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222 9 Os perigos da &é

No documento Religião e Hipnotismo (páginas 41-79)

#p's o estudo $ue Grago &ez do enigma da &é) so o título ?4arde e o Hipnotismo@) uma semana  passaram todos sem os costumeiros ser0es" = $ue Grago &ora convidado por alguns amigos de :aranagu%)  para &azer l% umas con&er/ncias" Levara consigo +ona Cornélia e Chilon) pois os prazeres da vida) para o

serem) de &ato) precisam ser partilhados com as pessoas $ueridas" isitaram tamém #ntonina) de onde) ao voltar) aportaram em 2ta$ui) >uara$ueçaa e #rarapira" izeram sua viagem) sem pressa nenhuma) em  arco motorizado) em $ue levaram petrechos de cozinha) mantimentos) arracas) camas port%teis) etc" +ona Cornélia assumira o comando da cozinha assando ou &ritando as caças e os pescados" oi um  passeio magní&ico $ue &ez a Chilon ver) como Grago saia gozar sua vida no e*ílio a $ue se impXs) para

con&ormar sua vida com sua &iloso&ia de renúncia da ri$ueza e do poder"

# canoa singrava as %guas não longe da costa) para $ue todos pudessem gozar do espet%culo maravilhoso $ue a natureza e*iia ali" .u&os de verdura atulhavam a$ui e ali as &ozes dos riachos sem conta $ue desciam rumorosos) para o mar) e lírios9do9re(o destacavam9se do verde9escuro pela rancura de suas &lores" Iais além) or$uídeas &ormosas pendiam dos galhos das grandes %rvores) e) no chão) li$uens e musgos tapetavam o solo) vindo recorir até as pedras da costeira" -amamaias e rotos de &amílias variadas irrompiam pelos desvãos das pedras) e onde os troncos anosos &aziam deitados) apodrecidos) os cogumelos armavam seus grarda9s'is"

# cantilena mon'tona das maretas $ue vinham $uerar9se nas pedras da costeira) &azia maior ainda a sonol/ncia $ue o mormaço criara" #ssim o sentia Chilon) não acostumado 6$uele clima $uente e úmido; mas Grago mostrava9se vivo e %gil) dei*ando supor $ue estava plenamente integrado a seu meio"

 <a divisa dos !stados -ão :aulo e :aran%) onde se situa #rarapira) a serra do .a$uari desce aruptamente no mar) e a &loresta densa) ali) recore as asperezas do solo" :almitos) indai%s e imaúas dão sua nota alegre ao concerto verde da &loresta) impondo) os primeiros) suas &olhas pontudas) e as últimas) suas &olhas recortadas e ran$uicentas"

inda essa semana de recreio) encontraram9se) de novo) os estudiosos) na sala da ilioteca) para  prosseguirem no estudo do enigma da &é) agora visto através de novo prisma" oi Chilon) $uem) usando

da palavra) interpelou o &il'so&o7

 3 !sclarecer9me9%) ho(e) o mestre) se a &é é um em) ou um malK Iinha dúvida $uanto a esta  parte) não se des&ez) pois Lumaio usa a &é alheia em proveito pr'prio) e &oi por crer e ter &é $ue .onhão

:orcelo lhe caiu nas malhas"""

 3 :rocedamos 3 disse Grago 3 este estudo por partes; &aremos cerco 6 di&iculdade) e a iremos) depois) apertando) até $ue lhe possamos dar o *e$ue9mate" +iga9me) Chilon7 # eletricidade é um em) ou um malK

 3 +epende do emprego $ue dela &azemos"  3 ! a p'lvoraK 3 tornou Grago"

 3 .amém"

 3 Logo) a eletricidade 3 prosseguiu o pensador 3 assim como a p'lvora) são neutras) podendo ser em ou mal empregadas) não éK

 3 .al é como penso"

 3 -ae voc/ de alguma coisa $ue se(a um em ou um mal e si mesmaK  3 <ão""" não sei"""

 3 ! o em) ser% em em si mesmo) e o Ial) mal em si mesmoK

 3 #gora a coisa se complicou 3 tornou Chilon 3 eu acho $ue o em é em) e o Ial mal) em si mesmos" 5ual$uer coisa é o $ue é) não podendo ser outra" #ssim a eletricidade) a p'lvora) o em e o Ial são o $ue são e si mesmos) não podendo ser outra coisa do $ue são"

 3 Ora) se como voc/ diz 3 adiantou o pensador 3 o em é em em si mesmo; o mesmo acontecendo com o Ial) $ue não pode ser outra coisa di&erente do $ue é; então voc/ acha $ue o em não  pode servir aos o(etivos do mal) nem este ser usado para o emK

 3 2sso mesmo 3 tornou ChilonT 3 #cho impossível $ue o Ial sirva aos prop'sitos do em) e este) aos do Ial) por$ue se isto sucedesse) amos) em e Ial) se desvirtuariam) pois cada coisa é o $ue &az" O Ial &az mal) e não) o em; pela recíproca) o em &az sempre o em) e s' o em) e nunca) o mal"

 3 O em) Chilon) e o Ial são princípios) e por isso não podem ser conceidos) assim) vazios; alguma coisa h% de estar a cavaleiro desses princípios) enchendo9os) dando9lhes realidade o(etiva" #ssim) em e Ial s' podem ser conceidos em relação a alguma coisa" +iante disto) pergunto7 a caridade é um em) ou) um malK

 3 !la é um em) isto é a*iom%ticoT

 3 Logo) de acordo com sua de&inição) ela não poder% servir aos &ins do malK

 3 -ustento $ue não" # caridade $ue viesse a produzir algum mal) dei*aria) por isso mesmo) de ser caridade"

 3 !ntão) ouçam) todos) o $ue vou narrar) ocorrido) não &az muito) a$ui em Cananéia7 Havia uma viúva remediada de ens) com tr/s &ilhos) sendo um deles (% rapaz" Chamava9se este #ntonio Lucano) e sua mãe) -andra" #mos cuidavam duma casa de neg'cio de secos e molhados) eram muito religiosos) tementes a +eus e) soretudo) muito caridosos"

 3 ,m dia 3 prosseguiu o mestre 3 apareceu a$ui um &orasteiro maltrapilho com uma doença nervosa $ue o &azia tr/mulo" :ediu este pousada na casa de dona -andra" !la e o &ilho resolveram $ue não deveriam receer em casa o &orasteiro mendigo" Ias este) tremendo sempre) entortando a oca de um lado) &alou) meio a gague(ar7

 3 Cristo) senhora) &oi o $ue me mandou a$ui) dizendo9me7 ?a$uela mulher é caridosa@" ! agora me manda dizer9lhe $ue) no seu !vangelho) est% escrito7 ?#$uele $ue receer a um destes pe$ueninos) a mim é $ue recee) e $uem o recusar) a mim é $ue recusa@" !u) na minha doença e miséria) represento a Cristo $ue lhe ate 6 porta pedindo pão e agasalhoT"""

 3 !stas palavras) meus amigos) &ez a oa mulher chorar de vergonha) por ter pretendido negar assist/ncia ao mendigo" Iandou) por isso) &osse arran(ada uma cama no s'tão) e para l% encaminhou o in&eliz) depois de (antado" #lta hora da noite) o mendigo &orasteiro ariu a porta) para dar entrada a mais tr/s companheiros) e os $uatro assassinaram a dona -andra) a #ntonio Lucano e 6s crianças) rouando todo o dinheiro achado em casa) não se &alando ainda nas depredaç0es $ue &izeram no armazém""" #ntonio) antes de e*pirar) relatou tudo isto 6 polícia $ue nada) até agora) pode &azer" O mendigo) meus caros) era um artista consumado) mestre na arte de representar) e usou a caridade de dona -andra e a do &ilho para lhes &azer mal"

! continuou o mestre) ap's espreguiçar9se na cadeira7

 3 Outro caso) ocorrido noutra parte) é de um su(eito $ue se &ingiu &erido) numa estrada) para assaltar) com seus camaradas ocultos no mato) a um pore cho&er de caminhão $ue) caridosamente) parou o veículo para o socorrer" Os casos de e*ploração do em pelo mal) meus caros) enchem os (ornais"

Chilon $ue acompanhava) atento) a dissertação do mestre) concluiu) sacudindo a caeça) em sinal a&irmativo7

 3 = verdade""" O em pode servir aos prop'sitos do malT"""

 3 :ela recíproca) atalhou Grago) o mal pode servir ao em" #s dores do mundo) $ue são males) e*istem para corrigir9nos) a dar crédito ao $ue a&irmam os espíritas" #lguns h%) mais e*altados) $ue &azem apologia da dor) endizendo9lhe os golpes salutares" Ias se lhes perguntarmos por $ue so&rem os animais in&eriores) ematucam) de pronto) nada respondendo de razo%vel" #s doenças) dizem) são um em) visto nos &azerem so&rer e purgar os pecados" Ias todos correm a curar9se) tão logo a dor os pun(a para os redimir; com certeza) então) não $uerem a redenção) pois ?é certo $ue não ama muito a sua dor $uem a dese(a diminuída ou aliviada" 5uem pede remédio ao $ue padece) não $uer padecer@WW" ! se diz uma

coisa) e &az outra) não cr/) ao $ue diz; e $uem prega a$uilo em $ue não cr/) é hip'critaT Logo) cantar loas 6 dor e uscar9lhe remédio) é asurdo $ue s' pode caer no estunto de alguns místicos" +este modo) a medicina) com aliviar as dores ao homem) prorroga9lhes o tempo de sua salvação) tornando9se) por isso)

um mal) ao invés de um em) como geralmente se sup0e" !ste argumento é para os místicos; mas para os não místicos h% este outro7

 3 -e não houvesse medicina) como a não havia nos tempos recuados) os &racos e imprest%veis morreriam) sorando s' os &ortes) visto ser este o modo como opera a natureza $ue dizem s%ia) em relação aos animais" :orém) a medicina) usando de seus recursos modernos) opera esta seleção antinatural) antieug/nica) dos piores) dos &anados" +epois vem a guerra e completa o processo) por matar os melhores e úteis) dei*ando vivos os imprest%veis para a luta" # medicina) a guerra e a aus/ncia de eugenia se incumem de criar uma raça de nulos; a medicina salvando e &azendo soreviver os piores; a guerra matando e destruindo os melhores" #ntigamente havia mais guerras $ue ho(e; porém) não havia) então) medicina) e os &racos tamém pereciam" Houvesse ho(e tantas guerras como outrora) o mundo se encheria mais depressa de restolhos humanos; ainda mais $ue estes se reproduzem muito) e os melhores)  pouco" 5uerem saer por $ue se enche a .erra de medíocresK = por$ue a genética s' serve para melhorarmos a raça aos animais; o homem é livre de casar9se por amor) e o amor não é eug/nico) visto  permitir uni0es de g/nios com costureiras) no dizer de <ietzsche"

 3 !stas tr/s causas 3 prossegue o &il'so&o7 3 aus/ncia total de eugenia; assist/ncia médica integral dada ao &alho e &anado; e seleção dos melhores para a matança nos campos de atalha; estas tr/s causas concorrem a produzir uma raça de nulos) $uanto 6 iologia" +epois vem a pedagogia e completa) e d% remate 6 ora) instituindo cursos para os mal dotados) e dei*ando os g/nios entregues 6 pr'pria sorte" #ssim o g/nio ter% de arir caminho por si mesmo) en$uanto os restolhos receem todos os ene&ícios  possíveis desde o erço até o túmulo) podendo eles) eles sim) reproduzir9se 6 vontade""" para encher o

mundo de nulos" ?-e 4epler) >alileu e <e]ton tivessem morrido na in&ncia@ Ediz ertrand RussellF) ?o mundo em $ue vivemos) seria muito menos di&erente do $ue é em relação ao mundo do século 2@W"

Ias todos procedem como se o mundo não precisasse de g/nios) e sim) s' de medíocres"

 3 Ora 3 concluiu o pensador 3 indiscutivelmente certo) como é) $ue a medicina opera esta seleção 6s avessas) seria ela um em ou um malK <ão seria melhor) mais natural) darmos razão a certos místicos $ue permitem 6s doenças &azerem suas cei&as em larga escalaK #caso não são coerentes consigo mesmos tais místicos) se &or verdade $ue a moléstia e a dor são o chicote aençoado de +eus) $ue &orça ao transviado a reentrar na sendaK -e isto é verdade) por $ue correm atr%s de médicos os espíritas $ue cantam loas 6 dorK ! por $ue não conhece medicina a natureza ruta) e se a conhece) onde estão) logo) os doutores tartarugas) pei*es e saposK ! havendo medicina para o homem) como é $ue ele não é o mais sadio dos animaisK <ão é verdade inconteste $ue todos somos doentes) nenhum homem havendo $ue não traga uma en&ermidade ou distúrioK ! se alguém h% $ue me re&ute) dizendo9se sadio) perguntar9lhe9ei se não possui dentes cariados) pois os animais não os tem""" e se os tivessem morreriamT # medicina é um  em ou um mal) ChilonK

 3 #hT +epois dessa saraanda ou rodopio) (% não sei o $ue dizerT"""

 3 Ias chegou a compreender a relatividade das coisas) pelo $ue h% dois modos de se as encararK  3 2sso sim) agora compreendo; agora sei $ue o em e o Ial são) como a eletricidade e p'lvora) in'cuos e neutros em si mesmos) podendo ser usados numa ou noutra direção as $uais se convencionou chamarem em e mal"

 3 Ora 3 replicou Grago 3 se até o mesmo em e o mesmo Ial são in'cuos em si mesmos) dependendo apenas do modo como são empregados) $ue dizermos da &éK

 3 !st% entendido 3 e*clamou ChilonT 3 # &é) como $uais$uer outras virtudes) é indi&erente) não sendo nem oa nem m%; o em e o mal dela depender% somente) como os casos anteriores) do modo como &or empregada"

 3 :rontoT 3 rematou Grago" 3 oc/ mesmo se respondeu" # &é não é nem um em) nem um mal em si mesma) podendo ser usada nas duas direç0es $ue se convencionou chamar em e mal" !stão satis&eitos todos s' com esta premissa) 6 $ual remontamos por indução dos &atos) ou $uerem $ue lhe deduzamos) agora) as conse$8/nciasK

 3 !u) de minha parte 3 tornou Chilon 3 $uero as conse$8/ncias) por dese(ar ouvi9lo discorrer""" +epois de Grago sondar com os olhos a todos os presentes) a &im de ver se devia ou não continuar) voltou9se para Chilon e lhe pediu7

 3 +e&ina) então) voc/) a &é) como (% o &ez antes) para chegarmos a este mesmo ponto por outros caminhos"

 3 # &é é a convicção &ormada sem o concurso das provas cientí&icas) ou dos &atos) ou da demonstração l'gica" O homem crédulo) sugestion%vel) con&iante) de &é) é a$uele $ue &orma sua convicção s' por ouvir dizer"

 3 +e&iniu em 3 disse Grago" 3 O pensamento positivo se contrasta com o místico) do mesmo modo como a razão se op0e 6 &é" O pensamento cientí&ico) e*ato) uni&ica os homens) en$uanto $ue as &és os separam""""

 3 <ão compreendo como possa ser isso 3 o(etou Orsoni 3 se os homens de ci/ncia vivem em  pol/micasTK

 3 #s pol/micas surgem 3 tornou o &il'so&o 3 na hora da interpretação dos &atos; todavia os &atos mesmos não dão motivo a pol/micas" J% com as &és tudo é contradit'rio) e as mínimas coisas dão causa a se &azerem divis0es" ! cada um tem a mais asoluta certeza de $ue a sua é $ue é a verdade) estando todas as demais em erro" Responda9me Chilon7 $ual é a característica primacial $ue di&erencia o homem de &é do de ci/nciaK

 3 <o homem de &é predomina o sentimento sore a razão) no passo $ue) no de ci/ncia)  predomina a razão sore o sentimento" O homem de ci/ncia usca entender a verdade) en$uanto $ue o de sentimento procura senti9la" O homem sensitivo9emotivo sente $ue a$uela é a verdade) e esta intuição lhe vem so a &orma de convicção asoluta) indiscutível) a $ual se chama &é" J% o homem de ci/ncia somente &orma sua convicção ap's ter oservado os &atos com calma) e passado tudo pela peneira da razão"

 3 oc/ &i*ou em os caracteres diversi&icativos do racional e do místico" ! o &il'so&o) em $ual desses e*tremos o colocaK

 3 !m nenhum" !le é o e$uador entre esses dois p'los opostos ci/ncia e &é; o meio entre os e*tremos" <ão s' é um cientista) como) tamém um místico; não possui ele s' intuiç0es) mas) tamém) racionalidade e erudição su&icientes para controlar) pela dialética e pela l'gica) os dados da intuição"

 3 em deduzido e em e*posto 3 retor$uiu o mestre" 3 tem razão ertrand Russell ao escrever isto $ue vou ler7 ?# ci/ncia procura reunir os &atos em &ei*es) mediante leis cientí&icas; tais leis) mais do $ue &atos originais) são a matéria ruta da &iloso&ia@WZ" Iais7 ?:ara ser um om &il'so&o) é preciso $ue se

tenha grande dese(o de saer) cominando com grande cautela $uanto ao $ue se (ulga saer; deve9se) ainda) possuir penetração l'gica e o h%ito do pensamento e*ato@WQ" Iais ainda7 ?# &iloso&ia é) assim)

uma atividade contínua) e não algo em $ue possamos atingir) de uma vez por todas E"""F a verdade &inal  pertence ao céu) e não a este mundo@WY"

! &echando o livro) continuou o &il'so&o7

 3 !is) de &ato) $ue é o meio entre e*tremos) o lugar do &il'so&o" .odavia) tenhamos presente $ue a e*ist/ncia desses e*tremos é uma astração) por$ue) na verdade) todo homem é meio &il'so&o) isto é) oscila entre os e*tremos) não sendo asolutamente nenhuma coisa) nem outra" !st%) pois) com a verdade Iedeiros e #lu$uer$ue $uando a&irma7 ?Iesmo no domínio da 2ntelig/ncia é uma tola presunção a dos

WZ ertrand Russell) +elineamentos da iloso&ia) Y 9 Cia" !d" <acional WQ ertrand Russell) +elineamentos da iloso&ia) S 9 Cia" !d" <acional WY ertrand Russell) +elineamentos da iloso&ia) S e NP 9 Cia" !d" <acional

$ue dizem $ue (% passou a época do ;agister dixit. Ias cada um) se consente em sumeter9se) tamém)  por seu lado) $uer sumeter os outros ao seu poder7 n's herdamos em proporç0es desiguais) tanto a

tend/ncia ao comando) $ue &az os che&es) os iniciadores) os $ue dirigem e sugestionam) como a tend/ncia 6 sumissão) $ue &az os soldados) os prosélitos) os $ue oedecem e se dei*am sugestionar@WS"

 3 +este modo) como eu ia dizendo) e Iedeiros o con&irmou) todo o homem é meio entre os e*tremos" Ias e*iste os tipos e*tremados da razão e da &é" Levados esses tipos ao e*tremo asoluto) pela astração) podemos dizer $ue o homem de ci/ncia é caeça) no passo $ue o de &é é sentimento) coração" .odos concordam com este emprego &igurativo de palavras) pelo $ual tomo caeça por razão) e coração)  por sentimentoK

 3 Concordamos 3 anuiu Chilon 3 ap's veri&icar ser essa a opinião de todos"

 3 5uer dizer 3 concluiu Grago 3 $ue um homem é tanto mais de &é) $uanto menos usa a caeça) e tanto mais de razão) $uanto menos se dei*a guiar pelo sentimento" -e assim é) diga9me) Chilon) $uando é $ue um homem é todo &é) todo credulidade) todo sugestionailidadeK

 3 :enso $ue é $uando não tem caeça) e sim) s' coração ou sentimento; $uando ele adicou da &aculdade de pensar por si mesmo) trans&erindo esta tare&a para outrem) ao $ual segue de olhos &echados" O homem é todo &é) $uando a razão dorme; $uando a censura racional não &iscaliza) não corrige) não atua"""

 3 ! em $ue estado poderíamos dizer $ue um homem perdeu a censura racional) tornando9se asolutamente créduloK

 3 -' hipnotizado) prezado Grago) s' hipnotizado é $ue um homem pode aceitar de &é até asurdos; s' neste estado é $ue cr/ nos impossíveis $ue lhe são sugeridos) e por isso &az rir a toda gente nas platéias"

 3 Concorda) voc/) então) $ue o estado hipn'tico é o da e*altação da &é até o seu paro*ismoK  3 2sso não padece dúvida" O hipnotizado con&ia no seu hipnotizador com tal &orça) $ue tudo o $ue este diz) a$uele vive) alucinativamente" <ada de&ine mais a &é do $ue a hipnose) por$ue hipnose é &éT "

 3 #cho) meus amigos) $ue agora chegamos aos ponto alto da nossa discussão 3 sentenciou o mestre" 3 ! para suirmos a esta altura) de onde tudo se descortina) procedemos como os alpinistas $ue s' mudam um pé) $uanto tem em &irmes o outro e as mãos" <osso procedimento) por conseguinte) além de l'gico) é o de cone*ão de idéias) de sorte $ue ninguém h% $ue não nos entenda; e procedemos com tanta cautela) $ue nada a&irmamos sem e*aminar os termos antecedentes da proposição; seguimos) portanto) a técnica do pensamento e*ato) e por isso nossos argumentos se imp0em por si mesmos não podendo ser re&utados""" logicamente"

! depois de o mestre tomar melhor cXmodo na cadeira) prosseguiu7

 3 imos (% $ue a &é) em si mesma) não é nem em nem mal) como tamém) não são nem oas nem m%s) a eletricidade e a p'lvora" <o uso $ue &izermos destes poderes é $ue est% o em e o mal" Ora) a &é) no seu paro*ismo) se chama estado hipnótico. Logo) pelas de&iniç0es vistas atr%s) o hipnotismo) $ue é &é) não é nem em nem mal) podendo) contudo) ser empregado para o em ou para o mal"

! voltando9se para Chilon) interrogou9o7

 3 oc/ (% leu) por acaso) nalgum livro sore hipnotismo) um capítulo intitulado7 ?Os perigos do

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