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II E ENSINO MÉDIO

Temos nos deparado, com frequência cada vez maior, com depoimentos e/ou indagações sobre como realizar e organizar o trabalho docente da disciplina educação física na escola. A educação física, enquanto disciplina escolar passou por diversas transformações em âmbito educacional ao longo do tempo, sobretudo, a partir do século XIX, em que a disciplina foi ganhando mais importância dentro das escolas europeias, através de pensadores com novos olhares e influenciados pelas ideias iluministas de alguns enciclopedistas, como é o caso do filósofo e educador Jean Jacques Rousseau que, segundo Da Costa et al. (2007, p. 14 apud REPPOLD FILHO et al. 2009, p. 18):

No final do século XVIII, recriou a educação apoiada por atividades físicas, também inspirada no atleticismo grego, que ainda hoje sobrevive como “Educação Física” em alguns países e sistemas escolares. Vivendo no estágio seminal da Era Moderna, este pensador da educação universalista e também da Revolução Francesa, favoreceu uma compreensão dos exercícios físicos produzindo uma concepção de convívio na natureza com os educandos em bosques e em outros espaços que pudessem promover socialização espontânea.

A constituição da educação física, ou seja, a instalação dessa prática pedagógica na instituição escolar emergente dos séculos XVIII e XIX foi fortemente influenciada pela instituição militar e pela medicina. A instituição militar tinha a prática de exercícios sistematizados que foram ressignificados pelo conhecimento médico, no plano civil. Isso vai ser feito numa perspectiva terapêutica, mas principalmente pedagógica. Educar o corpo para a produção significava promover saúde e educação para a saúde (hábitos saudáveis, higiênicos). Essa saúde ou virilidade também pode ser, e foi, ressignificada numa perspectiva nacionalista/patriótica. Assim, o nascimento da Educação Física se deu, por um lado, para cumprir a função de colaborar na construção de corpos saudáveis e dóceis, ou melhor, com uma educação estética que permitisse uma adequada adaptação ao processo produtivo ou a uma perspectiva política nacionalista, e, por outro, foi também legitimado pelo conhecimento médico-

científico do corpo que referendava as possibilidades, a necessidade e as vantagens de tal intervenção sobre o corpo.

Hoje, a Educação Física possui um vasto conteúdo formado pelas diversas manifestações corporais criadas pelo ser humano ao longo dos anos. Os professores de Educação Física, ainda influenciados, sobretudo pela concepção esportivista, continuam restringindo os conteúdos das aulas aos esportes mais tradicionais, como, por exemplo, basquete, vôlei e futebol. Em muitos casos também, estes conteúdos são distribuídos sem nenhuma sistematização e são apresentados de forma desordenada ou aleatória, ou seja, estes são organizados ou sequenciados sem critérios mais consistentes. Não bastasse este fato, é muito comum que estes conteúdos esportivos sejam transmitidos superficialmente, apenas na ótica do saber fazer. O que acaba ocasionando a falta de aprofundamento dos conteúdos propostos para a Educação Física na escola (DARIDO, 2001).

Alguns professores de Educação Física têm sistematizado, aprofundado e diversificado os conteúdos conforme suas próprias experiências, erros, acertos, etc., pois grande parte da produção teórica da Educação Física ainda não possibilitou a construção de princípios que pudessem nortear tal prática. Os primeiros trabalhos começam a surgir, como por exemplo, o livro de Freire e Scaglia (2003) e os trabalhos do Letpef (BONFÁ et al., 2005; IMPOLCETTO et al., 2003; MACIEL et al., 2003; ROSÁRIO et al., 2003). A sistematização dos conteúdos é encontrada na maioria das disciplinas escolares e está nas mãos destes professores, por meio de livro didático, com exceção da Educação Física. É também verdade que, muitas vezes, é o livro didático que fornece os elementos para tal sistematização, e não a construção de um conjunto de conhecimentos elaborados e refletidos pelos docentes cientificamente.

Na Educação Física poucos autores se posicionaram quanto à questão da sistematização dos conteúdos. Na opinião de Daoli (2002), é um equívoco imaginar que todas as escolas devam trabalhar com um mesmo currículo fechado e inflexível, desconsiderando o contexto no qual está inserida. Por isso o autor não concorda com a sistematização de conteúdos na Educação Física, nos mesmos moldes das outras disciplinas. Porém, Daolio (2002), defende a necessidade de planejamentos quando estes são tomados como referência, e não como verdade absoluta; atualizados constantemente, construídos e

debatidos com os próprios alunos, relacionados com o projeto escolar, enfim, dinâmicos e mutantes, considerando os contextos onde serão aplicados.

Já Kunz (1994), entende que a elaboração de um programa mínimo poderia resolver a bagunça interna de nossa disciplina, um programa de conteúdo baseados na complexidade e com objetivos definidos para cada série de ensino. Esse programa traria opções para o professor que, por exemplo, implementa um mesmo conteúdo, com a mesma complexidade tanto para o 6° ano quanto para o 9° ano, ou até mesmo para o ensino médio, quando consideramos que muitos alunos avaliam não ter aula de educação física, devido as aulas serem apenas o “rola bola”, com o isso o professor tende a trabalhar conteúdos que transmitam aprendizagem das habilidades motoras que deveriam ter sido desenvolvidas nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, de acordo com os estágios maturacionais, séries estas que serão trabalhadas neste estudo, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998).

Afins dos PCN’s (1998), sabe-se que existe o sistema de seriação e ciclos organizacionais para etapas nas quais os conteúdos de ensino são tratados nas aulas de educação física: Ciclo de organização da identidade dos dados; Ciclo de iniciação à sistematização do conhecimento; Ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento; e o Ciclo de aprofundamento da sistematização do conhecimento. Assim, tratando o conhecimento da cultura corporal como expressão de um sentido/significado nos quais se interpenetram, dialeticamente, a intencionalidade/objetivos do homem e as intenções/objetivos da sociedade. Tudo isso, leva-se em consideração todos os passos de um plano de aula, planejamento da unidade de ensino e plano de unidade, escolha do tema, caracterização da turma, objetivos, conteúdos em suas dimensões (conceitual, procedimental e atitudinal), metodologia, momentos pedagógicos e a avaliação, sistematizando as explicações pedagógicas a partir do desenvolvimento simultâneo de uma lógica, de uma pedagogia e da apresentação de um conhecimento científico. Esta lógica deve ser capaz de conduzir o aluno à leitura da realidade, deve estar comprometida com os interesses das camadas populares, além de ter como eixo a constatação, a interpretação, a compreensão e a explicação da realidade social complexa e contraditória, além de considerar como um ser total, ser complexo, que não

existe apenas o social, mas o biológico, sendo um fator tão primordial quanto os outros fatores, que auxiliam na sistematização do conteúdo.

Diante disso, em torno dos anos 1970, surgiu os PCN’s, que visava o desenvolvimento integral (cognitivo, afetivo e psicomotor) da criança. Ele visualiza a educação física como um meio para o aprendizado de outras aprendizagens, não tendo um conteúdo enfocado na prática esportiva. Em nível do Governo, os Parâmetros curriculares Nacionais constituem-se em referências nacionais para o Ensino Básico, a primeira etapa para a concretização curricular do Brasil, definindo as metas para a educação estabelecidas pelas políticas públicas do Ministério da Educação.

Desse modo ele passa também a ser fundamento para às propostas curriculares dos Estados e dos Municípios, já que o PCN pode ser usado como recurso para a construção, elaboração, reelaboração ou adaptações curriculares pelas Secretarias de Educação, assim, cada um constrói seus currículos de acordo com o PCN e com a realidade local. Nas escolas, o PCN e as propostas das Secretarias servem de subsídio para elaboração da proposta curricular de cada instituição escolar, trazendo-o para uma discussão contextualizada de seu projeto político pedagógico. Para os professores, o PCN, as propostas das Secretarias e o projeto político pedagógico (PPP) podem fundamentar e orientar sua prática, seus planos de concretização curricular, seus projetos, planos das disciplinas e das aulas e o ensino na sala de aula.

O docente adéqua às orientações políticas governamentais e ideológicas na forma de ensino para que os alunos tenham a educação que o Governo prescreve.

O PCN leva em consideração o conhecimento que o aluno já possui, além de, também buscar o desenvolvimento completo do educando, valoriza o conhecimento já trazido pelo aluno e prega que a aprendizagem é um processo contínuo. Principalmente voltado a crianças até 10 e 11 anos, ele trabalha com os esquemas de assimilação e acomodação, ou seja, utiliza-se da abordagem construtivista. Já na faixa etária até 14 anos, buscasse caracterizar os níveis de crescimento e desenvolvimento. O movimento é o principal meio e fim da Educação Física; aprendizagem motora e desenvolvimento motor; taxionomia do desenvolvimento motor, ou seja, abordagem desenvolvimentista. Mudança do status confronta com o senso comum, valoriza a contextualização dos fatos e

resgate histórico, e é compreendida como sendo um projeto político pedagógico, político - encaminha propostas em uma direção e pedagógico - propõe uma reflexão sobre a ação dos homens; a produção cultural da humanidade expressa uma determinada fase e houve mudanças ao longo do tempo; cultura corporal, características essas que se encaixam nas abordagens críticas de ensino.

O PCN (1998) divide-se em tópicos para que sejam trabalhados de acordo com os níveis de ensino. No tópico “Educação Física e a cultura corporal do movimento”, trata a cultura como produto da sociedade, que transforma a coletividade e constitui a coletividade a qual os indivíduos pertencem, e antecedendo e transcendendo-o. A cultura é um conjunto de códigos. Isso trabalhado nas dimensões- cultural, social, política e afetiva, presentes no corpo das pessoas, que se interagem e movimentam como sujeitos sociais e cidadãos, tendo a visão do corpo como sociocultural, e o organismo como fisiológico. Este tópico, as características dos alunos que devem ser levados em consideração para que o plano de unidade/aula seja feito, essas características são: cognitiva, corporal, afetiva, ética, estética, de relação interpessoal e inserção social.

No tópico “Educação Física e cidadania”, as ações atitudinais são mais presentes: Inclusão, autonomia, cooperação, participação social e princípios democráticos; análise crítica dos valores sociais, beleza e saúde, competição exacerbada, exclusão e discriminação social também são questão que devem possuir valor elevado de acordo com o grupo social que o professor estar empregado.

Um dos tópicos mais importantes é a “Educação Física e os temas transversais”, pois mostra que a Educação Física não possui apenas seus conteúdos de exercícios físicos- jogos, esportes, ginastica, dança e luta, mas os conteúdos atitudinais tratados nos temas transversais têm grande importância na formação de um cidadão crítico na sociedade atual. No tema, ética é trabalhado o respeito, solidariedade, dignidade e justiça; já no tema saúde dá-se importância aos valores e conceitos, recuperação, manutenção e promoção da saúde. No ponto, pluralidade cultural observa-se as diversidades das culturas. Existe um valor empregado para o sub tópico do meio ambiente. Já a orientação sexual discute sobre as aulas mistas, questionamento dos padrões estéticos e de beleza e diferença dos gêneros. No tema, trabalho e consumo desenvolve-se

o combate aos modelos estereotipados de atividades corporais, além da importância em evitar o consumismo.

Educação Física no ensino fundamental possuem três eixos motivacionais para o processo ensino-aprendizagem:

• 1- Resolução de problemas: Os conhecimentos técnicos são ao mesmo tempo em que um problema uma solução, pois para aprendê-los é imprescindível um esforço, entretanto quando aprendidos geram umcontentamento;

• 2- Exercício de soluções por prazer funcional e manutenção: Quando se faz algo apenas pelo prazer de fazer aquela atividade não com algum outro objetivo;

• 3- Inserção nos grupos de referência.

Os PCN’s traz alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração para auxiliar na administração do conteúdo: Automatismo e atenção, fazendo com que não se deva utilizar a repetição mecânica do movimento e a atividade deva representar um desafio. Existem alguns fatores importantes para o estilo pessoal e relacionamento com os alunos: Riscos à segurança física- O aluno não pode ser obrigado a realizar uma atividade; Grau de excitação - o docentenecessita orientar os estudantes com relação a suas emoções e expressões; Características individuais e vivências anteriores – superação; Exposição do indivíduo no contexto social; Portadores de necessidades especiais são necessários analisar o tipo de deficiência e adequar às atividades.

Os objetivos gerais para o ensino fundamental, de acordo com o PCN, são: inclusão, respeito, pluralidade cultural, hábitos saudáveis, consciência crítica e autonomia. Já no tópico que trata sobre a avaliação no ensino fundamental mostra que as fases são: diagnóstica ou inicial, formativa ou concomitante e somativa ou final. Os critérios de seleção de conteúdos são: relevância social, relacionados aos temas transversais, presença marcante na sociedade brasileira, promoção da saúde e lazer; características dos alunos; especificidade do conhecimento da área.

Tendo em vista que os PCN’s (BRASIL, 1998, p.28) descrevem que “dentro desse universo de produções da cultura corporal de movimento, algumas foram incorporadas pela Educação Física como objetos de ação e reflexão”,

dessa forma os conteúdos são justamente essas produções que compõem a proposta do documento, ou seja, os esportes, jogos, lutas, ginásticas, atividades rítmicas e expressivas e conhecimentos sobre o corpo.

O PCN traz a Educação Física dividida em três blocos de conteúdo: • Conhecimentos sobre o corpo: anatomia, fisiologia, bioquímica, biomecânica, hábitos saudáveis e emoção (jogos dramáticos);

• Esportes, jogos, lutas e ginásticas: esportes - regras de caráter oficial e competitivo organizadas em federações. Jogos - são mais flexíveis em relação às regras, tem um caráter competitivo, cooperativo e recreativo. Lutas - é disputas onde tem que se subjugar o oponente. Ginásticas - são técnicas de trabalho corporal de caráter individual e que assumem finalidades diversas dentre elas: preparação, relaxamento, manutenção ou recuperação da saúde, recreativa, competitiva e convívio social;

• Atividades rítmicas e expressivas: inclui manifestações da cultural corporal onde se expressa e se comunica através de gestos na presença de ritmos, músicas.

Os PCN’s (BRASIL, 1998, p.28) apresentam a cultura corporal como sendo os “conhecimentos e representações que se transformaram ao longo do tempo. Ressignificadas, suas intencionalidades, formas de expressão e sistematização”.

Na organização dos conteúdos, divide-se em mais três pontos importantes que devem ser colocados no planejamento da aula: saber fazer (procedimental) pensar (conceitual) e sentir (atitudinal).

Na dimensão do conteúdo atitudinal, em todos os blocos de conteúdo (conhecimento sobre o corpo; esportes, jogos, lutas e ginásticas; atividades rítmicas e expressivas), trabalha-se a cooperação e solidariedade, diálogo, valorização da cultural nacional, busca do conhecimento e crítica, respeito, predisposição para o novo, cultivar bons hábitos, saber competir, adequar as regras para incluir os colegas, respeitar as diferenças de gênero e valorização da cultura corporal.

Nas dimensões, conceitual e procedimental, no bloco de conteúdo sobre o conhecimento sobre o corpo, viabiliza-se o aprendizado sobre boa postura, vivências de diversas formas de movimento, efeitos da atividade física sobre o corpo, características masculinas e femininas. Nessas mesmas dimensões, mas

no bloco de esportes, jogos, lutas e ginástica estuda-se os aspectos históricos e sociais relacionados aos esportes, jogos, lutas e ginásticas, prática de forma recreativa, jogos cooperativos, desenvolvimento das capacidades físicas, aspectos relacionados à repetição e a qualidade do movimento, aperfeiçoamento de habilidades específicas, vivência de aspectos técnicos e táticos, criação de jogos, vivência de esportes (individuais e coletivos) num contexto participativo e competitivo, organização de eventos. Já em atividades rítmicas e expressivas, nas dimensões conceitual e procedimental, observasse os aspectos sociais e históricos da dança, percepção de ritmo, espaço, tempo, danças folclóricas, construção de coreografias e danças urbanas.

As aulas devem proporcionar a diversidade, ou seja, acesso a diversas fontes de informação e diversidades de atividades, além de autonomia para se organizar, tendo uma construção, pelo aluno, do seu próprio discurso conceitual, procedimental e atitudinal, e também devem ocasionar uma aprendizagem específica, o final do ensino fundamental vão se consolidando necessidades e possibilidades de aprendizagem cada vez mais específicas. Aos poucos deve se fazer um aprofundamento em direção da técnica e da satisfação pautada em interesses de natureza conceitual, procedimental ou atitudinal. Esse aprofundamento não deve estar centrado naquilo que o aluno quer fazer, ele deve articular a compreensão de si mesmo, do outro e da realidade sociocultural. O PCN (1998) divide o ensino fundamental em quatro ciclos, o que será analisado a princípio serão os ciclos três e quatro, que corresponde do 6° ao 9° ano, logo após discutiremos os Parâmetros utilizados no Ensino Médio, visto que são nesses dois níveis que poderemos encontrar as possiblidades de encaixar uma análise do princípio pedagógico e biológico da maturação, e avaliação antropométrica, como forma de compreensão do corpo, além de considerar os demais pontos acordados e indagados pelos PCN’s. No Ensino Fundamental II, é plausível considerar os seguintes objetivos para o terceiro e quarto ciclo: participar de atividades de natureza relacional respeitando as características físicas, de desempenho motor e sem discriminar; adotar atitudes de respeito, dignidade e solidariedade; saber as diferenças entre o contexto amador, recreativo, escolar e profissional; evitar uma conduta excessivamente competitiva; conhecer, valorizar, apreciar e desfrutar das manifestações culturais; conhecer e respeitar os limites do seu corpo; organizar e praticar

atividades corporais; analisar os padrões de saúde, beleza e desempenho despertando um senso crítico; conhecer, organizar e interferir no espaço de forma autônoma, requerendo locais para a prática de atividades.

Já os conteúdos desses ciclos na dimensão atitudinal nos blocos de conteúdo (conhecimento sobre o corpo; esportes, jogos, lutas e ginásticas; atividades rítmicas e expressivas), trata-se da predisposição para responsabilizar-se pelo desenvolvimento de suas capacidades físicas; valorização dos efeitos da prática da atividade física; superação de limites pessoais; aprender a competir de forma saudável; aplicar a técnica e tática adquirida; criar, transformar e adaptar regras para a inclusão de todos; valorização dos jogos recreativos e danças populares; cooperação; valorização da cultural corporal; valorização de uma prática segura de atividade física; respeito às emoções dos colegas; respeito à integridade física e moral do colega.

Nas dimensões conceitual e procedimental, no bloco sobre conhecimento sobre o corpo- identificação das capacidades físicas básicas; condicionamento físico e desenvolvimento das capacidades físicas; identificação das capacidades orgânicas ligadas ao exercício; contração muscular: relaxamento e contração; circulação cardiovascular: frequência cardíaca; captação de oxigênio: frequência respiratória; utilização de algumas relações como indicadores da intensidade do esforço (frequência cardíaca e respiratória); efeitos da atividade física sobre o organismo e a saúde (benefícios, riscos, indicações e contraindicações); aquecimento para preparação de uma prática física; elaboração de programas de condicionamento físico; trabalhos de automotivação; adoção de hábitos para uma boa postura e conscientização corporal; compreensão da dimensão emocional. Já no bloco de conteúdos de esportes, jogos, lutas e ginásticas, os conteúdos são nas dimensões conceitual e procedimental- a inclusão e exclusão da mulher no esporte; mídia e o esporte-espetáculo; esporte x violência; transformação do jogo em esporte; história das olimpíadas; inclusão e exclusão do negro no esporte; imigrantes e a cultura corporal do movimento; preconceitos relacionados a determinadas etnias e PNE; desenvolvimento das capacidades físicas; repetição e a qualidade do gesto esportivo; habilidades específicas relacionadas ao esporte e jogos; vivência de esportes radicais e alternativos; tática coletiva; participação em competições; compreensão das transformações das regras; adaptação das regras. E em lutas e ginásticas deve-se trabalhar a

compreensão do ato de lutar; lutas x violência; lutas e a mídia; luta como defesa; capacidades físicas e habilidades motoras; técnica e tática (ataque e defesa); forma recreativa e competitiva; aspectos históricos e sociais das ginásticas; movimentos ginásticos.

Os conceitos e procedimentos no bloco de atividades rítmicas e expressiva são dispostos de abordagem os aspectos históricos e sociais das danças; equilíbrio entre técnica e movimento livre; ritmo próprio e grupal; desenvolvimento da noção espaço/ tempo; danças populares.

A avaliação no terceiro e no quarto ciclos devem levar em consideração a faixa etária, autonomia e discernimento, sendo sempre um processo contínuo, possuindo como critérios de avaliação a realização de práticas da cultura corporal do movimento (se o aluno age de forma cooperativa, respeitosa, digna, solidaria e inclusiva); valorização da cultura corporal do movimento; relacionar os elementos da cultura corporal com a saúde e a qualidade de vida;

O PCN possui umas orientações didáticas para o viés da mídia,

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