• Nenhum resultado encontrado

33 Para obter o resultado da média de

consumo do veículo foi utilizada a seguinte equação:

Onde:

é a media de consumo de combustível dada em quilômetros por litro Km/L;

é a distância percorrida pelo veículo dada em quilômetros (Km);

é o consumo específico de combustível dado em litros (L).

Dessa forma podemos estabelecer uma média total, relacionando toda operação da frota de veículos e chegando a uma média de consumo mensal total, assim temos:

Sendo:

estabelece o consumo de óleo diesel total da frota e;

é a quantidade de veículos que compõe a frota.

Considerando que o veículo híbrido consuma 35% menos litros de combustível para mesma quilometragem percorrida do veículo convencional (ARIOLI, 2009). Utilizando esse fator e as equações acima foram estimados os valores de consumo para veículos convencionais e híbridos, os valores podem ser observados na tabela 7.

Tabela 7. Média de consumo entre os veículos convencionais e veículos híbridos. Fonte: Própria.

Veículo Convencional à Diesel Veículo Híbrido – (redução de 35% no consumo de combustível) Nº de veículos 53 53 Distância percorrida/Mês (Km) 161.700,00 161.700,00 Combustível (l) 85.417,90 55.521,63 Média de Consumo (km/l) 1,893045837 2,912378473

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo) em seu 1º Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários – Relatório Final – Elaborado pelo Grupo de Trabalho instituído pela Portaria Ministerial nº 366, de 22 de setembro de 2009, para o dimensionamento do Dióxido de Carbono foi considerado que para cada litro de óleo

Diesel consumido o veículo emite aproximadamente 2,671 quilogramas.

A tabela 8 mostra a dimensão da taxa de CO2 fornecido ao meio ambiente ao se utilizar óleo Diesel como combustível em veículos híbridos. Considerando que o veículo irá operar durante 12 meses pôde estabelecer a dimensão da taxa anual.

Revista Brasileira de Engenharia e Tecnologia Vol. 1/2015

34

Tabela 8. Dimensão mensal da Taxa de CO2 para veículos híbridos. Fonte: Própria

Fase Consumo de Comb. (L) Fator de Emissão de CO2 (kg) Taxa mensal de Emissão de CO2 (kg) Taxa anual de Emissão de CO2 (kg) Ônibus Urbano P-7 55.521,63 2,671 148.298,27 1.779.579,28 RESULTADOS

Com os resultados dos dimensionamentos dos gases nocivos provenientes dos veículos convencionais e híbridos foram estabelecidas as comparações das taxas de emissão para os veículos híbridos e convencionais.

O dimensionamento da quantidade de gases poluentes fornecidos pelos veículos convencionais à Diesel e veículos híbridos já mostram uma grande vantagem da tecnologia híbrida. Para reforçar esta vantagem, iremos a uma análise quantitativa dos pontos principais que os veículos híbridos possuem melhores que os veículos convencionais.

A redução da emissão de gases poluentes já é uma grande vantagem do veículo híbrido sobre o veículo convencional, pois o motor a combustão está em uma rotação

fixa e de melhor eficiência térmica, eliminando as rotações variáveis responsáveis pela sobrecarga no motor. Desse modo diminui-se a emissão de MP, o emissor mais visível dos gases, a fumaça que sai do escape, pode diminuir até 50% desse gás tão nocivo para a sociedade (SCHWOB, 2011). O monóxido de carbono tem uma redução de 50%, como visto na tabela 12. Uma redução de significativa de 90% em hidrocarbonetos emitidos pelo escape.

Utilizando o veículo híbrido para operarem em sua frota, a STCB reduziria em quase um milhão de quilos anuais de CO2 na atmosfera. Esse número é animador e traz uma grande característica do veículo híbrido sobre o veículo convencional.

Tabela 9. Comparação das Taxas de emissão dos veículos convencionais e veículos híbridos.

Elementos do Diesel Nº de Veículos Distância percorrida (Km) Veículos Convencionais a Diesel (kg/ano) Veículos Híbridos (kg/ano) Redução anual (Kg) CO 53 161.700,00 2.832,98 1.416,49 1.416,49 HC 543,31 54,33 488,98 NOx 6.151,07 615,11 5.535,96 MP 254,19 127,1 127,09 CO2 2.737.814,53 1.779.579,28 958.235,25

Revista Brasileira de Engenharia e Tecnologia Vol. 1/2015

35

CONCLUSÃO

Soluções em desenvolvimento de tecnologias no setor de veículos automotores têm criado frentes de pesquisa quanto à responsabilidade social no controle de emissão de gases poluentes. A pesquisa no dimensionamento dos gases nocivos ao meio ambiente e à saúde da população é um meio de identificar os principais pontos causadores e de uma forma de serem reduzidos deforma eficiente.

O dimensionamento das taxas de emissões dos veículos mostra uma grande diferença ao utilizar veículos híbridos como frota operante.

A diminuição do consumo de combustível e da utilização de MCI que trabalha sem grandes cargas mostra um resultado animador à diminuição dos gases de efeito estufa e da poluição sonora.

O dimensionamento executado confirma a previsão de benefícios ao substituir veículos convencionais por veículos híbridos. Os resultados mostram uma redução de CO2 bastante satisfatório, pois a emissão desse gás é um dos principais causadores do efeito estufa e mostra um caminho promissor a ser seguido como medida de redução de gases poluentes.

A utilização de teores de emissão estipulados pelo PROCONVE foi fundamental para o dimensionamento dos gases poluentes, consequentes da utilização do óleo Diesel. A etapa principal

do trabalho foi o de buscar esses números e utiliza-los como base no cálculo e dimensionamento dos gases emitidos pela frota operante, descrita no anexo I.

A falta de teores de emissão para veículo híbridos foi um grande obstáculo para o objetivo principal do trabalho que é a comparação entre os dois tipos de veículos. Dessa forma foi necessário utilizar as porcentagens de redução garantida por fabricantes de veículos híbridos e afirmada por usuários dessa tecnologia.

REFERENCIAS

BARAN, Renato; LEGEY, Luiz Fernando Loureiro. Veículos elétricos: história e perspectivas no Brasil. In: XIII Congresso Brasileiro de Energia, Brasil. 2010.

ÁLVARES JR, O. de M.; LINKE, R. R. A. Metodologia simplificada de cálculo das emissões de gases do efeito estufa de frotas de veículos no Brasil. São Paulo: CETESB, v. 182, 2001.

VE. Veículos Elétricos a Bateria, Híbridos e de Célula a Combustível. Disponível

em:<http://www.ve.org.br/VE2006/downloa ds/Associacao_Brasileira_Veiculo_Eletrico_ Constituida_Rio_de_Janeiro.doc>, acesso em: 11 de novembro de 2014.

MCT (2001). Inventário da emissão de gases de efeito estufa: setor de transporte rodoviário veículos leves Brasil. Ministério da Ciência e Tecnologia, Brasília, DF.

Revista Brasileira de Engenharia e Tecnologia Vol. 1/2015

36