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Despesas operacionais

TOTAL DO PASSIVO E

10.2. Os diretores devem comentar:

a. resultado das operações da Companhia, em especial:

i) descrição de quaisquer componentes importantes da receita

Em decorrência das alterações nas normas dos CPC 36 (IFRS 10) e CPC 19 (IFRS 11), a partir de 1º de janeiro de 2012, as companhias que compõe o segmento de Telecomunicações, com exceção da Jereissati Telecom e as companhias que compõe o segmento de Contact Center e Cobrança (vide “Outras informações relavantes” ao final do item 10.1), não são mais consolidadas de forma proporcional nas Demonstrações Financeiras da Companhia (vide item 10.4 (a) e (b) desta seção Cometários dos diretores). Desta forma, as receitas consolidadas da Companhia, são provenientes do seu segmento de negócios Shopping Centers representado pela controlada direta Iguatemi e suas controladas.

As receitas no Segmento de Shopping Center apresentam os seguintes componentes:

As receitas são provenientes principalmente da receita de aluguéis dos empreendimentos, estacionamento, taxa de administração e outros.

Dentro da receita de aluguel, aproximadamente 83,8% provém do aluguel mínimo, que independe da venda dos lojistas, sendo que 6,9% é proveniente de locações temporárias e o restante de aluguel percentual, 9,3%.

As receitas variaram principalmente em função da abertura de novos empreendimentos, como o Iguatemi Brasília, no final de março de 2010, Iguatemi Alphaville, em abril de 2011, JK Iguatemi, em junho de 2012, Iguatemi Ribeirão Preto, Iguatemi Esplanada, Expansão do Praia de Belas Shopping Centers e a Inaguração do Premium Outlet Novo Hamburgo no final de 2013, além da maturação dos shoppings em operação, expansões de shoppings e aumento de participação nos empreendimentos. Além disso, os contratos de aluguéis celebrados pela Iguatemi são tipicamente renegociados a cada 5 anos, e são reajustados pela inflação. O portfólio atualmente está dividido em aproximadamente 40% de contratos ajustados pelo IPC-A e 60% pelo IGPM.

Com relação aos componentes da receita dos segmentos de negócios de Telecomunicações e Contact Center e Cobrança, representados pelos negócios controlados em conjunto não consolidados nas Demonstrações Financeiras Intermediárias da Companhia e sim mensurados por equivalência patrimonial, vide Comentários dos diretores da LF Tel, Telemar, Oi e Contax Participações.

ii) fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais

Os principais fatores que afetam a situação financeira e os resultados operacionais consolidados da Companhia são:

As receitas consolidadas da Companhia são provenientes do seu segmento de negócios Shopping Centers representado pela controlada direta Iguatemi e suas controladas.

Receita Bruta 2013 2012 2011

Receita de aluguéis 319.450 308.676 256.461 Receita taxa de administração 27.383 26.558 23.959 Receita estacionamento 75.501 73.838 57.964

Receita outros 47.483 53.562 31.118

Total 469.817 462.634 369.502

Em 2013, a receita bruta foi de R$469.817, 1,6% superior ao mesmo período do ano anterior, afetada negativamente pela venda do Boulevard Rio Iguatemi em agosto de 2012, que atingiu todas as linhas da receita bruta, e pela mudança do CPC.

O crescimento da receita de aluguel é explicado principalmente pelo início das operações do JK Iguatemi e Iguatemi Alphaville, maturação da operação do Iguatemi Brasília e das novas expansões, reajuste do aluguel mínimo e aumento do aluguel percentual e das locações temporárias.

A receita de estacionamento cresceu principalmente em função da expansão do vallet no Iguatemi São Paulo, entrada do JK Iguatemi e Iguatemi Alphaville, crescimento de fluxo no Iguatemi Brasília e reajuste de tarifa no Iguatemi Campinas.

A taxa de administração cresceu principalmente em função da entrada de operação do JK Iguatemi e Iguatemi Alphaville e das novas expansões.

A receita de outros cresceu principalmente por causa das luvas do Iguatemi Brasília, JK Iguatemi e Iguatemi Alphaville, das novas expansões e maior receita de corretagem.

Em 2012, a receita bruta foi de R$462.634, 25,2% superior ao ano de 2011. Este crescimento é explicado principalmente pelos aumentos das receitas de aluguel, taxa de administração, estacionamento, e outros, tendo sido compensado parcialmente pela venda do Boulevard Rio Iguatemi em Agosto de 2012, que afetou todas as linhas da receita bruta.

Em 2011, a receita bruta foi de R$369.502 25,5% superior ao ano de 2010. Esse crescimento é explicado principalmente pelos crescimentos das receitas de aluguel, taxa de administração e estacionamento.

Com relação aos fatores que afetaram materialmente os resultados operacionais dos segmentos de negócios de Telecomunicações e Contact Center e Cobrança, representados pelos negócios controlados em conjunto não consolidados nas Demonstrações Financeiras Intermediárias da Companhia e sim mensurados por equivalência patrimonial, vide Comentários dos diretores da LF Tel, Telemar, Oi e Contax Participações.

b. variações das receitas atribuíveis a modificações de preços, taxas de câmbio, inflação, alterações de volumes e introdução de novos produtos e serviços.

Com relação aos segmentos de negócios consolidados nas Demonstrações Financeiras da Companhia:

A Iguatemi possui quatro linhas de receita: (i) receitas de aluguéis, (ii) receitas de estacionamento, (iii) receita de taxas de administração e (iv) receita outros.

Em 2013, a principal linha de receita (receita de aluguéis) respondeu por 68% da receita da Iguatemi. Dentro da receita de aluguel, aproximadamente 83,8% provém do aluguel mínimo, que independe da venda dos lojistas. Além disso, 6,9% são provenientes do aluguel percentual e o restante, de locação temporária.

• As receitas de aluguel mínimo estão atreladas a contratos de aluguéis que tem duração média

de 5 anos e são anualmente reajustados pela inflação. Aproximadamente 40% dos contratos são ajustados pelo IPC-A e 60% pelo IGPM. Após o término do contrato são renegociados preços de mercado para cada contrato, o que resulta em ganhos reais na receita;

• As receitas de aluguel percentual são atreladas às vendas dos lojistas; e

• As receitas de locação temporária são atreladas a quiosques, locais de eventos e/ou locais de

mídia física ou digital que são negociados (locados) temporariamente no decorrer do ano e em função disso mudam a cada negociação, não estando atreladas à inflação.

As receitas de estacionamento responderam por 16,1% da receita da Iguatemi em 2013. Estas receitas estão atreladas ao fluxo de veículos e às tarifas de estacionamento que são reajustadas esporadicamente de acordo com o potencial de cada empreendimento.

As receitas de taxa de administração responderam por 5,8% da receita da Iguatemi nos primeiros três meses de 2013. Estas receitas estão atreladas principalmente ao resultado e aos custos de condomínio dos shoppings centers.

As receitas de outros são principalmente relacionadas a taxas de corretagem e a receitas de coparticipação. As taxas de corretagem estão atreladas ao valor dos novos contratos de aluguel negociados com novos lojistas e em função disso dependem da quantidade de novos lojistas que são negociados no ano.

As receitas de coparticipação, por sua vez, estão atreladas à venda de pontos comerciais nos novos shoppings centers e, consequentemente, estão diretamente relacionadas à quantidade de ABL adicional que é inaugurada por ano.

Adicionalmente, todas as linhas de receita são incrementadas quando um novo shopping center é inaugurado e, portanto, a receita é diretamente relacionada ao volume de ABL próprio controlado pela Iguatemi.

A receita bruta no ano 2012 foi de R$462.634, representando um crescimento de 25,2% em relação a 2011.

A receita de aluguel nos primeiros três meses de 2013, composta por aluguel mínimo, aluguel percentual e locações temporárias teve crescimento de 2,9% em relação ao mesmo período em 2012 e foi responsável por 69% da receita bruta total da Iguatemi no período.

O aumento da receita de locação no período é explicado principalmente por:

• Maturação dos greenfields, Iguatemi Brasília e Iguatemi Alphaville; e

• Aumento do aluguel mínimo em função de (i) negociações com leasing spreads acima da inflação nas renovatórias e nos novos contratos de locação e (ii) reajuste automático dos contratos pela inflação do período.

A receita bruta no ano de 2011 foi de R$369.502, crescimento de 25,5% em relação a 2010.

A receita de aluguel de 2011, composta por aluguel mínimo, aluguel percentual e locações temporárias teve crescimento de 20,3% em relação a 2010 e foi responsável por 69% da receita bruta total da Iguatemi no período.

O aumento da receita de locação no ano é explicado principalmente por:

• Início da operação do Iguatemi Alphaville inaugurado em 29 de abril de 2011;

• Início da maturação do Iguatemi Brasília, que completou 1 ano em 30 de março de 2011;

• Aumento do aluguel mínimo em função de (i) negociações com leasing spreads acima da inflação nas renovatórias e nos novos contratos de locação e (ii) reajuste automático dos contratos pela inflação do período, resultando em crescimento de aluguel de mesma área de 8,8%;

• Aumento do aluguel percentual de 54,4% em função de (i) crescimento das vendas; (ii) nova

contabilização do aluguel percentual dos contratos de contribuição mínima, que anteriormente eram classificados como aluguel mínimo e passaram a ser classificados como aluguel percentual em 2011; (iii) nova auditoria da fita Z dos lojistas (registros contábeis). O Market Place foi o shopping que mais contribuiu para esse aumento, seguido pelo Iguatemi Campinas, Iguatemi São Paulo e Iguatemi Florianópolis; e

• Crescimento das locações temporárias (quiosques e mídia) em 26,3%, com destaque para os shoppings Market Place, Iguatemi Brasília e Iguatemi Campinas.

A receita de estacionamento cresceu 29,9%, principalmente em função (i) da expansão do vallet no Iguatemi São Paulo, entrada do Iguatemi Alphaville, crescimento de fluxo no Iguatemi Brasília e reajuste de tarifa no Iguatemi Campinas.

O aumento de outras receitas deve-se principalmente às luvas oriundas do Iguatemi Alphaville (que passam a compor essa linha junto com as luvas do Iguatemi Brasília), que serão amortizadas mensalmente durante o período dos contratos (5 anos), corretagem e outros.

c. impacto da inflação, da variação de preços dos principais insumos e produtos, do câmbio e da taxa de juros no resultado operacional e no resultado financeiro da Companhia

Os custos e despesas operacionais consolidados da Companhia, com exceção da depreciação e de suas receitas operacionais, são corrigidos conforme a variação da inflação no período, em virtude dos reajustes previstos nos contratos firmados com terceiros, inclusive nos contratos de locação. Tendo em vista que tanto os custos e despesas operacionais, quanto a receita operacional consolidada são reajustados pela inflação, ocorre um hedge natural que impede impactos negativos de valor relevante em virtude da sua variação. De tal forma, durante os 3 (três) últimos exercícios sociais e no exercício corrente, não houve nenhum impacto que represente montante relevante.

Em relação ao resultado financeiro, a receita financeira é impactada diretamente por oscilações do CDI, tendo em vista que 100% dos recursos estão aplicados em Fundos de Renda Fixa, e que as despesas financeiras são impactadas pelas oscilações sofridas pelos indexadores atrelados aos contratos de financiamento.

Em decorrência das emissões de debêntures realizadas nos últimos três exercícios sociais, o principal indexador da Iguatemi atualmente é o CDI. Dessa maneira, um aumento ou diminuição do CDI impactará o montante dos juros a ser pago da dívida. Além do CDI, a Iguatemi possui contratos de Crédito Imobiliário atrelados à TR e contratos de financiamento com o BNDES atrelados à TJLP, fazendo com que os juros desses financiamentos sejam impactados por oscilações na TR ou na TJLP. Em 31 de dezembro de 2013 o acréscimo da taxa média SELIC foi em 2,61 pontos percentuais contra a taxa média observada no mesmo período do ano anterior impactou positivamente a despesa financeira consolidada da Companhia, enquanto que a receita financeira consolidada da Companhia sofreu impacto negativo com a redução da mesma taxa. Com relação a TJLP, a redução em 0,50 ponto percentual na taxa média do ano trouxe impactos positivos, reduzindo os juros incidentes sobre os contratos de BNDES. O aumento da taxa média da TR no 1º trimestre de 2013 em 0,05 pontos percentuais também contribui negativamente para o aumento dos juros incidentes sobre os contratos de Crédito Imobiliário indexados à TR.

Em 31 de dezembro de 2012 a redução da taxa média anual SELIC em 3,25 pontos percentuais impactou positivamente a despesa financeira consolidada da Companhia, enquanto que a receita financeira consolidada da Companhia sofreu impacto negativo com a redução da mesma taxa. Com relação a TJLP, a redução em 0,25 pontos percentuais na taxa média anual trouxe impactos positivos, reduzindo os juros incidentes sobre os contratos de BNDES. A redução da taxa média anual da TR em 0,08 pontos percentuais também contribui positivamente na redução dos juros incidentes sobre os contratos de Crédito Imobiliário indexados à TR.

Em 31 de dezembro de 2011 o aumento da taxa média anual SELIC em 1,71 pontos percentuais impactou negativamente a despesa financeira consolidada da Companhia enquanto que a receita financeira consolidada da Companhia foi beneficiada pela elevação da mesma taxa. Com relação a TJLP não houve oscilações entre as taxas médias dos anos de 2010 e 2011, enquanto, em relação a TR, houve aumento de 0,04 pontos percentuais elevando os juros incidentes sobre os contratos de Crédito Imobiliário indexados à TR.

10.3. Os diretores devem comentar os efeitos relevantes que os eventos abaixo tenham causado