1 - Verificar o peso, estatura, IMC e porcentagem de gordura dos trabalhadores
praticantes e não praticantes, de ambos os sexos, do PGL da indústria
farmacêutica de Montes Claros - MG.
2 - Verificar os níveis de força de membros superiores e inferiores dos
trabalhadores praticantes e não praticantes, de ambos os sexos, do PGL da
indústria farmacêutica de Montes Claros – MG.
3 - Verificar os níveis de flexibilidade dos trabalhadores praticantes e não
praticantes, de ambos os sexos, do PGL da indústria farmacêutica de Montes
Claros - MG.
4 - Verificar os nível de Resistência Muscular Localizada (RML) abdominal dos
trabalhadores praticantes e não praticantes do PGL da indústria farmacêutica
de Montes Claros - MG.
5 - Verificar nível do estilo de vida dos trabalhadores praticantes e não
praticantes do PGL da indústria farmacêutica de Montes Claros - MG.
6 - Verificar os índices de absenteísmo dos trabalhadores praticantes e não
praticantes do PGL da indústria farmacêutica de Montes Claros - MG.
7 – Comparar os resultados encontrados do grupo praticantes e não
praticantes do PGL.
1.4 – HIPÓTESES
Haverá melhoria significativa nas variáveis morfológicas, funcionais, estilo de
vida e absenteísmo do praticante de ginástica laboral quando comparado ao
grupo controle de trabalhadores da indústria farmacêutica de Montes Claros –
MG.
1.5 – IDENTIFICAÇÃO DAS VARIÁVEIS
1.5.1 – Variáveis Independentes:
1 - Ginástica Laboral
1.5.2 – Variáveis dependentes:
1-Variáveis morfológicas: peso, altura e porcentagem de gordura corporal.
2-Variáveis funcionais: força, resistência muscular localizada e flexibilidade.
3 - Estilo de vida.
1.5.3 – Variáveis Intervenientes:
Freqüência às sessões de GL, atividade física sistematizada fora da jornada de
trabalho, faltas ao trabalho.
1.6 – JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA
Espera-se, com este estudo, contribuir no acréscimo de informações a respeito
dos efeitos da Ginástica Laboral nas variáveis morfológicas (peso, altura e
porcentagem de gordura corporal), funcionais (força, resistência muscular
localizada e flexibilidade), estilo de vida e absenteísmo de trabalhadores da
indústria.
Os resultados contribuirão na orientação dos empresários, especialistas em
recursos humanos e dos educadores físicos envolvidos com programas de
melhoria de qualidade de vida de trabalhadores da indústria.
Pretende-se, também, delinear parâmetros, objetivando futuros estudos na
atividade em questão, a partir dos conhecimentos aqui obtidos.
A importância do estudo está vinculada à possibilidade de ampliação do
conhecimento científico na área, da saúde e qualidade de vida, tendo em vista
a ausência, no Brasil, de publicações científicas que demonstram a eficiência
de um programa de Ginástica Laboral em relação aos componentes da aptidão
física para a saúde e mudança do estilo de vida.
1.7 – DELIMITAÇÃO DO ESTUDO
A pesquisa delimitou-se aos funcionários contratados da empresa Novo
Nordisk Produção Farmacêutica do Brasil S/A, respeitando-se os critérios de
inclusão e exclusão, especificados no Capítulo 3. Os funcionários serão
divididos em dois grupos: um participa de um programa de ginástica laboral
(GL) e outro que não participa, grupo controle (GC). A amostra será composta
de 100 funcionários de 18 a 55 anos do sexo masculino e feminino,
aparentemente saudáveis.
2 - REVISÃO DE LITERATURA
2.1 - O TRABALHO
Etimologicamente, a palavra trabalho possui uma conotação de sofrimento,
desprezo. Este sentido vem do latim popular tripalium, que era um instrumento
destinado à tortura e constrangimento. Por causa desta origem, o trabalho
assumiu esta conotação de coisa difícil, penosa, dolorosa. Daí a associação do
trabalho com tortura, sofrimento, pena e labuta (Mendes, 2000).
O conceito de que trabalho é uma penalidade é decorrente das civilizações
antigas, medievais e modernas onde exclusivamente os servos e escravos
trabalhavam para sobreviver, sob ameaça de morte ou de não poder
permanecer nas terras dos reinos, se não aceitassem a jornada de trabalho
(Bueno, 2005).
2.1.1 – CONCEITO DE TRABALHO
O trabalho é o esforço do homem empregado na produção. No sentido
econômico, não é mero dispêndio de energia, mas a atividade humana, capaz
de criar, refazer ou de transformar produtos, com o objetivo de proveito ou de
lucro (Ruguê, 2001).
O trabalho é a linha mestra da atividade humana, da dinâmica produtiva,
fundamental na geração de recursos e desenvolvimento das sociedades.
Através dele surgem as tecnologias, produções, sistemas de trocas e permutas
dos mercados. Item central da possibilidade de satisfação de necessidades
humanas, das básicas às mais sofisticadas (Langoski, 2001).
O homem por sua habilidade de pensar e falar, difere-se dos outros animais,
ele transforma, interage, muda e recria a natureza. Pode-se dizer que o
trabalho tenha sido o indicador mais importante para a evolução humana (Maia,
2002).
Para Alves (2001), as relações do homem com o trabalho são de extrema
afinidade, é por meio dele que o homem consegue o seu sustento e suprimento
de necessidades mais elevadas como, crescimento, desenvolvimento de
habilidades e utilização mais ampla de suas capacidades.
2.1.2 - TRABALHO E A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA:
O trabalho humano surgiu da necessidade de o homem retirar da natureza
alimentos para sobreviver e utensílios para sua comodidade. Durante a sua
evolução, o homem resolveu extrair da natureza, mais do que necessitava. Ele
então começou a modificá-la, ampliá-la, adaptá-la e corrigi-la de acordo com
seus interesses, aperfeiçoando a sua forma de exploração (Bueno, 2005).
A história referente à evolução humana conta que, em um de seus estágios
evolutivos, o homem abandona sua vida nômade e começa a fixar-se em um
local e produzir. Surge então o paradigma da acumulação, do ter. Os primeiros
trabalhos realizados eram manuais; com o desenvolvimento o homem criou
instrumentos que possibilitaram executar outros tipos de atividades (Pereira,
2002).
Com o desenvolvimento e evolução do homem, e conseqüente do trabalho, as
necessidades iniciais de sustento alteraram-se para o fator lucro. Inicialmente,
no processo de manufatura, o trabalhador era dono do produto. Atualmente, o
capital impõe exigências que alteraram esta situação, o operário agora só faz o
trabalho compartimentado, fracionado e repetitivo, recebendo um salário ao
final do mês (Cañete, 2001).
No século XX, houve grandes avanços tecnológicos e, conseqüentemente, a
expansão da industrialização. O mundo deu um grande salto na mecanização
dos processos de produção. O progresso conquistado desta forma foi batizado
como desenvolvimento e o conceito de desenvolvimento significa
industrialização (Sherafat, 2002).
O mentor da eficiência industrial foi Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915),
“Organizador Científico do Trabalho”. Contribuiu decisivamente com teorias
para o desenvolvimento da indústria do século XX. Basicamente, ele implantou
o treinamento e aperfeiçoamento do trabalhador, de modo que os homens
pudessem executar rapidamente e com maior eficiência os diversos tipos de
trabalhos (Sherafat, 2002).
Esses princípios foram responsáveis por um crescimento rápido das empresas,
especialmente das indústrias e também geraram uma mudança radical no
conceito de trabalho e de desenvolvimento. Após, essas mudanças, o trabalho
passou a ser conhecido, como uma atividade de múltipla programação,
mecanizado e segmentado (Alves, 2001; Sherafat, 2002).
Com o advento da revolução industrial, o trabalho deixou de ser uma atividade
isolada. Atualmente, a maioria das pessoas desempenha suas atividades
dentro das empresas; que agrupam diversas pessoas em um local, onde as
mesmas são remuneradas por um salário muitas vezes injusto, obedecendo a
normas e regras que, na maioria das situações, favorecem somente aos
empresários (Alves, 2001).
A incremetação tecnológica associada ao aumento considerável da
produtividade e qualidade vem impondo condições extremamente prejudiciais à
saúde do trabalhador. É de consenso que as más condições dos fatores
ambientais e da organização do trabalho contribuem para o aparecimento de
doenças e acidentes de trabalho, acometendo muitos trabalhadores.
Na indústria, essa relação ficou ainda mais evidente. Esse sistema introduz
determinantes como disciplina, controle de processo de redução de custos e
produtividade. Tais parâmetros podem significar, para muitos trabalhadores,
rotina, monotonia, repetitividade, estresse e doenças ocupacionais.
A tendência destes “tempos modernos” é exigir cada vez mais da máquina
humana, durante as sua jornada de trabalho, podendo comprometer cada vez
mais sua higidez. Como é necessário um ritmo de produção alto para que as
empresas sobrevivam, seria mister uma reformulação na jornada de trabalho a
fim de que o ser humano tenha um tempo maior de descanso para
recompor-se do desgaste e conrecompor-seguir ter uma carreira profissional com a prerecompor-servação da
saúde.
2.2 - GINÁSTICA LABORAL
2.2.1 - Conceito:
Ginástica laboral é um conjunto de atividades físicas e recreativas, com
exercícios físicos pré-definidos, de intensidade leve a moderada, e aplicados
dentro da empresa, com pausas programadas e supervisionadas por
profissionais, com objetivos de promover a saúde do trabalhador (Longen,
2003).
Ginástica laboral é a prática de atividades físicas realizada pelos trabalhadores
de forma coletiva e voluntária, no horário e no local de trabalho, durante sua
jornada diária. É executada por meio de exercícios de alongamento, que
podem apresentar características preparatórias, compensatórias e relaxantes,
promovendo a melhoria da qualidade de vida do trabalhador (Polito e
Bergamsaschi, 2002).
Segundo o programa SESI Ginástica na Empresa (FIEMG, 2005), a ginástica
laboral implementa a prática de atividades físicas coletivas durante a jornada
de trabalho e se adapta às condições e local de cada empresa, sem interferir
na sua organização. Tem por objetivo promover a adoção de um estilo de vida
mais saudável do trabalhador dentro e fora da empresa.
Ginástica laboral é conhecida também como atividade física na empresa e
pode ser classificada em ginástica laboral compensatória, ginástica do trabalho
ou ginástica de pausa. Ela pode ser aplicada no ambiente de trabalho, como
pausa ativa e serve para quebrar o ritmo da tarefa que o trabalhador
desempenha, interrompendo a monotonia e melhorando as relações
interpessoais (Mendes e Leite, 2004).
A ginástica laboral consiste em exercícios específicos realizados no próprio
local de trabalho, atuando de forma preventiva e terapêutica. Leve e de curta
duração, a ginástica laboral visa: diminuir o número de acidentes de trabalho,
reduzir doenças ocupacionais, prevenir a fadiga muscular, corrigir vícios
posturais, aumentar a disposição do funcionário ao iniciar e retornar ao
trabalho, promover maior integração no ambiente da empresa (Alvarez, 2002;
Oliveira, 2003).
2.2.2 - Histórico
Os primeiros registros da prática de Ginástica Laboral são de 1925, na Polônia,
onde os operários, durante uma pausa, realizavam exercícios adaptados a
cada ocupação. Alguns anos depois essa ginástica foi introduzida na Holanda
e na Rússia. No início da década de 60, ela começou a ser praticada na
Alemanha, Suécia, Bélgica e Japão, quando então era chamada de ginástica
de pausa (Cañete, 2001).
Na mesma época (1928), impulsionada pela cultura e tradição oriental, a
Ginástica Laboral teve a sua consolidação no Japão. Inicialmente, era
destinada a algumas atividades ocupacionais, mas após a Segunda Guerra
Mundial foi difundida por todo o país tornando-se obrigatória em todas as
indústrias e serviços (Longen, 2003).
No Brasil, as primeiras manifestações de atividades físicas no trabalho foram
registradas em 1901, mas a Ginástica Laboral teve sua proposta inicial
publicada em 1973. Algumas empresas investiram em empreendimentos com
opções de lazer e esporte para os funcionários, como a Fábrica de Tecido
Bangu, a pioneira, e o Banco do Brasil (Polito e Bergamsaschi, 2004).
Para Cañete (2001), no Brasil, a Ginástica Laboral preparatória (japonesa) foi
introduzida por executivos nipônicos, em 1969, nos estaleiros Ishikavajima, no
Rio de Janeiro, onde é praticada até hoje por diretores e operários que
realizam exercícios objetivando prevenir acidentes de trabalho.
Em 1973, a Federação de Ensino Superior (FEEVALE) e sua Escola de
Educação Física (Novo Hamburgo), publicaram diretrizes que, basicamente
eram uma proposta de exercícios com base em análises biomecânicas,
Educação Física Compensatória e recreação (Cañete, 2001).
2.2.3 - Tipos de Ginástica Laboral
A Ginástica laboral pode ser classificada de cinco formas diferentes, conforme
o horário e objetivo de execução (Mendes e Leite, 2004):
a) - Ginástica Laboral preparatória (GLP):
Realizada próximo ao posto de trabalho, no início do turno, ou seja, antes de o
funcionário realizar qualquer atividade. Consiste em uma série de exercícios
físicos preparatórios, que visam ao aquecimento da musculatura e articulações
que serão utilizadas no trabalho, prevenindo acidentes, distensões musculares
e Dorts.
b) - Ginástica Laboral Compensatória (GLC) ou Ginástica de Pausa
Também denominada Ginástica de Pausa ou Ginástica Laboral Compensatória
é realizada independente do horário ou de seu objetivo. É relacionada à
ginástica que interrompe a tarefa que está sendo executada; é ministrada na
metade do turno de trabalho ou no horário de pico da fadiga.
Seu objetivo é impedir os vícios posturais relativos ao ambiente e as tarefas do
trabalho, além de prevenir a fadiga. As séries de exercícios são elaboradas de
acordo com as tarefas executadas, principalmente as que envolvem
movimentos repetitivos, e com as queixas de maior prevalência do trabalhador.
c) - Ginástica Laboral Relaxante (GLR)
A ginástica laboral relaxante é classificada somente conforme o horário de
execução, pois é realizada dentro do turno do trabalhador e deve ser iniciada
10 a 15 minutos antes do término do expediente de trabalho. Indicada para
trabalhadores que atendem ao público e clientes em geral, onde a função não
pode ser interrompida.
Esses trabalhadores necessitam relaxar todo o corpo e extravasar as tensões
acumuladas durante a jornada. As séries de exercícios são compostas
basicamente de massagens e alongamentos passivos e ativos, com duração
mínima de 15 segundos, que promovem um relaxamento muscular das regiões
envolvidas.
d) - Ginástica Corretiva (GC)
A Ginástica corretiva é classificada segundo o objetivo da execução, e propõe
restabelecer o equilíbrio muscular e articular, através de exercícios físicos
específicos, alongando os músculos encurtados e fortalecendo os que estão
enfraquecidos. Os participantes, de 10 a 12 pessoas no máximo, devem
apresentar a mesma característica postural, e a sessão é realizada fora do
horário de expediente de trabalho.
e) - Ginástica Laboral de Manutenção (GLM) ou de Conservação
A Ginástica Laboral de manutenção busca o equilíbrio fisio-morfológico do
indivíduo. Caracterizada por ser um programa de condicionamento físico que
visa prevenir e/ou reabilitar doenças crônico-degenerativas como diabetes,
cardiopatias, obesidade e sedentarismo.
Essa ginástica laboral pode ser realizada antes do início o expediente de
trabalho, durante o intervalo do almoço, após o expediente ou outro intervalo
equivalente fora da jornada, pois a sessão exige um tempo maior (30 a 60
minutos). As atividades basicamente são exercícios aeróbicos e/ou resistidos,
que deverão ser realizadas no mínimo três vezes por semana.
Para Mendes e Leite (2004), existem dois tipos de Ginástica Laboral:
Preparatória e a Compensatória.
a - Ginástica Preparatória:
É realizada antes ou nas primeiras horas de trabalho. Constituída de
aquecimentos e/ou alongamentos específicos para determinadas musculaturas
envolvidas na realização das tarefas. O objetivo é aumentar a circulação
sangüínea, lubrificar e aumentar a viscosidade das articulações e tendões e
tem duração entre 5 e 10 minutos.
b - Ginástica Compensatória:
É realizada na metade da jornada de trabalho, como uma pausa ativa para
executar exercícios específicos de compensação. Ministrada junto às
máquinas, mesas do escritório, próximo ao posto de trabalho ou em outro
espaço livre. A sessão é composta de exercícios de descontração muscular e
relaxamento, visando diminuir a fadiga e prevenir as enfermidades profissionais
crônicas.
De maneira geral, a literatura aponta para a existência de três tipos de
Ginástica Laboral e os classificam da seguinte forma: Ginástica Preparatória
(GP), Compensatória (GC) e de Relaxamento (GR) (Cañete, 2001; Oliveira,
2003; Militâo, 2001).
De acordo com Zilli (2002), a ginástica laboral pode ser classificada segundo
seu horário de aplicação, em:
Preparatória ou de aquecimento (antes da jornada de trabalho): realizada
no início do expediente, antes de começarem as atividades no trabalho. Esse
tipo de ginástica laboral ativa fisiologicamente o organismo para as tarefas
laborativas, prepara-o para o trabalho físico, melhora o nível de concentração,
disposição, oxigenação dos tecidos, e aumenta a freqüência cardíaca. Tem
uma duração de aproximadamente 10 a 12 minutos.
Compensatória ou de distensionamento: é realizada durante a jornada de
trabalho, em pausas de 5 a 8 minutos ou micropausas de 30 segundos a 1
minuto. Sua principal finalidade é distensionar e compensar todo e qualquer
tipo de tensão muscular adquirido pelo uso excessivo ou inadequado das
estruturas músculo-ligamentares, preparando o trabalhador para melhor
cumprir e executar seu trabalho com conseqüente aumento de seu rendimento
profissional. Essa modalidade de ginástica laboral tem por objetivos: melhorar a
circulação, com a retirada de resíduos metabólicos; modificar a postura no
trabalho; alongar e distensionar os músculos sobrecarregados, prevenindo a
fadiga muscular.
Relaxamento: a ginástica laboral de relaxamento é uma ginástica utilizada
após a jornada de trabalho, com uma duração de aproximadamente 10 a 12
minutos, em que o trabalhador poderá descansar, acalmar-se e relaxar antes
de ir para casa. Seu objetivo é a redução do estresse, alívio das tensões,
redução dos índices de desavenças no trabalho e em casa, com conseqüente
melhora da função social.
2.3 - FORÇA MUSCULAR
2.3.1 – Conceito de Força
De acordo com a Física, força é a capacidade da musculatura de produzir a
aceleração ou a deformação de um corpo, alterar o seu estado de movimento
ou de repouso, criando uma aceleração, deformação do mesmo ou frear seu
deslocamento (Badillo e Ayestarán, 2001; Marques, 2002).
O Termo força muscular é com freqüência usado para significar habilidade de
um músculo de produzir ou resistir a uma força. Esse conceito pode ser
relacionado com a habilidade de um músculo em vencer, manter e não manter
uma carga (Manole et al., 2000).
Força muscular é a capacidade proveniente da contração muscular, que nos
permite mover o corpo, levantar objetos empurrar, puxar, resistir a pressões ou
sustentar cargas. Se a musculatura é estimulada corretamente, os músculos se
tornam mais resistentes, fortes e flexíveis, permitindo que nos movamos mais
eficientemente no trabalho ou no lazer (Nahas, 2003).
Do ponto de vista fisiológico, a maior ou menor capacidade de produção de
força está relacionada diretamente com o número de pontes cruzadas de
miosinas, que inter-relacionam com os filamentos de actínia e com o número
de sarcómeros, com o comprimento e o tipo de fibras musculares (Marques,
2002).
2.3.2 – Classificação da Força
As manifestações de força podem ser classificadas da seguinte forma:
Força Absoluta:
Capacidade potencial teórica de força que depende da constituição do
músculo: secção transversal e tipo de fibra. Esse tipo de força não se manifesta
de forma voluntária, somente sob condições psicológicas extremas (risco de
vida) ou eletroestimulação (Weineck, 1999; Badillo e Ayestarán, 2001):
Força Isométrica Máxima:
É produzida quando ocorre uma contração voluntária máxima contra uma
resistência invencível. Também conhecida como força máxima estática.
Representa a maior força disponível, que o sistema neuromuscular pode
mobilizar através de uma contração voluntária (Weineck, 1999; Baechle e
Groves, 2000; Badillo e Ayestarán, 2001).
Força Excêntrica Máxima:
Ocorre quando a capacidade máxima de contração muscular é vencida por
uma resistência que se desloca em sentido oposto ao desejado (Badillo e
Ayestarán, 2001).
Força Dinâmica Máxima:
Também chamada de Força Isotônica. É a expressão máxima de força quando
a resistência só pode ser deslocada uma vez. Exemplo: teste de uma repetição
com o máximo de peso possível (Sharkey, 1998; Badillo e Ayestarán, 2001).
Acontece quando a resistência é inferior à força dinâmica máxima. Também
pode ser definida como a capacidade muscular de imprimir velocidade a uma
resistência inferior àquela com quem se manifesta à força dinâmica máxima. É
a principal e mais freqüente manifestação de força (Badillo e Ayestarán, 2001).
Força Explosiva:
Também conhecida de Força Rápida. É a manifestação de força em que se
produz o maior incremento da tensão muscular por unidade de tempo. É a
capacidade do sistema neuromuscular de movimentar o corpo ou parte do
corpo com uma velocidade máxima (Weineck, 1999; Badillo e Ayestarán,
2001).
Nahas (2003) classifica os exercícios que desenvolvem a força da seguinte
maneira:
Isotônicos ou dinâmicos: são os exercícios em que o músculo se encurta e
se alonga, enquanto a força é aplicada (arremessos de Basquete e Handebol,
corridas e saltos).
Isométricos ou estáticos: são exercícios em que os músculos se contraem
contra uma força estática. Não há movimento, mas o indivíduo faz força (tentar
empurrar uma parede).
Isocinéticos: são exercícios realizados em equipamento especiais que são
capazes de proporcionar uma resistência variável conforme o ângulo e a
velocidade de movimento. O princípio é manter a aceleração constante,
estimulando o músculo de forma ideal e constante em todos os ângulos do
movimento.
2.3.3 – Fatores Determinantes da Força
Vários fatores são determinantes da força, entre eles temos (Costa, 1998):
Área de secção transversa do músculo;
Fatores biomecânicos (eficiência mecânica do gesto treinado);
Capacidade coordenativa (número de unidades motoras ativadas);
Fatores emocionais;
Sexo e idade;
Alongamento prévio do músculo e a Flexibilidade;
Grau de fadiga muscular;
Outras.
O Potencial de Força, seu desenvolvimento e suas manifestações dependem
de uma série de fatores que são (Badillo e Ayestarán, 2001):
a) Composição do Músculo:
Aérea muscular: número e espessura de fibras;
Tipo de fibras: proporção de fibras de contração rápida e lenta;
No documento
MARCEL GUIMARÃES DA SILVEIRA
(páginas 14-97)