Visando à efetiva colonização das terras brasileiras, o Governo Português empregou dois tipos de processos de repartição dos terrenos incultos: a sesmaria e a data de terras.
A terra no Brasil, que se queria povoar e que tanto prometia riqueza, era a mercê mais valiosa que se podia fazer a alguém. É evidente, também, que havia interesses produtivos, dominantes naquela época de transição da Idade Média para os tempos mercantilistas. Era preciso achar ouro, cultivar cana e criar gado. A doação de sesmarias constituía um meio mais fácil de atrair mão- de-obra para seus fins comerciais.
Segundo DIEGUES (1959), a lei de sesmaria foi regulamentada em Portugal a 26 de maio de 1375, pelo rei D. Fernando I. O seu objetivo principal era o máximo uso, por agricultores, de terras ociosas, pois a cultura de cereais estava em decadência na época. Caso o proprietário não estivesse cultivando a terra, esta seria repassada ou arrendada a um lavrador, para que realizasse o cultivo. Posteriormente, D. João I e D. Duarte fizeram algumas regulamentações à Lei Fernandina, que foram compiladas no tempo de D. Afonso V, nas Ordenações Afonsinas.
CALMON (1978) explica que a palavra "sesmaria" vem do vocábulo sesmar, (ou partir em seis). Sua origem latina (sesamu) , oriunda de sextus, denomina, por extensão, uma propriedade delimitada.
As sesmarias constituíram um domínio pleno, irrevogável, perpétuo e hereditário. Os agraciados só pagavam o “dízimo de Deus”, que cabia à Ordem de Cristo: esta sim, “senhora “ da colônia descoberta em seu nome e com o seu dinheiro.
A área doada variava de tamanho para cada concessão, pois não havia norma rígida nesse particular. O Livro de Tombo apresenta diferentes medidas de terras doadas (uma, duas, cinco e até vinte e cinco léguas).
A data de terras tornou-se mais usual, a partir do século XVIII. Também é de origem portuguesa, tendo sido muito usada na colonização dos Açores: exigia menos recursos e atendia a atividades que eram geralmente de ordem familiar. A principal diferença entre um e outro modelo reside nas dimensões da área cedida. Particularmente no Brasil, o regime de sesmaria foi mais usado que o da carta de datas, provavelmente porque era interesse da Coroa incentivar as grandes plantações de cana de açúcar e de algodão, bem como a pecuária. A conseqüência disso foi a organização social aqui implantada, que se fundamentou no grande latifúndio monocultor, calcado no trabalho escravo.
Pleitear uma sesmaria exigia dos candidatos a formulação de uma “petição” ao Governador Geral, com exposição dos motivos e especificação da terra almejada. Eram geralmente agraciados os membros da pequena nobreza portuguesa aqui residentes, bem como militares ou pessoas que, por relevantes serviços prestados ao Governo, tinham assegurado o mérito de uma recompensa. Exigia-se, em contrapartida, a produção nas terras num prazo médio de três anos, sob pena de serem elas retomadas e entregues a outra pessoa. Isso demandava do candidato uma sólida situação financeira, para sustentar o seu empreendimento.
Após o recebimento da petição, o Governador Geral emitia seu despacho favorável, com base no Regimento do Rei D. João III, datado de 17.12.154811 e compilado em todas as cartas de sesmarias, abaixo transcrito em português moderno:
REGIMENTO DEL REI NOSSO SENHOR
“Tanto que tiverdes a terra assentada para seguramente se poder aproveitar, dareis de sesmarias as terras que estiverem dentro do dito termo às pessoas que vo-las pedirem não sendo já dadas a outras pessoas que as quiserem ir povoar e aproveitar no tempo que lhe para isso há de ser notificado, as quais terras dareis livremente
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Publicado na íntegra no volume III da História da Colonização Portuguesa do Brasil, coordenada por Carlos Malheiros Dias (Porto, Litografia Nacional, 1921/1926).
sem foro algum, somente pagarão o dízimo à Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo com as condições e obrigações do foral dado nas ditas terras e de minha Ordenação no 4º Livro, Título de Sesmarias, com condição que resida na povoação da dita Bahia ou das terras que lhe aí forem dadas três anos, em testemunho do qual tempo não poderão vender nem, alienar, e não dareis a cada pessoa mais terras que aquela que boa mente, segundo sua possibilidade vos parecer que poderá aproveitar e as pessoas que já tiverem terra dentro do dito termo assim as que se acharem presentes na dita Bahia como as que, depois, forem a ela dentro no tempo que lhe há de ser notificado quiserem aproveitar as ditas terras que já tinham vós lhas tornareis a dar de novo para as aproveitarem com a obrigação acima dita e não indo algum dos ausentes dentro do dito tempo que lhe for e há de ser notificado a aproveitar as terras que já tinha, vós a dareis pela dita maneira a quem as aproveite e este capítulo se transladará nas cartas das ditas sesmarias. [...]
As águas e ribeiras que estiverem dentro dos ditos terrenos em que houver disposição, para se poderem fazer engenhos de açúcar, ou de outras quaisquer coisas dareis de sesmarias, livremente, sem foro, e as que derdes para engenho de açúcar será às pessoas que tinham possibilidade, para fazer dentro do tempo que lhes limitardes, que será o que bem vos parecer, e para serviço e meneio dos ditos engenhos de açúcar lhe dareis aquela terra que para isso for minha, e as ditas pessoas se obrigarão a fazer cada um em sua terra uma Torre ou Casa Forte de feição e grandeza que lhe declarardes nas Cartas, e será o que vos parecer segundo o lugar em que estiverem, que bastarão para segurança do dito engenho, e povoadores de seu limite, e assim se obrigarão de povoarem, e aproveitarem as ditas terras e águas, sem as poderem vender, nem transpassar, para outras pessoas por tempo de três anos. E nas ditas Cartas de Sesmaria que assim lhe passardes se transladarão este capítulo. Além da terra que a cada engenho haveis de dar para serviço, e meneio dele, lhe limitareis a terra que vos bem parecer, e o senhor dela será obrigado de, no dito engenho, lavrar as canas e o lavradores que no dito limite houverem de suas novidades ao menos seis meses do ano, que tal engenho lavrar, levarão os senhorios dos ditos engenhos àquela parte, que pela informação que lá tomardes vos parecer bem, de maneira que fiz que o partido favorável aos lavradores, para eles com melhor vontade folgarem de aproveitar as ditas canas se lhe
passarão suas cartas de sesmarias . Com as quais condições e declarações, lhe assim deu as ditas terras, ilhas e águas atrás descritas e declaradas, de sesmaria, e para sua guarda lhe mandou passar esta carta de sesmaria pela qual manda que ele haja posse e senhorio delas, para sempre, para si e para seus herdeiros, e sucessores que após ele vierem com tal condição e entendimento que eles dêem por elas caminhos e serventias ao conselho para Fontes, Pontes, Viveiros e Pedreiras que lhe necessária forem; e isso mesmo ela rompa e aproveite as ditas terras da data desta carta em três anos primeiros seguintes, porque não o fazendo ele assim, passando os ditos três anos, se deram as ditas terras, que aproveitadas não tiver de sesmaria a quem os pedir, lhe será deixado algum logradouro do que aproveitado não tiver, e sobretudo pagará 1$rs. Para o Conselho; das quais terras, e águas com suas entradas e saídas, e com todos os seus logradouros, ele o havia por metido e investido na posse delas, realmente como coisa sua própria e isenta que é de hoje deste dia para sempre; o que tudo mandava que se cumpra e guarde sem outra nenhuma dúvida que a ele ponha e que esta carta seja registrada dentro em um ano no Livro da Fazenda como o dito Senhor manda, sob a pena contida no seu Regimento.” (DIAS, 1921/1926: 346/347)
Estão reproduzidas no I Livro de Tombo dos Carmelitas, na Bahia, doze Cartas de Sesmaria de terras que, por diferentes meios, vieram a constituir bens de raiz do Convento. Destas, somente cinco foram cedidas diretamente aos frades. Em algumas transcrições, fazem parte da carta de sesmaria outros documentos (petição/posse/procuração) que, juntos, se referem à aquisição da terra em questão.
1) A carta de sesmaria mais antiga, datada de 20 de dezembro de 1591, foi assinada pelo Governador Dom Francisco de Souza (1591 – 1602) , constituindo-se numa área de “sobeijo” (em demasia) de “90 braças12 de terra em largo e outras tantas de comprimento.” Segundo a petição transcrita no corpo do documento, os frades alegaram que
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Segundo o documento, a braça seria a “braça craveira” isto é “duas varas de medir como se
Reino se costuma medir”. Segundo a tabela de medidas do livro Fidalgos e Filântropos de
precisavam desta terra, nas vizinhanças do Convento, para ali fazerem uma horta. (fls. 144). Trata-se de um traslado, datado de 14/09/1787.
2) O Governador Geral, Diogo Botelho doou em 01 de fevereiro de 1606, duas léguas de terra num “pedaço de campo que se chama Imhoayba e que pode servir para pasto” aos frades do Carmo, na obrigação de os mesmos devolverem outras duas léguas dadas anteriormente na “Carta de Jacuipe”13. Uma nota posterior, no canto esquerdo do cabeçalho deste lançamento, registra: “Sesmaria do Engenho do Carmo”. (Fls. 85vº/86) Com referência a este Engenho, as pesquisas realizadas tanto nos Arquivos do Carmo, como nos livros, registraram apenas uma única referência a um engenho de açúcar, de propriedade dos padres do Carmo. Nos Anais do Primeiro Congresso de História da Bahia (1950), foi publicado um artigo de autoria de Carlos Valeriano de Cerqueira, “Histórico da Cultura da cana na Bahia – Formação econômica da indústria açucareira da Bahia", onde, à página 296, consta uma citação sobre o Engenho do Carmo:
“Na freguesia de S. Sebastião das cabeceiras de Passé [...] que começava na parte Sul num sítio chamado Pinheiro (hoje tem o mesmo nome) distante da cidade 12 léguas e limitada neste quadrante, com a freguezia de N.S. da Encarnação de Passé [...] Existiam 8 engenhos, dentre eles, o Pojuca, Terra Nova, que pertencia aos Religiosos de N.Sra. do Monte do Carmo”. (grifo nosso)
O autor atesta que sua pesquisa foi baseada em descrições minuciosas, realizadas pelos vigários das freguesias eclesiásticas em seus imóveis rurais, no ano de 1757. A petição transcrita, referente a esta carta menciona que as terras solicitadas ficavam entre a “tapera de Jaguipe aonde Marcos Alves e Gaspar Alves seu irmão tiveram Aldeias do gentio da terra”. Essa é uma das poucas citações a respeito dos índios, primeiros e reais donos da terra que aos poucos as foram perdendo diante do avanço dos brancos colonizadores, como confirma este pequeno trecho da Carta de Sesmaria.
13 Não existem registros desta Carta de Sesmaria de Jacuípe, doada anteriormente, no Livro
3) A terceira Carta de Sesmaria é datada de 17 de maio de 1619, constando de uma légua de terra em quadra, entre o rio de Jacuipe e o de Joanes. (Fls. 103vº/107vº) Os frades explicam, na petição, que o Capitão e Governador Geral do Brasil, Diogo Botelho (1602-1608), em respeito à pobreza deles e às suas necessidades, havia dado anteriormente, em nome do Rei, terra onde chamavam Jinohahiba, para ali alojarem um gado que receberam de esmola. Como aumentara o número de frades no Convento, necessitavam de mais terras para delas extraírem a subsistência. Conforme informação do provedor-mor da fazenda (sem discriminação de seu nome do documento em questão), a pedido do Governador Luiz de Souza , 2º Conde do Prado14, tratava-se de terra distante dezesseis léguas da cidade de Salvador, muito longe do mar, só servindo para criação de gado e, em algumas partes, para plantação de mandioca. As terras eram muito distantes, e os tabeliães não queriam ir ao local para fazerem o Auto de Posse das terras doadas. Foi necessário que os Padres do Carmo fizessem uma petição, solicitando que “o juiz e o escrivão do limite” fizessem o auto através do depoimento de testemunhas. São, no total, seis documentos diferentes a formarem o conjunto referente a esta carta de sesmaria, a saber: a carta de sesmaria propriamente dita, a petição, o despacho, o auto de posse, uma petição dos padres referente à posse, documentos sobre as testemunhas e seus depoimentos sobre a posse das terras pelos frades.
4) Os frades do Carmo, aos 06 de maio de 1626, solicitaram as terras de fronte do Convento, com toda a ladeira até a praia, para construírem um guindaste com o fim de “redificar as obras que os holandeses lhe destruíram e fazerem a igreja nova que tem começada”. (Fls. 81/83) No texto da carta consta, como doação, toda a praia à frente do Convento, de onde os padres tirariam as pedras para serem utilizadas na reconstrução do Convento. Segundo CARNEIRO (1978), os primeiros habitantes da cidade do Salvador não tinham intenção de escavar a montanha para facilitar a
ligação entre a Cidade Baixa (praias e cidade velha) e a Cidade Alta (cidade cercada). A solução que encontraram foi a construção de balanças. Os primeiros a construírem um guindaste foram os jesuítas, erigindo o Guindaste dos Padres. O sistema era de uma balança – o peso, colocado na parte de cima, quando liberado fazia subir o da parte de baixo. O guindaste do Carmo, feito depois desta doação, ligava o Carmo ao Pilar, no mesmo local onde hoje se encontra o Plano Inclinado do Pilar. Encontra- se transcrita na folha 146vº a Carta Régia de Dom João, Rei de Portugal, contendo Carta de Confirmação de doação desta sesmaria, datada de 29 de fevereiro de 1716. A Carta apresenta um despacho do Secretário André Lopes de Lavre, onde consta que “a testada da praia do mar salgado” será doada sem prejuízo de terceiros e com a “obrigação de nele se assentar artilharia e poder lavorar livremente em defesa da mesma Marinha”, além da obrigação, que o Convento já tinha, de “dar caminho público para a serventia do mesmo povo e arruamento que de presente existe”.
5) Foi a 20 de setembro de 1673 que Frei Antonio da Piedade, Prior do Convento do Carmo, fez uma petição ao Governador e Capitão do Mar Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça, “do Conselho de Guerra de sua Alteza”15 solicitando terras para criação de gado, devido à necessidade
de seu sustento e principalmente para cobrir os gastos com as obras do Convento e ornato de sua Igreja. As terras em questão eram assim mencionadas:
... "terras e pastos para fundarem novo currais e porque de presente se descobriram muitas na conquista que Vossa Senhoria mandou fazer aos índios moracás por justas causas para cujo fim concorreram eles suplicantes com um religioso por capelão dos conquistadores para lhes administrar os santos sacramentos na dita jornada”.
O documento (Alvará de Doação de Sesmaria, à Fl. 108/109)) apresenta a justificativa calcada na “recompensa” por serviços prestados pelos frades à Coroa Portuguesa, além dos motivos, sempre alegados, da necessidade de sustento do Convento. A área doada consistiu em quatro léguas, começando da aldeia do Japióo, “vistas as razões que alega e mandar um religioso por capelão à conquista do gentio”.
As outras Cartas de Sesmaria trasladadas do Livro de Tombo não correspondem à terras diretamente doadas ao frades do Carmo, mas às obtidas por outros meios (doação de particulares, herança, aquisição, troca), que vieram a fazer parte do patrimônio do Convento:
1) Carta de Sesmaria a Balthazar de Barbuda, alcaide-mor da Capitania de Sergipe, Thomé Gonçalves e Gaspar Fernandes de "seis léguas de comprido e outra tanta de largura", no sertão que chamam “mondeão [...] em pastos que nunca foram cultivados de branco que os que começam na Ribeira, donde Álvaro Rodrigues e seu irmão Rodrigues Martins fizeram a cerca em que estiveram cercados [...] na cerca para o sertão e banda
donde estava a aldeia da truana"16
. Sergipe del Rei, 27 de novembro de
1605. (Fl. 22 vº)
2) Carta de Sesmaria, datada de 17/11/1707, doando a parte de Thomé Gonçalves da carta acima para os dois outros outorgados, pois ele não foi encontrado na Capitania de Sergipe. Consta na Petição, solicitando a posse da terra, transcrita à fls. 23 vº , o limite desta terra: “nos limites onde chamam mondeão entre o Rio de vaza-barris e o piahohi (Piauhy)”.
16 Felisbello Freire, em seu Livro História Territorial do Brazil – 1º vol. ( pág. 279), menciona este cerco ao contar a história da colonização de Sergipe. Sergipe estava dominada pelos franceses e Cristovão de Barros, ex-governador do Rio de Janeiro, foi incumbido pela Coroa de expulsá-los. Em fins de 1590, ele reuniu um exército e confiou o assalto pelo sertão aos rmãos Álvaro Rodrigues e Rodrigo Martins. Estes, ao tentarem atacar os inimigos, são cercados e só conseguem a vitória com a ajuda efetiva das tropas de Cristovão de Barros.
Transcritas em seguida, encontram-se a petição, a posse e outra petição a esse respeito.
3) Carta de Sesmaria com a petição de André de Padilha de Barros, morador há vinte e três anos na cidade de Salvador, datada de 11 de julho de 1612. Ali, (pg. 87vº) consta que o suplicante sempre serviu a Sua Majestade em todas as ocasiões :
...”de antão até hoje se ofereceram como foi na ocasião de duas naus inglesas e um patacho17 que a esta terra vieram governando nela Christovão de Barros18 e na ocasião das naus holandesas governando Alvaro de Carvalho19 e outrossim na ocasião das naus que aqui vieram governando Diogo Botelho (1602-1608) e assim se achou na tomada de Sergipe em companhia do Capitão Christovão de Barros e também acompanhou a Gabriel Soares de Sousa na jornada que fez por mandado de sua magestade e assim todos os rebates e alardos gerais que no tempo de vossa senhora se ofereceram.[....] serviu a sua Magestade com sua pessoa armas e escravos sempre a custa dele suplicante sem gastar da fazenda de sua magestade coisa alguma”...
Consta esta carta de duas léguas de terra em quadra, ao longo das quais os padres da Companhia têm data de terras, nas cabeceiras do Rio Passé até o Rio Jacuipe. (10.07.1612)
4) Treslado (sic) de Carta de Sesmaria de duas mil braças de terra, doadas a João Alvez da Ilha Terceira (Açores), no rio da Pitanga, em 12.07.1577 (Fl. 75/77). João Alves, em sua petição, disse que: sua majestade, o rei de Portugal, havia declarado por uma provisão que, todo homem que quisesse vir a ser morador desta Bahia, ele daria embarcação, mantimentos e terras
17 Antigo navio a vela de mastração constituído de gurupês e dois mastros.
18 Junta Governativa composta por Cristovão de Barros, provedor da Fazenda Real e
Antonio Coelho de Aguiar, Ouvidor Geral (agosto/1587 – junho/1591) (Anais /IGHB).
19 Capitão-mor Álvaro de Carvalho, substituía o Governador D. Francisco de Souza em 1599,
graciosamente; que chegou ao Brasil numa nau de Manoel Fernandez, pirato (sic) , com outros moradores da Ilha Terceira, três ou quatro anos antes. Esta petição consta do traslado onde Bartolomeu Alves, filho e herdeiro de Alves, solicita fazer o registro obrigatório desta Carta no Livro de Registro de Sesmarias, fora do prazo estipulado pela lei, pois seu pai havia falecido sem cumprir com esta obrigação legal. Este documento foi tresladado no Livro de Tombo em 21/11/1660.
5) Carta de Sesmaria ao Reverendo Padre Licenciado Antonio Viegas, cura na Santa Sé de Salvador, constando de uma petição com despacho de Dom Fernando Mascarenhas, Conde da Torre do Conselho de Estado de Sua Majestade e Capitão Geral deste estado, ratificando uma carta de sesmaria já doada há dezessete anos, nos tempos de D. Luiz de Souza, nas “terras novas”. O suplicante conta que seu irmão, Francisco Viegas, tem escritório nos campos do Cotegipe, onde estava a referida data de terras e o auto de posse, mas “os holandeses vieram para tomar esta cidade e a cercaram no mês de abril de seiscentos e trinta e oito e foram senhores da Campanha e deram no dito campo onde esta o dito seu irmão e mataram muita gente e queimaram as casas do escritório e a dita carta de sesmaria”. (16.08.1639 fls 89)
6) Carta de Sesmaria a Gaspar Lamego, Cavaleiro da ordem de São Tiago e contador do Rei, com despacho de Tomé de Souza, Governador Geral. Consta que, para o norte da cidade, além da “Aldeia de Itacoim, está um outeiro com muitas palmas” e o suplicante pede que lhe doe cem varas de leste e cem varas de comprido neste sítio. (07.01.1551 – fl. 101 vº).
7) Consta à folha 109vº, uma petição de Frei Diogo Barros do Convento do Carmo, solicitando cópia das Cartas de Sesmarias doadas a Antonio