De acordo com o novo Código de Processo Civil, o processo será suspenso pela convenção das partes por prazo máximo
a) de 30 dias.
b) de 06 meses.
c) de 1 ano.
d) de 05 anos.
e) igual ao de prescrição ou decadência da pretensão ou direito em causa.
RESOLUÇÃO:
O CPC/2015 permite que as partes suspendam o processo por acordo entre elas:
Art. 313. Suspende-se o processo:
II - pela convenção das partes;
E qual seria o prazo?
§ 4º O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II.
Resposta: B
15.
(FCC – TRE/SE - 2015)O processo “A” foi suspenso porque a sentença de mérito depende do julgamento de outra causa; o processo “B”
foi suspenso porque a sentença de mérito não pode ser proferida senão depois de produzida certa prova, requisitada a outro juízo. Nestes casos, de acordo com o Código de Processo Civil brasileiro,
a) o período de suspensão não poderá exceder seis meses no processo “A” e um ano no processo “B”.
b) o período de suspensão não poderá exceder seis meses em ambos os processos.
c) o período de suspensão não poderá exceder um ano em ambos os processos.
d) o período de suspensão não poderá exceder um ano no processo “A” e seis meses no processo “B”.
e) não há previsão de um prazo limite para a suspensão de ambos os processos.
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar cada um dos processos:
Processo A: a sentença de mérito depende do julgamento de outra causa. Temos aqui uma situação de prejudicialidade externa.
Processo B: a sentença de mérito não pode ser proferida senão depois de produzida certa prova, requisitada a outro juízo.
Em ambos os casos, o processo deverá ser suspenso por no máximo 1 ano!
Art. 313. Suspende-se o processo:
V - quando a sentença de mérito:
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente;
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo;
§ 4º O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V (...).
Portanto, o período de suspensão não poderá exceder um ano em ambos os processos!
Resposta: C
16.
(FGV – TJ/AL – 2018)Em uma audiência de instrução e julgamento, os procuradores do autor e do réu perceberam a possibilidade de se obter uma composição extrajudicial do feito, uma vez que esta não era possível naquele momento. Assim, convencionaram, em conjunto, pelo sobrestamento dos atos do processo pelo prazo de um ano, por considerarem
que esse seria o tempo máximo necessário para que obtivessem junto aos seus clientes a solução amigável do conflito.
Nesse quadro, deverá o julgador:
a) admitir a suspensão do feito pelo prazo de um ano, pois há que se fomentar a atividade de composição dos conflitos;
b) inadmitir a suspensão do feito pelo prazo pretendido, uma vez que o prazo máximo, nessa hipótese, seria de seis meses;
c) inadmitir a suspensão do feito e designar nova data para a audiência, intimando todos os presentes desta decisão;
d) extinguir o feito, uma vez que a hipótese em tela seria equivalente à paralisação do feito por negligência das partes;
e) extinguir o feito, uma vez que a hipótese em tela é tratada como abandono da causa por parte do autor.
RESOLUÇÃO:
Você já está careca de saber qual o prazo máximo de suspensão do processo por acordo (convenção) entre as partes, não é mesmo?
→ A suspensão do processo por convenção das partes, não poderá ultrapassar o prazo máximo de seis meses!
Art. 313. Suspende-se o processo:
II - pela convenção das partes;
§ 4º O prazo de suspensão do processo nunca poderá exceder 1 (um) ano nas hipóteses do inciso V e 6 (seis) meses naquela prevista no inciso II.
Portanto, deve o juiz inadmitir a suspensão do feito pelo prazo pretendido, uma vez que o prazo máximo, nessa hipótese, seria de seis meses (B)
Resposta: B
17.
(FGV – MP/RJ – 2016)De acordo com a disciplina processual vigente, a hipótese que NÃO dá azo à suspensão do feito é:
a) o requerimento, formulado na petição inicial, de desconsideração da personalidade jurídica;
b) a perda da capacidade processual de qualquer das partes;
c) o vínculo de prejudicialidade externa;
d) a convenção das partes;
e) a admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas.
RESOLUÇÃO:
Vamos recordar as causas de suspensão do processo civil?
Art. 313. Suspende-se o processo:
I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador;
(alternativa b)
II - pela convenção das partes; (alternativa ‘d’) III - pela arguição de impedimento ou de suspeição;
IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas (alternativa ‘e’);
V - quando a sentença de mérito:
a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente; (Alternativa C – “vínculo de prejudicialidade externa)
b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo;
VI - por motivo de força maior;
VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo;
VIII - nos demais casos que este Código regula.
IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo constituir a única patrona da causa;
(Incluído pela Lei nº 13.363, de 2016)
X - quando o advogado responsável pelo processo constituir o único patrono da causa e tornar-se pai.
Já encontraríamos a resposta correta por exclusão. Contudo, vamos analisar a suposta causa de suspensão do processo que restou: ‘o requerimento, formulado na petição inicial, de desconsideração da personalidade jurídica’
Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial.
§ 1o A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas.
§ 2o Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica.
§ 3o A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2º (requerimento de desconsideração da PJ na petição inicial).
Portanto, tal requerimento não suspenderá o processo, o que faz com que a alternativa ‘a’ a seja marcada!
Resposta: A
18.
(VUNESP – PGM de Alumínio/SP – 2018)Lucas trafegava com sua moto quando foi vítima de um acidente de trânsito, em que colidiu com o carro de Nicolas, que dirigia o veículo no momento da batida. Em decorrência da colisão, Lucas teve seu pé amputado. Há em trâmite uma ação penal onde se verificam as causas do acidente e eventual responsabilidade penal de Nicolas pelo evento lesivo. Lucas propôs posteriormente à ação penal, uma demanda pleiteando reparação civil pelos danos sofridos. Nessa situação, é correto afirmar:
a) se o conhecimento do mérito da ação depender da verificação da existência de fato delituoso, e havendo ação penal em curso, ocorrerá a suspensão do processo cível que não poderá ser superior a um ano.
b) a responsabilidade civil independe da penal e por isso não poderá o juiz suspender o trâmite da ação.
c) se a ação penal não for proposta no prazo de seis meses a contar da data da suspensão, o juiz poderá suspender o processo civil, devendo examinar incidentalmente a questão prévia sobre a responsabilidade penal.
d) caso o processo seja suspenso por conta da existência da ação penal em trâmite, após o prazo de um ano sem que a questão de mérito seja apreciada na esfera penal, deverá o juiz extinguir o processo civil proferindo sentença terminativa.
e) havendo ação penal em curso, haverá litispendência com a ação civil, e, portanto, deverá ser julgada esta última extinta com resolução do mérito.
RESOLUÇÃO:
a) CORRETA. Perceba que o resultado da ação de reparação civil depende da verificação das causas do acidente e de eventual responsabilidade penal de Nicolas pelo evento lesivo.
Isso porque há situações em que a decisão proferida no âmbito criminal poderá influenciar o cível, como nos casos em que é reconhecida no âmbito penal a legítima defesa, o que impede a sua rediscussão no cível.
Como já foi ajuizada a ação penal, o prazo de suspensão do processo cível não poderá ser maior que um ano.
Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal.
§ 1º Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia.
§ 2º Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) ano, ao final do qual aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1º.:
b) INCORRETA. De fato, a regra é a independência entre as instâncias criminal e cível. Contudo, vimos que o processo cível poderá ser suspenso.
c) INCORRETA. Na realidade, se a ação penal não for proposta no prazo de três meses, contado da intimação do ato de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia (art.
315, § 1º).
d) INCORRETA. O processo não será extinto, pois o juiz cível examinará incidentemente a questão penal prévia.
e) INCORRETA. Não é caso de litispendência, nem de extinção do processo cível.
Resposta: A
19.
(VUNESP – FITO – 2020)De acordo com o código de processo civil, o autor poderá aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir
a) até o saneamento do processo, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias.
b) a qualquer tempo do processo, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 20 (vinte) dias.
c) até a citação do réu, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 30 (trinta) dias.
d) a qualquer tempo do processo, sem consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias.
e) até o saneamento do processo, sem consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 20 (vinte) dias.
RESOLUÇÃO:
Leia em que ocasiões e circunstâncias o autor poderá promover a alteração do pedido e da causa de pedir:
Art. 329. O autor poderá:
I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consentimento do réu;
II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de pedir.
Portanto...
✓ A alteração/aditamento é possível até a citação do réu, independentemente de consentimento deste.
Perceba que o réu ainda nem foi citado e nem faz parte do processo, razão pela qual sua concordância é totalmente desnecessária.
✓ Após a citação do réu e antes do saneamento do processo, a alteração do pedido e da causa de pedir é possível, desde que haja concordância do réu.
→ Nessa situação, será assegurado ao réu o contraditório, com possibilidade de se manifestar no PRAZO MÍNIMO DE 15 DIAS!
Após o saneamento do processo, não é admitida a alteração do pedido ou da causa de pedir, ainda que haja concordância do réu.
A alternativa que “casa” com o nosso “esqueminha” é a ‘a’, já que o autor poderá aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir até o saneamento do processo, com consentimento do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze) dias!
Resposta: A
20.
(VUNESP – Valiprev/SP – 2020)O instituto da improcedência liminar do pedido foi significativamente alterado pelo Código de Processo Civil de 2015. Quanto ao regime jurídico a ele atualmente conferido, é correto afirmar que
a) se o pedido contrariar enunciado de súmula do Superior Tribunal de Justiça, poderá ser proferida sentença de improcedência liminar após a produção de prova testemunhal essencial para a demonstração dos fatos alegados pelo autor.
b) pode ser julgado liminarmente improcedente o pedido quando este for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico.
c) o juiz, sem citar o réu, poderá julgar liminarmente improcedente o pedido que contrariar entendimento firmado em assunção de competência, quando a causa dispensar a fase instrutória.
d) não interposta apelação, os autos serão imediatamente arquivados, sendo dada baixa no distribuidor.
e) interposto agravo de instrumento do pronunciamento que julgar liminarmente improcedente o pedido e havendo reforma pelo tribunal, o prazo para a contestação começará a correr da intimação do retorno dos autos.
RESOLUÇÃO:
a) INCORRETA. O julgamento de improcedência liminar do pedido só ocorre em causas que dispensem a fase instrutória, isto é, de produção de provas, inclusive a testemunhal:
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
b) INCORRETA. Trata-se de hipótese de indeferimento da petição inicial:
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I - for inepta;
§ 1º Considera-se inepta a petição inicial quando:
II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico;
c) CORRETA. Trata-se de uma das hipóteses que autorizam o julgamento de improcedência liminar do pedido, sem a citação do réu.
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência;
d) INCORRETA. Se o réu não interpuser apelação, ele será intimado do trânsito em julgado da sentença.
Art. 332 (...) § 2º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos termos do art. 241.
e) INCORRETA. Na realidade, se interposta a apelação, o juiz terá o prazo de 5 dias para retratação de sua sentença.
Art. 332. (...) § 3º Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias.
Resposta: C
21.
(VUNESP – ESEF/SP – 2019)Carlos propôs uma ação de obrigação de fazer coisa certa, mas, ao final, pedia a prestação de alimentos no valor de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) mensais. Luis, menor de idade, propôs ação de alimentos representado por sua mãe, Denise. Vitor propôs uma ação de usucapião, mas não juntou os documentos indispensáveis à sua propositura mesmo depois de transcorrido o prazo determinado pelo juiz para completar a inicial.
Diante das situações hipotéticas apresentadas, é correto afirmar que a petição inicial será indeferida nos casos de a) Carlos e Vitor.
b) Carlos e Luis.
c) Luis e Vitor.
d) Carlos, apenas.
e) Vitor, apenas.
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar cada uma das situações:
(1) Carlos propôs uma ação de obrigação de fazer coisa certa, mas, ao final, pedia a prestação de alimentos no valor de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais) mensais.
Temos aqui um típico caso de inépcia da petição inicial, pois da narração dos fatos (ação de obrigação de fazer coisa certa) não decorreu logicamente a conclusão (pediu, ao final, prestação de alimentos no valor de R$
1.200,00).
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I - for inepta;
§ 1º Considera-se inepta a petição inicial quando:
III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
Para a banca VUNESP, este é um caso em que a petição inicial será indeferida. Contudo, ouso discordar da banca, pois isso ocorreria somente depois do transcurso do prazo determinado pelo juiz para que o autor apresente sua emenda.
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado.
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial.
(2) Luis, menor de idade, propôs ação de alimentos representado por sua mãe, Denise.
Perfeito! Os menores de idade serão representados judicialmente por seus pais, em regra.
(3) Vitor propôs uma ação de usucapião, mas não juntou os documentos indispensáveis à sua propositura mesmo depois de transcorrido o prazo determinado pelo juiz para completar a inicial.
Trata-se de uma situação de indeferimento da petição inicial:
Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à propositura da ação.
Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado.
Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial.
Para a banca, a petição inicial será indeferida nos casos de Carlos e Vitor (alternativa A).
Resposta: A
22.
(VUNESP – ESEF/SP – 2019)São requisitos da admissibilidade da cumulação de pedidos que
a) os pedidos sejam compatíveis entre si, ainda que sejam competentes para conhecer deles juízos diferentes.
b) seja competente para conhecer deles o mesmo juízo e seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.
c) seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento, ainda que os pedidos sejam incompatíveis entre si.
d) os pedidos sejam compatíveis entre si, ainda que não sejam adequados para todos os tipos de procedimentos.
e) não sejam adequados para todos os pedidos o tipo de procedimento e sejam competentes para conhecer deles juízos diferentes.
RESOLUÇÃO:
Vamos revisar os requisitos para a admissibilidade da cumulação de pedidos:
Art. 327. É lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, ainda que entre eles não haja conexão.
§ 1º São requisitos de admissibilidade da cumulação que:
I - os pedidos sejam compatíveis entre si;
II - seja competente para conhecer deles o mesmo juízo;
III - seja adequado para todos os pedidos o tipo de procedimento.
a) INCORRETA. Além da compatibilidade entre os pedidos, deve ser competente para conhecer deles o mesmo juízo.
b) CORRETA. A cumulação de pedidos será possível quando o tipo de procedimento for adequado para todos eles.
c) INCORRETA. Os pedidos devem ser compatíveis entre si.
d) INCORRETA. A cumulação de pedidos será possível quando o tipo de procedimento for adequado para todos eles.
e) INCORRETA. Deve ser competente para conhecer deles o mesmo juízo e o tipo de procedimento ser adequado para todos eles
Resposta: B
23.
(VUNESP – Prefeitura de Buritizal/SP – 2018)O autor, ao ajuizar uma determinada ação perante o Poder Judiciário, deve ter alguns cuidados, que caso não sejam observados, poderão levar ao indeferimento liminar da petição inicial, sendo certo que:
a) não interposto recurso contra a manifestação judicial em comento, o réu será intimado do seu trânsito em julgado.
b) a perempção do pedido formulado é umas das hipóteses de sua ocorrência.
c) o reconhecimento da prescrição pelo juiz da causa configura situação para a sua decretação.
d) o autor deverá agravar de instrumento da decisão em questão.
e) não haverá juízo de retratação no procedimento do recurso interposto contra a manifestação judicial em apreço.
RESOLUÇÃO:
a) CORRETA. Quando a petição inicial for indeferida e o juiz não se retratar, o autor poderá interpor apelação contra a sentença.
Se o autor não recorrer, a sentença transita em julgado e o réu será apenas intimado, não havendo que se falar em citação.
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 (cinco) dias, retratar-se.
§ 3º Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença.
b) INCORRETA. A perempção não é causa de indeferimento liminar da petição inicial.
Art. 330. A petição inicial será indeferida quando:
I - for inepta;
II - a parte for manifestamente ilegítima;
III - o autor carecer de interesse processual;
IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321.
c) INCORRETA. O reconhecimento da prescrição pelo juiz da causa configura situação para a improcedência liminar do pedido.
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
§ 1º O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição.
d) INCORRETA. A petição inicial será indeferida por sentença, que comporta recurso de apelação.
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 (cinco) dias, retratar-se.
e) INCORRETA. É possível que, no prazo de cinco dias, o juiz se retrate do indeferimento da petição inicial.
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 (cinco) dias, retratar-se.
Resposta: A
24.
(VUNESP – Câmara De Monte Alto/SP – 2019) Assinale a alternativa correta em relação à petição inicial.a) Indeferida a petição inicial, o autor poderá interpor apelação, facultando-se ao juiz da causa retratar-se no prazo de 10 (dez) dias.
b) Compreendem-se no pedido os juros legais e a correção monetária, mas não os honorários advocatícios e demais verbas sucumbenciais.
c) Nas causas em que é desnecessária a instrução, o juiz julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar enunciado de súmula de Tribunal de Justiça sobre direito local.
d) Na petição inicial, pode o autor formular pedido genérico, contudo, tal possibilidade não se aplica à reconvenção.
e) Até o saneamento do processo, o autor pode aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, independentemente do consentimento do réu.
RESOLUÇÃO:
a) INCORRETA. O juiz terá o prazo de 5 dias para se retratar da decisão de indeferimento da petição inicial:
Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 (cinco) dias, retratar-se.
b) INCORRETA. Compreendem-se no pedido os juros legais e a correção monetária, bem como os honorários advocatícios e demais verbas sucumbenciais.
Art. 322. O pedido deve ser certo.
§ 1º Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.
c) CORRETA. Nas causas em que é desnecessária a instrução, o juiz julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar enunciado de súmula de Tribunal de Justiça sobre direito local.
Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:
IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.
d) INCORRETA. Na petição inicial, pode o autor formular pedido genérico, possibilidade que também se aplica à reconvenção.
Art. 324. O pedido deve ser determinado.