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A Educação é um processo que atua na formação do homem, que está presente em todas as sociedades humanas e é inerente ao ser humano como ser social e histórico. Sua existência está baseada na necessidade de formar as gerações mais novas, transmitindo-lhes seus conhecimentos, valores e crenças dando-lhes possibilidades para novas concretizações. O próprio conceito de Educação está sujeito a um evoluir histórico, conforme o modo de existir e de pensar das diferentes épocas (GONÇALVES, 1997). E sabemos que a Educação Física, aos poucos, tem buscado o seu lugar dentro da escola, como uma fonte de conhecimento imprescindível para a constituição de um novo cidadão, mais completo, mais integrado e consciente de seu papel na sociedade a qual pertence. Dessa forma, programas e projetos são criados para auxiliar na formação de escolas melhores.

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) é um programa do Ministério da Educação em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) que tem como objetivo o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a Educação Básica

Assim, o PIBID foi aderido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no ano de 2007, ano também correspondente à sua homologação com o lançamento do primeiro edital pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (CAPES). Possuindo os seguintes objetivos do projeto:Incentivar a formação de docentes em nível superior para a educação básica;  Contribuir para a valorização do magistério;  Elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica;  Inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino- aprendizagem;  Incentivar escolas públicas de educação básica, mobilizando seus professores como conformadores dos futuros docentes e tornando-as

protagonistas nos processos de formação inicial para o magistério; e  contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura.

E de acordo com os objetivos propostos pelo Programa, as universidades aderem conforme as necessidades e à medida que os novos editais são lançados, podendo, ou não, ampliar a participação no PIBID. Dentro da instituição, o programa é dividido em Subprojetos, cursos ao qual é oferecida a formação de licenciatura, como artes, música, filosofia, língua portuguesa, dentre outros, sendo selecionados de acordo com a disponibilidade da universidade e do edital vigente. A cada novo edital podem ser ampliados os números de bolsistas ou a quantidade de subprojetos. Para isso, promove a atuação de alunos de licenciatura das Instituições de Ensino Superior (IES) em escolas da rede pública de ensino, sob a orientação e supervisão de um docente da licenciatura e de um professor da escola. O programa proporciona aos estudantes de graduação contato com a realidade escolar e aplicação, na prática, dos conhecimentos teórico-metodológicos construídos durante o curso, e os coordenadores são os professores do ensino superior que coordenam as ações nas escolas e na Universidade.

Na UFRN, o subprojeto de Educação Física iniciou-se no ano de 2012 ainda sobre a vigência do edital de 2009, com um corpo de 15 bolsistas de Iniciação à Docência (ID), 2 supervisores de campo e 1 coordenador, atendendo a duas escolas do ensino público. No ano seguinte, agora sobre a vigência do edital de 2011, o corpo foi ampliado para 45 bolsistas, 6 supervisores e 3 coordenadores abordando um patamar de um dos mais representativos subprojetos da Universidade e aderindo a mais três escolas da rede pública. Abaixo, com base no que está posto no site da CAPES, temos discriminadas estas modalidades, suas características e responsabilidades:

 Coordenador institucional: O(a) coordenador(a) institucional é um(a) professor(a) da licenciatura que tem a função de coordenar e gerir o projeto PIBID na IES. É seu encargo dialogar com a rede pública de ensino, selecionar os coordenadores de área, cadastrar e atualizar a relação de participantes do programa, usar os recursos solicitados para o projeto, prestar contas regularmente, além de acompanhar as atividades realizadas pelos bolsistas.

 Coordenador de área de gestão de processos educacionais: É o (a) professor(a) da licenciatura que auxilia o coordenador institucional na gestão do projeto na IES.

 Coordenador de área: A função de coordenador (a) de área é exercida pelos professores das licenciaturas nas IES que planejam, junto com os demais bolsistas, e acompanham as atividades do subprojeto. Realização relatórios destas ações, dialogar com a rede pública de ensino e selecionar os supervisores e os licenciandos candidatos a bolsista do programa são tarefas que também estão sob sua responsabilidade.

 Supervisores: Professores das escolas de educação básica da rede pública de ensino que, em trabalho conjunto com os licenciandos, elaboram e desenvolvem ações pedagógicas nas escolas, controlam a frequência e avaliam a participação destes nas atividades planejadas e informam a comunidade escolar sobre as ações e propostas do projeto.

 Bolsistas de iniciação à docência: São os alunos de licenciatura, os quais atuam nas escolas junto com os professores supervisores, desenvolvendo as diversas atividades relativas à prática pedagógica. O bolsista de iniciação à docência deve dedicar, no mínimo, oito horas semanais para atividades do projeto e elaborar relatórios sobre as ações desenvolvidas.

Os objetivos principais do PIBID, conforme a Portaria nº 096, de 18 de julho de 2013 são:

I – Incentivar a formação de docentes em nível superior para a educação básica;

II – Contribuir para a valorização do magistério;

III – elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica;

IV – Inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino- aprendizagem; V – Incentivar escolas públicas de educação básica, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros docentes e tornando-as protagonistas nos processos de formação inicial para o magistério;

VI – Contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura;

VII – contribuir para que os estudantes de licenciatura se insiram na cultura escolar do magistério, por meio da apropriação e da reflexão sobre instrumentos, saberes e peculiaridades do trabalho docente

As intervenções nas escolas acontecem nos horários destinados à Educação Física na grade curricular e são efetivadas pelos bolsistas de ID e supervisores. Às sextas-feiras pela manhã acontecem as reuniões para planejamento e/ou cursos, palestras, discussões sobre a melhoria das aulas nas escolas atendidas pelo Programa, promovidas pelos coordenadores, com o intuito de aperfeiçoar a formação dos bolsistas e dos supervisores, e no final do semestre é produzido um relatório de cada instituição das intervenções feitas. Além dessa produção – que é exigência do projeto principal – o subprojeto de Educação Física incentiva a produção acadêmica e a escrita de trabalhos por todos os envolvidos nele. Na organização do projeto do PIBID foi discutido que cada subprojeto teria liberdade para trabalhar e desenvolver um guia de ações elegendo os temas norteadores e principalmente os objetivos específicos. No caso da Educação Física foi elencado que a sistematização seria o cargo chefe do programa, podendo fazer ligações com os temas geradores: mídia e saúde. Sendo assim, a ideia de sistematizar é adotada pelo subprojeto como a mais eficiente maneira de ensinar os conteúdos da disciplina, organizando os conteúdos de maneira gradativa.

Durante os anos de atuação e ainda em vigência do PIBID/Educação Física–UFRN junto as escolas da Rede Pública de Ensino foram e ainda estão sendo desenvolvidas diversos planejamentos pedagógicos e intervenções com todos os conteúdos da disciplina contemplados pelos PCN’s. Nessas sistematizações a produção de obras sempre foi prioridade, onde esses, estavam sempre vinculados aos temas transversais e serviam como material avaliativo para os alunos e para o próprio programa, como produção de vídeos pelos alunos atendidos pelo Programa, apresentações orais dos bolsistas em eventos que vislumbravam a prática pedagógica, mostrando os produtos feitos pelos alunos durante as sistematizações.

Atualmente, o subprojeto é composto por 27 bolsistas de ID, 3 coordenadores de área e 6 supervisores e se faz presente em cinco escolas da

cidade do Natal – cinco escolas pertencem à rede estadual de ensino e uma, à rede municipal. As instituições ligadas ao programa e os níveis contemplados estão listados abaixo:

Escola Nível contemplado

Escola Estadual Berilo Wanderley Ensino Fundamental I e Ensino Médio

Escola Estadual Edgar Barbosa Ensino Médio

Escola Estadual Josino Macedo Ensino Fundamental II e Ensino Médio

Escola Estadual Vigário Bartolomeu

Ensino Fundamental II

Escola Municipal Arnaldo Monteiro Bezerra

Ensino Fundamental I

Tabela 1- Relação de escolas do PIBID Educação Física em 2016

Darido e Rangel (p. 76, 2008) afirmam que “cabe ao professor de Educação Física problematizar, interpretar, relacionar, compreender com seus alunos as amplas manifestações da cultura corporal, de tal forma que os alunos compreendam os sentidos e significados impregnados nas práticas corporais”, e buscam, em suas práticas pedagógicas, utilizar metodologias inovadoras, que contribuem, sobretudo, para o desenvolvimento da autonomia do aluno. E é exatamente isto que é buscado nas intervenções realizadas nas escolas, ratificar a importância deste componente curricular no desenvolvimento integral do aluno, trabalhar o movimento não apenas pelo simples movimento, mas desenvolver a compreensão do que o corpo fala.

Vários cursos de formação foram ministrados durante a permanência dos bolsistas e supervisores. Dentre eles, tivemos o “Cinema-Minuto”, Libras, discutindo a importância de aprofundar o conhecimento sobre a linguagem de sinais, mesmo não trabalhando diretamente com pessoas com esse tipo de deficiência, em outros momentos discutimos as formas de linguagem,

metodologias inclusivas, entre outros. Mas o principal assunto da discussão deste trabalho foi analisar a possibilidade de aplicação, nas escolas atendidas pelo PIBID, com a temática de trabalho: avaliação antropométrica, discutida e trabalhada em dois cursos distintos, onde o primeiro desenvolveu um ensino sobre maturação e avaliação antropométrica para escolares, discutindo um pouco sobre crescimento e desenvolvimento, e a importância de avaliar os alunos, seja antes da avaliação ou como conteúdo propriamente dito. Ainda nesse momento, os bolsistas e supervisores puderam experimentar e serem auxiliados na utilização dos equipamentos para a aferição de medidas de perimetria, entre outras medidas. E o outro curso de formação foi sobre avaliação por dobras cutâneas.

Diante disso, é importante discutir as possíveis formas de aplicar uma formação promovida pelos coordenadores do Programa em Educação Física, além de enfatizar a importância de os supervisores buscarem renovar e inovar na prática docente, não apenas aplicando o mesmo conteúdo, mas criando métodos para estar sempre atualizado, mesmo após o longo tempo de término da formação acadêmica.

De acordo com Junior (2000, p. 8), (...) o professor deveria, sim, orientar também para um melhor nível de vida, por intermédio do movimento, do jogo e de outras formas e, assim, realmente contribuir para a formação educacional e cultural do seu aluno. Pode-se afirmar que, na escola, o professor de Educação Física necessita ser um conhecimento bastante diversificado, a fim de poder manter com o aluno um diálogo não só desportivo, mas também cultural e social e que essa aproximação favorecerá, e muito, o seu papel de motivador.

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