1- Caracterizar as lesões não intencionais observadas em crianças até aos 4 anos de idade num serviço de urgência pediátrica, no ano de 2017;
2- Identificar a natureza e a incidência dos mecanismos de lesão não intencional;
3 – Sensibilizar as equipas de enfermagem para a temática lesões não intencionais e respetivos cuidados antecipat ó- rios;
4 - Otimizar estratégias para capacitar os pais/cuidadores na adoção de medidas de prevenção de lesões não inten- cionais nas crianças e jovens;
5 – Promover a divulgação dos resultados obtidos junto dos profissionais de enfermagem da região Alentejo.
Tipo de Estudo:
1 - Estudo observacional do tipo Transversal e Retrospetivo: ‘Lesões não intencionais em crianças dos 0 aos 4 anos de idade’;
2 - Estudo descritivo do tipo não-experimental: ‘Perceção e Atuação da equipa de enfermagem a prestar cuidados em Serviço de Internamento Pediátrico relativamente à temática das Lesões Não Intencionais’
População/Amostra:
urgência pediátrico de uma instituição hospitalar do Alentejo;
- Profissionais pertencentes à equipa de enfermagem do serviço de internamento de pediatria da referida instituição hospitalar.
Método de colheita de dados:
- Consulta dos processos de triagem referentes a crianças até aos 4 anos de idade que recorreram ao serviço de urgência pediátrica da instituição hospitalar em estudo, de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2017. Considerados como critérios de inclusão: Episódios triados na Urgência Pediátrica durante o ano 2017; Idade dos 0 aos 4 anos de idade; Fluxogramas de triagem indicativos de lesão não intencional (TCE, Queda, Problemas dos Membros, Proble- mas Estomatológicos, Feridas, Queimaduras Superficiais e Profundas, Sobredosagem e Envenenamento, Corpo Estranho, Grande Traumatismo, Exposição a químicos).
- Análise estatística e analítica dos Processos de triagem do ano 2017 em programa SPSS (versão 24). Análise reali- zada tendo em conta como variáveis independentes: Idade e Sexo, Mês em que foi realizado o episodio de urgência, Fluxograma utilizado na Triagem, Prioridade atribuída, Destino após episódio de urgência, Mecanismo causador da lesão e Lesão provocada.
- Aplicação de questionários aos profissionais pertencentes à equipa de enfermagem do serviço de internamento de pediatria da referida instituição hospitalar.
Referências Bibliográficas
- Associação para a Promoção da Segurança Infantil [APSI]. (2017). 25 Anos de Segurança Infantil em Portugal: Relatório de Avaliação, 2017. Acedido a 02 Maio 2018, em: http://apsi.org.pt/images/25anos/PDF/RELATORIO_SEG_INFANTIL_certo.pdf
- Hockenberry, M. & Wilson, D. (2014). Wong, Enfermagem da criança e do adolescente. 9ª edição. Loures: Luso- ciência. ISBN 978-989-748-004-1.
- Ministério da Saúde, Direção-Geral de Saúde. (2016). Prevenção de Acidentes com Crianças e Jovens. In https://www.dgs.pt/pns-e-programas/programas-de-saude/prevencao-de-acidentes.aspx
- Ministério da Saúde, Direção-Geral da Saúde. (2013). Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Norma 010/2013, Lisboa: 31 Maio de 2013. Acedido a 10 Abril 2018, em: https://www.dgs.pt/documentos-e- publicacoes/programa-tipo-de-atuacao-em-saude-infantil-e-juvenil.aspx
- Ministério da Saúde, Direção-Geral da Saúde. (2010). Programa Nacional de Prevenção de Acidentes. Lisboa: DGS. Acedido a 02 Maio 2018, em: https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/programa-nacional-de- prevencao-de-acidentes.aspx
- Ordem dos Enfermeiros. (2017). Padrões de Qualidade dos cuidados especializados em enfermagem de saúde infantil e pediátrica. Documento fornecido pela Docente Professora Doutora Ana Lúcia Ramos.
- Organização Mundial de Saúde. (2008). Recomendações para a prevenção dos acidentes com crianças. Acedido a
02 Maio 2018, em:
http://www.who.int/violence_injury_prevention/child/injury/world_report/Recommendations_portuguese.pdf
- Ramos, A. & Nunes, L. (2014). Criança em ambiente doméstico/familiar: consenso quanto aos fatores de risco de lesão não intencional. In Revista de Enfermagem Referência. Série IV – nº1 – Fevereiro/Março 2014, páginas 45-54. Acedido a 02 Maio 2018, em: http://www.scielo.mec.pt/pdf/ref/vserIVn1/serIVn1a06.pdf
- Ramos, A., Nunes, L. & Nogueira, P. (2013). Fatores de risco de lesões não intencionais em ambiente domésti- co/familiar em crianças. In Revista de Enfermagem Referência. III Série – nº11 – Dezembro 2013, páginas 113-123. Acedido a 02 Maio 2018, em: http://www.scielo.mec.pt/pdf/ref/vserIIIn11/serIIIn11a13.pdf
- World Health Organization (OMS). (2011). Child injury prevention: Report by Secretariat. Acedido a 02 Maio 2018, em: http://apps.who.int/gb/ebwha/pdf_files/WHA64/A64_23-en.pdf
Apêndice 2
Legenda: Pausa Letiva
Tempo
Etapas
2018 2019
Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro Data a Definir Diagnóstico da Situação
Planeamento
Execução: Atividade 1: Estudo Observacional: ‘Lesões não
Intencionais em crianças dos 0 aos 4 anos de idade’ Atividade 2: Estudo descritivo: ‘Perceção e atuação da equipa de enfermagem a prestar cuidados em serviço de internamento pediátrico relativamente à
temática das lesões não intencionais’ Atividade 3: Levantamento dos pontos potencialmen-
te perigosos e indutores de lesão não intencional no serviço de internamento pediátrico Atividade 4: Sessão de Sensibilização dos Profissio- nais de Enfermagem para a problemática das Lesões
não Intencionais
Atividade 5: Otimização de estratégias para a promo- ção de ambientes seguros
Avaliação
Apêndice 3
Tabela de extração de dados do Estudo Observacional do Tipo Transversal e Retrospetivo
Nº Episódio Idade Sexo Data (mês) Fluxograma
Apêndice 4
Caraterização das Lesões não Intencionais em crianças entre os 0 e os 4 anos de vida numa Região do Alentejo
Caraterização das Lesões não Intencionais em crianças entre os 0 e os
4 anos de vida numa Região do Alentejo
Com a efetivação do levantamento dos processos de triagem, realizados durante o ano 2017 a crianças entre os 0 e os 4 anos de vida numa Instituição Hospitalar da Região Alentejo reunimos um total de 9723 processos de triagem, os quais foram sub- metidos aos critérios de inclusão relativos aos Fluxogramas de triagem indicativos de lesão não intencional tendo-se reduzido o total de processos de triagem para 721. Poste- riormente efetuamos uma análise individualizada tendo por base as variáveis indepen- dentes em estudo durante a qual excluímos 37 processos que não comportavam recor- rências ao SUP por lesão não intencional, apesar de respeitarem os critérios de inclusão. No final do processo de análise totalizamos 684 processos de triagem, o correspondente a 7% do total de recorrências ao SUP de crianças entre os 0 e os 4 anos de idade durante o ano 2017 em consequência de lesão não intencional.
Após reunidos os dados e aplicados os critérios de inclusão realizámos uma análise estatística e descritiva das diferentes variáveis, por forma a caracterizar cada uma delas.
a) Idade das Crianças
Durante o ano de 2017 a média de idade das crianças que recorreram ao SUP por lesão não intencional foi de 2,10 (Tabela 1), sendo que estas na sua maioria se encon- travam na faixa etária de 1 ano (29,2%) ou na faixa etária dos 2 anos (25,1%) (Gráfico 1).
Variável Idade
Moda Média Mediana Desvio Padrão Variância
1,00 2,10 2,00 1,247 1,556
Tabela 1 - Análise estatística da variável Idade.
0 50 100 150 200 250 0 Anos 1 Ano 2 Anos 3 Anos 4 Anos