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Capítulo 6. Análise por entrevista

6.6. Objetivo da avaliação periódica do número de visitantes

A avaliação das rotas permite conhecer a satisfação e perfil dos turistas e identificar novos

segmentos de mercado, apoiando o planeamento e a definição de estratégias de promoção,

conforme menciona Rcp.

Na Rgm, os dados sobre o número de visitantes são trabalhados estatisticamente, criando-se um

perfil do visitante que é colocado à disposição dos associados para que o utilizem nas suas

próprias atividades promocionais.

A direção da associação da Rgm elabora um plano anual de atividades baseado nos contributos

recebidos dos associados que, depois, o discutem e aprovam em assembleia geral.

A Ecp considera que a avaliação das rotas em vez de periódica deveria ser sistemática

reforçando, assim, a importância de as rotas terem incorporados técnicos na sua gestão.

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Adicionalmente, devem existir avaliações externas periódicas, mais distanciadas da gestão

corrente, para avaliação da sua evolução, tendo a capacidade de estabelecer métricas.

Na falta de impulso para a implementação de sistemas de avaliação de resultados está, por

vezes, presente o receio de resultados insuficientes se tornarem notórios, ficando os gestores

em causa.

A Ecp considera que a avaliação deveria ser uma peça fundamental destes projetos, até por

razões de transparência, permitindo aos associados confiarem na informação sobre os

resultados da rota que é fornecida. As avaliações deveriam ser conduzidas por entidades

credíveis e independentes, afastadas do próprio projeto, favorecendo-se a confiança necessária

para a participação financeira.

Quanto aos vetores dessa avaliação, a Ecp refere:

1. Dimensão interna, com indicadores de desempenho (performance do projeto, número

de ações realizadas, promoção, contatos comerciais efetuados, relações estabelecidas

com operadores);

2. Resultados (número de visitantes e sua variação, quantas pessoas passaram pelos

atrativos disponíveis para visitação, quantas pessoas contactaram “as portas”, os

centros interpretativos, evolução das receitas dos associados);

3. Efeitos induzidos (variação do número de turistas na região). A avaliação da correlação

entre os resultados da rota e os da região (essa correlação pode ser positiva, ou pode a

rota contribuir para a estabilização dos resultados na região, ou, então, pode não existir

qualquer correlação) baseia-se na análise de sucessões cronológicas de dados da rota e

regionais. Para a avaliação, devem ser considerados períodos fixos de 5 ou 10 anos,

usando-se sempre o mesmo método de análise. A comparação de resultados com as

regiões circundantes tem, igualmente, interesse.

Para a Eat, a deslocação de turistas para o interior é muito difícil na área do património cultural,

não se conhecendo, nessas regiões, nenhuma rota self-guiding. No interior, a existência de rotas

é uma forma de garantir a abertura dos locais de visitação, tornando possível suportar-se o custo

correspondente.

No que respeita ao self-guiding, há um conjunto de turistas nacionais e internacionais que na

área do walking/trekking ou do biking estão habituados e querem self-guiding, não pretendendo

ser apoiados na visitação. Estes turistas já consomem o nosso território, em particular no Sul

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com o impulso que a rota vicentina trouxe ao território, e têm a capacidade de descobrirem o

património cultural, num regime de self-guiding.

Na área do património cultural, a operação em self-guiding é muito difícil, por implicar serem

abertos na hora exata de passagem do turista edifícios que estão, normalmente, fechados, sendo

que este procedimento tem de se repetir para quatro ou cinco edifícios por dia em quatro ou

cinco locais. Este tipo de operação está a ser conduzida pela Eat no norte alentejano, Alentejo

Central e Baixo Alentejo, implicando a existência de contatos extremamente fiáveis em todos

estes territórios e em igrejas. A motivação e sentimento de pertença das populações em relação

ao seu património são cruciais para o êxito das operações.

A Rcp, no que respeita à avaliação, monitoriza habitualmente os postos de modo a acompanhar

a sua evolução e manutenção.

A Rcp em cada um dos seis percursos possui um centro de interpretação, sendo uma “porta de

entrada” para a visitação do percurso. No centro de interpretação, os visitantes são acolhidos

por um técnico que proporciona o contacto com a história, enquadrando o que o turista vai

observar na visita do património em concreto. Cada um desses centros de interpretação tem um

conteúdo específico, mas também proporciona uma visão geral do tema (despertando,

possivelmente, o interesse do turista para outros dos percursos).

Nesses centros de interpretação, é feita a monotorização dos visitantes: de onde vêm, como

conheceram a rota, nacionalidades, se vão ver algum forte, ou se vêm de outro forte. Dado que

os fortes estão a céu aberto e permanentemente acessíveis, a monitorização direta do número

de visitantes é difícil e, presentemente, não é realizada: existem soluções técnicas de

monitorização dessas entradas, mas os fortes ainda não dispõem desses equipamentos. Assim,

os únicos dados atualmente disponíveis são os apurados nos centros de interpretação e os

relativos aos grupos que recebem e têm visitas guiadas.

A Rcp refere que no número global de visitantes apurado estão incluídas possíveis repetições,

pois a contagem é feita por centro de interpretação. Uma possibilidade para futura filtragem das

repetições será a introdução de um passe para toda a visitação.

São recebidas, também, outras informações sobre a visitação por parte das empresas de

animação turística, indicadores importantes para saberem quem visita as Linhas e de onde vêm.

Esta informações permitem determinar os públicos alvo e dirigir-lhes ações de promoção.

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A Rcp refere a intenção de, no futuro, ser colocada uma vedação à volta dos fortes para se evitar

a entrada de veículos motorizados (há casos de intrusão por motas e moto-quatro) que, apesar

de esporádicas, provoca problemas de conservação.

A manutenção dos fortes cabe a cada um dos municípios, assim como a manutenção da

sinalética.