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OBJETIVOS ESPECÍFICOS

No documento MARCEL GUIMARÃES DA SILVEIRA (páginas 14-97)

1 - Verificar o peso, estatura, IMC e porcentagem de gordura dos trabalhadores

praticantes e não praticantes, de ambos os sexos, do PGL da indústria

farmacêutica de Montes Claros - MG.

2 - Verificar os níveis de força de membros superiores e inferiores dos

trabalhadores praticantes e não praticantes, de ambos os sexos, do PGL da

indústria farmacêutica de Montes Claros – MG.

3 - Verificar os níveis de flexibilidade dos trabalhadores praticantes e não

praticantes, de ambos os sexos, do PGL da indústria farmacêutica de Montes

Claros - MG.

4 - Verificar os nível de Resistência Muscular Localizada (RML) abdominal dos

trabalhadores praticantes e não praticantes do PGL da indústria farmacêutica

de Montes Claros - MG.

5 - Verificar nível do estilo de vida dos trabalhadores praticantes e não

praticantes do PGL da indústria farmacêutica de Montes Claros - MG.

6 - Verificar os índices de absenteísmo dos trabalhadores praticantes e não

praticantes do PGL da indústria farmacêutica de Montes Claros - MG.

7 – Comparar os resultados encontrados do grupo praticantes e não

praticantes do PGL.

1.4 – HIPÓTESES

Haverá melhoria significativa nas variáveis morfológicas, funcionais, estilo de

vida e absenteísmo do praticante de ginástica laboral quando comparado ao

grupo controle de trabalhadores da indústria farmacêutica de Montes Claros –

MG.

1.5 – IDENTIFICAÇÃO DAS VARIÁVEIS

1.5.1 – Variáveis Independentes:

1 - Ginástica Laboral

1.5.2 – Variáveis dependentes:

1-Variáveis morfológicas: peso, altura e porcentagem de gordura corporal.

2-Variáveis funcionais: força, resistência muscular localizada e flexibilidade.

3 - Estilo de vida.

1.5.3 – Variáveis Intervenientes:

Freqüência às sessões de GL, atividade física sistematizada fora da jornada de

trabalho, faltas ao trabalho.

1.6 – JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA

Espera-se, com este estudo, contribuir no acréscimo de informações a respeito

dos efeitos da Ginástica Laboral nas variáveis morfológicas (peso, altura e

porcentagem de gordura corporal), funcionais (força, resistência muscular

localizada e flexibilidade), estilo de vida e absenteísmo de trabalhadores da

indústria.

Os resultados contribuirão na orientação dos empresários, especialistas em

recursos humanos e dos educadores físicos envolvidos com programas de

melhoria de qualidade de vida de trabalhadores da indústria.

Pretende-se, também, delinear parâmetros, objetivando futuros estudos na

atividade em questão, a partir dos conhecimentos aqui obtidos.

A importância do estudo está vinculada à possibilidade de ampliação do

conhecimento científico na área, da saúde e qualidade de vida, tendo em vista

a ausência, no Brasil, de publicações científicas que demonstram a eficiência

de um programa de Ginástica Laboral em relação aos componentes da aptidão

física para a saúde e mudança do estilo de vida.

1.7 – DELIMITAÇÃO DO ESTUDO

A pesquisa delimitou-se aos funcionários contratados da empresa Novo

Nordisk Produção Farmacêutica do Brasil S/A, respeitando-se os critérios de

inclusão e exclusão, especificados no Capítulo 3. Os funcionários serão

divididos em dois grupos: um participa de um programa de ginástica laboral

(GL) e outro que não participa, grupo controle (GC). A amostra será composta

de 100 funcionários de 18 a 55 anos do sexo masculino e feminino,

aparentemente saudáveis.

2 - REVISÃO DE LITERATURA

2.1 - O TRABALHO

Etimologicamente, a palavra trabalho possui uma conotação de sofrimento,

desprezo. Este sentido vem do latim popular tripalium, que era um instrumento

destinado à tortura e constrangimento. Por causa desta origem, o trabalho

assumiu esta conotação de coisa difícil, penosa, dolorosa. Daí a associação do

trabalho com tortura, sofrimento, pena e labuta (Mendes, 2000).

O conceito de que trabalho é uma penalidade é decorrente das civilizações

antigas, medievais e modernas onde exclusivamente os servos e escravos

trabalhavam para sobreviver, sob ameaça de morte ou de não poder

permanecer nas terras dos reinos, se não aceitassem a jornada de trabalho

(Bueno, 2005).

2.1.1 – CONCEITO DE TRABALHO

O trabalho é o esforço do homem empregado na produção. No sentido

econômico, não é mero dispêndio de energia, mas a atividade humana, capaz

de criar, refazer ou de transformar produtos, com o objetivo de proveito ou de

lucro (Ruguê, 2001).

O trabalho é a linha mestra da atividade humana, da dinâmica produtiva,

fundamental na geração de recursos e desenvolvimento das sociedades.

Através dele surgem as tecnologias, produções, sistemas de trocas e permutas

dos mercados. Item central da possibilidade de satisfação de necessidades

humanas, das básicas às mais sofisticadas (Langoski, 2001).

O homem por sua habilidade de pensar e falar, difere-se dos outros animais,

ele transforma, interage, muda e recria a natureza. Pode-se dizer que o

trabalho tenha sido o indicador mais importante para a evolução humana (Maia,

2002).

Para Alves (2001), as relações do homem com o trabalho são de extrema

afinidade, é por meio dele que o homem consegue o seu sustento e suprimento

de necessidades mais elevadas como, crescimento, desenvolvimento de

habilidades e utilização mais ampla de suas capacidades.

2.1.2 - TRABALHO E A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA:

O trabalho humano surgiu da necessidade de o homem retirar da natureza

alimentos para sobreviver e utensílios para sua comodidade. Durante a sua

evolução, o homem resolveu extrair da natureza, mais do que necessitava. Ele

então começou a modificá-la, ampliá-la, adaptá-la e corrigi-la de acordo com

seus interesses, aperfeiçoando a sua forma de exploração (Bueno, 2005).

A história referente à evolução humana conta que, em um de seus estágios

evolutivos, o homem abandona sua vida nômade e começa a fixar-se em um

local e produzir. Surge então o paradigma da acumulação, do ter. Os primeiros

trabalhos realizados eram manuais; com o desenvolvimento o homem criou

instrumentos que possibilitaram executar outros tipos de atividades (Pereira,

2002).

Com o desenvolvimento e evolução do homem, e conseqüente do trabalho, as

necessidades iniciais de sustento alteraram-se para o fator lucro. Inicialmente,

no processo de manufatura, o trabalhador era dono do produto. Atualmente, o

capital impõe exigências que alteraram esta situação, o operário agora só faz o

trabalho compartimentado, fracionado e repetitivo, recebendo um salário ao

final do mês (Cañete, 2001).

No século XX, houve grandes avanços tecnológicos e, conseqüentemente, a

expansão da industrialização. O mundo deu um grande salto na mecanização

dos processos de produção. O progresso conquistado desta forma foi batizado

como desenvolvimento e o conceito de desenvolvimento significa

industrialização (Sherafat, 2002).

O mentor da eficiência industrial foi Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915),

“Organizador Científico do Trabalho”. Contribuiu decisivamente com teorias

para o desenvolvimento da indústria do século XX. Basicamente, ele implantou

o treinamento e aperfeiçoamento do trabalhador, de modo que os homens

pudessem executar rapidamente e com maior eficiência os diversos tipos de

trabalhos (Sherafat, 2002).

Esses princípios foram responsáveis por um crescimento rápido das empresas,

especialmente das indústrias e também geraram uma mudança radical no

conceito de trabalho e de desenvolvimento. Após, essas mudanças, o trabalho

passou a ser conhecido, como uma atividade de múltipla programação,

mecanizado e segmentado (Alves, 2001; Sherafat, 2002).

Com o advento da revolução industrial, o trabalho deixou de ser uma atividade

isolada. Atualmente, a maioria das pessoas desempenha suas atividades

dentro das empresas; que agrupam diversas pessoas em um local, onde as

mesmas são remuneradas por um salário muitas vezes injusto, obedecendo a

normas e regras que, na maioria das situações, favorecem somente aos

empresários (Alves, 2001).

A incremetação tecnológica associada ao aumento considerável da

produtividade e qualidade vem impondo condições extremamente prejudiciais à

saúde do trabalhador. É de consenso que as más condições dos fatores

ambientais e da organização do trabalho contribuem para o aparecimento de

doenças e acidentes de trabalho, acometendo muitos trabalhadores.

Na indústria, essa relação ficou ainda mais evidente. Esse sistema introduz

determinantes como disciplina, controle de processo de redução de custos e

produtividade. Tais parâmetros podem significar, para muitos trabalhadores,

rotina, monotonia, repetitividade, estresse e doenças ocupacionais.

A tendência destes “tempos modernos” é exigir cada vez mais da máquina

humana, durante as sua jornada de trabalho, podendo comprometer cada vez

mais sua higidez. Como é necessário um ritmo de produção alto para que as

empresas sobrevivam, seria mister uma reformulação na jornada de trabalho a

fim de que o ser humano tenha um tempo maior de descanso para

recompor-se do desgaste e conrecompor-seguir ter uma carreira profissional com a prerecompor-servação da

saúde.

2.2 - GINÁSTICA LABORAL

2.2.1 - Conceito:

Ginástica laboral é um conjunto de atividades físicas e recreativas, com

exercícios físicos pré-definidos, de intensidade leve a moderada, e aplicados

dentro da empresa, com pausas programadas e supervisionadas por

profissionais, com objetivos de promover a saúde do trabalhador (Longen,

2003).

Ginástica laboral é a prática de atividades físicas realizada pelos trabalhadores

de forma coletiva e voluntária, no horário e no local de trabalho, durante sua

jornada diária. É executada por meio de exercícios de alongamento, que

podem apresentar características preparatórias, compensatórias e relaxantes,

promovendo a melhoria da qualidade de vida do trabalhador (Polito e

Bergamsaschi, 2002).

Segundo o programa SESI Ginástica na Empresa (FIEMG, 2005), a ginástica

laboral implementa a prática de atividades físicas coletivas durante a jornada

de trabalho e se adapta às condições e local de cada empresa, sem interferir

na sua organização. Tem por objetivo promover a adoção de um estilo de vida

mais saudável do trabalhador dentro e fora da empresa.

Ginástica laboral é conhecida também como atividade física na empresa e

pode ser classificada em ginástica laboral compensatória, ginástica do trabalho

ou ginástica de pausa. Ela pode ser aplicada no ambiente de trabalho, como

pausa ativa e serve para quebrar o ritmo da tarefa que o trabalhador

desempenha, interrompendo a monotonia e melhorando as relações

interpessoais (Mendes e Leite, 2004).

A ginástica laboral consiste em exercícios específicos realizados no próprio

local de trabalho, atuando de forma preventiva e terapêutica. Leve e de curta

duração, a ginástica laboral visa: diminuir o número de acidentes de trabalho,

reduzir doenças ocupacionais, prevenir a fadiga muscular, corrigir vícios

posturais, aumentar a disposição do funcionário ao iniciar e retornar ao

trabalho, promover maior integração no ambiente da empresa (Alvarez, 2002;

Oliveira, 2003).

2.2.2 - Histórico

Os primeiros registros da prática de Ginástica Laboral são de 1925, na Polônia,

onde os operários, durante uma pausa, realizavam exercícios adaptados a

cada ocupação. Alguns anos depois essa ginástica foi introduzida na Holanda

e na Rússia. No início da década de 60, ela começou a ser praticada na

Alemanha, Suécia, Bélgica e Japão, quando então era chamada de ginástica

de pausa (Cañete, 2001).

Na mesma época (1928), impulsionada pela cultura e tradição oriental, a

Ginástica Laboral teve a sua consolidação no Japão. Inicialmente, era

destinada a algumas atividades ocupacionais, mas após a Segunda Guerra

Mundial foi difundida por todo o país tornando-se obrigatória em todas as

indústrias e serviços (Longen, 2003).

No Brasil, as primeiras manifestações de atividades físicas no trabalho foram

registradas em 1901, mas a Ginástica Laboral teve sua proposta inicial

publicada em 1973. Algumas empresas investiram em empreendimentos com

opções de lazer e esporte para os funcionários, como a Fábrica de Tecido

Bangu, a pioneira, e o Banco do Brasil (Polito e Bergamsaschi, 2004).

Para Cañete (2001), no Brasil, a Ginástica Laboral preparatória (japonesa) foi

introduzida por executivos nipônicos, em 1969, nos estaleiros Ishikavajima, no

Rio de Janeiro, onde é praticada até hoje por diretores e operários que

realizam exercícios objetivando prevenir acidentes de trabalho.

Em 1973, a Federação de Ensino Superior (FEEVALE) e sua Escola de

Educação Física (Novo Hamburgo), publicaram diretrizes que, basicamente

eram uma proposta de exercícios com base em análises biomecânicas,

Educação Física Compensatória e recreação (Cañete, 2001).

2.2.3 - Tipos de Ginástica Laboral

A Ginástica laboral pode ser classificada de cinco formas diferentes, conforme

o horário e objetivo de execução (Mendes e Leite, 2004):

a) - Ginástica Laboral preparatória (GLP):

Realizada próximo ao posto de trabalho, no início do turno, ou seja, antes de o

funcionário realizar qualquer atividade. Consiste em uma série de exercícios

físicos preparatórios, que visam ao aquecimento da musculatura e articulações

que serão utilizadas no trabalho, prevenindo acidentes, distensões musculares

e Dorts.

b) - Ginástica Laboral Compensatória (GLC) ou Ginástica de Pausa

Também denominada Ginástica de Pausa ou Ginástica Laboral Compensatória

é realizada independente do horário ou de seu objetivo. É relacionada à

ginástica que interrompe a tarefa que está sendo executada; é ministrada na

metade do turno de trabalho ou no horário de pico da fadiga.

Seu objetivo é impedir os vícios posturais relativos ao ambiente e as tarefas do

trabalho, além de prevenir a fadiga. As séries de exercícios são elaboradas de

acordo com as tarefas executadas, principalmente as que envolvem

movimentos repetitivos, e com as queixas de maior prevalência do trabalhador.

c) - Ginástica Laboral Relaxante (GLR)

A ginástica laboral relaxante é classificada somente conforme o horário de

execução, pois é realizada dentro do turno do trabalhador e deve ser iniciada

10 a 15 minutos antes do término do expediente de trabalho. Indicada para

trabalhadores que atendem ao público e clientes em geral, onde a função não

pode ser interrompida.

Esses trabalhadores necessitam relaxar todo o corpo e extravasar as tensões

acumuladas durante a jornada. As séries de exercícios são compostas

basicamente de massagens e alongamentos passivos e ativos, com duração

mínima de 15 segundos, que promovem um relaxamento muscular das regiões

envolvidas.

d) - Ginástica Corretiva (GC)

A Ginástica corretiva é classificada segundo o objetivo da execução, e propõe

restabelecer o equilíbrio muscular e articular, através de exercícios físicos

específicos, alongando os músculos encurtados e fortalecendo os que estão

enfraquecidos. Os participantes, de 10 a 12 pessoas no máximo, devem

apresentar a mesma característica postural, e a sessão é realizada fora do

horário de expediente de trabalho.

e) - Ginástica Laboral de Manutenção (GLM) ou de Conservação

A Ginástica Laboral de manutenção busca o equilíbrio fisio-morfológico do

indivíduo. Caracterizada por ser um programa de condicionamento físico que

visa prevenir e/ou reabilitar doenças crônico-degenerativas como diabetes,

cardiopatias, obesidade e sedentarismo.

Essa ginástica laboral pode ser realizada antes do início o expediente de

trabalho, durante o intervalo do almoço, após o expediente ou outro intervalo

equivalente fora da jornada, pois a sessão exige um tempo maior (30 a 60

minutos). As atividades basicamente são exercícios aeróbicos e/ou resistidos,

que deverão ser realizadas no mínimo três vezes por semana.

Para Mendes e Leite (2004), existem dois tipos de Ginástica Laboral:

Preparatória e a Compensatória.

a - Ginástica Preparatória:

É realizada antes ou nas primeiras horas de trabalho. Constituída de

aquecimentos e/ou alongamentos específicos para determinadas musculaturas

envolvidas na realização das tarefas. O objetivo é aumentar a circulação

sangüínea, lubrificar e aumentar a viscosidade das articulações e tendões e

tem duração entre 5 e 10 minutos.

b - Ginástica Compensatória:

É realizada na metade da jornada de trabalho, como uma pausa ativa para

executar exercícios específicos de compensação. Ministrada junto às

máquinas, mesas do escritório, próximo ao posto de trabalho ou em outro

espaço livre. A sessão é composta de exercícios de descontração muscular e

relaxamento, visando diminuir a fadiga e prevenir as enfermidades profissionais

crônicas.

De maneira geral, a literatura aponta para a existência de três tipos de

Ginástica Laboral e os classificam da seguinte forma: Ginástica Preparatória

(GP), Compensatória (GC) e de Relaxamento (GR) (Cañete, 2001; Oliveira,

2003; Militâo, 2001).

De acordo com Zilli (2002), a ginástica laboral pode ser classificada segundo

seu horário de aplicação, em:

 Preparatória ou de aquecimento (antes da jornada de trabalho): realizada

no início do expediente, antes de começarem as atividades no trabalho. Esse

tipo de ginástica laboral ativa fisiologicamente o organismo para as tarefas

laborativas, prepara-o para o trabalho físico, melhora o nível de concentração,

disposição, oxigenação dos tecidos, e aumenta a freqüência cardíaca. Tem

uma duração de aproximadamente 10 a 12 minutos.

 Compensatória ou de distensionamento: é realizada durante a jornada de

trabalho, em pausas de 5 a 8 minutos ou micropausas de 30 segundos a 1

minuto. Sua principal finalidade é distensionar e compensar todo e qualquer

tipo de tensão muscular adquirido pelo uso excessivo ou inadequado das

estruturas músculo-ligamentares, preparando o trabalhador para melhor

cumprir e executar seu trabalho com conseqüente aumento de seu rendimento

profissional. Essa modalidade de ginástica laboral tem por objetivos: melhorar a

circulação, com a retirada de resíduos metabólicos; modificar a postura no

trabalho; alongar e distensionar os músculos sobrecarregados, prevenindo a

fadiga muscular.

 Relaxamento: a ginástica laboral de relaxamento é uma ginástica utilizada

após a jornada de trabalho, com uma duração de aproximadamente 10 a 12

minutos, em que o trabalhador poderá descansar, acalmar-se e relaxar antes

de ir para casa. Seu objetivo é a redução do estresse, alívio das tensões,

redução dos índices de desavenças no trabalho e em casa, com conseqüente

melhora da função social.

2.3 - FORÇA MUSCULAR

2.3.1 – Conceito de Força

De acordo com a Física, força é a capacidade da musculatura de produzir a

aceleração ou a deformação de um corpo, alterar o seu estado de movimento

ou de repouso, criando uma aceleração, deformação do mesmo ou frear seu

deslocamento (Badillo e Ayestarán, 2001; Marques, 2002).

O Termo força muscular é com freqüência usado para significar habilidade de

um músculo de produzir ou resistir a uma força. Esse conceito pode ser

relacionado com a habilidade de um músculo em vencer, manter e não manter

uma carga (Manole et al., 2000).

Força muscular é a capacidade proveniente da contração muscular, que nos

permite mover o corpo, levantar objetos empurrar, puxar, resistir a pressões ou

sustentar cargas. Se a musculatura é estimulada corretamente, os músculos se

tornam mais resistentes, fortes e flexíveis, permitindo que nos movamos mais

eficientemente no trabalho ou no lazer (Nahas, 2003).

Do ponto de vista fisiológico, a maior ou menor capacidade de produção de

força está relacionada diretamente com o número de pontes cruzadas de

miosinas, que inter-relacionam com os filamentos de actínia e com o número

de sarcómeros, com o comprimento e o tipo de fibras musculares (Marques,

2002).

2.3.2 – Classificação da Força

As manifestações de força podem ser classificadas da seguinte forma:

 Força Absoluta:

Capacidade potencial teórica de força que depende da constituição do

músculo: secção transversal e tipo de fibra. Esse tipo de força não se manifesta

de forma voluntária, somente sob condições psicológicas extremas (risco de

vida) ou eletroestimulação (Weineck, 1999; Badillo e Ayestarán, 2001):

 Força Isométrica Máxima:

É produzida quando ocorre uma contração voluntária máxima contra uma

resistência invencível. Também conhecida como força máxima estática.

Representa a maior força disponível, que o sistema neuromuscular pode

mobilizar através de uma contração voluntária (Weineck, 1999; Baechle e

Groves, 2000; Badillo e Ayestarán, 2001).

 Força Excêntrica Máxima:

Ocorre quando a capacidade máxima de contração muscular é vencida por

uma resistência que se desloca em sentido oposto ao desejado (Badillo e

Ayestarán, 2001).

 Força Dinâmica Máxima:

Também chamada de Força Isotônica. É a expressão máxima de força quando

a resistência só pode ser deslocada uma vez. Exemplo: teste de uma repetição

com o máximo de peso possível (Sharkey, 1998; Badillo e Ayestarán, 2001).

Acontece quando a resistência é inferior à força dinâmica máxima. Também

pode ser definida como a capacidade muscular de imprimir velocidade a uma

resistência inferior àquela com quem se manifesta à força dinâmica máxima. É

a principal e mais freqüente manifestação de força (Badillo e Ayestarán, 2001).

 Força Explosiva:

Também conhecida de Força Rápida. É a manifestação de força em que se

produz o maior incremento da tensão muscular por unidade de tempo. É a

capacidade do sistema neuromuscular de movimentar o corpo ou parte do

corpo com uma velocidade máxima (Weineck, 1999; Badillo e Ayestarán,

2001).

Nahas (2003) classifica os exercícios que desenvolvem a força da seguinte

maneira:

 Isotônicos ou dinâmicos: são os exercícios em que o músculo se encurta e

se alonga, enquanto a força é aplicada (arremessos de Basquete e Handebol,

corridas e saltos).

 Isométricos ou estáticos: são exercícios em que os músculos se contraem

contra uma força estática. Não há movimento, mas o indivíduo faz força (tentar

empurrar uma parede).

 Isocinéticos: são exercícios realizados em equipamento especiais que são

capazes de proporcionar uma resistência variável conforme o ângulo e a

velocidade de movimento. O princípio é manter a aceleração constante,

estimulando o músculo de forma ideal e constante em todos os ângulos do

movimento.

2.3.3 – Fatores Determinantes da Força

Vários fatores são determinantes da força, entre eles temos (Costa, 1998):

 Área de secção transversa do músculo;

 Fatores biomecânicos (eficiência mecânica do gesto treinado);

 Capacidade coordenativa (número de unidades motoras ativadas);

 Fatores emocionais;

 Sexo e idade;

 Alongamento prévio do músculo e a Flexibilidade;

 Grau de fadiga muscular;

 Outras.

O Potencial de Força, seu desenvolvimento e suas manifestações dependem

de uma série de fatores que são (Badillo e Ayestarán, 2001):

a) Composição do Músculo:

 Aérea muscular: número e espessura de fibras;

 Tipo de fibras: proporção de fibras de contração rápida e lenta;

No documento MARCEL GUIMARÃES DA SILVEIRA (páginas 14-97)

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