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4.5.1 Contextualização

A Paraíba destaca-se por ser um estado revolucionário na história do Brasil, participando em várias reivindicações e revoltas, dentre elas destacando-se a Revolta do Quebra-Quilo e o Movimento de Princesa. A Paraíba encontra-se localizada no leste da região Nordeste. Com uma área de 56.584,6 km2 de área territorial, o estado caracteriza-se como um dos menores do país, apesar de estar dividido em 223 municípios. Destacam-se como cidades mais populosas: João Pessoa (capital), Campina Grande, Santa Rita, Patos, Sousa e Bayeux.

Por toda parte, dentro da Paraíba, existem análogos problemas de seca, condições sociais e similares. Grande parte do território está incluída na região semi-árida do Nordeste, ou seja, dentro da zona do polígono das secas. Por ser cortado pelo Planalto da Borborema, a região sertaneja do Estado possui um clima bastante seco; isso ocorre pelo fato das passagens de massas de ar serem interrompidas de seguirem para o sertão, impedindo que as chuvas vindas do leste cheguem ao interior. A Paraíba faz limites ao leste com o oceano atlântico, ao oeste limita-se com o Ceará, ao norte com o Rio Grande do Norte e ao sul com o Estado de Pernambuco.

4.5.2 Aspectos Econômicos e Sociais da Paraíba

Conhecer os aspectos econômicos, sociais e políticos, faz-se necessário, pois é através desta situação que pode-se entender algumas diferença cruciais entre os municípios que serão parte dos dados e que nos faz conhecer melhor algumas particularidades. O principal fator motivador para escolher o Estado da Paraíba, foi o fato de morar, conhecer e vivenciar as realidades econômicas e sociais do litoral ao sertão desse Estado.

A Paraíba divide-se em quatro mesorregiões, assim denominadas, de acordo com a classificação estabelecida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. O mapa abaixo mostra as mesorregiões da Paraíba: Mata Paraibana, Agreste, Borborema e Sertão Paraibano. Cada mesorregião divide-se em microrregiões, no estado existem 23 microrregiões, neste caso a análise dos dados poderá ser feita de forma individual, por mesorregião ou por microrregião, o que neste caso pode-se verificar e comparar características de regiões diferentes, porém com o mesmo nível populacional, arrecadação de receitas, bem como o nível de gestão dos recursos públicos.

Figura 2: Mesorregiões do Estado da Paraíba Fonte: IBGE

A zona da mata paraibana compreende um território úmido que acompanha o litoral. Esta é a parte mais povoada e urbanizada do estado e onde fica a capital do Estado, João

Pessoa. O agreste é uma região de transição entre a zona da mata e o sertão. A predominância do clima é o semi-árido, apesar das chuvas constantes. Destaca-se a economia da cana-de- açúcar, sisal, algodão e a pecuária. A principal cidade desta região é Campina Grande, o segundomaior município do Estado paraibano.

A Borborema localiza-se entre o agreste e o sertão, é uma região de chuvas escassa, e onde ocorre o fenômeno das secas. A principal economia é a extração mineral, sisal, o algodão e a pecuária de caprinos.

O sertão de predominância de vegetação conhecida como caatinga, tem um clima seco, porém com rios intermitentes que cortam algumas cidades, ou quase todo o sertão, como é o caso do rio Piranhas e do Piancó. A economia é de predominância pecuarista de corte e do cultivo do algodão, principal cultivo da região, porém, em queda há bastante tempo.

CAPÍTULO V

5 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS

Neste capítulo são apresentadas a descrição e análise dos dados, que possam permitir verificar os resultados da pesquisa, bem como a análise de eficiência da gestão pública dos municípios do estado da Paraíba utilizando a análise multivariada de dados.

Nesse contexto, buscou-se a partir da variação do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, que é uma medida que tem como dimensões principais a renda (pobreza), a educação (representada pelo índice de alfabetização), e a saúde (representada pela esperança de vida), evidenciar, através de regressão linear múltipla, a eficiência da gestão municipal, assim, partiu-se da premissa de que o IDH é um indicador de eficiência de gestão municipal.

Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano quanto mais próximo de 1 (um) o IDH, mais desenvolvido é o município. Assim, se um município manteve seu IDH próximo de 1 (um), ou se teve variações positivas, estes municípios teriauma gestão considerada eficiente. Esta é uma aproximação, uma vez que o IDH reflete a ação de diversos atores, entre os quais os próprios beneficiários; mas a ação municipal, por estar mais próxima dos munícipes, pode influenciar positivamente a saúde e a educação, através de oferta de serviços ampliada e de qualidade, e de forma indireta a renda.

Destarte, apesar de um município apresentar um IDH abaixo do esperado não significa que os seus recursos estejam sendo empregados de forma ineficiente, pois os recursos podem estar sendo empregados de forma eficiente, permitindo elevar o IDH, mas ainda assim, não conseguirem elevar o IDH de modo a atingir um nível adequado ou próximo de 1 (um).

Tomando-se o IDH como um indicador de gestão municipal, o primeiro passo da análise foi identificar, dentre um conjunto de variáveis, quais seriam as variáveis independentes, explicativas da variação do IDH, tanto servindo como variáveis controle como as relacionadas com a gestão municipal. Para tanto, foi determinada como variável dependente a variação do IDH-M na sua forma geral, IDH-M na dimensão educação, IDH-M na dimensão renda e IDH-M na dimensão longevidade, assim esses são indicadores que podem ser utilizados como parâmetros de eficiência da gestão municipal. Como variáveis independentes foram utilizadas características econômico-financeiras (contábil), características do município e características sociais (não contábil).