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OS PRINCIPAIS SEGUIDORES DE FAYOL

No documento História do Pensamento Administrativo (páginas 88-95)

Pré-requisito

OS PRINCIPAIS SEGUIDORES DE FAYOL

Os principais seguidores de Fayol foram Luther Gulick, Lyndal Urwick, James Mooney, William Newman e Alan Reiley. Gulick e Urwick notabilizaram-se pela criação da sigla POSDCORB (planning, organising, staffing, directing, coordinating, reporting and budgeting).

Ao definirem novas etapas do processo administrativo, incluindo staffing (alocação de pessoal) e budget (orçamento), ambos deram uma nova amplitude ao escopo da função gerencial.

Gulick também foi responsável pela criação da “teoria da departamentalização”, cujo objetivo era definir critérios de organização de unidades administrativas na estrutura da empresa. Você vai, a seguir, analisar cada critério de departamentalização separadamente; no entanto, vai estudá-los detalhadamente na matéria Estruturas e Processos Organizacionais.

Segundo Fayol, há cinco critérios de departamentalização:

• por função;

• por produto;

• por processo;

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• por clientela;

• por área geográfica.

A departamentalização por função consiste na criação de órgãos administrativos específicos para cada função-chave e suas respectivas subfunções – por exemplo, Diretoria de Administração, Diretoria de Produção, Diretoria Contábil-Financeira, Diretoria de Vendas.

Cada uma dessas diretorias (áreas funcionais) poderia ser subdividida em departamentos, divisões, setores ou seções também utilizando o critério de departamentalização por função. Por exemplo, a Diretoria Administrativa pode ser subdividida em Departamento de Recursos Humanos, de Material e Suprimentos, de Contabilidade e Finanças. Essa departamentalização, em suma, organiza num mesmo grupo indivíduos com funções semelhantes.

Segundo Gulick, a departamentalização por produto ocorre nas empresas que criam unidades administrativas especializadas em produtos.

Por exemplo: seção de brinquedos, seção de alimentos, seção de móveis;

isso é feito com freqüência nas lojas de departamentos. Este tipo de departamentalização consiste no agrupamento de todas as atividades inerentes a cada produto ou serviço.

A departamentalização por clientela consiste na criação de unidades administrativas voltadas para o atendimento de determinados segmentos específicos de mercado, o que revela grande interesse no cliente/consumidor do produto/serviço da empresa. No varejo de roupas é comum a existência de departamentos de roupas infantis e de roupas de adultos.

A departamentalização por área geográfica é mais comum nas empresas descentralizadas que criam gerências locais e regionais de vendas, gerências de agências etc. O critério aqui utilizado é criar unidades por região ou localidade para atender o mercado local. Elas são muito utilizadas para empresas de grande escala, como as multinacionais. Como suas unidades estão dispersas em todo o mundo, esse critério acaba por tornar a administração de cada filial mais próxima da realidade local.

A departamentalização por processo pode ser encontrada com mais freqüência em empresas industriais, onde o processo produtivo é dividido em etapas, considerando a maneira pela qual os trabalhos são realizados e colocando cada etapa sob responsabilidade de um setor ou

seção. Por exemplo, setor de tingimento, corte, costura, estamparia e acabamento final, no caso de uma fábrica de tecidos.

Com isso, Gulick criou um novo modelo de administração organizacional, que se converteu nos princípios e diretrizes gerais de uso obrigatório na montagem de estruturas administrativas e seus organogramas. Tal abordagem tornou-se o paradigma das modernas organizações burocráticas da época. A profusão de órgãos e critérios de departamentalização deu origem a estruturas verticalizadas com aproximadamente cinco a oito níveis hierárquicos distintos e a um número elevado de diretorias, departamentos, divisões, setores, seções, subseções e outros.

Para Gulick, era possível caracterizar qualquer trabalhador sob alguns aspectos:

• pelo objetivo que ele se propõe a alcançar (ensinar, pesquisar, construir, manter etc.);

• pelo processo que utiliza em seu trabalho (engenharia, medicina, contabilidade etc.);

• pelas pessoas ou questões tratadas e enfatizadas (por exemplo, crianças, alunos, vendedores, engenheiros etc.) e;

• pelo lugar onde trabalha (hospital, escola, universidade, loja, fábrica).

CONCLUSÃO

No campo da teoria administrativa gerencial, Fayol foi um pioneiro. Suas idéias enalteceram o papel do dirigente na empresa e a sua importância no contexto empresarial – não é à toa que, por isso, ele é considerado o pai da Administração Moderna e o precursor dos estudos sobre gerência.

A sua concepção da Administração como uma das funções da empresa e o desdobramento do processo administrativo nas atividades de planejamento, organização, comando, coordenação e controle consagraram a Administração como novo campo de estudo científico.

Dos seus princípios sobreveio uma nova visão da Administração como um sistema de gestão.

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Uma das evidências da crescente complexidade da Administração contemporânea é a diversidade e complexidade das suas áreas de atuação. Na época de Fayol, a Administração era vista como uma função praticada em todos os níveis hierárquicos da organização e, portanto, uma função nobre em qualquer

empresa.

Nos dias atuais, a Administração ampliou seu escopo de atuação, aumentando seu grau de diversidade e complexidade. Tornou-se especializada setorialmente (administração pública, administração empresarial e administração do terceiro setor). Assumiu sua condição de ferramenta básica de gestão nas diversas áreas da empresa (administração de marketing, administração financeira,

administração de pessoas, administração de suprimentos etc.).

Em termos geográficos, ganhou mais especificidade: administração de negócios locais, administração regional e administração de negócios internacionais.

A Administração também especializou-se por ramos de negócios: administração hoteleira, administração hospitalar, administração bancária, administração esportiva etc.

Surgiram vários ramos, especializados por tipos e natureza das organizações:

administração de cooperativas, administração de conglomerados, administração de grandes, médias, pequenas e microempresas.

Identifique, a seguir, as áreas da Administração nas quais você atua ou gostaria de atuar. Em seguida, descreva os principais desafios pelos quais você imagina passar.

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Atividade Final

Em busca de respostas corretas e confiáveis para as duas questões básicas,

“o que é Administração?” e “como administrar?”, o administrador francês Henry Fayol construiu um modelo e uma teoria administrativa peculiares e inovadores para a época. Até hoje, sua conceituação do processo administrativo é utilizada em todas as escolas e nos cursos de gerência moderna.

Sua abordagem funcional da Administração foi utilizada, durante anos, como o paradigma principal de qualquer modelo de gestão. Ao destacar o talento gerencial, Fayol foi capaz de trazer o desempenho gerencial para o âmbito das questões prioritárias da moderna Administração.

É importante você perceber com clareza a evolução conceitual da Administração ocorrida na transição do taylorismo para o fayolismo.

É uma nova perspectiva no estudo da Administração: de uma função restrita à produção (taylorismo) para uma função gerencial mais abrangente (fayolismo).

R E S U M O

Resposta Comentada

Não existe uma resposta única para essa pergunta, não é mesmo? Sua escolha depende de suas aptidões, desejos, necessidades, oportunidade etc. No entanto, o maior desafio de qualquer área da Administração é a busca da excelência operacional – ou seja, produzir mais e melhor, vender bem, aumentar a base de clientes, fidelizá-los, agregar-lhes valor, manter um bom relacionamento com eles e demais parceiros do negócio, flexibilizar, agir rápido.

Na disciplina Estrutura e Processos Organizacionais você tem mais conteúdos sobre departamentalização.

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INFORMAÇÕES SOBRE A PRÓXIMA AULA

Na Aula 6, você vai estudar a evolução do pensamento taylorista, com o advento do fordismo e do pós-fordismo. São as contribuições de Henry Ford, com sua fábrica de automóveis verticalizada, sua linha de montagem móvel, sua visão de mercado de massa e o sucesso que obteve com o lançamento do modelo T.

Em seguida, vamos analisar a revolução produzida pelos engenheiros da Toyota, que criaram um novo modelo de administração da produção – o Sistema Toyota de Produção (STP), baseado na especialização flexível e nos conceitos de just in time, kanbam e outros, tendo a busca pela qualidade como o seu grande objetivo e modelo.

AULA

O fordismo e o sloanismo: as

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