• Definir a localização das válvulas de bloqueio e das estações reguladoras - a colocação de válvulas de bloqueio, em sistemas de distribuição de gás, deve ser efetuado sempre visando a possibilidade de se bloquear o gás em um trecho da rede, no caso de acidentes, vazamentos ou até mesmo num simples procedimento de manutenção ou ligação de um novo consumidor. Assim, a determinação do espaçamento entre válvulas deve prever, no mínimo, aspectos de acessibilidade, continuidade e flexibilidade operacional e tempo de desgaseificação. Segundo a norma NBR-12712 (Projeto..., 1993), sistemas de distribuição em aha pressão, exigem que uma válvula seja instalada na tubulação de entrada de cada EMRP e que demais válvulas sejam instaladas ao longo da rede. Para sistemas de baixa pressão, entretanto, a mesma norma dispensa a utilização das referidas válvulas. Outros aspectos a serem considerados pelo projetista são; a possibilidade de “clientes criticos” serem afetados por um possível bloqueio
da linha e a não utilização do automatismo em válvulas de bloqueio intermediárias, o que poderia ocasionar problemas adicionais ao sistema.
Encaminhar as solicitações para autorização de passagem iunto a órgãos públicos e privados - a versão final do projeto básico, mesmo que atendidas as recomendações preliminares de se evitar terrenos particulares, certamente exigirá a necessidade de se conseguir autorizações de passagem junto aos órgãos competentes. A autorização para travessias por rodovias (nacionais ou estaduais) e ferrovias, por exemplo, deve ser solicitada previamente, visto que possíveis alterações de traçado podem ser necessárias para se atender normas internas ou recomendações dos respectivos órgãos responsáveis.
Levantar dados para a elaboração de um plano de emergência para a rede - sendo a distribuição de gás canalizado uma atividade que possibilita certos riscos, é fijndamental que a partir da definição do projeto básico final, seja estabelecido um plano preliminar de emergência que venha a contemplar todo o pessoal da operação, os órgãos externos e até mesmo a própria população. Tal documento deve conter os principais procedimentos, um fluxograma de ações, e operações a serem executadas de imediato em caso de acidentes, além é claro, de definir as atribuições correspondentes a cada pessoa diretamente envolvida em tal atividade. Posteriormente, na fase final do projeto detalhado, sugere-se uma revisão completa desse manual e sua respectiva atualização para uma versão final.
Levantar dados para a elaboração de um plano de manutenção para a rede - similarmente ao plano de emergência, um plano preliminar de manutenção para a rede de distribuição também deverá ser elaborado. O referido documento servirá como referência ao pessoal responsável por esse serviço, além de possibilitar o fornecimento de informações para a criação de um fiituro banco de dados que venha a contemplar novos projetos. Dessa forma, o levantamento efetuado na fase do projeto conceituai, referente a todos os equipamentos ou acessórios que irão compor a rede, servirá como base para uma programação detalhada do sistema de manutenção de cada componente em separado. Além dessa programação específica por componentes, deve-se efetuar uma programação de manutenção que venha contemplar os aspectos globais do sistema de distribuição, como por exemplo, a periodicidade necessária para a passagem de “pigs” ao longo" da tubulação, visando a limpeza interna e a retirada de possíveis impurezas ou umidades (oriundas do próprio gás) existentes. Novamente, recomenda-se que o referido manual seja atualizado na fase final do projeto detalhado.
Cap.5 - Projeto de Redes de Distribuição de Gás______________________________________________ 82
• Iniciar a organização do banco de dados - conforme discutido anteriormente, o número de informações disponíveis, ainda, com relação às falhas ocorridas em redes de distribuição de gás natural, é bastante limitado ou até mesmo inexistente. Assim, a equipe de projetos, que num primeiro momento, provavelmente, estaria trabalhando com taxas de falhas estimadas ou obtidas junto à fabricantes e/ou fomecedores, deve direcionar estudos visando contemplar a criação de bancos de dados, que permitam organizar as informações pertinentes à ocorrência de falhas, ao tipo dessas falhas e aos tempos envolvidos entre os períodos de manutenção e operação.
5.4,5 - Verificar erros e controiar custos
• Compatibilizar o proieto básico com a norma NBR-12712 - a norma brasileira NBR-12712 (Projeto..., 1993), traz todos os principais aspectos a serem considerados em sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível dentro da nossa realidade, contemplando ainda as normas intemacionais existentes sobre o assunto. O projeto básico até então elaborado, evidentemente contempla muitos aspectos associados às recomendações apresentadas na referida norma, mas, provavelmente, apresenta outros pontos que podem não ter sido considerados pelo projetista. Dessa forma, cabe ao projetista efetuar uma análise complementar do projeto visando o atendimento à norma na sua totalidade, onde aspectos de afastamentos mínimos, profundidades e sinahzações, por exemplo, podem não ter sido considerados adequadamente.
• Elaborar uma revisão final do proieto básico - todo e qualquer tipo de estudo requer sempre uma revisão final bastante abrangente, dada a possibilidade de erros ou até mesmo, aspectos não considerados no desenvolvimento das respectivas etapas anteriores. Para o caso do projeto de uma rede de distribuição de gás, esses cuidados devem ser redobrados, visto o pequeno histórico existente sobre o assunto, como também a quantidade de informações envolvidas nesse processo. Uma boa ferramenta para essa verificação final é o uso de “chek- lists” específicos, os quais podem ser elaborados previamente pelo próprio projetista ou sua equipe.