CAPÍTULO 3 - ESTUDOS DE CASO
3.2 O MATADOURO MUNICIPAL DA VILA MARIANA
3.2.2 O Processo de Tombamento do Matadouro da Vila Mariana
O processo de número 22625/83 para a realização do tombamento do
Matadouro da Vila Mariana, ocorreu na década de 1980 pelo CONDEPHAAT -
Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico.
Um estudo elaborado pelo Condephaat para a realização do seu tombamento
analisou os seguintes pontos:
A tipologia arquitetônica do Galpão Industrial que abrigou o matadouro da Vila Mariana no final do século passado e típica para a sua época em que foi edificado nos seguintes pontos:
1. Implantação 2. Técnica construtiva 3. Ritmo das aberturas 4. Tratamento de fachada (CONDEPHAAT, 1983, p.171).
Sobre a sua implantação nos aponta que foi responsável pelo crescimento do
bairro da Vila Mariana, visto que o matadouro era servido por um ramal e compreendia
o trajeto de bonde que ia de São Paulo a Santo Amaro, e possuía alguns pontos de
parada até chegar ao Matadouro.
O Largo Senador Raul Cardoso manteve as suas características espaciais
originais que servia como pátio de manobra para os tramwauys - bondes, um importante
articulador que ligava o Matadouro a malha urbana.
Segundo Condephaat (1983) o Matadouro foi a única edificação construída
mediante projeto para Matadouro Municipal na Capital, pois teve uma localização
criteriosamente escolhida assim como o projeto vencedor de Alberto Kuhlmann.
Mesmo com todos os cuidados a sua implantação e na escolha do projeto o
matadouro apresentou problemas de funcionamento, que podem ser observados devido
às sucessivas reformas que ele sofreu.
Essas sucessivas reformas ocorridas para tornar as instalações do matadouro
Municipal da cidade apto a atender a grande demanda da cidade de São Paulo, teve o
encerramento de suas atividades no ano de 1927 por questões de falta de água para o seu
abastecimento e más condições de higiene.
O bairro da Vila Mariana já apresentava um crescimento significativo de
urbanização ao ponto que também contribuiu para o encerramento das atividades, ou
seja, o Matadouro Municipal da cidade de São Paulo não conseguiu acompanhar a
demanda do crescimento da cidade e dos abates.
Na Figura 65 vemos a fachada do conjunto com suas características originais
alteradas como vãos, fechamentos e cobertura substituída por outra inclinação que
eliminou os lanternins.
Figura 65 - Vista da Fachada Principal - descaracterizada
Fonte: Condephaat, 1983, p.21
Na Figura 66 vemos a vista aérea do conjunto do Matadouro da Vila Mariana
no final da década de 1980.
Figura 66 - Vista aérea da Fachada Principal - descaracterizada
Fonte: Condephaat, 1989, p.57
Segundo o Condephaat (1983), o Departamento do Patrimônio Histórico
-(DPH), já manifestava naquela época o interesse em realizar uma intervenção de
restauro ao conjunto e menciona que:
[...] existem condições de restaurar esse galpão industrial de feições típicas para a época em que foi construído e cuja excelência na execução da técnica construtiva de tijolo estrutural aparente nela utilizada é digna de nota. Para isso vem sendo elaborado nesse Departamento, Projeto completo de restauro para esse Galpão e o custo estimativo para a obra entendendo os técnicos envolvidos, na questão que a localização da edificação é nobre se caracterizando inclusive no ponto de referência no bairro da Vila Mariana, deveria ser revalorizada através do tombamento, restauro e reciclagem de uso [...] (CONDEPHAAT, 1983, p.176).
Reconheceram a possibilidade em restaurar o conjunto do antigo Matadouro da
Vila Mariana a fim de resgatar o seu ponto de referência para o bairro, revalorizando o
fisicamente e resgatando a sua importância histórica mediante a realização do seu
tombamento, restauro e reciclagem de uso.
A realização do seu tombamento só seria viável mediante a realização do
restauro e da reciclagem no seu uso, caso essas medidas não fossem realizadas não faria
sentido o seu tombamento, pois as condições em que o conjunto se encontrava devida as
graves e sucessivas alterações não permitia a sua leitura no aspecto formal original.
Sendo assim, a Resolução 07, de 04/03/1985, foi publicado no Diário Oficial -
Poder Executivo, Seção I, 05/03/1985, p.09, lavrado no Livro do Tombo Histórico com
o número de inscrição: 235, p.64, 20/03/1985.
O seu tombamento é aprovado e o reconhece como exemplar remanescente da
arquitetura industrial do final do século XIX, a sua funcionalidade, os seus materiais e a
mão de obra empregada na sua construção, com isso:
[...] O Secretário da Cultura, nos termos do artigo I, do Decreto-lei 149 de 15 de agosto de 1969 e do Decreto 13. 426, de 16 de março de 1979, resolve:
Artigo 1º. Fica tombando como bem cultural de interesse histórico-arquitetônico o conjunto de edifícios que constitui o antigo Matadouro da Vila Mariana, nesta Capital, compreendendo o perímetro correspondente às áreas dos lotes nºs, 19, 20, 21 e 22 da Quadra 48, Setor 3 do Registro imobiliário (RI), e do Largo Senador Raul Cardoso, considerando parte integrante do conjunto.
Trata-se de valioso exemplar remanescente da arquitetura industrial do final do século passado, projetado especificamente para a finalidade de Matadouro Municipal, cabendo salientar o apuro no uso dos materiais, bem como a qualidade da mão de obra e técnica construtiva empregada.
Foi construção pioneira na região, servindo como agente catalizador no desenvolvimento do bairro da Vila Mariana.
Artigo 2º. Fica o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo,
autorizado a inscrever no Livro do Tombo competente o bem de referência para os devidos legais efeitos.
Artigo 3º. Essa Resolução entrará em vigor na data de sua publicação (DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO, Sec. I, 1985, p. 9).
Na década de 1990 o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio
Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo - (CONPRESP), resolveu, nos
termos e para os fins da Lei no 10.032/85, com as alterações introduzidas pela Lei no
10.236/86, tombar "ex-officio" o Conjunto de Edifícios do antigo Matadouro de Vila
Mariana, localizado - Largo Senador Raul Cardoso, 133 e 207 e Rua Sena Madureira,
112 e 124 - Vila Mariana, por decisão unânime dos Conselheiros presentes à reunião
realizada aos cinco dias do mês de abril de 1991.
3.2.3 A Intervenção - Cinemateca Brasileira
Segundo Corrêa e Pisani (2010), o conjunto do Matadouro da Vila Mariana
passou por três projetos de intervenções nas respectivas décadas de 1980, 1990 e 2000,
sendo essa última intervenção realizada pelo arquiteto Nelson Dupré.
O primeiro projeto de intervenção, foi em 1983 realizado pelos arquitetos:
Fernando José Martinelli e José Osvaldo Vilela pelo Departamento do Patrimônio
Histórico - (DPH). Segundo Corrêa e Pisani (2010) o relatório que acompanhava o
anteprojeto demonstrava as seguintes etapas metodológicas e condicionantes do projeto:
1. Analisar a arquitetura remanescente para identificar as várias reformas e descaracterizações que o edifício sofreram ao longo da sua história;2. Resgatar as principais características arquitetônicas do conjunto; 3. Propor a remoção de todas as obras feitas a partir de 1938, etre elas as coberturas e nos odis corredores entre os três galpões;
4. Evidenciar as construções feitas a posteriori da original;
5. Não reconstruir a construções secundárias feitas entre 1900 e 1913, como chiqueiros e depósitos variados;
6. Deixar em aberto a reconstrução do muro que fechava todo o conjunto;
7. Deixar o atual escritório e a caixa d´água;
8. Propor independente do uso a ser dado ao edifício, uma exposição permanente de fotos e plantas antigas para a compreensão do conjunto desde a sua inauguração (CORRÊA; PISANI, 2010, p.6).
As condicionantes propostas no projeto de intervenção aos conjuntos de
edifícios visavam uma limpeza de remoção em todas as interferências inseridas na
arquitetura original do edifício, como: as adições de todos os elementos posteriores a
sua construção que não fazem parte da sua arquitetura original e uma exposição de
fotografias e plantas antigas do edifício deveriam ser expostas de forma permanente no
edifício para que os seus usuários compreendam o seu conjunto.
O projeto é constituído por memoriais descritivos, levantamentos
iconográficos, arquitetônicos e um conjunto de sete pranchas, contendo detalhes
referentes ás: plantas, cortes, fachadas e outros detalhamentos.
Nas Figuras 67 e 68 vemos as pranchas com o levantamento métrico e
arquitetônico dos arquitetos Fernando José Martinelli e José Osvaldo Vilela da fachada
no início da década de 1980, com a proposta de restauro da fachada.
Figura 67 - Prancha Fachada - detalhes do restauro da fachada.
Fonte: CONDEPHAAT (1989).
Figura 68 - Prancha Fachada - detalhes do restauro da fachada.
O segundo projeto de intervenção, ocorreu entre as décadas de 1980 e 1990 de
autoria do escritório Yurgel Machado e Rodrigues Arquitetos Associados Ltda.
Para Corrêa e Pisani (2010), No início dos anos 1990 com a proposta política
do Plano Brasil Novo, conhecido como o Plano Collor impôs a paralização das obras
devido ao corte de verbas impossibilitando a sua continuidade e a conclusão da
implantação. O Ministério da Cultura - Fundação Pró Memória - Cinemateca Brasileira
solicitou um projeto que visava ao conjunto uma proposta em restaurá-lo para fins
culturais, mas em 1993 foi elaborado um novo projeto pelo escritório Gomes Machado,
Rodrigues Arquitetos Associados Ltda, onde lhe foram solicitados um projeto que além
da restauração do conjunto seria proposto à construção de novos edifícios para atender o
programa de necessidades da Cinemateca Brasileira e da Sociedade de Amigos da
Cinemateca.
Segundo Corrêa e Pisani (2010) o projeto arquitetônico desenvolvido para
atender às diretrizes semelhantes a do primeiro estudo realizado pelo escritório Yurgel
Machado e Rodrigues Arquitetos Associados Ltda.
O escritório Yurgel Machado e Rodrigues Arquitetos Associados Ltda seguiu
os seguintes objetivos:
1. Restaurar os galpões segundo a arquitetura do início do século, com algumas alterações feitas na construção original, mas sem comprometer de forma significativa o seu conteúdo;
2. Recuperar os espaços externos para a implantação de novo edifício,
para abrigar sala de projeção, multiuso e Foyer. Estes geram maiores
desgastes devido a intensidade de uso e, por isso, devem ser locados no novo edifício, para salvaguardar os antigos;
3. Implantar edifício novo com dois pavimentos semi-enterrados; 4. Implantar as circulações entre as áreas edificadas. (CORRÊA; PISANI, 2010, p. 8-9).
Além disso, o escritório de Lúcio Gomes Machado se comprometeu com os
arquitetos do DPH, Fernando José Martinelli e José Osvaldo Vilela em respeitar o
projeto realizado por eles, afim de que não houvesse conflitos com as diretrizes e
levantamentos documentais já realizados anteriormente e de certa forma, aproveitando
dando uma a oportunidade de continuar o projeto com o no material já existente.
Vale lembrarmos que os levantamentos realizados por meio de croquis e
fotografias do arquiteto Luiz Alberto P. Passaglia em 18 de dezembro de 1979, foram
cruciais para o seu tombamento e posteriormente para o projeto de restauro.
Segundo Corrêa e Pisani (2010), durante algumas escavações realizadas para
os reforços estruturais foram encontradas as antigas soleiras 15 cm mais baixa que as
atuais, demonstrando que houve uma sobreposição por cima do antigo pavimento.
As diretrizes de remoção das adições - alterações realizadas na construção
original que provocou descaracterizações significativas, a este projeto propuseram a
inserção de novos espaços, por exemplo: salas de projeções, outros espaços específicos
e melhorias nas relações entre as circulações externas com os galpões.
Na visão Corrêa e Pisani (2010), as obras de restauração e de reconstrução
foram realizadas e etapas conforme havia sendo liberada as verbas pela Cinemateca
Brasileira e algumas etapas da obra conseguiram ser concluídas.
Os processos de restauro referentes à reconstrução das alvenarias foram
realizados de forma criteriosa e minuciosa a partir de materiais iconográficos. A medida
que houveram a necessidade de recomposição de tijolos faltantes ou desgastados, os
mesmos foram buscados em uma fábrica de cerâmica, procurando seguir as mesmas
dimensões e colorações dos originais, porém com espessuras diferentes a fim de que se
estes se distinguissem dos tijolos originais presentes.
Segundo Corrêa e Pisani (2010), o terceiro projeto de intervenção para o
restauro designado ao conjunto arquitetônico do Matadouro Municipal da Vila Mariana
foi realizado pelo arquiteto Nelson Dupré no ano 2000 com o ingresso de uma nova
diretoria executiva na instituição e somente no final de 2003 é que se iniciou esse
processo.
O projeto elaborado se propôs em manter as partes restauradas como se
encontravam e destacar os novos elementos que atenderiam o novo programa de
necessidades.
No momento em que Dupré inicia o seu projeto já havia ocorrido intervenções
nos galpões 4 e 5. Sendo que o galpão 4 internamente já havia sofrido a intervenção de
restauração, o galpão 5 em fase de execução e as fachadas dos galpões 2,4, e 5 já
estavam concluídas (Figura 69).
Figura 69 - Vista da recuperação na fachada do galpão 4 - Década de 1990
Fonte: MELENDEZ (2009).
Na Figura 70 vemos a implantação do conjunto arquitetônico da Cinemateca
Brasileira, observamos a implantação do conjunto – três galpões, anexos e a relação da
circulação entre eles feita por passarelas cobertas em vidro.
Figura 70 - Implantação do conjunto arquitetônico da Cinemateca Brasileira
Fonte: DUPRÉ (2009).
Essa nova proposta atende as necessidades funcionais para a Cinemateca
Brasileira e contempla o restauro do conjunto.
Além das propostas de intervenção ao conjunto histórico que compunha o
antigo Matadouro da Vila Mariana, Dupré , se preocupou com a área do conjunto como
um todo, não como um objeto isolado, mas com a relação deste com o seu entorno a
comunicação entre os galpões e o atendimento do programa de necessidades solicitada
pela Cinemateca Brasileira, originando então o um Plano Diretor para a urbanização do
terreno, que foi aprovado pelos órgãos de competentes de tombamento neste caso
CONDEPHAAT e CONPRESP.
Na Figura 71 temos a área (demarcada em vermelho) local onde foi implantada
a proposta do plano diretor na urbanização do terreno aprovada, porém ainda não
executada.
Figura 71 - Plano Diretor proposto por Dupré
Fonte: Marcon apud Escritório Dupré Arquitetura (2012)
Na Figura 72 observamos o projeto realizado por Dupré no tratamento
urbanístico no Largo Senador Raul Cardoso - frente da Cinemateca Brasileira, onde
Dupré propôs uma reorganização no sistema viário, alargamento da calçada, plantio de
vegetação arbórea - ipês e a retirada dos postes da rede elétrica da concessionária de
energia elétrica que ficavam a frente dos galpões poluindo-os visualmente.
Figura 72 - Tratamento urbanístico no Largo Senador Raul Cardoso - frente da Cinemateca Brasileira
Fonte: Marcon apud Escritório Dupré Arquitetura (2012).
Na Figura 73 vemos o conjunto da Cinemateca Brasileira com a implantação
proposta por Dupré executada.
Figura 73 - Vista do Largo Senador Raul Cardoso e o conjunto da Cinemateca Brasileira
Fonte: Autor (2019).
Na Figura 74 observamos o portão de acesso com portas deslizantes em duas
aberturas envidraçadas permitindo uma relação de comunicação entre a área externa - a
rua - o bairro da Vila Mariana e a área de circulação entre os galpões.
Segundo Dupré (2009), houve substituição dos antigos portões por vedação
em vidro transparente, intencionalmente para promover a sinalização e maior exposição
do objeto, aumentando a relação com as áreas externas.
Figura 74 - portão de acesso envidraçado - parte externa
Fonte: Autor (2019).
Na Figura 75 observamos no primeiro momento uma cobertura do portão
envidraçado de acesso pelo Largo Senador Raul Cardoso em estrutura de aço com três
águas parafusadas nas alvenarias de tijolo de barro que em seguida tem forma continua
retilínea. A postura adotada por Dupré nessa cobertura em vidro no primeiro momento
foi em relação que essa estrutura de três águas que foi mantida, pois permaneceu nesta
configuração no momento em que ocorreu o tombamento do edifício.
Segundo Dupré (2019) como não havia um material que comprovasse a
existência dessa cobertura entre os galpões, foi adotada essa configuração retilínea.
Figura 75 - portão de acesso envidraçado - parte interna
Fonte: Autor (2019).
Nas Figuras 76 e 77 observamos o tratamento adotado pelo arquiteto na
utilização de material moderno, com o emprego da caixilharia em aço escovado e nos
puxadores das portas, suas folhas em vidro, com estrutura em aço parafusado na
alvenaria, cobertura de vidro. Materiais que contribuem para um equilíbrio harmonioso
e que o evidencia do antigo edifício com o moderno inserido. Já na Figura 68 vemos o
desenho com o detalhamento das portas acústicas.
As esquadrias foram calandradas in loco individualmente nas dimensões
identificadas para cada um dos vãos nas aberturas originais, segundo Corrêa e Pisani
(2010).
Figura 76 - Vista das vedações com vidro transparente
Figura 77 - Desenhos das Portas Acústicas
Fonte: Dupré (2009).
Nas Figuras 78 e 79 observamos a solução adotada pelo arquiteto na inserção
de uma cobertura de vidro transparente protegida no centro e vazada nas laterais
apoiadas por estruturas de aço parafusados nas paredes de alvenaria dos galpões por
meio de tirantes, localizado em todo percurso externo entre eles. Segundo Corrêa e
Pisani (2010), a estrutura de cobertura em vidro permite melhor manutenção e limpeza,
e que esse processo seja feito andando sobre elas com segurança.
Segundo Corrêa e Pisani (2010) foram deixados recuos de 1,50 metros de cada
lado proporcionando garantias na ventilação e iluminação natural aos galpões, uma
calçada em concreto centralizada e nas lateais preenchimento com seixos/pedriscos.
Esse preenchimento com pedriscos aumenta maiores áreas de pisos permeáveis.
Fonte: Autor (2019).
Figura 79 - Vista das vedações com vidro transparente
Fonte: Autor (2019).
Na Figura 80 observamos a presença de luminárias embutidas no piso
permeável de 1,5mts de cada lado coberto por pedriscos proporcionando uma
iluminação noturna nas alvenarias da fachada do conjunto que realce a arquitetura no
período noturno.
Figura 80 - Vista noturna da área de circulação entre os galpões
Fonte:Castejón (2008).
Na Figura 81 observamos a planta do pavimento térreo, onde está localizado o
Circulação coberta entre os galpões; 3. Sala de eventos; 4. Apoio da cozinha; 5. Sala
BNDES; 6. Área do Café/anexo; 7. Jardim; 8. Trilho sob o vidro.
Na área de apoio localizado na planta do pavimento térreo da cozinha número
4 da legenda, conforme ilustrado acima, Dupré recompôs as janelas laterais e frontais
em esquadrias metálicas com vidro, o que veio permitir uma melhor luminosidade e
ventilação antes comprometida neste espaço.
Figura 81 - Planta do Térreo - salão de eventos/Sala BNDES
Fonte: DUPRÉ (2009).
Na Figura 82 observamos a vista interna do galpão, onde era armazenado o
material elétrico da ILUME, na década de 1980 antes da intervenção do edifício.
Observamos os detalhes das tesouras em madeira que antes eram cobertas por telhas do
tipo francesas que foram substituídos por telha de amianto.
Figura 82 - Vista interna do galpão armazenamento de material elétrico da ILUME década de 1980. -antes da intervenção.
Fonte: Condephaat (1983).
Nas Figuras 83 e 84 observamos a vista interna do salão de eventos já com a
intervenção de Dupré, onde nos detemos ao detalhe das tesouras metálicas em aço com
estrutura poliarticulada apoiada em viga de concreto armado sobre as alvenarias em
tijolo de barro aparente. Possui um forro composto por um material isolante acústico na
cor branca acompanhando a inclinação do telhado. As colunas da ponte rolante lá estão,
intactas. Forros de gesso e lã de rocha asseguram o isolamento acústico ao espaço e um
eficiente sistema de ar condicionado garante seu conforto térmico. A nova sala de
espetáculos tem dupla personalidade: ora é cinema, tecnológica e moderna, ora
permanece galpão e é antiga (DUPRÉ, 2009).
Figura 83 - Vista do salão de eventos e ao fundo o trilho sob o piso de vidro - sem exposições - Pós-intervenção.
Fonte: Pisani (2008).
Figura 84 - Vista do salão de eventos e ao fundo o trilho sob o piso de vidro - com exposições
Nas Figuras 85 e 86 mostram a vista interna do galpão com o armazenamento
de material elétrico na ILUME na década de 1980 antes da intervenção do Dupré.
Figura 85 - Vista interna do galpão armazenamento de material elétrico da ILUME década de 1980.
-antes da intervenção.
Fonte: Condephaat (1983).
Figura 86 - Vista interna do galpão armazenamento de material elétrico da ILUME década de 1980
-antes da intervenção.
Na figura 87 vemos um trecho dos trilhos remanescentes do período de
funcionamento do Matadouro Municipal da Vila Mariana, no qual nesses trilhos os trens
faziam os transportes dos animais para o abate e o esquartejamento, que foram
descobertos durante as obras e mantidos visíveis como um testemunho histórico.
Figura 87 - Vista do trilho sob o piso de vidro
Fonte: Pisani (2008).
Na Figura 88 temos a planta do mezanino, onde temos a sala de projeção (1),
um anexo na lateral direita da sala, onde foi constituída uma caixa de vidro com
estrutura metálica, contendo em seu interior paredes de alvenarias parcialmente
arruinadas. Segundo Dupré (2009), esse espaço futuramente ficara reservado para
acomodar um café.
Figura 88 - Planta do Mezanino - salão de eventos/ Sala BNDES
Piso de vidro sobre o trilho
Fonte: DUPRÉ (2009).