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Este trabalho de projeto tem como objetivo desenvolver o protótipo de uma aplicação baseada em crowdsourcing que ajude a localizar e dar resposta a situações de emergência geradas pelos focos de incêndio em Portugal e. simultaneamente, responder à questão de investigação “Que características deverá ter uma aplicação de crowdsourcing para combater o flagelo dos incêndios?”, pretendemos utilizar uma metodologia mista, composta por métodos quantitativos e qualitativos.

Para cumprir este objetivo, pretendemos utilizar uma metodologia mista, composta por métodos quantitativos e qualitativos. A opção pelo referido tipo de metodologia surgiu tendo por base a obra de John W. Creswell (cf. 2014), onde se encontram os argumentos que sustentam esta decisão: “the combination of quantitative and qualitative approaches provides a more complete understanding of a research problem than either approach alone” (Creswell, 2014: 32). Como tal, e tendo um projeto para a obtenção do grau de mestre o intento de ser um estudo intensivo sobre determinado tema, parece-nos pertinente que a metodologia adotada abranja o mais diverso leque de informação e conhecimento sobre a temática abordada.

A nível quantitativo, “an approach for testing objective theories by examining the relationship among variables” (Creswell, 2014: 32), realizou-se um inquérito por questionário a uma amostra de cerca de 504 indivíduos, de ambos os sexos e de diversas faixas etárias, para que fosse suficientemente abrangente e permitisse aferir o potencial interesse na utilização, por parte da população, de uma aplicação de crowdsourcing que ajudasse a prevenir, combater e mitigar as consequências de situações de emergência com origem nos incêndios em Portugal.

Para o desenvolvimento do inquérito por questionário, foi utilizado o Google Forms, plataforma que permite a elaboração dos questionários e recolha dos dados com o referido intuito de aferir o potencial interesse da população numa aplicação deste género. Os inquéritos por questionário foram divulgados e partilhados nas redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp, bem como através da partilha por um membro da Direção do Instituto Politécnico de Portalegre a alunos, docentes e funcionários daquela instituição. Os resultados obtidos foram extraídos também do Google Forms, cuja criação instantânea de gráficos facilitou a ilustração da análise destes resultados.

A nível qualitativo, “an approach for exploring and understanding the meaning individuals or groups ascribe to a social or human problem” (Creswell, 2014: 32), foi feito um benchmarking a sete plataformas existentes, a nível nacional e internacional, que apresentassem semelhanças às do projeto que se pretende aqui apresentar e desenvolver. Para o efeito, foram utilizadas nove variáveis de análise, com as respetivas subvariáveis. Foram contempladas como de variáveis de interesse o suporte em que se desenvolve cada plataforma, quais as suas funcionalidades, se é exigido um registo de utilizador, quais as fontes de informação, o modelo de negócio, os parceiros e canais de distribuição, quais as catástrofes que cobre, e se permite notificar os utilizadores.

Foram também realizadas entrevistas semiestruturadas a fundadores e membros das equipas de suporte de algumas das plataformas internacionais semelhantes à que se pretende criar com este projeto, previamente analisadas no benchmarking. Entre os entrevistados, encontram-se Devin Balkind, presidente da plataforma norte-americana Sahana Foundation, cuja entrevista foi realizada por e-mail, e Jillian Kowalchuk, fundadora da app britânica Safe & The City, bem como membros da sua equipa, também por e-mail. Per Aarvik, presidente da plataforma Standby Task Force, e Ji Lucas, elemento-chave da equipa de suporte da MicroMappers, concederam-nos entrevistas via Skype.

Não foi possível, contudo, entrevistar as equipas de suporte da plataforma portuguesa Fogos.pt, uma vez que todas as tentativas de contato foram ignoradas, inclusivamente as mensagens enviadas no Facebook, que foram visualizadas e não deram lugar a resposta. Acreditamos que não tenha sido possível entrar em contato com a Wildfire Tracker por questões de inatividade, uma vez que os últimos registos de atividade remontam a anos passados. Qual à Global Forest Watch Fires, são também desconhecidos os motivos que nos impossibilitaram de conhecer mais sobre aquela plataforma, bem como quais os obstáculos mais prementes aquando da entrada no Mercado, e outros aspetos considerados relevantes que foram abordados nas entrevistas.

Havia ainda o objetivo de terem sido feitas semelhantes entrevistas na sua forma a membros da Associação Nacional de Proteção Civil para aferir sobre o interesse do referido órgão em contribuir com informação sobre a ocorrência de focos de incêndio e quaisquer outros conhecimentos para o projeto em causa. Contudo, este feito não foi possível por não nos ter sido possível entrar em contato com quem ambicionávamos. O mesmo sucedeu

organizações portuguesas de ajuda humanitária, que pretendíamos entrevistar para aferir sobre qual o possível interesse no envolvimento dessas organizações neste projeto.

A questão que se seguia tinha por objetivo escrutinar que tipos de atitudes haviam tomado as pessoas que tinham respondido “Sim” à pergunta anterior. Ao não ser uma questão de caráter obrigatório, mas com possibilidade de múltiplas respostas, o gráfico abaixo é resultante das 577 respostas de 311 inquiridos.

Assim sendo, foi possível constatar que a larga maioria dos respondentes (82,3%) o fizeram ao evitar ter atitudes que pudessem provocar incêndios, tais como não deitar cigarros acesos ao chão, não fazer queimadas e/ou fogueiras fora das épocas permitidas, ou outras. Este resultado indica que a maior parte dos respondentes atua de forma preventiva, e não de forma proactiva. Ou seja, optam por ter comportamentos que evitem o deflagrar de incêndios, em vez de tomarem atitudes para os combater.

Dos inquiridos que responderam a esta pergunta, 91 indicaram ter contactado os bombeiros ao se terem apercebido da existência de um foco de incêndio, representando 29,3% da amostra. A opção por esta resposta indica que alguns dos respondentes, apesar de terem adotado comportamentos relacionados com o combate aos incêndios, não se envolveram diretamente.

A terceira opção mais escolhida para dar resposta a esta questão foi “Ajudei a limpar matas”, utilizada por 56 inquiridos, o equivalente a 18% da amostra, tendo sido quase tantos os que partilharam informações sobre os incêndios nas redes sociais (51, o correspondente a 16,4% da amostra) e os que ajudaram a apagar fogos (49, o equivalente a 15,8% da amostra). Foram 26 os voluntários em organizações de ajuda humanitária para esta causa (8,4%) e 24 os que deram formação a outras pessoas sobre formas de prevenção e/ou combate de incêndios (7,7%). Estas respostas indicam que há já um esforço por parte da população portuguesa em atuar no combate aos incêndios, ou na prestação de apoio às vítimas desta catástrofe.

Além das respostas predefinidas, foi selecionada 24 vezes a opção “Outra”, onde os respondentes podiam indicar de que outra(s) forma(s) contribuíam para esta causa, representando cada uma destas respostas 0,3% da amostra. Entre estas ações, encontram-se 11 casos de contribuições monetárias, oito de ajudas aos bombeiros a nível de mantimentos, dois de resgate de pessoas em perigo pela ocorrência de incêndios, e dois de resgate de animais, e um de impedimento de fogo posto. Destas respostas concluiu-se, novamente, que a amostra de respondentes tem preferência, ou as circunstâncias assim o proporcionaram,

• a divulgação das necessidades monetárias e/ou de mantimentos dos bombeiros; • e a receção de alertas sobre os incêndios ativos; permitir a inscrição de voluntários.

2. 2. Benchmarking – análise ao que já foi feito

A existência de plataformas de crowdsourcing não se trata já de uma questão vanguardista ou inovadora. No âmbito das catástrofes naturais, são diversas as ferramentas de crowdsourcing cuja finalidade se prende com a prevenção, combate e colmatar das consequências dessas situações de emergência, bem como de outras às quais se pode aplicar este modelo.

É crescente o número de plataformas deste género, tanto a nível internacional, como no interior de Portugal. Contudo, são muito poucas as que reúnem todas as caraterísticas que uma plataforma que pretenda cumprir o referido propósito deve ter.

Para a construção deste benchmarking, foram analisadas sete plataformas internacionais e uma nacional – Fogos.pt, Global Forest Watch Fires, MicroMappers, Safe & The City, Sahana Foundation, Standby Task Force e Wildfire Tracker. A análise foi realizada tendo por base nove variáveis, de acordo com o suporte em que se desenvolvem, quais as funcionalidades que oferecem, o facto de pedirem ou não registo de utilizador, quais as fontes de informação a que recorrem, qual o modelo de negócio que utilizam, os parceiros a que se uniram, quais os canais de distribuição de que usufruem, quais as catástrofes que cobrem e se disponibilizam, ou não, aos utilizadores alertas sob a forma de notificações. A tabela abaixo ilustra o referido:

VARIÁVEL DE ANÁLISE DESCRIÇÃO

Suporte

Compreender em que suporte se desenvolve cada plataforma, isto é, app, blogue, fórum, redes sociais e/ou website

Funcionalidades

Saber quais as funcionalidades de cada plataforma de entre a agregação de conteúdos, a produção de conteúdos

próprios, a criação de mapas pelos utilizadores, a georreferenciação, a partilha de imagens e vídeos pelos utilizadores, a partilha de informação escrita pelos utilizadores, a possibilidade

de tradução da informação para outros idiomas, a verificação de informação pela equipa de suporte, a verificação da

informação pelos utilizadores e a visualização da informação em mapas Registo de Utilizador Saber é necessário registo de utilizador

para usufruir da plataforma Fontes de Informação Conhecer quais as origens da informação

de cada plataforma

Modelo de Negócio

Compreender a forma como cada plataforma cria valor e de que modo se

mantém

Parceiros Conhecer qual o tipo de parceiros a que cada plataforma está associada

Canais de Distribuição

Descobrir quais os métodos escolhidos por cada plataforma para chegar ao

utilizador

Catástrofes

Saber quais e que tipo de catástrofes cobre cada plataforma e qual a sua função, isto é, se servem para colmatar as consequências da catástrofe, para as combater, para as prevenir, se permitem,

ou não, o contato direto com equipas de emergência e organizações de ajuda

humanitária

Notificações Saber se alertam os utilizadores através de notificações

Tabela A - Descrição das Variáveis de Análise do Benchmarking

a) Fogos.pt

Esta é a única plataforma de origem nacional de entre as sete estudadas. Foi criada em 2016 por João Pina, ou @tomahock, como prefere ser chamado, e é dedicada exclusivamente a permitir aos utilizadores saber, em tempo quase real, todas as ocorrências de incêndios em

Portugal, com a respetiva localização e estado do incêndio. O estado das ocorrências é classificado por cores e o serviço é atualizado de dez em dez minutos com recurso aos dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Permite ainda ao utilizador saber quais os meios que foram deslocados para a ocorrência, nomeadamente o número de bombeiros, de carros e até de meios aéreos, bem como a data e hora de início.

b) Global Forest Watch Fires (GFWF)

Em 1997, o World Resourses Institute (WRI) criava a Global Forest Watch como parte da Forest Frontiers Initiative. A partir de 2014 tornou-se numa plataforma online para a monitorização e resposta a incêndios na região da ASEAN, através da utilização informações quase em tempo real. Esta plataforma permite a capacitação dos utilizadores para um mais eficiente combate aos incêndios e a responsabilização daqueles que podem ser acusados de fazer queimadas florestais e fogueiras ilegalmente.

Para o efeito, combina dados de satélite em tempo real do sistema Active Fires da NASA, imagens de satélite de alta resolução, mapas detalhados da cobertura do solo e concessões de commodities importantes como óleo de palma e polpa de madeira, condições climáticas e dados de qualidade do ar para rastrear atividades de incêndio e impactos relacionados na região do Sudeste Asiático.

c) MicroMappers

Esta é uma plataforma de crowdsourcing que atua no apoio aos esforços humanitários em todo o mundo e na resposta a catástrofes naturais que colocam em risco a proteção da vida silvestre e o património cultural.

Em 2013, o investigador norte-americano Patrick Meier do Qatar Computer Research Institute, internacionalmente reconhecido como líder de pensamento em tecnologia humanitária e inovação criou, a pedido da Organização das Nações Unidas, esta plataforma em parceria com outra aqui analisada – a Standby Task Force. De acordo com Ji Lucas (...), que nos concedeu uma entrevista via Skype, “his experience was that every time any natural disaster happened, basically they had to find a volunteer – and volunteers are not easy to find”. Como tal, a existência de uma plataforma que “compilasse” voluntários online e que permitisse que cada um deles contribuísse com conhecimento para combater o rescaldo de

algum tipo de situação de emergência, facilitaria, em larga escala, a resposta a estes desastres.

d) Safe & The City

De entre as plataformas estudadas, a Safe & The City é a que mais se distingue, na medida em que o seu core não está voltado para as catástrofes naturais, mas sim para os crimes causados pelo Homem, como assaltos, assédio, violações, entre muitos outros. Trata- se, contudo, também de uma plataforma de crowdsourcing cujo principal objetivo é tratar- se de um sistema de navegação de segurança pessoal para rotear, compartilhar e avaliar as caminhadas dos utilizadores londrinos – a única cidade onde, atualmente, é possível utilizar o serviço.

Foi criada por Jillian Kowalchuck que, após uma situação na qual sofreu assédio sexual nas ruas de Londres, uma vez que no caminho sugerido pela sua aplicação de navegação, uma noite Jillian viu-se assediada por dois funcionários de cozinha numa rua estreita do centro de Londres. “She was followed and received sexual threats, and although ultimately the threats did not realise, she knew that no woman should have to go through similar experiences”, contou-nos um dos membros da equipa SATC em entrevista via email, a pedido da fundadora da plataforma.

De acordo com a equipa, ao discutir esta questão com outras pessoas, apercebeu-se de que “many had been through similar situations but did not know how to report harassment or whether it would make any difference”. Como tal, optou por tomar a iniciativa de criar uma “crowdsourced, data-driven app, capable of, not only reacting to, but also preventing sexual harassment”.

e) Sahana Foundation

Esta é a plataforma de uma organização sem fins lucrativos sediada em Los Angeles, no Estado norte-americano da Califórnia, fundada para promover o uso de software gratuito e de livre acesso para gestão de catástrofes. Fundada em 2009 por Paul Currion e Chamindra de Silva, hoje é presidida por Devin Balkind, que nos concedeu uma entrevista via e-mail.

A origem da plataforma em causa remonta ao rescaldo do terremoto e tsunami do Oceano Índico de 26 de dezembro de 2004. Após as catástrofes, uma equipa de investigadores da Lanka Software Foundation desenvolveu um software que permitia a

utilização pelas forças estatais para coordenar a assistência aos afetados, incluindo a busca por pessoas desaparecidas, ajuda e gerenciamento de voluntários, e rastreamento de vítimas nos campos de refugiados.

f) Standby Task Force

No seguimento do terremoto do Haiti em 2010, foi criada a Standby Task Force (SBTF), uma plataforma global de voluntários com distintos antecedentes e áreas de conhecimento, prontos para mapear crises sob requisição. O propósito da SBTF era criar uma rede de voluntários já treinados no processo de mapeamento de crises, de forma a evitar realizar novamente todo o processo que foi preciso fazer-se no Haiti. Desde 2010, a SBTF criou parcerias com diversas organizações em dezenas de situações em todo o mundo, voltando-se não só mas catástrofes naturais, mas também causadas pelo Homem, como a crise na Líbia em 2011, a guerra civil na Síria, a epidemia de Ébola na África Ocidental e furacões nos Estados Unidos.

Considerando que se trata de uma plataforma exclusivamente de crowdsourcing, os voluntários são motivados a ajudar através da aprendizagem de novas habilidades.

g) Wildfire Tracker

Surgiu, nos Estados Unidos, como o projeto resultante da necessidade de informações sobre a localização dos incêndios florestais e o nível de risco dos residentes.

Ao tirar proveito do conhecimento on the ground, esta plataforma permite dar uma noção dos acontecimentos mais real e fidedigna aos seus utilizadores, bem como a equipas de socorro. Através do fornecimento de materiais de planeamento, listas de verificação e formas de encontrar possíveis desaparecidos, permite evitar, combater e colmatar as consequências dos incêndios.

2. 2. 1. Em que suporte se desenvolve cada plataforma?

Para compreender o âmbito em que se desenvolvem as plataformas dedicadas a dar resposta a situações de catástrofe, foram analisadas as já mencionadas ferramentas. Deste estudo, concluiu-se que apenas uma delas, a MicroMappers, tem app disponível para Android e iOS a nível mundial.

Figura T - Logotipo e screenshot da app da plataforma MicroMappers

Já a portuguesa Fogos.pt encontra-se disponível apenas nos servidores Android e iOS de Portugal, assim como a Safe & The City e a Wildfire Tracker, disponíveis somente para iOS nas lojas do Reino Unido e Estados Unidos, respetivamente.

Figura U - Logotipo e screenshot da app da plataforma Fogos.pt

A título singular, a Sahana Foundation oferece a sua plataforma no formato de app apenas para computadores. Por sua vez, a Global Forest Watch Fires e a Standby Task Force não se desenvolvem em app.

mapas pelos utilizadores, a georreferenciação, a partilha de imagens e vídeos pelos utilizadores, a partilha de informação pelos mesmos, a tradução dessa informação para outros idiomas, a verificação de informação pela equipa de suporte, a verificação de informação pelos utilizadores, e a possibilidade de visualização da informação em mapas, bem como a receção, pelos utilizadores, de alertas sob a forma de notificações.

De acordo com os dois primeiros aspetos, todas as ferramentas analisadas agregam conteúdo de outras páginas, exceto a plataforma britânica Safe & The City e a Sahana Foundation, tais como notícias e eventos relacionados com o seu campo de ação. Por outro lado, todas têm produção de conteúdos próprios, à exceção da portuguesa Fogos.pt cuja informação é proveniente apenas do website da Associação Nacional de Proteção Civil Portuguesa (ANPCP).

Os conteúdos produzidos exclusivamente por cada plataforma estão relacionados com o seu âmbito, isto é, com o objetivo que prosseguem, na medida em que criam material que se revela útil para os utilizadores que procuram informação sobre determinada questão, como pode ser o caso das listas de formas de prevenção de incêndios, como agir no decorrer de uma catástrofe natural, quem contactar, entre outros. Para o efeito, seja o de criar conteúdos próprios ou o de agregar conteúdos provenientes de fontes externas, cada plataforma é formada por uma equipa de suporte, cujo número de membros varia entre um único fundador e developer, como é o caso da Fogos.pt, onde é apenas o português João Pina a promover, individualmente, o conteúdo da plataforma, e grupos de cerca de 30 membros que trabalham remotamente a partir de diferentes países com tarefas distintas, que oscilam entre coordenar os voluntários online, criar conteúdos, programar o software e muitas outras. Quanto à criação de mapas pelos utilizadores, apenas a Global Forest Watch Fires, a Sahana Foundation e a Standby Task Force o permitem. As imagens abaixo ilustram a secção, em cada plataforma, onde os utilizadores podem criar os seus próprios mapas:

identificação dos utilizadores em casos de partilha de informações sob a forma de discussão de ideias em fóruns ou outras.

Relativamente ao pedido por parte das plataformas analisadas de registo de utilizador, quatro delas o fazem – a Fogos.pt, a Global Forest Watch Fires, a Safe & The City e a Sahana Foundation. Não obstante, a plataforma portuguesa fá-lo apenas na app, o que significa que os utilizadores podem usufruir do seu conteúdo nas redes sociais e no website sem partilharem qualquer informação pessoal.

2. 2. 4. A que fontes de informação recorrem as plataformas analisadas? Tanto para agregar conteúdos externos, como para produzir os seus próprios, as plataformas necessitam de recorrer a fontes de informação. Nesta análise, verificou-se que todas as plataformas estudadas se serviam do crowdsourcing para obter informação, à exceção da Fogos.pt cujas fontes são apenas governamentais, isto é, a página da ANPC -

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