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O PAPEL (E FUNÇÕES) DO E-FORMADOR E E-MODERADOR

No documento Plataformas Colaborativas e de Aprendizagem (páginas 37-40)

Capítulo III | Comunidades Virtuais de Aprendizagem

3.7. O PAPEL (E FUNÇÕES) DO E-FORMADOR E E-MODERADOR

Na formação a distância, nomeadamente nas modalidades e/b-learning, são utilizados diversos termos para definir o papel do formador, nomeadamente formador, E-formador, tutor, E-tutor, moderador, E-moderador, entre outros. Todavia, têm sido utilizados mais comumente os termos e-formador, formador virtual, E-tutor e tutor online que continuam a ser utilizados de forma indiscriminada, embora consideremos que o termo E-tutor será o mais adequado.

As funções inerentes a cada um dos papéis acima descritos são diferentes de acordo com o contexto em que se inserem, nomeadamente a nível da “(…) conceção das ações, até à sua implementação e condução, passando pela criação de conteúdos.” (Rodrigues, n/d).

Por norma, a implementação e condução das ações de formação diz respeito aos tutores ou moderadores. Deste modo, o E-tutor/E-formador tem como responsabilidade planear, implementar, orientar, monitorar e avaliar uma ação de formação a distância. Para desempenhar tais papéis é fundamental que exista uma formação de base que deverá ser complementada com a formação contínua tendo em conta que as Tecnologias de Informação e Comunicação e respetivas ferramentas estão em constante inovação.

Deste modo, os E-tutores têm um papel fundamental em todo o processo de ensino-aprendizagem, sendo fulcrais todas as suas competências e habilidades.

3.7.1 Competencias Exigidas ao E-Tutor

Os E-tutores são, por excelência, o rosto de uma entidade ao nível dos processos formativos, como tal devem estar devidamente preparados e enquadrados relativamente a esta. O processo de recrutamento e seleção destes profissionais deve ser rigoroso, assumindo uma importância fulcral para o sucesso dos cursos.

A nível académico existem diversos cursos que visam formar profissionais para a formação a distância, nomeadamente Ciências da Educação com especialização em Pedagogia do E-learning ou TIC e Educação com especialização em E-E-learning. No entanto existem ainda outros cursos de especialização em formação a distância para formadores que têm outras habilitações literárias.

O E-tutor necessita de possuir competências ao nível técnico, conferidas pelas suas habilitações de base e ao nível pedagógico, conferidas pelo CCP, para além de tal é recomendado o curso de E-tutor.

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Assim, o e-formador é responsável por planear, implementar, orientar, monitorar e avaliar uma ação formativa em regime e-learning. Deve facilitar e organizar a participação dos formandos. Tem de fomentar, estimular e orientar as interações entre:

• formador e formando;

• formando e conteúdo,

• entre formandos

A forma como o e-formador se relacionar com os formandos (ou e-formandos) deve ser de especial atenção pelo facto de o processo ensino e aprendizagem ser feito numa relação não presencial. Isto claramente obriga a uma preparação diferente daquela que é tomada para uma acção formativa presencial. Questões como proximidade, empatia e resolução de problemas e dúvidas imediatas são difíceis de criar numa acção e-learning, ou seja, numa acção não presencial. Daí que as capacidades da plataforma que recebe essa acção poder ter formas, quer síncronas quer assíncronas de resolver as dúvidas/problemas dos formandos. Quanto a criar empatia e proximidade, dependerá sempre da forma como o formador “fala” com os formandos.

O e-formador necessita de constante actualização para, em contextos de mudança e evolução, estar sempre a par e em contacto com os e-formandos de forma activa e credível.

De seguida apresentamos uma lista das competências de um e-formador (note que estas competências são em tudo necessárias quer para o ensino á distância quer para o presencial)

Competências tecnológicas:

• Versatilidade na utilização de computadores, hardware e software;

• Versatilidade na utilização de sistemas operativos;

• Capacidade para utilizar, com rigor técnico, diversas aplicações informáticas. Competências pedagógicas

• Conhecer diversos softwares educativos adequados à aprendizagem a realizar por parte dos formandos;

• Ter a capacidade de integrar adequadamente a pertinência da utilização de determinados softwares educativos;

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• Utilizar os recursos multimédia com vista à construção de conhecimentos, servindo como impulso ou motivação para os formandos se interessarem, dedicarem e desenvolverem a aprendizagem;

• Incutir a responsabilidade e importância da realização das atividades de acordo com os tempos e objetivos definidos;

• Adotar estratégias diversificadas e adaptá-las sempre que necessário para motivar os formandos a envolverem-se na sua aprendizagem;

• Fomentar a pesquisa autónoma nas diversas fases do processo formativo e disponibilizar-se para a respetiva validação;

• Trabalhar em equipa com o E-coordenador. Competências comunicacionais

• Gerir todo o processo de comunicação, tanto a nível síncrono como assíncrono;

• Saber lidar com a multiculturalidade e respetiva implicação no processo formativo, nomeadamente a nível comunicacional;

• Fomentar o trabalho de projeto no grupo em formação;

• Possuir maturidade emocional, empatia para com os formandos, habilidade para mediar questões, liderança e cordialidade (Machado, 2003).

Em síntese, o e-formador deve ter as seguintes qualidades:

Positivo – Na medida em que deve estabelecer ligações, entusiasmar os formandos e auxiliá-los tendo em conta as suas dificuldades;

Proativo – Identificar os momentos em que deve agir e fazê-lo;

Paciente – Ser compreensivo para com as necessidades dos diversos formandos e ajustar as atividades sempre que necessário e se justifique;

Persistente – Servir de guia dos formandos impedindo-os de se afastarem do foco do curso.

Em suma, para assumir as funções inerentes à profissão de E-tutor é necessário possuir ou desenvolver as competências mencionadas para adotar o papel de animador e facilitador das aprendizagens.

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