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5. MEDIAÇÃO EM MUSEUS

6.5 O QUESTIONÁRIO ENVIADO AOS DOCENTES

O questionário, desenvolvido na plataforma on-line Google Forms foi enviado no dia 20 de junho de 2017 por Lúcia Venturini, coordenadora da Ação Educativa do MAC-PR, para a lista de e-mails de docentes participantes de atividades do museu (visitas de grupos escolares, projeto permanência, aberturas de exposição, etc.). Quinze docentes responderam ao questionário. Dos quinze respondentes, somente dois se identificaram como sendo do sexo masculino, sendo a maioria mulheres (88,6%) (Gráfico 1). Esta estatística também se comprovou nas visitas que foram acompanhadas no museu, somente um dos grupos de visitantes foi acompanhado de um docente do sexo masculino.

Gráfico 1 – Gênero Fonte: do autor

Dos docentes participantes, 53,3% (11 indivíduos) possuem 45 anos ou menos (Gráfico 2).

Gráfico 2 – Faixa etária Fonte: do autor

Dez participantes (66,7%) declararam possuir especialização (Gráfico 3).

Gráfico 3 – Formação Fonte: do autor

Dos quinze respondentes, sete (46,7%) atuam na área há 7 anos ou mais. Somente dois (13,3%) atuam há menos de um ano (Gráfico 4).

Gráfico 4 – Tempo de atuação na área Fonte: do autor

Doze participantes atuam como professores de artes em escolas de Curitiba, e somente dois dos respondentes não trabalha em escola da rede municipal de ensino (Gráfico 5).

Gráfico 5 – Cidade(s) onde atua Fonte: do autor

86,7% dos respondentes (13 indivíduos) atua em turmas do ensino fundamental. Dois respondentes atuam no ensino médio e um participante é docente no curso de desenho para crianças da Biblioteca Pública do Paraná (Gráfico 6).

Gráfico 6 – Nivel(is) em que atua Fonte: do autor

Quando perguntados se haviam participado de visitas à museus com estudantes nos últimos 2 anos, oito respondentes declararam que não e sete que sim (Gráfico 7).

Gráfico 7 – Participou de visitas à museus com os estudantes nos últimos 2 anos? Fonte: do autor

O museu mais citado como destino das visitas foi o MON, com três respondentes. Dois participaram de visitas no MAC-PR.

Sobre a impressão dos respondentes referente à preparação do museu, aproveitamento da experiência pelos estudantes, qualidade da mediação e importância que dão a visitas à museus, todos deram respostas positivas (considerando que a opção 1 é a mais negativa e 5 a mais positiva), sendo a opções “ótima” e “muita importância” escolhida por mais de 50% dos participantes (Gráficos 8, 9, 10 e 11).

Gráfico 8 – Qual a sua impressão sobre o aproveitamento da experiência pelos estudantes DURANTE a visita?

Gráfico 9 – Como julga a qualidade da mediação proposta pelo museu? Fonte: do autor

Gráfico 10 – Qual a importância que você dá para visitas à museus? Fonte: do autor

Gráfico 11 – Qual a sua impressão sobre a preparação do museu para receber os estudantes?

Fonte: do autor

Quando questionados sobre a impressão que tem do interesse dos estudantes por arte contemporânea e museu de arte, as respostas ficaram divididas, porém em sua maioria positivas. Um dos docentes respondeu acreditar que os estudantes têm pouco interesse por museus de arte (Gráficos 12 e 13).

Gráfico 12 – Sente que os estudantes se interessam por arte contemporânea? Fonte: do autor

Gráfico 13 – Sente que os estudantes se interessam por museus de arte? Fonte: do autor

Todos os docentes responderam preparar os estudantes para a visita e trabalhar com os conteúdos vistos no museu após a visita. Como atividades para preparação, as principais respostas foram em torno de explicar a função do museu, as características das obras e biografia do artista em exposição. Um docente relatou solicitar aos alunos que refletissem sobre questões específicas de cada artista exposto, buscando identificar similaridades e diferenças entre suas obras. Estas atividades condizem com as orientações de Marandino (2008) que afirma ser necessária uma atividade de investigação do tema da visita, de modo que seja desperta a sua curiosidade em relação ao que será visto no museu, bem como uma investigação dos aspectos técnicos do museu. Como o MAC-PR não possui estrutura para a realização de oficinas de arte, a dimensão da criação presente na abordagem triangular não é contemplada, e, portanto, fica a cargo dos docentes realizar este tipo de atividade com os seus estudantes. Porém, o relatório é a principal atividade realizada após a visita, de acordo com o relato dos docentes participantes da pesquisa, servindo para pontuar e relatar o que foi observado e aprendido de maneira textual. Um dos docentes relatou desenvolver atividades de criação utilizando como referência o artista observado no museu. A análise das obras foi relatada por um dos docentes.

Os participantes declararam como pontos positivos a agilidade no agendamento e a qualidade da recepção da equipe do museu, considerados sempre dispostos a receber as visitas escolares, preparados e prestativos. O contato e a valorização da cultura e a possibilidade da construção de um novo olhar por parte dos estudantes, bem como a possibilidade de conhecer na prática o que é trabalhado em sala de aula também foram citados como pontos positivos.

Como principal justificativa para a não participação em visitas à museus, 37,5% dos participantes respondeu “falta de infraestrutura da escola”, sendo seguido por “falta de verba”, escolhido por 25% dos participantes. Um participante respondeu “falta de opções para visita”. A falta de transporte para levar os estudantes da escola ao museu é a principal queixa dos docentes, sendo relatada por dez participantes (Gráfico 14).

Gráfico 14 – O que causou a não participação em visitas à museus? Fonte: do autor

O horário das visitas e a duração das mesmas também foi relatado como um ponto negativo. Um dos participantes respondeu “No período da manhã é o horário de abertura dos museus, até realizar a visita e voltar para a escola, atrasa-se a saída dos alunos” como motivo para a não visitação. Também ocorreram relatos de problemas com as atividades propostas pelo museu. Um participante respondeu “Falta-se atividades práticas a partir das exposições, pois acredito que as crianças assimilam mais desta forma e cria-se uma relação mais lúdica com o museu”.