QUESTÕES COMENTADAS
Unidade 2 Palavras Invariáveis
Normalmente, as locuções adverbiais femininas recebem acento grave indicativo de crase conforme mostramos nos exemplos acima. Porém, preste atenção na diferença entre às
vezes e as vezes, à noite e a noite. À noite é uma locução
adverbial que significa de noite, durante a noite Ex: Saiu à
noite (Saiu de noite ou saiu durante a noite). Já a noite sem
o acento indicativo da crase, normalmente, indica o sujeito da oração. Ex.: Saiu a noite (sem crase). Quem saiu? En- tenderíamos que quem saiu foi o período “da noite” o que
não é possível. O às vezes é uma locução adverbial com o sentido de: de vez em quando. Já o as vezes sem o acento in- dicativo da crase significa momento, ocasião. Ex.: Todas as
vezes que viajo fico com insônia. Portanto, temos que en-
tender o sentido dessas expressões ao invés de decorá-las, pois, assim, compreenderemos o sentido do texto e as possí- veis ambiguidades nas orações.
IMPORTANTE!
Perceberemos que nas provas de concurso há várias questões de concordância nominal utilizando palavras que podem ser adjet- ivos ou advérbios.
Ex.: mesmo. Advérbio de afirmação: sentido de “realmente”, “com certeza”. É invariável. Adjetivo: concorda com a palavra a que se refere.
Entender o funcionamento das preposições e a sua função no texto é essencial para o aprendizado dos conceitos de regência, de transitividade e de crase.
Como você pode perceber, a lista de conjunções é ex- austiva. Não achamos conveniente decorar sequência de con- junções. O importante é que você entenda o sentido da con- junção na oração. Para facilitar o aprendizado, listamos abaixo as conjunções que mais aparecem nas provas da Banca Cesgranrio e os possíveis sentidos de cada uma delas.
Além disso, gostaria de explicar o sentido de algumas pa- lavras variáveis e invariáveis (conjunções, substantivos e ad- jetivos) que são classificadas nas gramáticas por “Problemas gerais da Língua”.
O “como” pode desempenhar diferentes funções no texto, porém, enfocamos as que mais aparecem nas provas de concurso.
Portanto, sugiro que entenda o sentido do como em cada frase e faça a análise de acordo com o contexto em que a conjunção está inserida.
No esquema acima, temos as várias funções do se. De acordo com a gramática normativa da Língua Portuguesa, o se pode ex- ercer outras funções tais como objeto direto (OD), objeto in- direto (OI), partícula expletiva e sujeito de infinitivo. Nós não abordaremos estes conceitos, pois eles não aparecem com
frequência nas provas da Banca Cesgranrio. Caso tenha alguma dúvida, consulte uma gramática da Língua Portuguesa ou as referências indicadas ao final do livro. Preste bastante atenção nos esquemas apresentados e estude as definições do se, pois es- tas definições estão relacionadas com outros assuntos presentes nas provas de concurso.
QUESTÕES
COMENTADAS
1. BNDES 2006
Assinale a opção em que o sentido se mantém quando se reescrevem os períodos “Deixamos de criar. Nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” (l. 28-29) em um só período.
a) Deixamos de criar no entanto nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.
b) Deixamos de criar mesmo que nos apeguemos aos padrões que nos impeçam de crescer, ampliar e inovar.
c) Deixamos de criar a fim de que nos apeguemos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar. d) Deixamos de criar uma vez que nos apegamos aos padrões
que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.
e) Como deixamos de criar, nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.
Podemos observar que o segundo período da sentença acima “(…) Nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” (l. 28-29) mostra a causa, o motivo de termos “deixado de criar”. Notamos, também, que
é necessário um conector causal. Desse modo, a leitura dos dois primeiros períodos do texto dá-nos a ideia que o se- gundo período, explica a razão da afirmativa contida no primeiro período.
(a) Incorreto. “(a) Deixamos de criar no entanto nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” Está incorreto, pois “no entanto” é um conector de valor adversativo e o seu uso promoverá um desvio semântico, pois exprime um valor contrastivo.
(b) Incorreto. “(b) Deixamos de criar mesmo que nos apeguemos aos padrões que nos impeçam de crescer, ampliar e inovar.” o “mesmo que” é um conector de valor concess-
ivo e o seu uso promoverá um desvio semântico, já que in-
dica certa contrariedade.
(c) Incorreto. “(c) Deixamos de criar a fim de que nos apeguemos aos padrões que nos impedem de crescer, ampli- ar e inovar.” Está incorreto, pois “a fim de que” é um con-
ector com valor de finalidade e o seu uso está inadequado,
pois nesta sentença exprime uma finalidade. Pode ser sub- stituído por “para que”.
(d) Correto. “(d) Deixamos de criar uma vez que nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” Está correto, pois “uma vez que” é um conector com valor causal que mostra a causa, o motivo de termos “deixado de criar”. Podemos substituir o conector uma vez
(e) Incorreto. “(e) Como deixamos de criar, nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” O uso do “como” apresentou uma inversão da relação de causa e efeito entre os dois períodos da sentença. Com isso, não reproduziu com exatidão o sentido do texto original.
Gabarito: D
2. BNDES 2008
“É, pois, um estado de compreensão prévia,” (l. 24). Ass- inale a opção em que o vocábulo destacado tem o mesmo valor semântico que o do destacado na passagem acima.
a) Ele é tão irreverente que chega a ser mal-educado. b) Como disse a verdade, não foi punido.
c) Você foi injusto com seu amigo; deve, portanto, desculpar-se com ele.
d) Não veio à reunião, pois estava acamado. e) Fique atento porque você será chamado a seguir.
Em “É, pois, um estado de compreensão prévia,” o conect- or pois tem valor conclusivo. Note que o pois com valor conclusivo, normalmente, vem entre vírgulas. Pode ser sub- stituído por portanto, logo. No exemplo acima, há uma or- ação coordenada sindética conclusiva, caracterizada pelo “pois” após o verbo.
(a) Incorreta. “(a) Ele é tão irreverente que chega a ser mal-educado.” Esta alternativa está incorreta, pois o conect- or que não tem valor conclusivo, visto que, na relação “…tão…que…”, assume valor de consequência.
(b) Incorreta. “(b) Como disse a verdade, não foi punido.” nesta sentença o como assume valor de conjunção causal. Para facilitar o entendimento dessa expressão faça a sub- stituição: “Não foi punido já que/porque disse a verdade”
(c) Correta. “(c) Você foi injusto com seu amigo; deve,
portanto, desculpar-se com ele.” está correta, pois o port- anto tem valor conclusivo na oração coordenada sindética.
Conforme vimos, geralmente, o pois com valor conclusivo vem entre vírgulas e pode ser substituído por portanto, logo. Assim, o portanto desta alternativa possui o mesmo valor semântico que o destacado no enunciado desta questão.
(d) Incorreta. “(d) Não veio à reunião, pois estava aca- mado.” está incorreto, já que o pois assume valor de con-
junção explicativa. Podemos substituir o pois por porque,
vejamos “(d) Não veio à reunião, porque estava acamado.”. (e) Incorreta. “(e) Fiquei atento porque você será cha- mado a seguir.” o porque assume valor de conjunção caus-
al. Pode ser substituído por uma vez que sem alteração de
sentido.
3. BNDES 2010
“Contudo, mais que prever o futuro…” (l. 9-10). Na linha
argumentativa do texto, qual o conector que substitui, sem alteração de sentido, o destacado acima e que re- lação ele estabelece entre o enunciado que introduz e o anterior?
a) não obstante – oposição. b) por isso – conclusão. c) porquanto – explicação. d) de modo que – consequência. e) enquanto – tempo.
“(…) “Este ano vou achar o amor da minha vida”, este ano, este ano… e por aí vai. Vale tudo (ou quase tudo): roupa branca, pular sete ondas, comer lentilha, se consultar com cartomantes, tarólogos, astrólogos que podem até nos dar uma previsão. Contudo, mais que prever o futuro é preciso concebê-lo!”
O conector “contudo” marca uma oposição, ou seja, pela linha argumentativa do texto nós podemos ter uma previsão do futuro, porém mais que prevê-lo temos que concebê-lo. Assim, o conector que substitui e estabelece a mesma relação de sentido é (a) não obstante.
4. BNDES 2008
Em “Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o con- domínio em frente sempre produz muitos sacos plásti- cos.” (l. 31-33), o operador destacado introduz, em re- lação ao enunciado anterior, um argumento:
a) alternativo. b) conclusivo. c) aditivo. d) explicativo. e) comparativo.
Em “Na esquina de baixo, o caminhão parou, pois o con- domínio em frente sempre produz muitos sacos plásticos.” A oração destacada tem valor explicativo, e pode ser sub- stituída por porquanto, visto que. A resposta correta, é, en- tão, a letra D.
Lembre-se das funções do “pois”!!
O pois pode ter valor conclusivo e pode ser substituído por
logo, portanto. Nesse caso, o pois vem entre vírgulas e posposto
ao verbo.
5. PETROBRAS 2010
A função sintática do “QUE” difere da dos outros trechos em:
a) “que seja conhecida por todos – “(l. 33-34) b) “…que todos fazem de uma forma igual.” (l. 43-44) c) “…que quiser crescer…” (l. 47-48)
d) “que entenda…” (l. 56-57)
e) “…que sempre acontecem.” (l. 58-59)
(a) Incorreta. Em “(a) que seja conhecida por todos –” o
que exerce função sintática de sujeito desta oração.
(b) Correta. Em “(b) …que todos fazem de uma forma igual.” o que exerce função sintática de objeto direto da or- ação. O sujeito desta oração é todos.
(c) Incorreta. Em “(c) …que quiser crescer…” o que ex- erce função sintática de sujeito da oração.
(d) Incorreta. Em “(d) que entenda…” o que exerce função sintática de sujeito da oração.
(e) Incorreta. “(e) …que sempre acontecem.” o que exerce função sintática de sujeito da oração.
6. PETROBRAS 2010
Em “Não minta para você, essa é a forma mais rápida de se perder.” (l. 37-38), relacionando a 2ª oração com a 1ª, o conectivo que NÃO poderia introduzir a 2ª oração, por provocar alteração do sentido inicial, é:
a) porquanto. b) que. c) pois. d) logo. e) porque.
Nesta questão, as alternativas A, B, C e E são compostas por conjunções explicativas, ou seja, elas podem ser sub- stituídas umas pelas outras e completar o sentido da 1ª e 2ª oração. Vejamos a transformação: Não minta para você por-
quanto, que, pois, porque essa é a forma mais rápida de se
perder.
A única alternativa que possui o caráter conclusivo é a le- tra “(d) logo”. A reescritura da oração com o conectivo não é possível. Portanto, está é a alternativa correta.
7. FUNASA 2009
A primeira frase do personagem pode ser lida como uma hipótese formulada a partir da fala que faz a seguir. Apesar de não estarem ligadas por um conectivo, pode- se perceber a relação estabelecida entre as duas orações. O conectivo que deve ser usado para unir essas duas or- ações, mantendo o sentido, é:
a) embora. b) entretanto. c) logo. d) se. e) pois.
A dica para este tipo de questão é entender o sentido das orações. Por isso, dissemos, anteriormente, que não adianta decorarmos uma lista de conjunções, pois a relação entre as orações é que define a conjunção a ser utilizada.
(a) Incorreta. “Embora” é uma conjunção concessiva que pode ser substituída por ainda que, mesmo que. Percebemos que, nesta alternativa, não há uma relação concessiva es- tabelecida entre as duas orações: “Deveria ser a primeira “embora/ainda que/ mesmo que” é o país que mais faz economia em saúde, educação, habitação…”.
(b) Incorreta. “Entretanto” é uma conjunção adversativa que pode ser substituída por, mas, porém, todavia. Assim como na alternativa anterior, percebemos que não há uma relação adversativa entre as orações. Vejamos “Deveria ser a primeira “entretanto/mas/porém/todavia” é o país que mais faz economia em saúde, educação, habitação…”.
(c) Incorreta. “Logo” é uma conjunção conclusiva que pode ser substituída por portanto, assim. Porém, nesta questão, não há uma relação conclusiva entre as orações.
(d) Incorreta. “Se” é uma conjunção condicional que pode ser substituída por senão, salvo se. Na fala do personagem não há uma ideia de condição a ser expressa.
(e) Correta. “Pois” é uma conjunção explicativa e a ideia expressa pelo personagem é de explicar o motivo do Brasil ser a primeira economia mundial e pode ser substituído por
porque/porquanto é o país que mais faz economia em
saúde, educação, habitação…”.
Gabarito: E
8. BACEN 2010
No fragmento “O novo acordo precisa ir muito além de Kyoto, se a meta for impedir que o aumento da temper- atura média da atmosfera ultrapasse 2ºC de aqueci- mento neste século, como recomenda a maioria dos cli- matologistas.” (l. 15-19), o termo “SE” tem o sentido equivalente ao de:
a) logo que. b) à medida que. c) no caso de. d) apesar de. e) uma vez que.
Na sentença “O novo acordo precisa ir muito além de Kyoto, se a meta for impedir que o aumento da temperatura média da atmosfera ultrapasse 2ºC de aquecimento neste século, como recomenda a maioria dos climatologistas,” o se é uma locução conjuntiva condicional, pois introduz or- ações que indicam hipótese ou condição.
(a) Incorreta. “(a) logo que.” é uma locução conjuntiva
circunstâncias de tempo. Esta locução pode ser substituída por “quando, apenas, mal”. Ex.: “Logo que morreu, começaram as brigas pela herança.”
(b) Incorreta. “(b) à medida que.” é uma locução con-
juntiva proporcional, pois introduz orações que expressam
simultaneidade. A locução “à medida que” pode ser sub- stituída por “à proporção que, ao passo que”.
(c) Correta. “(c) no caso de.” é uma locução conjuntiva
condicional, ou seja, introduz orações que indicam hipótese
ou condição.
(d) Incorreta. “(d) apesar de.” é uma locução conjuntiva
concessiva, uma vez que expressa sentido de contrariedade.
(e) Incorreta. “(e) uma vez que.” é uma locução con-
juntiva causal e introduz orações que indicam circunstân-
cias de causa.
Gabarito: C
9. BNDES 2006
As palavras em destaque pertencem à mesma classe gra- matical, EXCETO na opção:
a) “…que falta hoje a todos nós nas empresas?” (l. 2-3) b) “…que estão acontecendo neste exato momento.” (l. 9-10) c) “…que o tempo não para…” (l. 18)
d) “…que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” (l. 28-29)
e) “…que nossa voz interior diz…” (l. 33)
Nesta questão, preste atenção na diferença entre pronome relativo e conjunção integrante. O pronome relativo refere-se a um nome anteriormente apresentado e, para não repeti-lo, utilizamos o pronome “que”.
(a) Incorreta. Em “(a) …que falta hoje a todos nós nas empresas?” o “que” é pronome relativo. Vamos comprovar como o seguinte trecho: “Criatividade no dicionário quer dizer “ver-se, ter coragem para empreender”. Não seria isso
que falta hoje a todos nós nas empresas? (l. 1-3)”. Faça a
pergunta: “O que é isso que falta hoje nas empresas? Cri- atividade.” O pronome “que” refere-se à criatividade e in- troduz uma oração subordinada adjetiva.
(b) Incorreta. Em “(b) …que estão acontecendo neste ex- ato momento.” o “que” é pronome relativo. Veja: “Aliás, essa é a questão de muitas palestras que estão acontecendo neste exato momento (l. 9-10)”. Nesta sentença, temos uma oração subordinada adjetiva na qual a oração principal é “Aliás, essa é a questão de muitas palestras” e a oração subordinada é “que estão acontecendo neste exato momento (l. 9-10)”
Como sabemos as orações subordinadas adjetivas são ini- ciadas pelos pronomes relativos. O objetivo do pronome re- lativo é evitar a repetição das palavras em uma sentença.
Observe as orações: “Aliás, essa é a relação de muitas
palestras (oração principal)” e “As palestras estão aconte-
cendo neste exato momento (oração subordinada)”. Port- anto, para evitar a repetição do termo “palestras” escreve- mos a oração: “Aliás, essa é a questão de muitas palestras
que estão acontecendo neste exato momento (l. 9-10)”
(c) Correta. Em “(c) …que o tempo não pára…” o que é conjunção integrante de uma oração subordinada substant- iva objetiva direta. Vejamos o trecho: “E quando “dá o click” é preciso correr, pois já dizia o poeta que o tempo não pára e se demorar outro terá a mesma idéia…(l. 17-19)”. Para re- conhecermos uma oração subordinada substantiva basta sub- stituir a oração subordinada por “isto”. Neste caso teremos “pois já dizia o poeta (oração principal) isto (oração subor- dinada)”. A substituição fez sentido? Sim, portanto sabemos que ela é uma oração subordinada substantiva. Agora temos que reconhecer a função do “que” nesta oração. Ele exerce a função de conjunção integrante já que completa/integra a oração subordinada.
(d) Incorreta. Em “(d) …que nos impedem de crescer, ampliar e inovar.” o que é pronome relativo. Vejamos o trecho: “Nos apegamos aos padrões que nos impedem de crescer, ampliar e inovar. (l. 27-28)”. “Quebraremos” a or- ação a fim de reconhecer a função do “que”. “Nos apegamos
ampliar e inovar”. Percebemos que o “que” substitui “aos padrões”, portanto, exerce função de pronome relativo.
(e) Incorreta. Em “(e) …que nossa voz interior diz…” o
que é pronome relativo. Veja o trecho completo: “Devíamos
ousar mais nas nossas idéias. Não ter medo de ouvir “não”. Acreditar naquilo que nossa voz interior diz (todos somos um pouco “esquizofrênicos” e ouvimos uma voz no nosso ín- timo) (l. 31-33).” Podemos substituir o “que” por “naquilo” sem alteração de sentido, assim podemos classificá-lo como pronome relativo.
Gabarito: C
10. BNDES 2006
A opção em que a classe gramatical do “que” difere das demais é:
a) “…em que o meu quintal era o meu mundo.” (l. 1-2) b) “…que abrigavam os seus ninhos,” (l. 7)
c) “…que estava sempre aceso,” (l. 11) d) “…que iam dar lugar…” (l. 23) e) “…que voar,” (l. 36)
(a) Incorreto. Em “(a) …em que o meu quintal era o meu mundo.” o que é pronome relativo. Vejamos a sentença: “Houve um tempo em minha vida em que o meu quintal era o meu mundo. (l. 1-2)” Vamos “quebrar” a sentença. “Houve
um tempo em minha vida” e “Em minha vida o meu quintal era meu mundo”. Percebemos que o em que sub- stitui em minha vida, portanto, exerce função de pronome relativo.
(b) Incorreto. Em “(b) …que abrigavam os seus ninhos,” o
que é pronome relativo. Vejamos a sentença “Ali eu podia
sonhar, jogar pião, conversar com os passarinhos e com as árvores que abrigavam os seus ninhos (l. 6-7)”. Desmem- brando a sentença temos “Ali eu podia sonhar, jogar pião, conversar com os passarinhos e com as árvores” e “árvores que abrigavam os seus ninhos”. Percebemos que o que sub- stitui árvores, portanto, exerce função de pronome relativo.
(c) Incorreto. Em “(c) …que estava sempre aceso,” o que é pronome relativo. Vejamos a sentença: “Quem saísse pela porta da cozinha, sob uma cobertura de telhas, dava com um fogão de lenha que estava sempre aceso mantendo quente um bule de café… (l. 11-12)”. Desmembrando a sentença temos “Quem saísse pela porta da cozinha, sob uma cober- tura de telhas, dava com um fogão de lenha” e “Fogão de
lenha estava sempre aceso mantendo quente um bule de
café”. O que substitui fogão de lenha, portanto, exerce fun- ção de pronome relativo.
(d) Incorreto. Em “(d) …que iam dar lugar…” o que é pronome relativo. Vejamos o trecho: “Mas o xodó mesmo era com o meu pé de tamarindo. Frondoso, aconchegante, per- fumado pelas flores que iam dar lugar a deliciosos frutos (l.
22-23)”. Desmembrando a sentença temos: “Mas o xodó mesmo era com o meu pé de tamarindo. Frondoso, aconchegante, perfumado pelas flores” e “As flores iam dar lugar a deliciosos frutos”. Percebemos que o que substitui “flores”, portanto, exerce função de pronome relativo.
(e) Correto. Em “(e) …que voar,” o que é preposição po- dendo ser substituído por “eu tive de voar” sem alteração de sentido. Vejamos a sentença: “Vi filhotes nascerem, serem al- imentados, alçarem seus primeiros vôos, conquistarem os céus. Como eles, um dia, eu tive que voar, sair do meu quintal, ganhar as ruas.”
Gabarito: E
11. BNDES 2011
“…que olhava cada coisa à sua volta…” (l. 1-2)
“…que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.” (l. 19-20)
Quanto às classes de palavras, os elementos destaca- dos nas passagens acima são, respectivamente:
a) conjunção e pronome relativo. b) pronome indefinido e conjunção. c) pronome relativo e advérbio. d) preposição e conjunção. e) partícula de realce e preposição.
Nesta questão, temos o que com funções diferentes. Ve- jamos o primeiro trecho: “Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. (l. 1-2)”. Para reconhecermos uma oração subor- dinada substantiva basta substituir a oração subordinada por “isto”. Façamos o teste: “Acho que foi o Hemingway quem disse isto”. Faz sentido? Sim. Assim, temos uma oração sub- ordinada substantiva na qual o “que” exerce a função de conjunção.
Em “De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu es- critório.(l. 18-20)” o “que” exerce função de pronome relat- ivo. “Desmembraremos” a oração para comprovar. “Sei de
um profissional” e “Um profissional passou 32 anos a fio
pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.” Percebemos que o que substitui um profissional, portanto, exerce fun- ção de pronome relativo.
Assim, a alternativa correta é a letra (a) conjunção e pro- nome relativo.
Gabarito: A
12. FUNASA 2009
Na passagem “Os empresários que não se adequarem à lei em noventa dias poderão ser multados em até 3,2