2.3 E-learning e t-learning
2.3.1 Objetos de aprendizagem
diversas áreas do conhecimento, tais como ciência da computação, tecnologias da informação, psicologia, pedagogia, design, etc. Por essa razão, é possível encontrar na literatura diversas terminologias que expressam a mesma ideia: objeto de instrução, objeto educacional, objeto de
Para o Learning Technology Standards Committee (LTSC) do Institute of Electrical and electronic Engineers
entidade, digital ou não digital, que pode ser utilizada, reutilizada ou referenciada durante a aprendizagem suportada por tecnologia” (LOM, 2000 apud WILEY, 2000). Assim, qualquer material, ser vivo ou evento pode ser considerado OA, desde que tenha sido utilizado durante o é uma das características expressas nos conceitos de OA.
utilizado no campo da educação e do design instrucional. Uma vez feita a opção pelo termo, cabe tecer algumas considerações sobre ele. Sendo assim, parte-se da conceituação de David
pessoas pode acessá-los e usá-los simultaneamente” (WILEY, 2000, p. 3).
Para facilitar a reutilização de um OA, é importante que sua busca em repositórios possa ser de fácil acesso. Com isso, uma padronização de informações se faz necessária. A possíveis soluções. O metadado armazena informações que são utilizadas para indexação e procura, e, segundo Handa e Silva (2003 apud
descrição completa do objeto de aprendizagem, incluindo conteúdo e utilização, permitindo a
Seu uso é baseado na linguagem XML, pois assim é possível propiciar a interoperabilidade dos Learning Object Metadata (LOM) da IEEE e da Instrucional Management System (IMS).
categorias que contêm 77 atributos. O preenchimento total dos atributos é opcional. A estrutura
atual estado desse OA e tudo que o tem afetado durante sua evolução;
uso do OA;
relacionado;
informações sobre quando e por quem os comentários foram criados;
em particular.
Somente utilizar metadados, porém, não assegura o reuso apropriado dos OA nos pois quanto menor a granularidade maior a reusabilidade. A granularidade está relacionada à 2011).
Sanz-Rodriguez (2010) apresenta outras características que podem também afetar o reuso de um OA. São elas:
diminuir a reutilização. Além disso, um OA é uma unidade completa e independente,
compostas, tais como cursos e aulas;
adequado para um OA;
executar uma busca por meio de metadados;
um contexto diferente daquele para o qual foi originalmente concebido;
interativa que contêm devem ser intuitivos;
comum ou padrão.
Longmire (2000 apud
aos indivíduos selecionar os conteúdos de interesse, caracterizando uma aprendizagem sob demanda (on demand learning)”.
educacionais, Willey (2000) propõe uma taxonomia17 que diferencia os objetos educacionais com base nas seguintes características:
combinados formam o OA. Tais elementos individuais podem ser vídeos, textos, imagens, etc.;
um novo OA;
um de aprendizagem tem ou não de ser acessado individualmente e reutilizado em um novo contexto de aprendizagem;
ele mesmo;
dentro do OA;
aprendizagem em que o OA pode ser utilizado;
reutilizado na mesma área ou no mesmo domínio do conteúdo.
A partir da combinação dessas características estabelecidas na taxonomia, Willey
Geralmente é usado como uma ajuda visual, que desempenha uma função de exposição ou exemplo. Por exemplo: um JPEG de uma mão tocandoum acorde em um piano;
o projeto de um OA, cujos recursos não podem ser acessados individualmente para seu reuso. Por exemplo: um vídeo de uma mão tocando um acorde em um piano com o áudio acompanhando;
ou com base num conjunto consistente de princípios.” (BLOOM, 1972, p. 9)
computacional em tempo real, a partir de uma solicitação feita para o OA. Combinam frequentemente instruções e prática, proporcionando objetos combinados fechados e dinâmica combinando o JPEG e o arquivo de vídeo juntos com uma matéria textual;
objetos de baixo nível de aprendizagem (fundamentais e combinados-fechados). Essas combinações servem para criar objetos de referência, instrução, prática e testes. Por clave, notas, posicionando-os adequadamente para mostrar ao aluno um possível
combinado-fechado) e avaliar a interação dos alunos com essas combinações. Por exemplo: executar uma instrução que tanto instrui e fornece prática para qualquer tipo de procedimento, o processo de acorde, qualidade, etc.
Singh (2001) considera o OA como um pequeno pedaço de instrução entregue de forma on-line. Para o autor, um OA é autocontido em sua capacidade de ajudar o aluno a atingir um objetivo educacional. Ainda para o autor, um OA deve ser composto de:
objetivo estabelecido. Compõe as estratégicas de ensino e aprendizagem e as formas de interação para proporcionar o engajamento do aluno nessa relação;
feedback
aluno frente aos objetivos planejados e, caso necessário, proporcionar sua reutilização até que se alcance o resultado esperado.
Os conceitos apresentados anteriormente foram considerados na proposta metodológica os conceitos de objetos de aprendizagem fundamentais e combinados. Posteriormente o trabalho objetos de aprendizagem generativos.
Além do entendimento do que caracteriza um OA, é preciso compreender os modos de interação existentes durante o ensino para poder considerá-los durante o processo de
desenvolvimento de materiais educacionais. Tais interações podem ocorrer presencialmente ou a distância e servir como estratégias para atingir os objetivos educacionais pensados para interação ocorre entre o aluno e o conteúdo, e é a partir dela que o aluno tem acesso ao conteúdo apresentado. A forma de apresentação pode ser impressa, digital, por intermédio de apresentação, as preocupações com ergonomia e usabilidade é importante no projeto para facilitar essa interação. O segundo modo de interação é entre aluno e instrutor e vem depois de o conteúdo ter sido apresentado. O instrutor é responsável por auxiliar o aluno a interagir com o conteúdo. Em um primeiro momento, cabe ao instrutor a responsabilidade de estimular o aluno a ter interesse pelo conteúdo e, em um segundo momento, cabe a ele auxiliar o aluno a atingir o objetivo proposto na tarefa. O instrutor também é o responsável pelas avaliações formais e interação entre os alunos é a terceira forma possível de interação. Ela pode ocorrer diretamente a distância, pode-se criar grupos virtuais nos quais ocorre a interação ou alunos reunidos em grupos de alunos. Essa última forma de interação pode ser utilizada para gerar discussões e Um OA pode ser um material impresso, um vídeo, um site, etc. Frequentemente, esses materiais têm um desequilíbrio entre a quantidade de informação e os modos de interações em vídeo ou colocar o material em um website
enviar aos alunos um livro pelo correio”. O equilíbrio entre a interação e a apresentação de A partir do entendimento das características de um OA e de como podem ocorrer as interações em um processo de ensino-aprendizagem, cabe ao desenvolvedor compreender os objetivos educacionais e a sua relação com o desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor.
torná-las mais claras, Blomm (1972) propõe uma taxonomia dos objetivos educacionais.