3. Enquadramento da Prática Profissional
3.3. Contexto funcional
3.3.2. Os “Três Mosqueteiros”
As palavras “Núcleo de Estágio”, no meu parecer, fazem referência a um grupo unido pelo contexto do EP. Apesar disso, quando me refiro ao NE apenas incluo os meus colegas EE, não por querer excluir a PC e a PO negativamente, mas porque considero as disposições hierárquicas diferentes e, por mais que as professoras tenham contribuído para a nossa formação, eu e os meus colegas criamos um núcleo apenas nosso.
O NE foi constituído por mim e por mais dois EE, ambos licenciados na FADEUP e, com a vantagem de já nos conhecermos anteriormente por frequentarmos o mesmo colégio. Ao longo do nosso percurso, tivemos vários segredos para o sucesso. Sem dúvida que um deles foi a nossa união.
Imaginemos “Mickey, Donald & Pateta – Os Três Mosqueteiros”, um filme produzido pela Disney, no qual eu e o meu NE nos revemos. Eu, Mickey, alegre e com vocação para liderar o grupo e ser iluminada por muitas ideias. Mantinha a boa disposição do NE e não deixava que este se sentisse abatido. Pensava sempre que para tudo existia uma solução e lutava para o sucesso de todos. Estefânia4, Donald, baixinha mas nem sempre bem-disposta, com a sua maneira típica calma de falar, possuía a qualidade de manter o grupo unido e trabalhar para ele de forma o mais discreta possível, mas nunca passando por nós despercebida. Peter5, sem dúvida o Pateta, alto, engraçado e sempre divertido. Nunca se deixava vencer pela pressão nem pela angústia de um trabalho árduo por fazer. Aceitava todas as propostas e desempatava as opiniões quando necessário. Apesar de irritante (por vezes), todos o adoravam e o admiravam.
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Nome fictício atribuído à colega do NE.
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Algo que contribuiu muito para o bom ambiente do núcleo foi a possibilidade de nos termos formado todos na FADEUP e possuirmos algumas opiniões semelhantes, apesar de também terem existido momentos em que discordamos. Na verdade, esses foram os momentos que mais gostava, pois acabava sempre por aprender.
Uma das coisas muito positivas que tínhamos era o facto de cada um de nós ser mais conhecedor em diferentes áreas. Distinguíamo-nos pelas diversidade dos nossos saberes e isso completava-nos como grupo. O Peter, além de ter muito conhecimento no futebol, conseguia gerir muito bem o tempo e tinha a qualidade de facilmente pôr algo em prática. O melhor das suas aulas era o controlo que ele tinha sobre a turma e as estratégias de gestão que utilizava. A Estefânia, além do seu conhecimento na área do basquetebol, tinha bons conhecimentos de informática e nas suas aulas reinava o bom ambiente de aprendizagem e as suas estratégias de organização. Quanto a mim, sempre consegui ter uma boa capacidade para analisar e refletir ponderadamente. Conseguia rapidamente motivar os alunos e ensiná-los mostrando a minha paixão pelo desporto.
Felizmente, tínhamos a disponibilidade e o “à vontade” para nos criticarmos e lançar estratégias uns aos outros para aplicarmos nas aulas, ou até mesmo situações de aprendizagem e novas descobertas da nossa parte, que complementava a nossa formação como professores. Além disso, todos tínhamos uma coisa em comum: atingir o patamar de excelência e acabar o EP com 20 valores. Assim, existia um esforço conjunto para realizarmos todas as tarefas destinadas ao EE (e mais algumas) com o maior êxito possível.
Tanto eu como os meus companheiros observamos todas as aulas de cada um de nós e da PC, levando-nos a passar muitas horas juntos, sempre focados para observarmos as falhas e os pontos positivos para congratular.
Também as atividades organizadas por nós foram de realçar. Quando um dos Mosqueteiros ambicionava realizar qualquer evento, não precisava de se preocupar se o restante NE iria contribuir na atividade, pois isso já estava inerente. A resposta “SIM, conta connosco” era algo garantido e que não nos suscitava qualquer dúvida. Dessa forma, o lema dos Três Mosqueteiros “Um
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por todos e todos por um!” encaixava-se no nosso NE constantemente, o que facilitou toda a nossa experiência na escola, pois quando nos sentimos apoiados e amados, o sucesso fica mais próximo.
Graças ao meu NE cresci em muitos aspetos e, por isso, escrevi-lhes este poema como agradecimento:
No meu contexto, a reflexão realizada na escola era, muitas vezes, em conjunto com o NE, com o maior leque de opiniões possíveis e com excelentes debates e argumentação. Por vezes, parecia uma guerra sobre quem tinha razão, doutras vezes parecia um iluminar de mentes de jovens EE que sorriam ao compreender que tinham aprendido algo.
Por fim, as minhas expetativas em relação a este NE eram enormes, porém o resultado superou qualquer uma delas, devido ao empenho, à amizade e à excelência profissional e pessoal presente.
Com o meu Núcleo de Estágio, Vivenciei muitas sensações, Diálogos com conflitos, Devido a diversas opiniões. Graças a vocês, colegas, Era fácil o dia na escola,
Com aulas, muito trabalho e risos, Até com os alunos jogamos à bola. Com todas as vossas críticas, As minhas limitações diminuíram, Em aula, posturas e métodos, Para a minha evolução contribuíram. A competições entre nós,
Foi vantajosa e divertida, Apesar do cansaço constante, Foi dos melhores anos da nossa vida.
Juntos compreendemos,
Que o trabalho em equipa é melhor, Foi valorizado pelos alunos,
E por todos em redor. Por vezes, os três abraçados, Com a felicidade a transbordar, Outras vezes abraçados em lágrimas, Para nos conseguirmos apoiar. Neste Estágio Profissional, Aprendi com os erros cometidos, Juntamente com eles,
Ganhei dois novos amigos! À Estefânia e ao Peter, E a toda a nossa união, Agradeço-vos e prometo, Um lugar no meu coração!
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