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O Sistema e-MARCAS

No documento direito da propriedade intelectual texto (páginas 32-40)

Com o objetivo de dar mais celeridade aos processos de registro e patentea- mendo no Brasil, o INPI desenvolveu o Sistema Eletrônico de Gestão da Proprieda- de Industrial, chamado de “e-INPI”, que já pode ser utilizado para demandar serviços e praticar atos processuais por meio de formulários eletrônicos próprios, através da Internet. O primeiro sistema a entrar em operação – desde 1º de setembro de 2006 – chama-se “e-MARCAS”, e trata-se de um módulo de acesso aos formulários eletrô- nicos de petição e de pedido de registro de marcas.

Com o e-MARCAS, o processo de registro se tornou mais fácil, rápido e segu- ro. Abaixo, tem-se uma síntese do que mudou com o novo módulo.

Forma Convencional e-MARCAS

Como é feito o depósito de pedido de registro?

Feito em formulários de papel, em 3 vias, entregues pessoal- mente na sede ou nas represen- tações do INPI

Feito e enviado exclusivamente pela internet, por meio de formu- lário eletrônico

E o horário de funcionamen- to?

Horário comercial, apenas nos dias úteis

24 horas, durante todos os dias da semana

Como fica a data de priorida- de dos pedidos de registro?

A data em que o INPI protocola o pedido entregue pelo usuário na sede ou representações do Insti- tuto

A data em que o INPI recebe o formulário eletrônico de pedido, o que inclusive contempla sába- dos, domingos e feriados E o prazo para a prática de

atos que vençam final de se- mana, por exemplo?

O prazo que vence durante o fi- nal de semana ou em feriados é estendido até o primeiro dia útil subseqüente

Nenhuma mudança. Caso o usu- ário tenha que praticar algum ato cujo prazo vença num final de semana ou num feriado, ele terá até o primeiro dia útil subseqüen- te para fazê-lo, ainda que ele op- te por enviar o formulário eletrô- nico de petição durante o fim de semana ou feriado

Como fica a emissão da Guia de Recolhimento da União (GRU) muda?

Feita pelo sistema de emissão da GRU, por meio de login e senha cadastrados

Feita também pelo sistema de emissão da GRU (considerado agora como um módulo do e- INPI). Porém, o usuário deverá utilizar certificação digital para acessá-lo, restando, excepcio- nalmente, a opção de acesso apenas por meio de login e se- nha

Como selecionar os serviços? Por meio de códigos que agru- pam macro-serviços

Também por meio de códigos de serviços, embora a lista tenha si- do reestruturada com a finalidade de desmembrar uma série de serviços, de maneira a que o u- suário localize de uma maneira mais fácil exatamente aquilo que deseja

Como é feito o pagamento da GRU?

Em toda rede bancária Em toda rede bancária O Login e senha são obriga-

tórios?

Obrigatório, para o cadastro do usuário junto ao sistema de e- missão da GRU

Continua obrigatório, para o ca- dastro do usuário junto ao módu- lo de emissão da GRU (denomi- nado no manual do e-MARCAS como módulo de seleção de ser- viços do e-INPI)

O uso da certificação digital é possível?

Não Sim Quem possui certificação di-

gital precisa guardar os origi- nais dos documentos envia- dos ao INPI?

A certificação digital não se apli- ca ao uso do papel

Depende. Se o documento em questão tiver sido originalmente criado em meio digital e contiver a assinatura digital do usuário, não haverá a necessidade de guarda do original desse docu- mento, até mesmo porque, neste caso, ele já será originalmente digital. Qualquer outro documen- to cujo arquivo eletrônico seja fruto da digitalização de algum documento em papel, ainda que enviado por detentor de certifica- do digital, deverá ter o seu origi- nal guardado pelo usuário E quem não possui ainda

uma certificação digital, como proceder?

A certificação digital não se apli- ca ao uso do papel

O usuário que não dispuser de certificado digital, poderá praticar atos perante a Diretoria de Mar- cas apenas mediante utilização de seu login e senha. Nesse ca- so, o usuário deverá manter em seu poder cópia do termo de a- desão ao e-INPI, devidamente assinado, uma vez que o INPI

poderá requisitá-lo a qualquer momento. Além disso, todos os documentos enviados para a Di- retoria de Marcas, ainda que ori- ginalmente digitais, deverão ter a sua versão original guardada pe- lo usuário, tendo em vista que o INPI poderá, sempre que neces- sário, formular exigência referen- te à sua apresentação

E as Petições? Feitas em formulários de papel, em 3 vias, entregues pessoal- mente na sede ou nas represen- tações do INPI

Feitas e enviadas exclusivamen- te pela internet, por meio de for- mulário eletrônico

Como é solicitada a anotação de transferência de titularida- de?

Para cada processo deve-se pro- tocolar uma petição

Em apenas um formulário eletrô- nico, o usuário pode listar todos os processos envolvidos na transferência, não havendo mais a necessidade de se protocolar uma petição para cada processo Sou cessionário de um pedi-

do de transferência de um re- gistro de marca. Preciso en- viar o certificado para anota- ção?

Sim, anexado à petição de trans- ferência

Não. O INPI emitirá folha suple- mentar ao registro, contendo as informações relativas à alteração efetuada

Como se solicita uma busca prévia de marcas?

Solicitada em formulários de pa- pel, em 3 vias, entregues pesso- almente na sede ou nas repre- sentações do INPI

Solicitada exclusivamente pela internet, por meio de formulário eletrônico

Como se dá a concessão do registro?

Solicitada em formulários de pa- pel, em 3 vias, entregues pesso- almente na sede ou nas repre- sentações do INPI

Solicitada pela internet apenas mediante a informação de paga- mento relativo à retribuição es- pecífica. Será disponibilizado re- cibo referente a esta solicitação Como se dá a prorrogação do

registro?

Solicitada em formulários de pa- pel, em 3 vias, entregues pesso- almente na sede ou nas repre- sentações do INPI

Solicitada pela internet apenas mediante a informação de paga- mento relativo à retribuição es- pecífica. Será disponibilizado re- cibo referente a esta solicitação

E a anotação de alteração de nome, razão social, sede ou endereço? Como é requeri- da?

Solicitada em formulários de pa- pel, em 3 vias, entregues pesso- almente na sede ou nas repre- sentações do INPI

Feitas e enviadas exclusivamen- te pela internet, por meio de for- mulário eletrônico

Alterei meu nome/razão soci- al/sede/endereço. Preciso enviar o meu certificado para anotação?

Sim. Anexado à petição de alte- ração correspondente

Não. O INPI emitirá folha suple- mentar ao registro, contendo as informações relativas às altera- ções efetuadas

E o pedido de fotocópia. Co- mo se dá agora?

Por meio de petição específica, entregue pessoalmente na sede ou nas representações do INPI

É solicitado por meio de formulá- rio eletrônico de petição

E os certificados de registro? Solicitado em formulários de pa- pel, em 3 vias, entregues pesso- almente na sede ou nas repre- sentações do INPI

Solicitado pela internet apenas mediante a informação de paga- mento relativo à retribuição es- pecífica. Será disponibilizado re- cibo referente a esta solicitação Como fica o exame formal do

pedido de registro?

É feito com base no pedido apre- sentado em papel. O usuário tem que retornar ao INPI para tomar ciência de eventuais exigências, que devem ser cumpridas, medi- ante a apresentação de novos formulários de pedido, em 5 dias da ciência do usuário

É feito com base no pedido envi- ado pela internet. A diferença é que, caso haja alguma exigência formal, a mesma passa a ser pu- blicada na RPI. O usuário conti- nua tendo 5 dias para cumpri-la, não havendo, entretanto, a ne- cessidade de reenviar o formulá- rio eletrônico de pedido: o cum- primento de exigência formal se- rá enviado mediante um formulá- rio eletrônico de petição

Exame de conformidade das petições

Não existe Com a entrada em vigor do e- MARCAS, a Diretoria de Marcas procederá a um exame de con- formidade de todas as petições enviadas por meio dos formulá- rios eletrônicos, de forma a que sejam verificadas a integridade dos arquivos enviados como a- nexos, bem como a correspon- dência entre o assinalado no formulário e o efetivamente envi- ado como documento em anexo, dentre outras verificações. Trata-

se, portanto, de um procedimen- to que visa garantir o bom fun- cionamento do fluxo de informa- ções estabelecido por meio das petições enviadas à Diretoria Reivindicação de cores nas

marcas

Por meio de indicações na eti- queta

Ao instruir seu pedido com um arquivo digital da marca que con- tenha uma figura colorida, o usu- ário assume estar reivindicando cores para a marca requerida. Caso as cores não sejam objeto de reivindicação, basta que o u- suário envie como arquivo digital da marca uma figura em preto e branco

E a petição rotulada de “ou- tros”?

Existe, sendo que o usuário tem que informar manualmente qual o assunto correspondente na pe- tição

O serviço 363 (“outras petições”) foi desdobrado em assuntos es- pecíficos, a fim de atender aos atos previstos na LPI

Quadro 2 – “O que mudou com o e-MARCAS?”. Fonte: Site do INPI (www.inpi.gov.br)

Titularidade

Diz a nossa legislação que o requerente ou depositário – pessoa física ou ju- rídica – tem a legitimidade, salvo prova em contrário, de obter a titularidade da pa- tente ou registro. Assim, haverá sempre a presunção de serem verdadeiras as in- formações contidas no requerimento.

Contudo, algumas dúvidas ou desavenças podem surgir quando a criação protegida pelo direito industrial advém de uma relação de emprego ou prestação de serviço. Assim, há de se esclarecer as regras que regem essa relação emprega- dor/empregado ou contratante/contratado.

Existem três hipóteses, quais sejam: a da propriedade exclusiva do emprega- dor/contratante; a da propriedade exclusiva do empregado/contratado; e a da propri- edade comum.

• Para ser de propriedade exclusiva do empregador/contratante, o resultado obtido pelo trabalho criativo deve ser aquele previsto antes de sua realização, ou seja, o resultado deve decorrer da própria natureza do trabalho acordado; • Para ser de propriedade exclusiva do empregado/contratado, o resultado ou produto obtido não pode ter qualquer relação com o contrato de trabalho ou prestação de serviço e mais, não pode ter havido utilização de recursos, meios, dados, materiais, instalações ou equipamentos do emprega- dor/contratante;

• Para a propriedade industrial pertencer a ambos, empregador/contratante e empregado/contratado, a criação realizada ou o resultado obtido deverá de- correr de uma contribuição pessoal do empregado, desvinculada do que fora acordado entre as partes, aliada a utilização de recursos, meios, dados, mate- riais, instalações ou equipamentos do empregador ou contratante.

É interessante também deixar claro que as regras acima não são absolutas, ou seja, elas apenas são aplicadas na ausência de cláusula contratual explicita so- bre o assunto. Assim, nada impede que seja feito, entre as partes, um contrato com regras distintas.

Transferência

O direito de propriedade industrial pode ter sua titularidade legalmente trans- ferida, desde que formalizada por documentação hábil, contendo todas as informa- ções do cedente e do cessionário. Esta pode envolver dinheiro ou ser a título gratui- to, abrangendo tanto uma patente ou registro já deferidos como apenas depositados e ainda em fase de tramitação.

A propriedade industrial também pode ser licenciada, indefinidamente ou por prazo determinado, de forma gratuita ou onerosa. No caso específico das patentes e dos registros de desenho industrial, a licença pode ser voluntária ou compulsória.

A licença voluntária é uma espécie de “aluguel” da propriedade industrial, em que o titular cede os direitos de comercialização e recebe, como regra geral, uma remuneração em troca, chamada de royalty. Ela pode ocorrer a qualquer tempo na vigência do privilégio e seu contrato deverá ser averbado pelo INPI.

Caso o titular não tenha conseguido licenciar pessoalmente sua propriedade industrial, ele poderá solicitar a chamada “oferta de licença” ao próprio INPI que, a- pós avaliação prévia da solicitação, publicará uma nota com esta na Revista da Pro- priedade Industrial.

A licença compulsória é uma medida legal usada para se evitar situações de exercício abusivo de uma propriedade industrial, obrigando o seu titular ao licencia- mento, sob pena de perda de direito. Ela é usada, por exemplo, quando o titular de uma patente a detém apenas como reserva de mercado, não produzindo e não dei- xando que outrem a produza. O seu principal objetivo é salvaguardar o interesse so- cial, evitando-se abuso de poder econômico.

Como já visto, a concessão de um direito de propriedade industrial, dada pelo Estado, nada mais é que uma contraprestação. Isto é, se por um lado há a garantia de exploração exclusiva, por outro há a obrigação legal de tornar essa exploração real, efetiva e suficiente para atender os interesses da nação.

A licença compulsória poderá ser requerida após três anos da concessão do privilégio e só não é efetivada se, à data da solicitação da licença, o titular justificar o desuso por razões legítimas, comprovar a realização de preparativos para o início da exploração ou justificar a não comercialização do objeto do privilégio por obstáculos de ordem legal.

Quanto às marcas, o direito sobre o registro, pedido ou concedido, também pode ser transferido por cessão ou licença, desde que o cessionário ou licenciado atenda aos mesmos requisitos estipulados no registro original.

Essa transferência ocorre de maneira voluntária, não havendo a figura da li- cença compulsória, vista para o sistema de patentes e registro de desenho industrial. Contudo, para se evitar o desuso injustificado de uma marca registrada, a legislação define a chamada “caducidade”.

Assim, o registro de uma marca caducará, a requerimento de qualquer inte- ressado, quando seu uso não tiver sido iniciado no Brasil ou tiver sido interrompido por mais de cinco anos consecutivos. Solicitada a caducidade, se em sessenta dias o titular não justificar o desuso da marca por razões legitimas, a sua propriedade se- rá transferida ao requerente da ação.

Por fim, cumpre esclarecer que o direito de propriedade industrial, como qual- quer outro direito de propriedade, também é transferido hereditariamente, obede- cendo às regras comuns do direito sucessório, estipulados na lei civil.

Violação

Diferentemente da legislação sobre direitos autorais, cuja menção aos crimes contra eles cometidos não fora explicitamente referenciada em sua própria lei, es- tando estes tipificados ainda no Código Penal, a Lei de Propriedade Industrial (LPI) reservou em seu próprio texto nada menos que treze artigos, com a tipificação dos crimes:

• Contra as patentes;

• Contra dos desenhos industriais; • Contra as marcas;

• Cometidos por meio de marca, título de estabelecimento e sinal de propa- ganda;

• Contra indicações geográficas e demais indicações; • De concorrência desleal.

O meio mais comum de se infringir criminalmente a propriedade industrial é a industrialização, comercialização ou uso – no caso de processo de fabricação – de objeto de privilégio alheio sem a autorização de seu titular.

De um modo geral as penas variam de um mês a um ano de detenção, acres- cidas ou substituídas por multa, dependendo do delito e de sua gravidade. Elas po- dem também ser aumentadas de um terço à metade se quem praticou o crime era representante, mandatário, preposto, sócio ou empregado do proprietário da patente ou do registro lesado.

Também comete crime quem imita ou altera marca registrada de outrem, po- dendo ser condenado a uma pena varia de três meses a um ano de detenção.

No caso da chamada “concorrência desleal”, não é fácil se encontrar uma de- finição absoluta sobre a questão. “A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal diz que nenhuma lei poderia defini-la, tal a variedade de atos que podem constituí-lo.” (HA- MMES, 2002, p.387).

“É preciso delimitar o conceito sob pena de considerar concorrência desleal o que não é, ou, ao contrário excluir dela práticas nocivas e perniciosas ao e- xercício das atividades comerciais e industriais.” (HAMMES, 2002, p.387-388) Os crimes contra a propriedade industrial encontram-se disciplinados na parte final da Lei nº 9.279/96.

No que tange à esfera cível, em se tratando de direito de propriedade indus- trial, sua utilização deverá acontecer sempre em última hipótese, já que a possibili- dade de reclamação de direitos por via administrativa, junto ao próprio Instituto Na- cional da Propriedade Industrial, é bastante generosa.

Sendo insatisfatória a decisão administrativa para qualquer das partes, estas terão o judiciário para apuração dos impasses restantes.

Dados Históricos

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Assim como a criação da imprensa foi decisiva para dá-se início ao sistema de privilégios nas áreas literárias, científica e artísticas, a Revolução Industrial, que transformou os modos produção então artesanais, pode ser considerada como o es- topim do direito de propriedade industrial moderno.

Todavia, consta que o primeiro privilégio dado a uma criação no campo da in- dústria aconteceu bem antes, no ano 1236, em Bordeux, França, para uma fabrica que tecia e tingia tecidos de lã. Já a primeira lei foi criada em 1474, em Veneza, um dos mais importantes portos comerciais europeus da época.

Entretanto, privilégios como o citado e outros ocorridos principalmente na Eu- ropa, não passavam de meras “vantagens”, conseguidas muitas vezes através de conluios políticos, carecendo, obviamente, de uma padronização consistente e sóli- da e, especialmente, de nível mundial.

Visando minimizar esta carência normativa, foram criadas, com o passar dos anos, várias legislações voltadas ao direito industrial, dentre elas a Patent Act ameri- cana de 1790, e a lei francesa de 1791.

De qualquer forma, conforme já dito, foi só após a Revolução Industrial, berço de grandes invenções, que a sistematização desse direito tornou-se vital. Assim, em 1883, uma conferência diplomática se reuniu na França com o intento de discutir uma harmonização internacional da propriedade industrial.

Desta conferência, promulgou-se a Convenção de Paris, e com ela o avanço da propriedade industrial no mundo.

No Brasil, desde 1700 existem alguns tipos de privilégios dados a pequenos industriais, contudo o mais antigo “titular de propriedade industrial” foi Antônio Fran- cisco Marques que, em 1752, obteve um privilégio para instalar uma fábrica de des- cascar arroz, garantindo um monopólio sobre esta atividade por dez anos.

Mais tarde, em 1809, um alvará expedido pelo Príncipe Regente concedeu aos inventores de alguma nova máquina um privilégio temporário. Para consegui-lo,

o inventor deveria apresentar um plano de seu invento à Real Câmara do Comércio, que avaliaria o caso. Comprovada a utilidade e a novidade da invenção apresenta- da, era concedido um privilégio de quatorze anos.

Na mesma época, criou-se, por iniciativa do então ministro das relações exte- riores, Conde de Barca, a Sociedade de Encorajamento à Indústria, que tinha por objetivo incentivar e fomentar as novas invenções, com a entrega de recompensas e prêmios.

A primeira lei brasileira especifica só foi estabelecida alguns anos mais tarde, em 1830, tratando dos privilégios de invenção e de seus melhoramentos, e assegu- rando ao descobridor ou inventor exclusividade no uso de sua descoberta ou inven- ção. Também era dado a qualquer industrial ou comerciante o direito de marcar os produtos de sua manufatura e de seu comércio com qualquer denominação, emble- ma, estampa, selo, sinete, carimbo, relevo ou invólucro.

Em 1882, foi promulgada a segunda lei específica sobre propriedade industri- al de nosso país. Nesta incluiu-se a categoria dos melhoramentos da invenção já privilegiada. Cinco anos mais tarde, estabeleceram-se as regras básicas para o re- gistro das marcas de fábrica e de comércio. Os desenhos e os modelos industriais, por sua vez, só passaram a ser protegidos em 1934, com o Decreto 16.264.

Em 1970 foi criado o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, autarquia federal que substituiu o antigo Departamento Nacional da Propriedade Industrial, com o objetivo de dinamizar o direito industrial no Brasil.

No ano seguinte surge o Código de Propriedade Industrial com a Lei n.º 5.772/71, revogado e substituído pela Lei n.º 9.279 de 14 de maio de 1996.

No documento direito da propriedade intelectual texto (páginas 32-40)

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