Eu….
Afinal tudo, porque tudo é eu, E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças… Que crianças não sei...
Eu…
Imperfeito? Incógnito? Divino? Não sei…
Eu…
Tive um passado? Sem dúvida… Tenho um presente? Sem dúvida… Terei um futuro? Sem dúvida… A vida que pare daqui a pouco… Mas eu, eu…
Sou eu, Eu…
Álvaro de Campos
As formas identitárias, mesmo as profissionais, são contingentes, só provisoriamente podem ser estabelecidas. Sem dúvida, nos processos de construção da identidade profissional intervêm factores externos provenientes das condições objectivas, os porta identidade de que nos fala KAUFMANN (2004), como sejam as prescrições normativas, as necessidades sociais que legitimam a profissão, as relações sociais no seio das quais se exerce a actividade, a influência dos actores colectivos, a formação e ainda os processos subjectivos
que dependem das opções, da selecção feita pelos indivíduos relativamente às referências disponíveis sobre a forma como querem ser profissionais.
As formas identitárias emergem da dinâmica contínua do grupo profissional, das suas interacções concretas relacionais, por isso fluidas e incertas, dependentes de inúmeras variáveis e condições de causa e efeito que se inter influenciam mutuamente. No entanto são estruturantes para os processos elementares de construção de referências de identificação, a partir da acção no campo profissional35, e podem assumir manifestações de autonomia, de inovação mas também de conformismo, de paralisação ou mesmo de demissão. 36.
Os indivíduos são constrangidos actualmente à instabilidade das suas formas identitárias devido à complexidade das relações sociais e às mudanças sociais da sociedade actual.
Os recursos para a acção profissional dos assistentes sociais e o quadro normativo correspondente resultam de políticas que procuram gerir as consequências dos problemas sociais dentro de limites socialmente aceitáveis e são por isso reguladoras, legitimadoras e controladoras. Mas, ao mesmo tempo, respondem às reivindicações das populações e dos actores colectivos e às preocupações sociais sobre as consequências dos problemas. Este binómio indicia desde logo uma tensão permanente nesta construção identitária.
As instituições e profissionais que prestam serviços sociais, estão em crescimento, a oferta formativa cresce, entre outras razões, devido às expectativas de alargamento do mercado de trabalho. As políticas sociais existem e diversificam-se, embora cada vez menos universais e mais subordinadas às políticas económicas. No entanto, a legitimação que parece acompanhar este crescimento e diversificação não significa necessariamente uma valorização do estatuto do grupo profissional.
1 - A natureza da identidade
KAUFMANN (2004) considera que a sociologia pode conduzir a paradoxos tornando o conceito de identidade muito ambíguo, e segundo ele a explicação do paradoxo é muito simples, pois provém da fusão entre indivíduo e identidade. Quando se trata de analisar identidades profissionais estes dois elementos não
35DUBAR (1997) refere a campo da intervenção social como um campo de imensa complexidade,
com empilhamento de dispositivos, com sobreposição de competências e multiplicação de procedimentos.
36 Réussir à ce que les caractères objectifs passent du statut de contraintes à celui de ressources
exige une compétence particulière, qui ne peut pas être établie que lorsque le travail identitaire suit certaines modalités précises.» (KAUFMANN, 2004: 92)
podem ser fundidos porque embora sujeito individual e sujeito profissional estejam estritamente ligados, são claramente distintos e tem uma natureza muito diferente e portanto a sua fusão só confunde a sua compreensão.
Segundo este autor, indivíduo e identidade são conceitos que não devem ser amalgamados e acrescentamos que sobretudo é importante não confundir quando se pretende compreender o processo de construção das identidades profissionais. O indivíduo é mais do que a sua identidade profissional, mesmo que se reconheça a centralidade que o trabalho assumiu na actualidade e a importância determinante que assume na estrutura individual e na identidade pessoal.
Mas distinguir indivíduo e identidade é ainda importante para combater as ilusões subjectivistas que consideram o indivíduo livre para se inventar como ele deseja, como se ele não fosse produto da história e das trocas sociais nos contextos em que se inscreve, porque os quadros sociais em que o indivíduo vive não lhe são exteriores, ele é parte integrante da sociedade, é feito de matéria social, e por isso a construção subjectiva da identidade não pode ignorar o dado, o objectivo e o natural.
É tarefa do indivíduo avaliar, seleccionar entre a multiplicidade de referências que muitas vezes se contradizem, que têm fontes diversas e conflituais, os elementos que se tornaram efectivamente portadores de sentido para si, e que por isso conferem sentido a sua acção humana profissional e por isso, à sua forma identitária.
KAUFMANN (2004) utiliza a noção de capa para explicitar a identidade, porque o indivíduo selecciona para si as referências identitárias que escolhe, constrói a sua capa, entre as possíveis permitidas pelas condições objectivas. Nesta perspectiva, o indivíduo pode ser visto como um processo em que se articulam, de um lado um repertório de memória social incorporado individualmente de forma específica, do outro um sistema fechado subjectivo que confere sentido e que cria a ilusão de uma unidade / totalidade aparente.
Se a “capa identitária” é um encerramento e uma fixação do sentido do existir, com múltiplas formas e modalidades, parecendo aparentemente simples, é no entanto complexa e instável. Cada pessoa é pressionada pelas condições objectivas que a rodeia e na época actual esta pressão acentuou-se contrariamente a estádios societários anteriores. Os dados objectivos actuais são
importância, devido ao esforço que é exigido aos indivíduos para construir a sua identidade, efectuar escolhas, atribuir significados, esquecer ou incorporar os dados que decide reter, reorganizar e articular em função das imagens que o indivíduo tem de si próprio e dos outros e das emoções a elas associadas. Portanto imagem e emoção são duas componentes e instrumentos fundamentais de todo o processo de construção identitária, necessárias à reorganização e articulação entre o subjectivo e o objectivo existente.
Mas não se podem adicionar critérios objectivos e subjectivos numa amálgama, é preciso clarificar as articulações. Apesar da importância dos dados objectivos, estes não são todo-poderosos para a identidade
Nem todas as determinações sociais têm o mesmo poder, umas são mais poderosas que outras, e esta importância varia de acordo com as condições sociais e históricas. Por exemplo as implicações da religião de pertença ou da classe social de origem variam de acordo com o período histórico, com a região, com os níveis de desenvolvimento económico ou social. Por isso, é necessário identificar os que têm mais poder, as que são retidos na memória histórica dos indivíduos e grupos, os que constituem os seus reportórios, que formam os esquemas de pensamento e de acção profissional.
BARBIER (2006) acrescenta que as formas identitárias são construções que resultam quer da atribuição de uma representação pelo indivíduo a si próprio quer da representação37 que emerge da interacção com os outros; são por isso representações simbólicas que se tornam uma realidade muito forte, que pode mesmo ser mais real que a própria realidade que identificam. Pode ser tal a sua força simbólica que este autor chama a atenção para a exigência de não naturalizar as identidades quer as individuais quer as colectivas, como se fossem estáticas ou automaticamente adquiridas.
As representações identitárias estão em transformação constante, embora tenham que assegurar uma estabilidade, coerência e unidade aparente para permitir a acção. No entanto modificam-se sem cessar, são dinâmicas e são avaliativas: o indivíduo atribui uma avaliação retrospectiva às suas formas identitárias anteriores mas, quando antecipa a acção, mobiliza as formas identitárias que considera favoráveis à sua forma identitária, de acordo com os seus objectivos e projectos futuros.
37GOFFMAN (1993) afirma que na relação com os outros o indivíduo projecta consciente e
inconscientemente uma certa concepção de si próprio, que no caso dos profissionais mobiliza o seu “eu” num contexto de expectativas existentes na interacção social.
Reconhecer as identidades como representações, implica reconhecer a relevância das mesmas, das avaliações que o sujeito profissional faz da sua trajectória, da sua actividade e da sua experiência bem como das suas representações prospectivas e operacionais, para a construção da problemática identitária.
No entanto esta constatação sobre as formas identitárias como representações, não significa atribuir uma maior relevância ao processo cognitivo. São processos avaliativos e prospectivos, sem dúvida resultado de valorizações, escolhas e decisões, a que não podem estar alheios valores, afectos, sentimentos e emoções que constroem as estruturas sócio-cognitivas, que atribuem sentido e significações ao conhecimento e às actividades e induzem os traços dos perfis identitários. Estas estruturas garantem a confiança, a auto estima para a acção, asseguram vontade para agir profissionalmente, são um elemento central da manifestação da forma identitária, bem como do processo da sua reformulação e transformação no decurso da actividade profissional.
GUIDDENS (1997) afirma que os parâmetros do self dependem dos processos psicológicos de autoformação e necessidades psicológicas em que o auto–conhecimento, a definição de si, está subordinado ao objectivo de reconstrução de uma identidade coerente, em que é necessária uma longa aprendizagem para se conseguir um sentimento de à vontade na vida quotidiana como um núcleo de normalidade para estabilizar a acção profissional no caso das formas identitárias profissionais.
2 - Identidade individual e identidade profissional
Os processos de construção de formas identitárias colectivas cruzam o subjectivo, os fenómenos psíquicos aliados aos processos socializadores, os dados biológicos a eles associados como a idade, o sexo e as particularidades dos sujeitos, com as condições objectivas e as suas determinações sociais, com as lógicas diversas que estruturam a acção.
Esta acção insere-se num campo próprio que o profissional reconhece como o seu, com regulações específicas, onde pode escolher os processos e tecnologias específicas, utilizar os recursos definidos como necessários a esses contextos de acção em função de objectivos seleccionados.
afirma que as formas identitárias colectivas têm uma força social e simbólica fortes que moldam as interacções com os outros. O sujeito profissional confronta-se com as várias fontes identitárias dos colectivos onde se integra que funcionam para si como um sistemas de referência que articula com a sua subjectividade e que constituem o seu ângulo de produção identitária
O indivíduo é por isso um sistema aberto onde o ego é um centro possível de formação de um sistema de valores autónomo e unificado necessário para a identidade profissional mas ao qual o indivíduo tem que atribuir um sentido operacional para saber agir.
Segundo DUBAR (1997) as formas identitárias não podem ser vistas linearmente como pura expressão psicológica de personalidades individuais, nem produto linear de estruturas ou de políticas sociais económicas que se impõe como prescrição a partir de cima. São resultado de uma elaboração feita pelo próprio sujeito em estreita interacção na relação com outros que estão inseridos nos mecanismos de socialização profissional para construir identidades colectivas. Procuram legitimação e reconhecimento pelos pares, parceiros institucionais e sociais através de transacções entre o passado reconstituído do indivíduo e do grupo e os seus futuros possíveis, de acordo com recursos objectivos e simbólicos.
Um outro aspecto a considerar na identidade profissional como identidade colectiva é o facto de esta se constituir como uma comunidade real que partilha identidade e interesses específicos. A identidade profissional pode representar um suporte identitário fundamental para a identidade individual38 porque as profissões tendem a constituir-se em grupos de pares, com o seu código informal, regras de selecção, interesses e linguagem comum, com associações reconhecidas pelas autoridades legais, que criam distinção entre os profissionais e os não qualificados, exercem o controlo sobre o desempenho ético e técnico dos seus pares e definem as regras de ética e deontologia profissional e podem assim ser uma plataforma de segurança para os sujeitos.
DUBET (2002) refere os sectores profissionais, como o trabalho social, cuja actividade tem grandes margens de improvisação, num domínio atravessado pelos dramas quotidianos de existências destruídas e fragilizadas como sectores ainda pouco estruturados, com enquadramentos institucionais frágeis, que não se constituem ainda como actores sociais fortes.
38 « L’identification collective se vit comme un élargissement de soi, avec tous les aspects revigorants
A forma identitária profissional de um grupo implica possuir saberes partilhados e habilidades comuns (AUTÈS, 2003). É um instrumento necessário de fixação dos profissionais, dá coerência ao sentido da sua acção, representa a sua plataforma de segurança para o agir profissional, num universo de problemas com origem multidimensional e multi factorial, com dinâmicas e processos incertos e contingentes.
As identidades colectivas profissionais constroem-se com os pensamentos íntimos dos indivíduos, os seus projectos e motivações pessoais, a sua trajectória de vida, com a acção que desenvolvem e resultados que produzem, com discursos que se narram a si próprios na formação inicial ou contínua e na vida profissional, nas interacções sociais com pares, outros profissionais e utilizadores. Os sujeitos constroem representações sobre si a partir das socializações anteriores, mas essas representações precisam estar ligadas e ser coerentes e solidárias com as que têm sobre os problemas profissionais, as suas actividades profissionais e sobre o meio ambiente da acção39.
As formas identitárias profissionais40 podem constituir uma plataforma comum, que agrupa os profissionais e os diferencia de outros: pode considerar- se como o conjunto de características explicitadas, legitimadas socialmente que permitem aos membros do mesmo grupo profissional reconhecerem-se como tal e de fazer reconhecer a sua especificidade no campo do trabalho e emprego. Este ponto comum não é necessariamente idêntico para todo o grupo, resulta de uma identificação contingente, porque depende dos processos de construção identitária, isto é da formação, dos contextos de prática, dos problemas profissionais, das tecnologias de acção profissional, da actividade sócio cognitiva que suporta a acção profissional. Esta base de identificação, como plataforma de segurança para a acção, é mutável e contingente porque depende de processos históricos e é por isso também complexa, dinâmica e difícil de registar.
As identidades colectivas profissionais continuam a ser nestas circunstâncias um suporte importante dos indivíduos, numa época em que o ego está condenado a arranjos permanentes devido à precariedade das formas identitárias atribuídas e aos saberes a mobilizar pela actividade sócio cognitiva. Uma forma identitária que num dado momento atribuía sentido à acção, pode
39 « L’identité est le processus par lequel tous les supports de la socialisation sont travaillés et
dynamisés y compris les plus résistants, chevillés au biologique » (KAUFMANN, 2004:104)
deixar de fazer sentido devido a mudança nos saberes que a suportam ou mudanças nos contextos da acção, o que obriga a alterar e repensar os contornos da identificação. Por isso nunca está completamente definida e exige um trabalho permanente de reflexão sobre si próprio para ir integrando os reportórios desta memória social instável e sempre a reconstruir-se com novos dados que chegam de forma inevitável.
DUBAR (2000) cita SAINSAULIEU que considera a identidade colectiva no trabalho como uma inovação, uma criação institucional, que implica um processo de negociação de regras e normas de referências comuns que estabeleçam modelos culturais ou lógicas de acção e formas relacionais entre os actores nas organizações, que decorram da própria acção e da sua articulação com os processos biográficos.
DUBAR (1997) atribui o conceito de identidades profissionais “às formas identitárias de configuração do eu e do nós, que se podem reconhecer nos campos de actividades remuneradas de trabalho” cujas condições objectivas são seleccionadas, reelaboradas e interpretadas pela subjectividade dos indivíduos nos processos dinâmicos de interacção social.
Como representações, são constructos teóricos, cujas dimensões podem ser procuradas mas nunca estabelecidas completamente, assumindo sempre plataformas provisórias que suportam a acção profissional contextual e local e os discursos dos sujeitos quando são compelidos a narrar a sua acção.
Ainda que constrangidas ao instável e provisório, as formas identitárias dependem da capacidade e da vontade de agir e do sentido que os profissionais precisam para investir na acção.
3 - A construção das formas identitárias dos assistentes sociais
Os assistentes sociais sentem como qualquer grupo profissional a necessidade de estabelecer as suas formas identitárias para atribuírem sentido à acção que desenvolvem, mas as actividades profissionais que se dirigem ao social como o serviço social são particularmente complexas no processo de construção da sua identidade.
Embora a perspectiva deste trabalho não seja histórica, no decurso da revisão bibliográfica foi analisada uma obra sobre o serviço social internacional em que vários autores escrevem sobre a evolução do serviço social nos seus países (WANDERLEY & YAZBEK; BRANCO, COMMELIN, 2005). A análise comparativa feita sobre a disciplina profissional e os processos de
profissionalização nos três países em que decorreu o trabalho de campo pode identificar alguns elementos comuns na génese da profissão, no percurso da formação, nos problemas e desafios com que se debate na actualidade41, embora com as diferenças inevitáveis dadas as condições societárias em cada país.
O quadro apresentado em anexo estrutura alguns elementos do processo de construção da profissão identificando os factores comuns e os mais diferenciados que contribuíram para a emergência da profissão e influenciaram o processo de formação das formas identitárias dos assistentes sociais nos três países.
Quadro 11
Identificadores colectivos do serviço social nos três países
Brasil Canadá – Québec Portugal
Génese da profissão Dimensão institucional legitimada a partir de 1930 – constituição do espaço da profissão na repartição social e técnica do trabalho. Recurso do estado e da igreja para fazer face à questão social – camada mais empobrecidas da população.
Anos 30, igreja católica toma consciência da necessidade de
desenvolver uma mão-de- obra profissional
qualificada para responder às necessidades das
populações carenciadas - discurso religioso marca as primeiras práticas profissionais. Anos 30 do séc. XX no contexto de um regime antidemocrático, com a formação em serviço social organizado como uma forma de apostolado no quadro de ensino privado e confessional católico.
Formação
Inicialmente com uma abordagem moralizante da questão social individualista, psicologista.
Anos 40: perspectiva humanista cristã com uma sustentação técnico científica de base populista.
Últimos 20 anos – revisão e reformulação da formação universitária. Regulação da formação por directivas gerais aprovado pelo Ministério da Educação.
Regulação nacional sobre o perfil profissional. Inclui estágio obrigatório redacção de memória de final de curso. Multiplicação de cursos no ensino privado e público. Licenciatura. Primeiras escolas de origem religiosa nos anos 30 do séc. XX.
Anos 50 emancipação do serviço social face ao discurso religioso. Formação técnica adquirida nos colégios – a que se acede depois de 11 anos de escolaridade. Formação universitária – 1º ciclo a licenciatura. Os programas da formação do 1º ciclo têm que corresponder às exigências da formação genérica e profissional estabelecidas pela associação canadiana de escolas de serviço social. Estágio profissional em meio de intervenção. Formação no ensino público e privado. Licenciatura. Formação pós graduada – Tutela hegemónica da igreja católica sobre as escolas superiores de formação em serviço social até 1974. A partir de 1960, a formação adopta modelos das democracias ocidentais centrados nos direitos sociais, com procura de uma base técnica e científica.
Depois da revolução democrática em 25 de Abril de 1974, a formação em serviço social reforça a sua componente das ciências sociais e da investigação sócia, ruptura com modelos anteriores.
Multiplicação de cursos no ensino privado e público.
Formação pós graduada – mestrado e doutoramento. mestrado e doutoramento. Licenciatura. Formação pós graduada – mestrado e doutoramento. Políticas sociais Anos 40 – Papel
regulador do estado nas relações sociais de trabalho e resposta a necessidade sociais das populações. Anos 50 e 60 – políticas sociais inoperantes fragmentadas e pouco efectivas. Indicadores sociais abaixo do aceitável.