.

A porta do quarto estava aberta e Leonel sai a procura do homem que estava preso no andar de baixo. Sem vigília, ele consegue chegar até a cela do magrelo. Mal se aproxima e Leonel é surpreendido com o sujeito na pequena grade já pedindo ajuda. “Por favor, me tire daqui. Eles vão nos torturar, eles são de uma seita maligna.

São adoradores de Satanás.” Tremendo como uma vara verde em dia de chuva, Leonel corre atéum pequeno depósito em busca de uma ferramenta capaz de abrir a cela. Minutos depois ele retorna com um imenso pé de

cabra.

Com um pouco de esforço a porta é arrombada. O sujeito magro sai correndo da cela e rindo como se uma piada hilária tivesse acabada de ter sido contada. Sem saber do que se tratava, Leonel corre também, mas dá de

cara com um monge de quase dois metros de altura. “ O que você acaba de fazer, maldito?!” Rugiu o franciscano. “Me solte! Me solte seu filho de Satanás!” Gritava Leonel tentando se soltar do agarrão do monge.

Com um olhar de temor e raiva o homem alto encara o pobre Leonel... “Você não sabe o que fez... sua vida está condenada agora. Você acaba de libertar o próprio Satanás. E ele fará de você o seu servo predileto. Sua alma será dele”. Logo após o monge ter terminado de falar Leonel dá um grito de pavor... seu último grito de pavor.

Naquele instante o pobre e inocente viajante acaba de ter um fulminante ataque cardíaco que levou sua alma literalmente para os quintos dos Infernos, ao lado do, agora, seu eterno mestre, Satanás.

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AS FLORES DA MORTE

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Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos ela. E

para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.

Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave,

e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte.

Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava

dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração.

Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas era a mãe da Berenice. A única coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Berenice estava morta há 10 anos.

A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo.

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UM ERRO NO CALENDÁRIO

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Quem o visse sentia-se atraído para ele por uma fatalidade irresistível. O olhar encovado e cintilante tinha a fascinação da onça refalsada. A estamenha monástica da humildade era uma arma de que se servia. A cor sombria do remorso, que o ralava interiormente, sabia invertê-la tão bem na maceração da penitência, que

assim fácil lhe era devassar todas as consciências, e submetê-las ao seu capricho, tiranizá-las, alimentando sempre uma infinidade de horrores futilíssimos, com que as trazia suspensas. Cabisbaixo, meditando continuamente um longo plano de vingança, de uma sevícia obscura e mesquinha, os que o viam achavam naquela gravidade satânica de monge um ar contemplativo de compunção piedosa. O frade fez-se Diretor espiritual. De uma extração ilustre, rico, herdeiro de um grande nome, porque desprezaria as pompas do mundo, os amores do século, as glórias? Acordar-lhe-iam os anos todos esses sentimentos a um tempo na alma,

e o horror do impossível torná-lo-ia hipócrita, apagando-lhe a esperança com o sopro do cinismo? Ele amara a filha de um velho fidalgo de Espanha, que desejava também realizar essa aliança dos seus pergaminhos com as grossas somas do enamorado de Hernanda, a madrilena engraçada, de ingênua desenvoltura. Hernanda, na

morbidez voluptuosa da sua natureza oriental, nunca mais sorriu, nunca mais deixou ver aquela alegria impaciente que a animava, logo que soube a resolução da família. Detestava o galanteador, aborrecia-o de morte, resistindo sempre às instâncias e ameaças do pai, que procurava sacrificá-la aos interesses e pompas do

seu brasão de armas. Hernanda tinha um amor de infância, puro, recôndito; como um raio de luz que nos fecunda ao desabrochar da vida, aquela afinidade precoce e ignorada de todos fora uma intuição do sentimento. Amaram-se longo tempo sem saber o que era amor. Quando um dia acordaram à luz sentiram necessidade um do outro, a ansiedade de uma mesma aspiração identificou as suas almas para sempre. Cedo o

noivo proposto soube da existência de um rival obscuro. Procurou-o, farejou-o na sombra, lançou-lhe o repto.

Encontraram-se. Ambos corajosos e fortes bateram-se destemidos num duelo a todo o transe.

Logo que Hernanda soube da morte do seu amor primeiro jurou um ódio eterno ao assassino. O velho fidalgo não compreendia estas coisas; ameaçou-a com o convento. A ideia da clausura, em vez de amedrontá-la, sorriu- lhe; era um refúgio, o único que lhe restava no mundo, depois de perdida a esperança que resume todas as que se podem ter na vida. Professou. O galanteador assistiu impassível na igreja, para ouvi-la pronunciar os votos.

Havia naquela coragem uma alegria selvagem, egoísta, para ver que a mulher que ele amava debalde não havia de pertencer a mais ninguém. Depois de satisfeito este instinto, lembrando-se de que fora ludibriado, desprezado, passou-lhe pela cabeça uma ideia atroz de vingança. Queria salvar o seu orgulho ferido. Lembrou- se também de abandonar o mundo, esconder-se debaixo da cúpula monástica. Para os que o conheciam foi um

rasgo heroico de resignação; para ele era um meio de poder ver de mais perto Hernanda: só assim podia torturá-la, vir a ser seu Diretor espiritual.

O sossego da solidão deixa apreciar os ruídos mais imperceptíveis; Hernanda, na mudez da cela, na ausência completa de interesses que lhe povoassem a existência, era impressionada profundamente pelos sentimentos

mais leves que lhe passavam na alma como as auras suaves pelas cordas de uma harpa. A imaginação desenvolvera-se a tal ponto, que a fazia sofrer. Foi assim que frei Pedro, o disfarçado monge, veio a ser seu

Diretor de consciência. Ele exagerava as doutrinas místicas do dualismo, o predomínio do mal, essa luta incessante do espírito contra a carne, fortificada pelas mortificações do corpo, pela vigília, cilícios, jejuns, e orações fervorosas. Provocava-a a abstrair do gozo dos sentidos, a contrariar a natureza e abnegar da vida.

Apontava-lhe a natureza risonha e luxuriante como uma voluptuosidade, o regozijo e sede de amor que a harmonia do universo infunde como uma infração à regra austera da perfectibilidade. Era preciso a solidão para

gozar essa existência íntima, recôndita, e arrebatar-se até Deus. Com o silêncio imposto, arvorado em preceito, exaltou-lhe a vida interior, e o tumulto de ideias que se sucediam prolongava a excitação cerebral. A vigília

extensa e contínua, a maceração e a leitura piedosa foram-lhe desconcertando o equilíbrio nervoso.

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tremendo na penumbra do confessionário. Foi então que o monge, depois de a ter desprendido pela ascese insistente dos limos da terra, lhe começou a falar de amor, o amor divino, a ansiedade preenchida pelo vácuo, a sede mitigada com a calma do deserto. A imaginação perdida nesse ideal vago, sem realidade possível, delirava,

revestia a imagem palpável com todos os encantos de um devaneio sensual, dava-lhe vida, amor, para corresponder ao que tumultuava na sua alma solitária. Mulher, menos curiosa da razão suficiente das coisas,

sujeita a perturbações histéricas, enamorava-se da cara altiva e conjuntamente modesta do Cristo, como a representavam os pintores da Idade Média; esquecia-se da vida exterior, parecia que a alma livre se absorvia na

imanência da divindade. Era este amor, inspirado pelas imagens dos templos, tão desvairado como a paixão do artista grego pela estátua ebúrnea que palpitava debaixo do escopro. Santa Rosa de Lima amava uma imagem

da Virgem que tinha nos braços o bambino. Osana de Mântua, diante de uma imagem linda, caía em êxtase.

Estas figuras de Jesus, radiantes de candura e fascinação, belas, falavam aos sentidos; é por isso que o amor divino tem na sua veemência e transporte um caráter sensual, como o exprimiram o solitário da Úmbria nos seus cantos a Santa Clara, S. João da Cruz a Santa Teresa de Jesus, Madame Chantal e S. Francisco de Sales, Fenelon e Madame Guyon. O Diretor espiritual da desditosa Hernanda, descrevendo-lhe o amor divino, isento da zelotipia das paixões do mundo, não tendo a alma cândida de nenhum desses apaixonados e santos poetas,

pressentira, dois séculos antes, a teoria ascética de Molinos. Tinha em vista matar o pecado pelo pecado. Era impossível já. Hernanda pairava em espírito pelo empíreo; sua alma pura abismara-se na imensidade do foco de

todo o amor. O êxtase em Hernanda, originado pelo fervor piedoso, era o entorpecimento dos sentidos, um sonho indolente à cadência dos inefáveis concertos das cítaras dos querubins. Então o Diretor de consciência

descobriu uma nova tortura para flagelá-la; tinha um prazer infernal em tornar-lhe lento o sofrimento.Ele mostrava-lhe que era o êxtase o mais alto favor do céu concedido aos seus eleitos, e descobria ao mesmo tempo como isso era para todos os grandes santos uma provação difícil, pelo terror dos próprios merecimentos.

São Paulo, o que melhor revelou nos seus escritos o espírito do cristianismo, na Epístola segunda aos Coríntios, fala deste terror. Naquela virgindade tímida da alma, o corpo foi caindo em inanição; tinha uma imobilidade

beatífica.

Apesar de todos os flagícios e macerações, o rosto conservava ainda a frescura da rosa entreaberta, rociada pelo orvalho matutino. No passamento das virgens, sereno como o declinar de uma aurora vespertina de primavera, Jesus visitava as suas desposadas, como referem os legendários. Hernanda abrasara-se no amor ardente do céu;

o vácuo absorvera-lhe o derradeiro alento e a sua alma soltou-se na anciã do infinito. Alta noite, sentiram-se umas harmonias transbordando em enchentes do órgão do mosteiro; era uma musica indizível, nunca ouvida na

terra. Foram ver; ninguém percorria o teclado. Melodias suavíssimas e remotas derramavam-se da cela de Hernanda. Entraram. Respiravam-se perfumes aéreos em torno dela. Um sorriso diáfano, angélico, lhe ficara nos

lábios desbotados, como a ultima vibração de uma harpa que se quebrara; parecia a encarnação de um sonho melífluo das harmonias de Palestrina. II Desde o romper da alva que os sinos da Catedral ecoavam clangorosos num dobre funerário; o povo agitava-se inquieto pelas ruas, como na impaciência de uma grande festa. Era o dia

de um Auto de Fé em Espanha, uma solenidade extraordinária, com que se celebrava e honrava a coroação dos reis, o nascimento do herdeiro presuntivo, e a sua maioridade; era o grande drama judiciário da velha jurisprudência teocrática revestido dos horrores do símbolo, mesclado de sangue derramado pelo fanatismo e prepotência monacal. A procissão vinha coleando ao longe, com uma gravidade fúnebre, misturada de risos do rapazio que tudo parodia. Por todas as janelas negrejavam cabeças, donzelas engraçadas, contentes, distraídas

com a festividade aparatosa. À frente das confrarias e irmandades, os carvoeiros traziam a lenha para a fogueira, imitando o passo da Escritura, em que Isaac caminhava para a montanha do sacrifício. Seguiam-se em

filas extensas os frades dominicanos, arvorada na frente a cruz branca, e o bolsão inquisitorial de damasco

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vermelho do duque de Medina Celli. Os penitenciados vinham vestidos de um modo irrisório e grotesco, descalços, cobertos de um sambenito, com um chapéu afunilado, com figuras cabalísticas, diabos, labaredas e caveiras pintadas. A multidão pávida e crédula, sentia aquela grande contradição do coração humano, apupava

os miseráveis que interiormente a comoviam e lhe arrancavam lagrimas de compaixão. Chegados próximo do estrado real, o Inquisidor geral veio receber o juramento da extirpação das heresias. Os brandões crepitavam nas mãos dos condenados; tornavam mais lúgubre o momento. Depois viu-se levantar uma figura macilenta, a cabeça encoberta no capuz, cruzadas as mãos sobre o peito em que tinha repousado um crucifixo, o mesmo que

um dia apresentara diante dos reis católicos Fernando e Izabel, dizendo-lhes que o vendessem por trinta dinheiros, já que se queriam tornar menos rigorosos contra os judeus.

Era o pregador frei Pedro. A voz taurina fazia estremecer as turbas, representando-lhes ao vivo, nos esgares e visagens que fazia, os terrores das penas do inferno. A multidão estava suspensa perante as vociferações sangrentas do dominicano. — Sabes... (disse um desconhecido para um cavaleiro ainda novo, que estava atento)

não o conheces? O outro respondeu-lhe em voz baixa, de um modo quase imperceptível: — Ah, és tu, Diego Ortis? Bem o conheço pela fama do seu nome. É Pedro de Arbués. — E não te sentes possuído de raiva ao pronunciar esse nome de um hipócrita e assassino? — Assassino? — Sim! Bem o deveras saber, porque é a ti a

quem compete a vingança. Ele pretendeu por todos os meios desposar Hernanda, tua irmã. Lembras-te? Era rico, e o teu pai desejava com todas as veras da alma este enlace. A infeliz menina resistiu sempre, até que se viu obrigada a professar num mosteiro, abandonada da família. Não é verdade isto? Ferido no orgulho, ele meteu-se a padre, disfarçou-se debaixo da cúpula monástica e fez-se seu Diretor espiritual. Matou-a lentamente

com jejuns e macerações, com a lembrança contínua da tentação e da condenação eterna. Pobre Hernanda! O mundo disse que morrera como uma santa; Deus sabe que desesperos profundos lhe abalaram a vida, e quantas

vezes, no íntimo da alma opressa, não amaldiçoou a hora do seu nascimento! — E como sabes isso? — Como o sei? Eu digo-te só que a vingança não dorme. Também tenho um legado de sangue a cumprir. Era o meu irmão o apaixonado, o eleito de Hernanda. Se há nada mais santo do que um amor que nos acompanha desde a infância,

Alonso Ortis, doestado pelo rival audacioso, bateu-se generosamente e caiu ferido, morto à traição.

Já compreendes tudo. — Inferno! Para que me disseste essas coisas aqui, entre esta gente? Sinto a convulsão da raiva que prostra, a sede de sangue que me atira para ele. Hernanda! a desgraçada, a silenciosa, a tímida, que tudo sofreu e nunca soube queixar-se! Eu quero trocar todas as tuas dores por um prazer egoísta de vingança.

Fala-me, Diego Ortis; o que queres de mim? — Quero prudência! Eu tenho esperado dia e noite, por toda a parte, e nunca o tenho encontrado! Nunca esta mão deixou de repousar sobre o punhal, e ainda me parece que

não é chegado o momento. A este tempo o frade estava na peroração do discurso; a turba batia nas faces, consternada, por terra. Os dois vultos permaneciam de pé, insensíveis. O pregador desceu do púlpito e vinha

acercando-se deles com um olhar ameaçador, para repreendê-los da insólita irreverência. O jovem fidalgo precipitou os planos de vingança, e arremeteu com um punhal no ar: apesar do ímpeto com que foi brandido

resvalou sobre o hábito que encobria debaixo uma armadura cerrada. Ergueu-se um sussurro repentino. Era impossível a salvação; com a ânsia do desespero, Diego Ortis descarregou-lhe prontamente sobre o crânio tonsurado a sua espada de cavaleiro. O povo alarmou-se e ia a precipitar-se sobre os facínoras; recuou de horror

diante da impassibilidade dos dois. A estatura corpulenta do padre tomou as proporções de um Golias, derrubado, banhado de sangue negro, a massa encefálica derramando-se pelas suturas fraturadas do crânio.

Fazia horror. Naquele mesmo dia os dois assassinos foram penitenciados; interrompeu-se a missa, e a procissão prosseguiu levando-os para o quemadero, onde, com os demais, foram devorados pelas chamas. Seguiram-se as pesquisas, as vexações e os sequestros; com os seus processos tenebrosos a Inquisição lançou a rede por sobre

muitas famílias. A Espanha era, como se disse, uma grande fogueira. Mas como há uma antítese fatal na natureza humana, manifestada muitas vezes, a cada instante da vida, na transição instantânea do sublime ao

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canonização do frade pregador, que ainda hoje se venera nos altares e de quem reza a folhinha com o nome de S. Pedro de Arbués.passagens aereas azul.

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O MISTÉRIO DO CASAL

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cidade. Vivia nela um casal de idosos, Dona Elisabeth e o Senhor João, ambos eram doentes e ninguém da vizinhança gostava deles. Para as pessoas, eles eram dois coitados, que estavam ali a mais tempo e não serviam

para nada.

Certo dia, Michel, um dos vizinhos do casal, resolve sair à noite para caminhar pela vizinhança, pois naquela humilde e recinta vizinhança não tinha nenhum tipo de assalto, roubo ou morte, era simplesmente tranquilo e você podia caminhar à noite que nada acontecia. Michel era o pior de todos, talvez, o pior e mais terrível garoto da vizinhança. Ele não gostava da ideia de ter um casal de idosos morando ao lado da casa dele. Então, resolveu fazer uma coisa boa para todos, decidiu executar o casal de idosos na calada da noite. - Uma coisa bem fora do

normal, Michel poderia ser quem ele era, mas quem suspeitaria que ele tivesse matado o casal de idosos? Ele era o pior dos garotos da vizinhança pois estava sempre aprontando, seus pais sempre o defendendo na frente dos vizinhos, mas em casa, ficava de castigo quase sempre, por desobedecer, mas matar alguém? Seria demais

para um garoto de apenas 15 anos.

Ao chegar em frente a casa deles, ele se depara com um jardim muito bonito e muito bem organizado. Ele bate na porta, e o velho de 72 anos, magro, com o rosto enrugado por causa da idade, abre a porta e pergunta o que ele quer. Michel com medo, respondeu que gostaria de entrar, pois estava fazendo uma pesquisa do colegial com toda a vizinhança. Aquilo foi um inventário de hora, o Sr. João fez uma cara de quem não acreditou mesmo,

e deveria, quem sai na rua pela vizinhança as 11 horas da noite para fazer uma pesquisa do colégio, por algum motivo, mesmo não acreditando na história do garoto, o velho de 72 anos deixa-o entrar, e a Dona Elisabeth

pede para o menino se acomodar no sofá da sala, e começa a oferecer doces e algo para beber. - Estranho, Michel cresceu naquela vizinhança, e sempre ouvia dizer que o único casal de idosos da rua eram rudes, extremamente bravos, mas, nada do que eles falavam parecia fazer sentido, até agora, sentado naquele sofá

velho se sentiu acomodado e muito bem recebido.

Michel aceita tudo, tentando parecer ser "querido" para o casal. Ele acreditava que o casal seria tudo aquilo de ruim que os vizinhos falavam, mas ele se surpreendeu, pois os dois pareciam ser pessoas de bem. O casal pergunta para o menino sobre o que era sua pesquisa. - Michel não teria coragem de fazer a atrocidade que pensava em fazer, maltratar doces e adoráveis idosos, pensou. Ele não podia fazer isso. Enquanto pensava, o velho de 72 anos se levanta e vai até a cozinha, parecia estar pegando uma faca e cortando uma fatia de bolo, talvez para oferecer ao menino. Michel decide ir embora, deixá-los em paz, ele se levanta e diz que não poderia

ficar e agradeceu pelas coisas oferecidas, quando ele olha para a senhora sentada ao seu lado, e diz até logo.

Nesse momento, o velho carrancudo de 72 anos pega a mesma faca que usou para cortar a fatia de bolo e atirá nas costas do menino que já estava com a mão na maçaneta da porta prestes a voltar pra casa. Foi tudo tão

rápido, logo depois do golpe, Michel cai no chão desacordado.

Por algum motivo que é desconhecido, o casal de idosos levou o garoto até o cemitério e cavou um buraco para enterrá-lo. O casal enterrou Michel desacordado, mas não morto, enterraram o menino vivo. Por alguma razão, todas as pessoas que tentam investigar a vida do casal, acabam desaparecendo. Até hoje, não se sabe ao certo

quantas pessoas o casal matou, e até agora, não se sabe o motivo. O casal frequenta a igreja católica de sua vizinhança e mal saem de casa. Muitos falam que são bruxos, outros, somente que são pessoas do mal, mas até

hoje, quem realmente quis saber a verdadeira história dos dois, não sobreviveram para contar.

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O ABANDONO

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14 de setembro de 2012.

Era noite de sexta-feira, Nícolas um garoto de 12 anos estava sozinho em casa esperando seus pais chegarem de uma janta de amigos. Sua vida era perfeita, tinha vários amigos e seus pais eram perfeitos. Pelo menos costumavam ser. Ele dizia ter vários amigos, mas na verdade eram só colegas, Nícolas não tinha amigos, era novo na cidade e ainda não tinha feito novas amizades, somente o companheirismo de seus colegas de escola.

Nícolas estava deitado em seu quarto quando seus pais chegaram. Ele nunca tinha visto e nem presenciado alguma briga entre seu pai e sua mãe. Eles chegaram gritando um com o outro, pelo tom de voz de seu pai, Nícolas percebeu que ele estava bêbado e sua mãe estava sóbria, tentando acalmar seu pai. Nícolas nunca achou que veria aquilo acontecendo, ele estava de pé ao lado da porta do quarto e seus pais estavam subindo

as escadas discutindo quando seu pai, Rogério bate em sua mãe. Para Nícolas aquilo era surreal, ele nunca esperaria aquilo do pai dele. Seu pai pegou Rosa, sua mãe, pelo cabelo e a jogou contra uma mesa que se encontrava no canto direito do corredor de acesso aos quartos. Rogério gritava e quanto mais gritava mais batia

em sua esposa. Rosa chorava e gritava pedindo socorro, Rogério a chamava de vadia e vagabunda, e lá ia Rogério com mais chutes e socos em sua esposa. E Nícolas? Onde ele estava? Estava paralisado de medo em frente à porta de seu quarto, desta vez, a porta estava aberta e Nícolas estava em frente a porta olhando fixo

para seu pai, sem acreditar no que estava vendo. Seu pai para por um momento e olha para o teto como se estivesse tentando escutar alguma coisa, um som ou coisa assim. Rogério fixa seu olhar em Nícolas, e fica pensativo por um instante até que ele corre e puxa Nícolas para perto de sua mãe. Era uma cena horrível, conta

Nícolas. Sua mãe estava quase desacordada, estava tonta e Nícolas sabia que ele era o único que podia salvar sua mãe das mãos de seu pai. Seu pai corre e desce as escadas e vai até a cozinha. Nícolas sabia o que ele queria, ele estava procurando alguma coisa para machucar mais ainda sua mãe, ou até mesmo ele. Nícolas puxa

sua mãe até seu quarto, tranca a porta, pega seu caderno e vai para dentro do seu armário. Lá, Nícolas estava escrevendo tudo o que viu e o que estava prestes a acontecer. Ele ainda não estava entendendo o que levou seu

pai a fazer uma coisa dessas, seu pai sempre foi muito atencioso e responsável, nunca brigou assim antes.

Nícolas para e escuta os passos de seu pai subindo as escadas, por algum motivo seu pai não entrou no quarto, o que se podia escutar eram passos e mais passos no corredor. Nícolas sentiu cheiro de gasolina, e agora ele já estava imaginando o que seu pai estava tentando fazer. Rogério iria colocar fogo na casa. Nícolas surtou, pensou

em sair do armário, mas e se seu pai não entrou no quarto porque não sabia onde os dois estavam escondidos?

Nícolas não podia arriscar. Ele tentava reanimar sua mãe, mas nada. Então, Nícolas abre a porta do armário devagar para não fazer muito barulho, e vai em direção da porta e quando chega, seu pai acende um fósforo e

joga no chão. O corredor junto com as paredes da casa começa a ficar em chamas, Nícolas abre a porta e grita para seu pai para que ele os salve e que faça alguma coisa, mas seu pai o olhou fixo e desceu as escadas correndo em direção à porta da frente. Nícolas e sua mãe não tinham para onde fugir, estavam presos. Rogério

os abandonou ali, Nícolas foi e tentou acordar sua mãe, mas ela parecia estar morta, então, Nícolas tentou as janelas do quarto, mas elas estavam barradas com ferro trancando a passagem.

Nícolas e sua mãe não tinham para onde fugir, eles morreriam ali mesmo, as chamas já estavam entrando em seu quarto e em questão de segundos eles estariam mortos, então, para que todos soubessem o aconteceu, Nícolas pegou seu caderno e foi até a janela, jogou o mais longe possível para que alguém visse e lesse. Depois,

Nícolas voltou para o armário, trancou a porta e permaneceu lá dentro até tudo acabar.

Os bombeiros chegaram depois de 1 hora, e levaram mais 3 horas para apagarem o fogo. Os policiais encontraram o caderno de Nícolas jogado a mais ou menos 5 metros da casa. E no fim dizia “Eu e minha mãe

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estamos presos no armário do quarto de cima, meu pai colocou fogo em nossa casa e minha mãe está desacordada, meu pai nos abandonou e isso...” Nícolas não conseguiu terminar de escrever, pois estava sem tempo. Depois que as chamas foram apagadas subiram até o quarto de cima e abriram o armário. Encontraram somente os ossos de Nícolas e Rosa abraçados no canto do armário. Rogério foi encontrado morto enforcado a

alguns quilômetros da casa. Nunca foi descoberto o verdadeiro motivo do incêndio e da agressão.

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UMA LIÇÃO PARA RECORDAR

Referências

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