• Nenhum resultado encontrado

O SAL DA TERRA

No documento Evangelho de Mateus (páginas 79-88)

“13 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.

14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;

15 nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.

16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” (Mt 5.13-16)

Chegamos agora a uma nova seção do Sermão do Monte. Nos versículos 3 a 12 de Mateus 5, nosso Senhor e Salvador tem esboçado o caráter do cristão. Aqui no versículo 13 dá um passo mais além e aplica sua descrição.

Uma vez visto o que é o crente, agora passamos a considerar como o crente deveria manifestar o que é. Ou, se preferem, havendo dado conta do que somos, agora devemos passar a considerar o que devemos ser.

O crente não é alguém que viva isolado. Está no mundo, embora não pertença a ele, e tem relação com o mundo.

Na Bíblia sempre se encontram as duas coisas juntas. É dito ao crente que não deve ser do mundo nem em ideias, nem em perspectiva, porém, isto nunca significa que se separe do mundo. Esse foi o erro do monasticismo, o qual ensinava que viver a vida cristã significava, necessariamente, separar-se da sociedade e viver uma vida de contemplação.

Isto é negado constantemente na Escritura, sobretudo neste versículo que temos começado a estudar, onde nosso Senhor chega às conclusões do que havia dito anteriormente.

Notem que em I Pe 2, Pedro faz exatamente o mesmo. Diz: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (I Pe 2.9).

Em nossa passagem diz-se exatamente o mesmo. Somos pobres de espírito, misericordiosos, mansos, temos fome e sede de justiça, a fim de que, num sentido, possamos ser o sal da terra. Passamos, pois, da contemplação do caráter do crente à consideração da função e propósito do crente neste mundo, segundo a mente e propósito de Deus.

Em outras palavras, nestes versículos que seguem imediatamente, nos é explicado de forma muito clara a relação do crente com o mundo em geral.

Em certo sentido podemos dizer que esta questão da função do crente no mundo é hoje em dia um dos assuntos mais prementes com o qual se enfrenta tanto a igreja como cada um dos crentes dos nossos dias.

É claro que trata de um tema muito vasto, e em muitos aspectos aparentemente difícil, porém a Escritura trata do mesmo com muita clareza.

No versículo que estamos estudando temos uma exposição muito característica do ensino bíblico típico relativo ao mesmo. Parece-me que é importante devido à situação do mundo. Como vamos estudar os versículos 11 e 12, a muitos de nós pode muito bem parecer que seja um problema mais difícil.

Vemos aí que é provável que soframos perseguição, à medida que o pecado que há no mundo, se estenda mais, e é provável que a perseguição à igreja seja incrementada.

De fato, como sabem, há muitos crentes no mundo de hoje que já estão passando por isso. Sejam quais forem, pois, as circunstâncias nas que nos achemos, nos convém pensar nisto com muito cuidado, a fim de que saibamos orar adequadamente por nossos irmãos e ajudá-los com conselhos e instruções.

À parte do fato da perseguição, contudo este problema é premente, porque se nos apresenta no país nesta hora. Qual deve ser a relação do crente com a sociedade e com o mundo?

Estamos no mundo, não podemos sair dele, porém o problema vital é: que podemos fazer como crentes numa situação como essa? Sem dúvida estamos diante de um problema essencial, que devemos analisar.

Neste versículo temos a resposta ao mesmo. Antes de tudo, consideremos o que diz o texto sobre o mundo, e logo o que diz acerca do crente no mundo.

“Vós sois o sal da terra”. Isto não somente descreve o crente, descreve indiretamente o mundo no qual se acha o crente. Equivale neste lugar à humanidade em geral, aos que não são crentes. Qual, pois, é a atitude bíblica diante do mundo? Não há imprecisão nenhuma quanto ao ensino bíblico a este respeito.

Chegamos, de muitas maneiras, ao problema crucial do século vinte, que é indubitavelmente um dos períodos mais interessantes que o mundo tem

conhecido. Não duvido em afirmar que nunca houve um século que tenha demonstrado tão bem como é atual a verdade do ensino bíblico. É um século trágico, e o é sobretudo porque a vida do mesmo tem destruído completamente a filosofia preferida que havia idealizado.

Como sabem, nunca houve um período do qual se houvesse esperado tanto. É realmente patético ler os prognósticos dos pensadores (assim chamados), filósofos, poetas e líderes até finais do século dezenove. Quão triste é ver este otimismo, fácil e confiante que tiveram, tudo o que esperavam do século vinte, a época dourada que iria chegar. Tudo se baseava na teoria da evolução, não somente no sentido biológico, como também no filosófico. A ideia principal era que toda a vida progrediria, se desenvolveria, avançaria. Isto nos era dito num sentido biológico; o homem havia procedido do animal e havia chegado a uma certa fase de desenvolvimento.

Porém, este progresso era enfatizado mais em função da ideologia, do modo de pensar e perspectivas do homem. Não iria mais fazer guerras, muitas enfermidades seriam vencidas, o sofrimento iria não somente diminuir, senão desaparecer. Iria ser um século surpreendente. A maior parte dos problemas seria resolvida, porque o homem havia finalmente começado a pensar.

As massas, por meio da educação, não iriam mais se entregar à embriaguez e ao vício. E como as nações iriam aprender a pensar e a se reunir para conversar em vez de começar a guerrear, todo o mundo iria se converter rapidamente num paraíso.

Não estou caricaturizando a situação, porque se cria em tudo isto com muita confiança. Por meio de leis parlamentares e reuniões internacionais iriam resolver todos os problemas, agora que o homem havia começado por fim a usar a cabeça.

Não muitos dos que vivem no mundo de hoje, porém, creem nisto.

Alguma vez ou outra, contudo, aparece algum elemento deste ensino, mas já não é algo sobre o que haja o que se discutir.

Recordo que faz muitos anos quando comecei a pregar, que dizia isto mesmo em público, e frequentemente me tinham por uma pessoa rara, por ser pessimista, por ser alguém que seguia uma teologia que havia saído de moda. Porque o otimismo liberal prevalecia naquela ocasião, apesar da primeira guerra mundial, todavia já não é assim. Se tem reconhecido a falácia desse modo de pensar e aparecem livros que atacam toda essa ideia confiante do progresso inevitável.

A Bíblia sempre tem ensinado isto, e nosso Senhor o diz com perfeição quando afirma: “vós sois o sal da terra”. Que implica isto? Implica com clareza a corrupção da terra, implica uma tendência à contaminação a se converter em algo fétido e podre. É isto o que a Bíblia diz acerca do mundo. É um mundo caído, pecaminoso e mal. Tende ao mal e às guerras.

É como a carne que tem tendência a se decompor. É algo que somente se pode conservar em bom estado com a ajuda de algum preservativo ou antisséptico.

Como consequência do pecado e da queda, a vida no mundo em geral tende a se decompor. Essa, segundo a Bíblia, é a única ideia adequada que se pode ter da humanidade. Longe de haver na vida e no mundo uma tendência a ascender, o que se dá é o oposto. O mundo, por si mesmo, tende a se infectar. Há nele germes do mal, micróbios, agentes infecciosos no próprio corpo dos homens que a não ser que sejam controlados, causam enfermidades. Isto é algo obviamente básico e primordial. Nossa ideia do futuro depende disso. Se alguém tem isto diante de si, então entenderá muito bem o que tem sucedido neste século. Num sentido, portanto, nenhum crente deveria se sentir surpreendido o mínimo que seja pelo que vem ocorrendo. Se essa posição bíblica é acertada, então o surpreendente é que o mundo seja todavia bom, porque em sua vida e natureza mesmas há tendência à putrefação.

A Bíblia contém muitas ilustrações disso. Sua manifestação aparece já no primeiro livro. Deus havia feito o mundo perfeito, porém devido ao pecado, este elemento pecaminoso e contaminador começou a se fazer ver. Leiam o capítulo sexto de Gênesis e verão o que Deus diz: “Não contenderá o meu Espírito com o homem para sempre”. A contaminação havia chegado a ser tão grande, que Deus teve que enviar o dilúvio. Depois dele pôde começar de novo, porém este princípio mau seguiu se manifestando até chegar a Sodoma e Gomorra com seus incríveis pecados. Isto é o que a Bíblia nos apresenta sem cessar. Esta tendência persistente à putrefação sempre se manifesta.

É evidente, pois, que este fato deve dirigir nosso pensamento e nossas previsões relativas à vida neste mundo, e relativas ao futuro. O que muitos se perguntam hoje é: Que nos espera? Se não colocamos este ensino bíblico no centro do nosso pensamento, nossas profecias serão necessariamente falsas. O mundo é mau, pecador e mostrar-nos otimistas em relação ao mesmo não é somente totalmente antibíblico senão que vai contra a tudo o que a própria história nos ensina.

Passamos contudo, ao segundo aspecto desta afirmação porque ela é mais importante. Que se diz ao crente que está no mundo, ao tipo de mundo a que temos nos referido? Se diz que tem que ser como sal “vós, somente vós” – porque isto exige o texto – “sois o sal da terra”. Que nos diz isto? Primeiro é o que temos recordado ao estudar as bem-aventuranças. Somos distintos do mundo. Não faz falta insistir nisto, porque é perfeitamente óbvio. O sal é essencialmente diferente daquilo em que é colocado, e num sentido exercita todas suas qualidades sendo diferente. Como diz nosso Senhor – “se o sal perder o seu sabor, com que se salgará? Não serve mais para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”.

A característica mesma da condição do sal indica uma diferença, porque um pouquinho de sal é percebido imediatamente, mesmo numa grande massa. A não ser que tenhamos uma ideia clara acerca disto, nem sequer podemos começar a pensar acertadamente sobre o que seja a vida cristã.

O crente é diferente dos demais. É tão diferente como o é o sal da carne na qual ele é colocado. Esta diferença externa todavia tem que ser enfatizada e sublinhada.

O crente não somente tem que ser diferente, tem que se gloriar nesta diferença. Tem de ser tão diferente dos demais como o Senhor Jesus Cristo foi no mundo em que viveu em seu ministério terreno. O crente é uma classe distinta, única, notável de pessoas, tem de haver nele algo que o distinga, e que se reconheça óbvia e claramente. Que cada um, pois, se examine.

Porém, continuemos a considerar mais diretamente a função do crente.

Nisto o problema se apresenta um pouco mais difícil e frequentemente discutível. Parece-me que a primeira coisa que o Senhor sublinha é que uma das funções principais do crente em relação à sociedade é negativa.

Qual é a função do sal? Alguns dirão que é dar saúde, que dá vida e saúde, porém me parece que isto é uma ideia muito equivocada da função do sal.

Sua missão não é dar saúde, é impedir a putrefação.

A função principal do sal é preservar e atuar como antisséptico. Tomemos, por exemplo um pedaço de carne. Há certos germes em sua superfície que talvez tenham penetrado na mesma, vindos do próprio animal ou da atmosfera, e corre o perigo de apodrecer. A função do sal com o qual se cobre a carne é preservá-la contra estes agentes que tende a apodrecê-la.

A função principal do sal, portanto, é negativa e não positiva. Este postulado é fundamental. Não é a única função do crente no mundo,

porque, como veremos adiante, também temos de ser a luz do mundo, porém, em primeiro lugar isto tem de ser nosso efeito como crentes.

Pergunto-me: Quantas vezes pensamos sobre nós desta forma, como agentes do mundo com a função de prevenir este processo concreto de putrefação e decomposição?

Outra função subsidiária do sal é dar sabor, ou impedir que os alimentos sejam insípidos. Esta é sem dúvida outra função do sal (se adequada ou não, não me compete discuti-la) e é muito interessante observá-la.

Segundo esta afirmação, portanto, a vida sem o cristianismo é insípida.

Não prova isto o mundo de hoje? Observemos a obsessão com prazeres.

É evidente que a pessoa acha a vida monótona e aborrecida, de maneira que deve ir passando de um prazer a outro, porém o crente não necessita destes passatempos porque tem um sabor na vida – sua fé cristã. Se isto lhe falta, é porque o seu sal está perdendo o sabor, por sua negligência quanto à sua santificação e devoção ao Senhor, que é Aquele que salga a nós mesmos.

Tiremos o cristianismo da vida e do mundo, e no que a vida tão insípida se converte, sobretudo quando alguém envelhece ou se encontra no leito de morte? Carece completamente de gosto, por isso os homens têm de se drogar de diferentes maneiras, ou com narcóticos, ou com música, ou com qualquer outra coisa deste mundo.

O crente, pois, primeiramente e sobretudo, deveria ter essa função, porém como consegui-la? Aqui encontramos a resposta. Vou apresentá-la primeiro no que considero como ensino positivo do Novo Testamento.

Depois poderemos examinar certas críticas. Neste caso, creio que a distinção vital é entre a igreja como tal e o crente individual. Alguns dizem que os crentes deveriam atuar como sal da terra, por meio de pronunciamentos da Igreja quanto à situação geral do mundo relativamente a problemas políticos, econômicos e internacionais ou outros semelhantes. Dizem que o crente funciona como sal da terra nesta forma geral, por meio destes comentários acerca da situação do mundo.

Agora, a meu juízo, esta é uma interpretação errônea do ensino bíblico.

Desafiaria a qualquer um que me mostre este ensino no Novo Testamento. “Ah, dizem, encontra-se nos profetas do Antigo Testamento”. Sim, porém a resposta é que no Antigo Testamento a Igreja era a nação de Israel e não havia distinção entre Igreja e Estado. Os profetas teriam portanto que se dirigir à nação toda e falar acerca de toda a sua vida, porém a Igreja no Novo Testamento não está identificada com

nenhuma nação nem nações. A consequência é que nunca se encontra o apóstolo Paulo ou nenhum outro apóstolo que faça comentários acerca do governo do Império Romano; nunca os encontramos enviando resoluções à Corte imperial para que se fizesse isso ou aquilo. Não, nunca se encontra isto na Igreja, tal com aparece no Novo Testamento.

Sugiro, portanto, que o crente tenha de funcionar como o sal da terra num sentido muito mais individual. Ele o faz com sua vida e conduta individual, sendo o que é em todos os âmbitos nos quais se encontre. Por exemplo, um grupo de pessoas talvez esteja falando de uma forma indigna. De repente um crente entra a formar parte do grupo e imediatamente sua presença produz efeito. Não diz uma palavra, porém os demais começam a mudar a forma de falar. Está atuando como sal e está controlando a tendência da putrefação e decomposição. Somente por ser crente, devido à sua vida e conduta geral já está controlando esse mal que estava se manifestando, como faz em todos os âmbitos e situações. Pode fazê-lo, não somente em sua condição privada em sua casa, no trabalho, na oficina, ou em qualquer lugar em que se encontre, senão também como cidadão no país em que vive. Aí se torna importante a diferença, porque nesta matéria tendemos a ir de um erro a outro. Alguns dizem: “Sim, tem toda a razão, não compete à Igreja como tal intervir em assuntos políticos, econômicos ou sociais. O crente não tenderia a se ocupar para nenhum destes assuntos, o crente não deve votar, não tem por que intervir no controle dos negócios e da sociedade”. Isto, segundo creio, é igualmente falacioso, porque o crente como indivíduo, como cidadão de um estado, tem de se preocupar com estas coisas. Pensem em grandes homens, como o Lord Shaftesbury e outros, os quais como cristãos e cidadãos, trabalharam tanto em relação à melhoria das leis e das condições do trabalho nas fábricas. Pensem em William Wilberforce e em todos os que se empenharam na abolição da escravatura. Como cristãos, somos cidadãos de um país e temos responsabilidade como tal, e por isso devemos atuar como sal indiretamente em muitos aspectos, porém isto é muito diferente de que a Igreja o faça.

Alguém poderia perguntar: “Por que faz esta distinção?”. Quero responder esta pergunta. A missão principal da igreja é evangelizar e pregar o evangelho. Pensemos nisto. Se a Igreja cristã de hoje passasse a maior parte do tempo acusando o comunismo, parece-me que a consequência principal seria que os comunistas não escutariam a pregação do evangelho. Se a Igreja sempre acusa uma parte da sociedade,

estará fechando a porta da evangelização a esta parte. Se pegarmos a ideia que tem o Novo Testamento destes assuntos devemos crer que o comunista tem alma que deve ser salva igual a todo mundo. É minha missão, como pregador do evangelho e representante da Igreja, evangelizar aos homens de todas as classes e condições.

Quando a Igreja começa a intervir em assuntos políticos, econômicos e sociais, se põem obstáculos à tarefa evangelística que Deus lhe tem designado. Já não poderia dizer que não conheço a ninguém segundo à carne, e por isso pecaria. Que cada indivíduo desempenhe seu papel como cidadão e permaneça no partido político que escolher. Isto terá que decidir como indivíduo. A Igreja como tal não tem de se preocupar com essas coisas. Nossa missão é pregar o evangelho e levar a mensagem de salvação a todos, e, graças a Deus, os comunistas podem se converter e serem salvos. A Igreja tem que se preocupar com o pecado em todas as suas manifestações, e o pecado pode ser tão terrível num capitalista como num comunista, num rico como num pobre, pode se manifestar em todas as classes sociais, em todos os tipos e grupos.

Outra forma em que funciona este princípio pode ser vista no fato que, depois de cada avivamento e reforma na Igreja, toda a sociedade tem recolhido os benefícios. Leiam o relato dos grandes avivamentos e o verão. Por exemplo, no avivamento que ocorreu sob Richard Baxter em Kiderminster, na Inglaterra, no século XVII, não somente os crentes se avivaram, senão muitos que não eram crentes se converteram e entraram na Igreja. Além disso, toda a vida da cidade sentiu os efeitos; e o mal, o pecado e o vício se reduziram. Isto ocorreu porque a Igreja censurou estas coisas, não porque a Igreja persuadiu o Governo para que promulgasse leis, senão pela simples influência dos crentes. Assim tem sido sempre.

Sucedeu o mesmo nos séculos XVII e XVIII e no começo deste século no avivamento que ocorreu em 1904-5. Os crentes, sendo o que devem ser, influenciam a sociedade de forma quase automática.

Prova disto se encontra na Bíblia e também na história da Igreja. No Antigo Testamento, depois de cada reforma e avivamento houve benefícios gerais para a sociedade. Recordemos também a Reforma Protestante e veremos imediatamente que afetou a vida em geral. O mesmo é verdade quanto à Reforma Puritana. Não me refiro às leis do Parlamento que os Puritanos conseguiram promulgar, senão a sua forma geral de vida. Historiadores competentes estão de acordo em dizer que o que salvou este país de uma revolução como a que sofreu a França em fins

do século XVIII não foi senão o avivamento evangélico. E isto ocorreu não porque fizera algo diretamente, senão porque massas de indivíduos haviam se tornado cristãos e viveram esta vida melhor com uma perspectiva mais elevada. Toda a situação política percebeu os efeitos, e as grandes leis que se promulgaram no século passado se deveram sobretudo ao fato de que havia muitos cristãos no país.

Finalmente, não é por acaso o presente estado da sociedade e do mundo uma prova perfeita deste princípio? Creio que é certo que nos últimos

Finalmente, não é por acaso o presente estado da sociedade e do mundo uma prova perfeita deste princípio? Creio que é certo que nos últimos

No documento Evangelho de Mateus (páginas 79-88)

Documentos relacionados