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EMPREEDEDORISMO EM TEMPOS DE PANDEMIA

OBJETIVOS DO ENSINO DE ARTES EM RECIPROCIDADE COM A FILOSOFIA

-Perceber a importância do espaço educativo para o acesso da arte no processo de construção do conhecimento.

-Analisar como a escola poderá proporcionar um contato sistematizado com o universo artístico e suas diversas linguagens.

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Artigo: A Importância da Psicologia Cognitiva e da Neurociência na Aquisição da Aprendizagem da Linguagem Escrita da Criança.

Fernandes, Suely de Fátima Alves Moreira. Págs. 109 – 117

-Discutir a ideia de que o ensino de arte deve estar em consonância com a contemporaneidade para melhor desenvolvimento do pensar filosófico do educando.

-Perceber como o ensino de arte e de filosofia pode romper barreiras de exclusão, visto que a prática educativa está embasada não no talento ou no dom, mas na capacidade de experienciar e da expressão livre de cada ser.

Todos os professores pesquisados para a elaboração deste artigo concordaram em afirmar que trabalhar com arte só traz vantagens para a aprendizagem, melhorando a capacidade de reflexão, a fala das crianças, a escrita, a atenção e várias outras potencialidades dos alunos.

Uma reflexão neste sentido nos ajudará a tornar clara as novas e férteis tendências da Arte-Educação, no sentido de transformar o processo de aproximação dual num processo dialético, dando como resultado novos métodos de ensino da Arte, não mais resultantes da junção da Arte à Educação ou da oposição entre ambas, mas de sua interpenetração (BARBOSA, 2010, p.13).

Assim, constatamos que todas as artes podem e devem ser trabalhadas na escola, ajudando no desenvolvimento do pensamento filosófico dos alunos. Todas as expressões artísticas são muito bem aceitas pelas crianças que adoram mostrar suas habilidades. A música, a dança, o teatro, a pintura, a poesia, etc. Todas as artes precisam estar inseridas na vida cotidiana da criança, pois há arte em toda parte.

Uma coisa que chama a atenção nessas observações é que quando o professor dá espaço para a poesia, os alunos também extravasam suas emoções, principalmente aqueles mais introspectivos e tímidos. Nessas ocasiões também costumam aparecer grandes talentos, segundo os professores. Quando as crianças expressam suas emoções através da escrita, saem coisas maravilhosas. Pode-se dizer que aí o professor passa a conhecer seus alunos mais intimamente, porque a criança consegue exprimir por intermédio da poesia todo o seu sentimento interior. É preciso deixar que as crianças falem de si, de suas emoções, de seus sonhos e anseios. Falar dos sentimentos, dos sonhos, também desenvolve a inteligência. A poesia abre espaço para isso.

No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche (ALVES, 2011, p.28).

A proposta de se trabalhar a arte e a filosofia nas escolas de ensino fundamental, tem levado alguns professores a se aperfeiçoar para estarem mais bem preparados. Porém, muitos ainda continuam com o pensamento de que a arte é apenas um complemento a mais no

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currículo. Segundo os PCNs (1997), a Arte é área de conhecimento com conteúdos específicos e deve ser consolidada como parte constitutiva dos currículos escolares, requerendo, portanto, capacitação dos professores para orientar a formação do aluno.

Os educadores necessitam estar a par das inovações que surgem em termos artísticos, para não incorrerem em práticas obsoletas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir de entrevistas com professores de séries iniciais e pelas observações em algumas aulas de artes e de filosofia, para a elaboração do presente artigo, chegou-se à conclusão de que realmente, essas disciplinas devem ser tratadas com a devida importância, uma vez que em conformidade com os autores pesquisados, a arte tem toda relação de reciprocidade com a filosofia, uma vez que proporciona motivação, o que irá propiciar melhoria da aprendizagem, integração dos alunos, estimulando o gosto por novas descobertas, pulsar de ideias e criatividade, despertando pensamentos reflexivos, além de descobertas de talentos artísticos, etc.

A maioria dos professores pesquisados foi unânime em afirmar o quanto as crianças gostam de aulas com músicas e artes, sendo de suma importância a sua introdução no Ensino Fundamental, pois além de ser facilitadora da aprendizagem a arte tem também um papel social, influenciando no desenvolvimento psicossocial da criança; auxiliando ainda, no processo de comunicação entre professor e aluno. Os professores acham que a disciplina Arte pode formar bons apreciadores e conhecedores de arte, além de pessoas conscientes da utilização dessas “técnicas” para transmitir o que se sente e pensa. A maioria dos docentes não possui capacitação para desenvolver uma aula de arte; entretanto, a formação profissional, o comprometimento com a disciplina e a instituição são fatores relevantes para o seu ensino.

Nessas observações nota-se que muitos professores não demonstram interesse em ensinar artes na escola, o que pode ser um grande contra-senso, haja vista o resultado de toda pesquisa feita para a realização deste artigo. Todas as conclusões apontam para os grandes benefícios que o ensino de artes pode proporcionar para as vivências do indivíduo. Com a realização desse trabalho e coleta de dados, de acordo com tudo que foi lido e observado, conclui-se que a arte realmente produz resultados benéficos para o processo ensino-aprendizagem em toda sua abrangência, mormente no que concerne à vida social do ser. Só basta boa vontade por parte de todos os envolvidos: professores, escola, alunos.

Os autores pesquisados são unânimes em argumentarem que a arte leva os indivíduos a estabelecerem um comportamento mental que os levam a comparar coisas, a passar do estado das ideias para o estado da comunicação e que as artes propiciam isso.

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Segundo Chaui (2006) na história da filosofia foram formuladas variadas apreciações a cerca das artes pelos pensadores clássicos. Platão dizia ser a arte uma falsificação da realidade.

A arte seria, de certo modo, pensada a partir de um julgamento do que ela seria, nisso já teríamos uma atitude de caráter investigativo-filosófico.

Pode-se concluir que a Arte facilita a natureza filosófica do indivíduo de expor suas ideias, julgamentos, teorias e propostas para a vida. Assim, fica notória a relação de reciprocidade entre a arte e a filosofia.

Com tantas informações sobre a finalidade e importância que a arte exerce para a formação do pensamento filosófico e a relação de reciprocidade entre si, conclui-se que sem ela não haveria nenhum registro da sensibilidade humana, nem nada que nos contasse a história de nosso passado. Talvez a vida fosse mais pobre. Mas a Arte existe, não só para o deleite do espectador, mas para fazer sonhar, emocionar, refletir, ou seja, para nos fazer seres pensantes e um pouco melhores.

REFERÊNCIAS

ALVES, Rubem. Educação dos Sentidos. Campinas, SP: Verus Editora, 2011.

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Arte – educação

contemporânea. São Paulo: Cortez, 2006.

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros

curriculares nacionais: arte V.6. MEC. Brasília, 1997.

CASTELO BRANCO, Anna. Arte, disciplina interdisciplinar. São Paulo, 2011. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/53558027/Arte-e-Interdisciplinaridade - Acesso em: 04 mar. 2021.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo, SP: Editora Afiliada, 2006.

CURY, Augusto. Pais Brilhantes – Professores Fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

DENARDI, Cristiane. A arte e a educação inclusiva: construindo

caminhos. São Paulo, 2011. Disponível em:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/artigos/a-arte-e-a-educacao-inclusiva-construindo-caminhos.php - Acesso em: 25 abr. 2011.

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DUARTE JUNIOR, João-Francisco. Por que arte-educação? Campinas: Ed. Papirus, 2001.

FOLKER, Rita. Espaço do educador. O insubstituível valor da arte

na educação. São Paulo, 2011. Disponível em: www.edicoesgil.com.br/educador/arte.html – Acesso em: 25 abr. 2011.

LACERDA, Vivian. Rumos do Brasil. São Paulo, 2009. Disponível em: rumosdobrasil.org.br/2009/10/29/a-iportancia-da-arte-educacao-vida-plena-a-cidadania/ - Acesso em: 11 mar. 2011.

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. A Vontade de Poder. Trad. de Marcos Sinésio Pereira Fernandes; Francisco José Dias de Moraes. Rio de

Janeiro: Contraponto, 2008. Disponível em

https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1726 - Acesso em: 10 mar. 2021.

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Fernandes, Suely de Fátima Alves Moreira. Págs. 109 – 117.

A IMPORTÂNCIA DA PSICOLOGIA COGNITIVA E DA