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6 RESULTADOS E DISCUSSÃO

6.1. OS 7 MOMENTOS DO PROCESSO FORMATIVO

Como descrito na metodologia, o processo formativo foi planejado e executado em 7 momentos que serão apresentados respeitando a ordem cronológica a seguir:

Quadro 6 - Primeiro dia de formação continuada com os ACS – 26/08/2015 – US Parque dos Eucaliptos.

Tipo de intervenção

Data Objetivos Instrumento de

coleta de dados

Registro Resultados prévios 1 – Início da pesquisa – Apresentação oral do projeto/preen chimento de fichas. 26/08/2015 - Apresentação da proposta de formação para ACS . - Preenchimento dos TCLE e das fichas de levantamento da realidade sócio/familiar dos ACS – questionário social.

Grupo focal, fichas e questionário. Registros por escrito - 05 ACS aderiram ao projeto, assinaram o TCLE e responderam ao questionário de demanda social. - Definiu-se hora e local para o encontro presencial (70% da carga horária total). - Definiu-se a carga horária virtual (30%) Fonte: O autor, 2016

Na data e local previamente estabelecidos, reuniram-se os ACS e o pesquisador nas dependências da US Parque dos Eucaliptos para que a proposta de formação continuada fosse apresentada ao grupo.

A equipe de ACS voluntariamente presente era formada por 06 agentes, sendo que 01 do sexo masculino e 05 do sexo feminino. Todos apresentam formação de nível médio e um está no curso superior de Administração de Empresas.

Uma das 05 agentes agradeceu o convite, mas manifestou o desejo de não participar da formação continuada alegando foro íntimo. Assim, a reunião prosseguiu certos que nosso grupo de pesquisa seria formado por um total de 05 ACS.

O pesquisador fez sua apresentação, reportando-se ao atual momento de formação no mestrado profissional no Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), bem como da necessidade de apresentação de um trabalho de conclusão no referido curso. Foi então apresentada de forma dialógica em forma de roda de conversa, a proposta de formação para os agentes

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comunitários com ênfase para o fato de ser este um trabalho inédito, com aval de uma escola de renome como o IFES e ser oferecido aos ACS de nosso município, em especial aos agentes do Parque dos Eucaliptos, haja visto existirem muitas outras US no distrito que acolheriam a proposta.

Após a apresentação dos principais tópicos do projeto como título, objetivos e cronograma, os agentes demonstraram satisfação pela oportunidade de participar da pesquisa.

Foi então apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e a ficha de levantamento sócio/familiar (questionário social), que após debate pelo grupo, foi preenchido sem dificuldades e entregue ao pesquisador.

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Quadro 7 - Resultado do perfil sociocultural dos agentes comunitários de saúde

Resultado do Levantamento do perfil sócio-cultural dos integrantes do GT Celcino Neves Moura – 2015

Unidade de Saúde Parque dos Eucaliptos – Aimorés – MG 1) Sexo - Masculino: 01 Feminino: 04

2) Idade - entre 20 e 30 anos: 3 (60%) entre 30 e 40 anos: 1 (20%) acima de 40 anos: 1 (20%) 3) Estado Civil - casados: 1 (20%) solteiros: 4 (80%)

4) Escolaridade - segundo grau: 2 (40%) segundo grau com profissionalizante: 3 (60%) 5) Funcionário - efetivo: 4 (80%) contratado: 1 (20%)

6) Trabalha em outros empregos –4 (80%) não 1 (20%) sim

7) Possui este(s) problema(s) de saúde – Não apresenta problemas de saúde: 1 (20%) Sim, apresenta problemas de saúde: 4 (80%). Destes: 1 toma remédio para controle dos nervos. 1 toma remédio para ansiedade e hipertensão arterial. 1 toma remédio para ansiedade, remédios para dormir e é fumante.

1 tem antecedentes familiares de problemas cardiovasculares. 8) Atualmente faz uso de algum outro medicamento(s) ? a)Não: 4 (80%)

b)Sim: 1 (20%) 9)Hábitos de Leitura:

a) 1 (20%)Lêem com muita frequência livros, jornais ou revistas. b) 4 (80%)Lêem de vez em quando algum livro, jornal ou revista. 10) Moram: a) 0% sozinho(a) b) 1 (20%) uma pessoa. c) 1 (20%) duas pessoas. d) 1 (20%) três pessoas. e) 1 (20%) outros. 11) Utilização da Internet: a) 2 (40%) utiliza no celular b) 3 (60%) utiliza no computador

c) 0% tem facilidade em usar e usa sempre d) 0% facilidade em usar, mas quase não utiliza e) 0% tem dificuldade em usar, mas se esforço e utiliza f) 0% tem dificuldade em usar mas quase ou nunca utiliza 12) Nas minhas horas de lazer o que gosta de fazer?

1assiste filme ou se reúne com amigos. 1 se reune com amigos.

1 faz caminhada.

1viaja ou sai com os filhos.

1fica com a família em casa, assiste televisão, filmes ou lê um livro.

Fonte: O autor, 2016

NOTA: Os dados coletados sobre o perfil dos agentes podem interferir na forma como se imagina que cada um deles desenvolva suas habilidades durante a formação. Por isso a

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importância de se coletar tais informações. No capítulo final de conclusão, esses dados nos ajudarão a compreender as falas e perspectivas dos sujeitos dessa pesquisa.

Ficou acordado o tempo de 1 (uma) hora e 30 (trinta) minutos para que o grupo se reunisse semanalmente na US e que eventuais trabalhos seriam realizados online e que esses contariam dentro carga horária total do curso. Ficou claro, entretanto, que esse tempo semanal poderia sofrer ajuste conforme o andamento da formação continuada e que iríamos nos programar semana após semana conforme o calendário de atividades da US.

Nessa oportunidade a enfermeira chefe da US Parque dos Eucaliptos assinou o termo de ciência referente ao projeto de formação continuada para os Agentes Comunitários manifestando assim seu apoio e expectativa de que este seja de grande ajuda ao trabalho desses profissionais de saúde.

Quadro 8 - Segundo dia de formação continuada com os ACS – 02/09/2015 - US Parque dos Eucaliptos.

Tipo de intervenção

Data Objetivos Instrumento de

coleta de dados

Registro Resultados prévios 2 -

Levantamento preliminar

02/09/2015 - Levantamento de questões sobre doenças crônicas mais prevalentes no trabalho dos ACS.

Grupo focal, relatos escritos e roda de conversa Áudio gravação e registros por escrito - Doenças Crônicas mais prevalentes - Características do paciente padrão - Características do ACS padrão Fonte: O autor, 2016

Na segunda reunião de trabalho, foi realizada uma roda de conversa com os ACS para fazer o levantamento da realidade enfrentada por eles no dia-a-dia de visitação aos lares e fazer um apanhado das doenças crônicas (em especial conhecer a incidência de Hipertensão Arterial Sistêmica -HAS) mais prevalentes entre os pacientes cadastrados na US “Parque dos Eucaliptos” que é o campo de trabalho desses agentes.

Os Agentes comunitários relataram como são planejadas e executadas as visitas domiciliares, como é feita a marcação dessas visitas, como é a abordagem aos pacientes e a receptividade destes ao contato com os ACS, o que encontram nos lares nos quais as doenças crônicas são mais comumente encontradas, a frequência de pacientes que apresentam quadro de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e seus desdobramentos, como os pacientes lidam com

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as doenças crônicas, a relação destes com os medicamentos, se observam as orientações médicas e da equipe de saúde da família como dietas, exercícios físicos e a regularidade de retorno à US.

No primeiro momentos, os ACS relatam que as visitas domiciliares são uma entre muitas de suas atribuições diárias. Cada ACS é responsável por um determinado número de pacientes previamente estabelecido dentro da área abrangida pela US. As vistas aos domicílios são planejadas, seguindo um cronograma pré estabelecido. São regulares e acontecem uma vez por mês sem necessidade de marcação prévia ou aviso aos pacientes, ou seja, os ACS chegam de surpresa.

A abordagem e o diálogo com os pacientes ocorrem de maneira informal por meio de perguntas e respostas. Os dados mais relevantes são registrados por escrito seguindo um relatório de visitação padrão de trabalho do SUS.

Durante a execução da visita domiciliar, os ACS relataram que fazem um levantamento das condições de saúde dos pacientes seguindo o relatório de visitação. Outras informações relevantes são anotadas como “observação” que poderão ser importantes numa eventual consulta futura da equipe de saúde à ficha do paciente.

Os ACS dentro de suas limitações técnicas observam as condições básicas de saúde dos pacientes e dos demais moradores da residência: Notam as condições gerais encontradas, ouvem relatos a respeito de doenças crônicas e da maneira pela qual os pacientes estão lidando com essas doenças, se fazem uso correto dos medicamentos, se seguem as orientações da equipe de saúde, se houve algum quadro de agudização, melhora ou remissão aparentes no quadro da doença, se há relatos de outros sintomas relacionados à perda da saúde entre moradores na residência, a presença de efeitos colaterais aos remédios ministrados, conferem as agendas de retorno dos pacientes para revisão e tudo o mais que puder ser inerente ao seu trabalho como agente comunitário de saúde.

Os ACS observam também em alguns casos, algo que eles entendem como sendo “fatores familiares emocionais” agravantes ao estado clínico dos pacientes: Brigas e desajustes familiares constantes (entre filhos, cônjuges e ou agregados), o uso de drogas, desemprego,

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pobreza e conflitos diversos. Alguns pacientes utilizam-se das visitas dos ACS para contar essas situações que eles mesmos associam com a causa ou mesmo com o agravamento do quadro da doença crônica da qual são acometidos, o que mascara muitas vezes os reais motivos que levam ao surgimento ou agravamento do quadro dessas doenças. Alguns acreditam que problemas emocionais e o stress são os únicos causadores de seus males, não conseguindo supor que o descumprimento de orientações médicas, por exemplo, possa vir a agravar seu quadro crônico. Os pacientes relatam ainda histórico de internações hospitalares e ou episódios de surtos domiciliares, principalmente ligados à hipertensão arterial, em períodos entre a última e a atual visita do ACS.

Esses relatos orais causam certo desconforto no agente de saúde que reconhece, entretanto, o fato de que os pacientes se sentam mais satisfeitos e mais aliviados ao descrever intercursos emocionais que os afligem, seja no seio familiar ou pessoal. Porém, os ACS não se julgam preparados para lidar com um mundo psicológico de informações tão complexo. Existe uma necessidade detectada pelos próprios agentes de um maior preparo para que eles saibam conduzir os diálogos que envolvam essas situações a fim de que o seu trabalho transcorra com maior fluidez.

Outras questões observadas durante o protocolo de visitação domiciliar são: a maneira pela qual os pacientes lidam com as doenças, seus hábitos de vida, as doenças crônicas mais prevalentes, seus efeitos no organismo e como os pacientes relatam isso, que cuidados estão sendo prescritos ou que ainda poderiam ser requeridos da atenção básica para atender aqueles pacientes, quais deles precisam remarcar consultas ou agendar uma primeira consulta na unidade de saúde, que condições de doença crônica são observadas, como é a higiene e a limpeza nos domicílios.

Observam ainda os relacionamentos familiares, se há cooperação entre os membros da família a fim de que o paciente seja ajudado em sua rotina de utilização de medicamentos, alimentação e cuidados básicos e o que pode ser potencialmente agravante ao processo de desenvolvimento ou tratamento de doenças crônicas no ambiente familiar.

Enfim, esses e outros fatores co-relacionados à saúde dos pacientes de um modo geral são observados e anotados para que posteriormente seja registrado na ficha do paciente dentro da US.

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Segundo os ACS, alguns pacientes precisam ser acompanhados de forma mais intensiva, requerendo maior atenção do ACS que às vezes precisa retornar àquela casa mais de uma vez dentro do mesmo mês para uma maior e melhor cobertura assistencial.

As informações nesta roda de conversa foram geradas e compartilhadas a partir de perguntas disparadoras feitas ao grupo de ACS que foram essenciais para que fosse possível o recolhimento dos dados. O registro foi feito em áudio para posterior análise.

As perguntas foram feitas seguindo uma lógica gradual, cujo objetivo fora também fazer o levantamento da prevalência, manifestação e evolução e tratamento de doenças crônicas, em especial a Hipertensão Arterial Sistêmica entre os pacientes visitados.

As perguntas disparadoras seguem descritas abaixo:

1) Que doenças crônicas são mais comumente encontradas entre os pacientes que vocês visitam?

Os ACS encontram em seu trabalho de visitação de forma mais regular pacientes crônicos com doenças renais, cardiovasculares, diabéticos e hipertensos sendo que principalmente a hipertensão aparece de forma isolada ou embutida na grande maioria dos casos crônicos relatados .

2) Que perguntas ou dúvidas são mais freqüentes entre os pacientes com doenças crônicas?

Segundo os agentes, os pacientes relatam algumas dúvidas quanto ao quadro clínico da doença pela qual são acometidos. Um exemplo disso é o pé diabético que demorou a ser diagnosticado em um paciente que por esse motivo teve um de seus membros amputado e estava na eminência de perder o outro. Eles perguntam ao agente quando acontecerá o retorno à US, se estão conseguindo melhoras aparentes ou se estão conseguindo cumprir as orientações da equipe de saúde de forma correta.

3) Os pacientes conseguem relacionar os sintomas presentes com a doença crônica que possuem?

Os pacientes relatam que alguns fatos acontecidos se devem à doença da qual são acometidos. No caso de doenças crônicas, os ACS percebem que as pessoas têm consciência que essas doenças podem representar uma morte aos poucos e que a vida se torna extremamente

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limitada e cheia de restrições. Os pacientes sofrem porque o caráter crônico da doença ataca evoluindo aos poucos, um dia de cada vez. Algo novo e dolorido vai acontecendo paulatinamente modificando suas vidas para pior. Muitas se sentem por isso, desanimados e desmotivados o que pode gerar stress, abandono, dificuldades ou banalização do tratamento ou em casos mais severos, chegar ao óbito.

4) Como é a relação desses pacientes com doenças crônicas com: a) A dieta alimentar habitual orientada pela equipe de saúde:

Os agentes constatam que é grande o número de pacientes que não se preocupam em fazer dieta alimentar restritiva ou a fazem de forma errônea. Muitos preferem comer a ter os seus quadros sintomáticos estabilizados e acreditam que podem comer da forma que achar melhor desde que estejam tomando a medicação proposta pelo médico. Outros, após constatar o caráter incurável de suas moléstias comem para aproveitar o tempo de vida que lhes resta sem sofrimento e sem abdicar dos prazeres gastronômicos eminentes. Observa-se uma relutância em muitos casos a seguir as orientações da equipe de saúde no que se refere à mudança de hábitos alimentares. Existe uma preferência em se continuar com os mesmos procedimentos alimentares errôneos e tomar o remédio quando sintomas como os da HAS atingirem níveis fora do controle, ou seja, é comum comer sem restrição e tomar a medicação ou recorrer aos remédios prescritos apenas quando existem episódios de agudização dos quadros clínicos de forma emergencial.

O fato é que um grande número de pacientes também mentem aos ACS ao responderem à perguntas simples como: “você está fazendo a dieta direitinho?” Falam que fazem dieta, mas não fazem. Nesse momento é importante a interação do ACS com os familiares. Na maioria dos casos são esses que denunciam respostas mentirosas ou tendenciosas dos pacientes desmascarando a farsa.

Os ACS são unânimes em afirmar que muitas pessoas desejam seguir uma dieta alimentar correta e corrigir seus vícios alimentares mas não têm recursos financeiros para seguir a dieta recomendada pelo médico ou nutricionista porque essa alimentação é, em grande parte, cara demais e eles só tem para comer o básico (arroz, feijão e farinha). O poder aquisitivo restrito pode ser fator gerador da não observação de uma dieta alimentar correta para um grande número de pacientes.

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b) Com o uso de remédios prescritos pela equipe de saúde:

A relação com os remédios é tensa e causa resistência em um número grande de pacientes, segundo os ACS. Hoje alguns tomam o remédio, acham que está controlada a doença e amanha não tomam mais até que os sintomas voltam e se agravam ou vêm sintomas piores que os anteriores levando o paciente a ter seu quadro crônico reagudizado. O paciente então retoma o tratamento mas, às vezes, sem melhora ou com episódios inclusive de necessária internação hospitalar. Pessoas passam mal e às vezes precisam ser internadas para controlar a pressão.

Os ACS relatam casos curiosos e graves onde médicos durante eventuais internações hospitalares e crises fazem a troca da medicação dos pacientes no hospital, principalmente os para controlar a HAS, insinuando que o remédio oferecido gratuitamente pela US é mais fraco ou inferior ao comprado na farmácia, devendo por isso ser abandonado e substituído por um remédio de marca comercial famosa e portanto, mais eficaz. Alguns pacientes dizem ter alcançado realmente uma melhora como os remédios comprados nas farmácias em comparação ao distribuído pelo governo.

Os ACS divergem na opinião de que de fato seja diferente o efeito do remédio comprado na farmácia e o recebido na US. É citado como exemplo disso o caso da Dipirona, remédio comum de uso popular: um agente comunitário diz que quando utiliza a Dipirona recebida na US não apresenta efeitos colaterais enquanto que, quando usa a Novalgina (medicamento comercial), precisa se deitar até que cesse por completo a ação do medicamento em seu organismo.

ACS constatam que alguns pacientes estão desacreditando na eficácia dos remédios distribuídos pela unidade de saúde por causa dos últimos acontecimentos como remédios que não fazem efeito e trocas destes medicamentos pelos médicos durante o intercurso das urgências clínicas.

c) Com a incorporação de atividades físicas regulares no cotidiano dos pacientes:

Existe uma unanimidade entre os ACS de que grande número de pacientes resiste a seguir programas de vida saudável ou incluir exercícios físicos regulares às suas rotinas de vida. Sentem-se desmotivados e acreditam que academias são caras e inacessíveis sob o ponto de

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vista financeiro. Outros dizem que os trabalhos domésticos consomem muita energia sendo por isso desnecessárias caminhadas ou outros exercícios complementares. Se sentem muito cansados e por isso sem ânimo.

5) Que fatos ou ocorrências significativas relacionados com doenças crônicas são geralmente relatados pelos pacientes no período de intercurso entre uma visita domiciliar e outra?

Os agentes vão uma vez por mês à casa dos pacientes a não ser que haja necessidade de visitas mais amiúde. Histórias de problemas emocionais que os pacientes acreditam estarem ligadas ao desencadeamento da doença crônica (problemas com filhos, cônjuges, drogas) são comumente expostos de forma clara e direta. Os agentes se dizem incapazes de orientar ou ter palavras que possam ser de decisiva ajuda nesses casos. Alguns agentes de saúde associam esses históricos como agravantes das doenças crônicas, mas não sabem como poderiam ser mais úteis como ajuda nesses casos. Desejariam ser mais bem treinados para enfrentar esses intercursos.

Alguns pacientes têm vícios como fumo e a bebidas alcoólicas e relatam não conseguir abandoná-los razão pela qual um histórico de evolução negativa da doença crônica seja perceptível.

6) Que associação vocês como ACS fazem entre se estabelecer uma rotina de exercícios físicos, de bons hábitos alimentares com o controle das doenças crônicas, em especial a HAS ?

Os ACS conseguem entender a necessidade de uma rotina de exercícios físicos para a melhora na circulação e que bons hábitos alimentares como controlar a utilização do sal e do açúcar ajudam no controle de doenças crônicas como a HAS, mas não sabem o porquê ou qual a dinâmica desses mecanismos no corpo humano. Desconhecem protocolos básicos como: A função do tecido sanguíneo que leva oxigênio e alimentos para as células e trás dessas gás carbônico e excretas a fim de serem eliminadas nos pulmões, urina ou fezes; que o exercício físico ativa o retorno do sangue ao coração; que o sal usado nos alimentos contém minerais como o Sódio que controlam a pressão sanguínea, que a presença de insulina no sangue propicia a passagem do açúcar para o interior das células facilitando a realização de suas atividades e que o desequilíbrio em qualquer desses mecanismos descritos de funcionamento

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corporal humano compromete a homeostase do organismo como um todo, levando a complicações físicas e a instalação de doenças crônicas eminentes.

7) Que associação vocês como ACS fazem entre vícios como cigarro e uso de bebidas alcoólicas com o aparecimento e desenvolvimento de doenças crônicas, em especial a HAS?

Os ACS conseguem relacionar vícios como o cigarro e a bebida alcoólica com o aparecimento de doenças crônicas, mas não sabem explicar nem de forma simples como acontece, por exemplo, a sobrecarga do coração, o comprometimento renal, as complicações pulmonares, o acúmulo de gazes tóxicos no sangue e nas células e a sobrecarga do fígado humano durante a