CAPÍTULO 1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1 APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS: DO TANDEM AO TELETANDEM INSTITU-
1.1.2 O Teletandem Institucional-Integrado (TTDii)
e oportunidades que parcerias com universidades estrangeiras trouxeram para o contexto. As sessões de TTDii e todas as atividades desse novo contexto estão inseridas no conteúdo programático de determinadas disciplinas do curso de graduação. A realização dessas sessões é obrigatória, sendo essa uma das diferenças com relação ao teletandem institucional não-integrado.
Os professores das turmas participantes do TTDii assumem o papel de tutores, preparam seus alunos e fornecem aconselhamento, inserindo em suas aulas questões e informações que orientam os aprendizes nas sessões, e ainda atribuem notas aos alunos que realizarem as atividades solicitadas (as quais são descritas posteriormente) no período das parcerias institucionais-integradas. Ademais, os alunos devem participar de um tutorial (ARANHA & CAVALARI, 2014) antes das sessões começarem, a fim de que todo o seu funcionamento e regras sejam esclarecidos, bem como a realização das atividades previstas no cronograma.
Além dessas características mencionadas, de acordo com Aranha & Cavalari (2014), na modalidade de parcerias de TTDii:
(a) os alunos fazem as sessões de TTD durante o horário regular de aula em ambientes apropriados para as sessões e com o apoio de monitores, que ajudam a sanar possíveis problemas com a tecnologia;
(b) os professores organizam um calendário de sessões (em geral oito) e de temas relacionados com os programas das disciplinas sobre os quais os alunos poderão discutir. Obviamente, outros assuntos poderão fazer (e efetivamente fazem) parte das sessões. O objetivo de haver um assunto proposto pelo professor de uma disciplina é oferecer uma sugestão de tema aqueles aprendizes que são mais tímidos, servir de “gatilho” para a sessão, funcionar como um warm-up;
(c) a atividade de TTD é utilizada como um instrumento de avaliação, uma vez que se relaciona de alguma maneira com o conteúdo desenvolvido durante as aulas (ARANHA & CAVALARI, 2014, p. 76).
As autoras também salientam que as sessões ocorrem sempre no mesmo horário, durante as aulas de língua estrangeira, e os alunos são pareados aleatoriamente, mantendo-se o mesmo par durante as oito semanas. No Laboratório Teletandem da UNESP de São José do Rio Preto, o pareamento aleatório ocorre da seguinte maneira: as sessões são realizadas via Skype®, por
meio de um usuário criado para cada computador que, por sua vez, tem adicionado um dos usuários criados para cada computador utilizado no laboratório da universidade que participa do TTDii com os alunos brasileiros. Quando os alunos chegam aos laboratórios para interagir, os computadores estão ligados e conectados ao Skype®; cada aluno escolhe o computador onde quer trabalhar e faz a ligação via Skype® para a pessoa que está sentada do outro lado.
Por fazer parte de uma disciplina regular, o TTDii conta com algumas atividades obrigatórias, tais quais: i) responder a um questionário inicial e um final entregues pelo professor da disciplina; ii) escrever um diário reflexivo logo após cada sessão, levando em consideração as metas que estabeleceram e a prática linguística que ocorre durante as sessões, salientando aspectos positivos e negativos; iii) escrever, revisar e reescrever textos na língua alvo para serem trocados com seus parceiros ao longo das sessões; iv) postar os documentos relacionados às práticas de TTDii em seu e-portfolio em uma plataforma utilizada pela turma6 (questionários, diários reflexivos, redações originais, revisadas e reescritas, e documentos com as transcrições do chat realizado em cada aula).
As atividades requeridas no TTDii representam um grande diferencial desta modalidade com relação ao TTD Institucional Não-Integrado. Sua prática vai além das sessões e envolve os alunos em aspectos que antes não eram considerados pelos participantes, como as atividades acima mencionadas.
Luvizari-Murad (2014), em seu estudo sobre os sistemas de atividades TTD e TTDii, sintetizou os principais componentes organizacionais que diferenciam os contextos de Teletandem Institucional Não-Integrado (TTD) e o Teletandem Institucional-Integrado (TTDii), como vemos no quadro abaixo:
6 No laboratório da UNESP de São José do Rio Preto, na época da coleta de dados da presente pesquisa, os alunos deveriam utilizar a Plataforma TelEduc, disponível em: http://prograd.ead.unesp.br/~teleduc/cursos/aplic/index.php?cod_curso=927 . Atualmente, os alunos postam os documentos no Google Drive.
Contexto TTD Contexto TTDii Local e
horário das interações
Os interagentes são livres para escolher o local e o horário mais convenientes para as interações.
As sessões são sempre realizadas no laboratório de Teletandem da universidade no horário da aula de língua inglesa (no lado brasileiro) e língua portuguesa (nos Estados Unidos). Temas sobre
os quais os interagentes
conversam
Cabe aos interagentes a opção de estabelecer temas para as interações ou deixarem que seja algo espontâneo.
As sessões são iniciadas com o oferecimento de feedback das “redações” corrigidas. Após fazê-lo, os interagentes podem ou não continuar conversando sobre o filme ou texto que gerou a “redação” ou partirem para a conversação livre.
Tarefas para serem desenvolvidas fora da sessão
Não há, a menos que os interagentes assim o desejem. Se assim for, são responsáveis por estabelecerem e negociarem essas tarefas.
Produções escritas sobre temas discutidos nas aulas de LE. Os interagentes enviam-nas aos parceiros que são responsáveis por corrigi-las. Na sessão seguinte, podem discutir as correções feitas. Além de desenvolver a habilidade escrita, essa atividade tem por intuito fornecer insumo para as discussões durante a interação. Nem sempre a correção linguística é o foco, mas também questões culturais advindas dos trabalhos escritos.
Avaliação do processo e oferecimento de feedback Os aprendizes avaliam a produção do parceiro e oferecem feedback apenas se desejarem e estabelecerem essa dinâmica na parceria independente.
Os interagentes recebem uma nota pela participação na atividade de TTDii, que se constitui em parte da avaliação da disciplina de língua estrangeira. No lado brasileiro, a nota da atividade de
Teletandem compreende: a) a assiduidade nos encontros, b) a produção de textos, c) a correção das redações do parceiro, d) a produção de diários e questionários, e) o armazenamento de todos os componentes anteriores de acordo com a organização estabelecida pelo grupo.
Suporte aos interagentes
Podem, se desejarem, serem acompanhados por professores mediadores.
Devem reportar-se ao professor da disciplina de língua inglesa (e monitores que os auxiliam). O docente acompanha e organiza a atividade de TTDii para todo o grupo, embora, obviamente, não tenha acesso à sessão em si, nem tampouco “controle” dela.
Coleta de dados
Realizada individualmente, se o interagente estiver ligado a atividades de pesquisa. Caso contrário, as sessões são realizadas nas casas dos
Realizada coletivamente. Todos os interagentes fazem TTDii no laboratório, no período da aula de língua inglesa. Todos os computadores são preparados para gravar as sessões em áudio e vídeo
próprios interagentes e não são, necessariamente, gravadas.
por meio do programa Evaer.
Quadro 2 – TTD e TTDii: diferenças no contexto (Fonte: LUVIZARI-MURAD, 2014, p. 8).
Destaco o item do quadro acima referente às tarefas que são desenvolvidas fora da sessão de teletandem, especificamente a escrita. Na modalidade de teletandem institucional não-integrado, a prática da escrita restringe-se, geralmente, a esclarecimentos, dúvidas e/ou outros comentários que eram feitos no chat do programa utilizado para a sessão. Se os interagentes desejassem, também poderiam estabelecer outras tarefas por escrito; no entanto, não havia exigências específicas nesse aspecto, o que difere do TTDii, já que a escrita de textos é obrigatória nessa modalidade.
Telles & Vassallo (2006), ao abordar seis princípios que caracterizam o teletandem, apresentam o desenvolvimento da leitura e da escrita como um deles. Segundo os autores, junto às conversas durante as sessões de teletandem,
(...) reflexões partilhadas de leitura e escrita são praticadas. Estas reflexões podem se concentrar no conteúdo, cultura, forma, léxico e no processo de interação de teletandem em si. As práticas de leitura e escrita também podem se tornar práticas regulares do e-Tandem, tais como a troca de tarefas de casa escritas por e-mail, quando
feedback linguístico e insumos de vocabulário e gramática significativos são dados
pelo parceiro teletandem7 (TELLES & VASSALLO, 2006, p. 7).
Ou seja, mesmo antes da modalidade TTDii, a leitura e a escrita eram fundamentais para a prática de teletandem e representavam um dos princípios desse contexto virtual de aprendizagem de línguas.
7 These free conversations are followed by shared reflection during which reading and writing abilities are practiced. These reflections may focus on content, culture, form, lexicon and the process of Teletandem interaction itself. The reading and writing practices can also take the form of regular e-Tandem practices, such as exchange of written homework assignment s by e- mail, when language feedback and meaningful vocabulary and grammar inputs are given by the teletandem partner (TELLES & VASSALLO, 2006, p. 7 – tradução minha).
Na modalidade de TTDii, a escrita, foco da presente pesquisa, ganha significativo destaque, já que tal atividade, além de ser obrigatória, pressupõe a produção de três textos8 ao longo da realização das sessões, o que não acontecia na modalidade institucional não-integrada. A incorporação da prática da escrita feita pelo TTDii foi uma adaptação às necessidades do contexto. Sua prática, descrita detalhadamente por Cavalari & Aranha (no prelo), ocorre entre a segunda e a sétima sessões, nas quais os alunos devem trocar textos com seus parceiros estrangeiros, por meio de um revezamento entre produção em língua estrangeira (LE) e revisão em língua materna (LM). Em cada semana, um dos membros do par interagente deve escrever um texto na língua alvo, com temas que são sugeridos pelos professores de acordo com o programa de sua disciplina, e enviar para o parceiro, que deverá corrigir o texto e enviá-lo de volta para que tal revisão seja comentada na sessão seguinte. Dessa maneira, toda semana, a sessão se inicia na língua na qual o texto foi escrito e o aprendiz daquela língua tem a oportunidade de solucionar suas dúvidas em relação às revisões e correções feitas pelo parceiro em seu texto (ARANHA & CAVALARI, 2014). Espera-se que, idealmente, cada interagente escreva e reescreva os textos na língua alvo e também revise os textos de seu parceiro. No caso dos interagentes brasileiros, as versões originais, revisadas e reescritas dos seus textos e de seus parceiros eram postadas na plataforma TelEduc.
A realização de todas essas etapas no processo de escrita – primeira versão, correção do parceiro, conversa para discutir a correção e reescrita – faz com que ela seja considerada colaborativa, já que um ajuda o outro na produção textual. Nesse sentido, a modalidade TTDii estimula um processo colaborativo de escrita à medida que as atividades são integradas à pedagogia de língua estrangeira (ARANHA & CAVALARI, 2015).
Com relação ao conteúdo dos textos, os professores das turmas sugerem temas que fazem parte do cronograma da disciplina de língua estrangeira e/ou a turma assiste a filmes que
servem de base para a produção textual (como no caso da universidade americana desta pesquisa). Alguns professores brasileiros fornecem insumo em forma de textos com exemplos, explicações sobre o tipo de texto que está sendo solicitado e sugestões de temas; outros solicitam a produção de determinado gênero textual. Assim, não há um consenso acerca de como os professores solicitam aos seus alunos a produção dos três textos obrigatórios para as sessões do TTDii9, pois, uma vez que a prática está inserida na disciplina, os textos são propostos de acordo com o conteúdo programático da disciplina em questão.
Também não há um acordo no que diz respeito à forma como os alunos fazem a revisão dos textos do parceiro. Segundo Aranha e Cavalari (2015), o feedback corretivo que os alunos devem dar depende da abordagem do professor da disciplina ou dos próprios alunos, de acordo com suas experiências e crenças. Sugere-se, em geral, que os participantes utilizem o sistema de revisão do Office Word®, que assinala as alterações feitas no texto, bem como permite a
inserção de comentários. No entanto, fica a critério de cada aluno escolher a forma como deseja corrigir o texto do parceiro.
Aranha e Cavalari (2015), ao analisarem a forma pela qual os participantes brasileiros oferecem feedback para as produções escritas de seus pares americanos, mostraram que
(...) a maioria dos participantes, aparentemente, tendem a corrigir as produções escritas de seus parceiros de TTDii de acordo com suas crenças e experiência como aprendizes, de forma coerente com o feedback fornecido geralmente por professores, ou seja, eliminando o erro, proporcionando formas corretas prescritivas e impedindo os alunos de exercer as suas próprias estratégias de aprendizagem (ARANHA & CAVALARI, 2015, p. 145)10.
Sobre o fato de os alunos não terem instruções para realizar as revisões dos textos, Elola & Oskoz (2014), ao abordarem cursos online e híbridos, afirmam que os aprendizes do contexto
9 Esses dados foram obtidos por meio de entrevistas feitas com alguns professores da UNESP de São José do Rio Preto.
10 The analysis shows that most participants apparently tend to correct their iiTTD partners’ written productions according to their beliefs and experience as learners, coherently with the feedback usually provided by teachers, i.e., by eliminating the error, providing prescriptive correct forms and preventing students from exercising their own learning strategies (ARANHA & CAVALARI, 2015, p. 145) – tradução minha.
tandem deveriam ser letrados na área da computação, tendo habilidades de processamento de palavras e familiaridade com a Internet. Nesse caso, saber lidar com ferramentas de revisão de texto do Word Office® e ter conhecimentos básicos sobre o envio de e-mails com anexos, por exemplo, representam letramentos necessários para que o feedback corretivo escrito seja realizado sem dificuldades ou dúvidas que os alunos possam ter ao longo desse processo.
A escrita, no caso da modalidade de TTDii, representa uma prática complexa, que envolve etapas como a revisão e a reescrita, e por não haver consenso com relação aos aspectos supracitados, há uma demanda significativa de estudos acerca do tema. Na presente pesquisa, como já mencionei, proponho um trabalho específico com as produções textuais no TTDii de alunas americanas a partir de gêneros textuais, com instruções de como proceder na escrita, embora não haja determinação de como os parceiros devam proceder nas revisões dos textos.
Faz-se relevante retomar a questão dos princípios que regem o teletandem (reciprocidade, separação de línguas e autonomia) também na modalidade de TTDii, que apresenta diferenças com relação a esses três aspectos. Embora os princípios estejam presentes no TTDii, algumas características diferem devido à forma com que as sessões nesta modalidade acontecem e devido ao papel que a prática da escrita adquire neste contexto.
O princípio da reciprocidade permanece inalterado no que concerne à habilidade oral da língua, pois os parceiros seguem a premissa de que um ajuda o outro e ambos se beneficiam com a prática do TTDii, simultaneamente. Entretanto, na habilidade escrita a reciprocidade assume um caráter diferenciado no sentido de que existe um revezamento de escrita, correção e discussão dos textos produzidos pelos alunos participantes das sessões. Quando um aluno corrige o texto do outro e na sessão seguinte conversa sobre esse texto, ele está auxiliando seu parceiro na melhoria de sua produção, sem pedir nada em troca naquele momento; o aluno que corrigiu o texto sabe que na semana seguinte ele é quem terá o texto corrigido e discutido pelo colega, e assim a reciprocidade acontecerá. Portanto, apesar de não haver uma simultaneidade
de auxílio para a produção textual no TTDii, a reciprocidade não deixa de fazer parte da modalidade.
Já com relação à separação das línguas, no TTDii existe um controle maior por parte dos professores, que, em geral, avisam os alunos sobre o momento de troca de uma língua para outra, e pelo fato de haver produções textuais que são discutidas nas sessões, a língua a ser falada por primeiro dependerá da língua na qual o texto foi escrito para aquela sessão. Desse modo, a separação de línguas não segue apenas a vontade dos parceiros, mas, também, a agenda da modalidade que depende dos textos produzidos pelos alunos. No entanto, deve-se destacar que, mesmo com professores e/ou mediadores durante as sessões, não se pretende garantir que todos os participantes sigam realmente as instruções sobre troca de língua, pois a autonomia não deixa de fazer parte do TTDii e, se os parceiros desejarem, podem não conversar sobre os textos ou fazê-lo utilizando a língua materna de quem escreveu o texto, casos que são evidenciados nas análises do presente estudo.
Com relação à autonomia, Aranha & Cavalari (2014) e Cavalari & Aranha (no prelo) apontam que esse princípio também é diferente no TTDii. Existem condições para a sua realização, como a separação das línguas conforme os textos são escritos; os horários que são determinados pelas aulas da disciplina na qual o aluno estuda; e as atividades obrigatórias da disciplina. Contudo, os alunos têm autonomia para negociar vários aspectos de suas sessões, como a troca de informações por outros meios além do Skype® (redes sociais, e-mail etc.), escolha de assuntos para conversar que não sejam apenas relativos aos textos, entre outros.
Para finalizar a teoria acerca da modalidade de TTDii, elaborei um quadro que apresenta os três princípios e, logo abaixo, duas características do teletandem institucional não-integrado em comparação com o integrado, destacando a língua como enfoque do presente estudo.
Princípios / Características TTD TTDii
Reciprocidade
Limita-se, basicamente, à oralidade, já que produções textuais escritas não são obrigatórias; o aluno mais proficiente ajuda o parceiro e vice-versa, de acordo com a língua que está sendo falada.
Além de ser considerada na oralidade das sessões, há reciprocidade na escrita; não é simultânea, pois em cada sessão os participantes falam sobre apenas um texto, mas na sessão seguinte os papeis se invertem e a reciprocidade é garantida.
Autonomia
Os parceiros têm maior liberdade de escolhas e negociações, pois não há interferência do professor durante as sessões.
A autonomia é reduzida na medida em que os dias, horários e local são determinados pelo professor da turma de TTDii, bem como a hora de trocar de língua durante as sessões; no entanto,
os alunos mantêm
características básicas da autonomia, a forma como fazem o feedback corretivo, assuntos das sessões etc.
Separação das línguas
É negociada entre os participantes, de acordo com suas necessidades, mas deve-se respeitar a divisão equilibrada para não haver domínio de uma sobre a outra.
Geralmente, separa-se a sessão na metade para as ambas as línguas sejam praticadas; o professor da turma avisa quando os alunos devem trocar as línguas e quando for falar do texto, deve-se usar a língua na qual ele foi escrito.
Questão da cultura
Não há diferenças significativas entre uma e outra modalidade com relação à cultura, pois ela aparece em ambas à medida que os alunos conversam sobre variados assuntos. Entretanto, por haver a produção de textos, esse aspecto pode ser mais evidenciado, dependendo dos temas que são escritos, entre outros aspectos variáveis.
Modalidade da língua (oral e escrita)
Destaque para a língua oral, sendo a língua escrita praticada somente se os parceiros desejarem e/ou pelo uso do chat.
Prática da língua oral e da língua escrita de modo significativo, por meio das produções textuais que são enviadas aos parceiros. Quadro 3 – Os princípios e as características das modalidades de TTD e TTDii (Fonte: Autor)
Conforme pode-se ver no quadro, as características mencionadas estão presentes em ambas as modalidades, com algumas diferenças entre uma e outra. Destaco, em negrito e
colorido, a questão da língua – mais especificamente, da língua escrita no TTDii, pois esse é o foco da presente tese, embora não deixe de considerar outras questões que venham a surgir nas análises do corpus, como os aspectos culturais, os princípios do teletandem que podem aparecer nas sessões gravadas, entre outros.
Apesar de não haver estudos que abordem o importante papel que a produção escrita tem para o TTDii, por ser muito recente, a prática da escrita de modo geral é levada em consideração por Vinagre & Maíllo (2007) no tandem. Segundo as autoras, “A grande vantagem da comunicação escrita é a possibilidade de cada aluno de preservar toda a comunicação e ter