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Capítulo II As Representações Sociais

D) Paradigma Conexionista

80 Tabela 5: Síntese da Teoria Cognitivista

Método

- O ensino deve levar progressivamente ao desenvolvimento de operações; - O desenvolvimento será o motor principal do ato de pensar e conhecer, inerente à inteligência;

- O ensino deve ser substituído pelo ensino de relações que desenvolvam a inteligência;

- Nessa abordagem o ensino deve estar baseado na resolução de problemas. Aprendizagem -É necessário, então, que se considere o “aprender a aprender” (Mizukami,

1986, pp.7-18). Papel do

Professor

- Propõe problemas, ensina o aluno a elaborar o seu raciocínio lógico, evitando a fixação, rotina e hábitos;

- Observar o comportamento do aluno, através de conversas e perguntas, possibilitando o aluno fazer perguntas que possam auxiliá-lo aprendizagem; - Construir os dispositivos de partida que possibilitem a apresentação de problemas.

Papel do Aluno

- O aluno é ativo;

- Interpreta analisa a informação e dá o resultado encontra a solução dos problemas que lhes são apresentados pelo professor:

• ser observador; analisar • ser ativo; encaixar,justapor • experimentar; relacionar • comparar e relacionar.

Conclusões

-A aprendizagem ocorre com base em tentativas e erros através da pesquisa feita pelo aluno, eliminando-se todas as definições.

- O aluno parte de suas próprias descobertas, e isto ajudá-lo-á a entender o objetivo principal do ensino, que são os processos.

- A aprendizagem só ocorre a partir do momento em que o aluno elabora o seu próprio conhecimento.

- O ensino deve levar progressivamente ao desenvolvimento de operações.

D) Paradigma Conexionista

Os autores Rossa & Rossa no jornal, Letras de Hoje, (2009) explicam o significado desta teoria:

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“...O conexionismo é uma teoria do conhecimento que se preocupa com todo o

processo de aquisição e, por isso, tem uma proposta para esclarecer a aprendizagem e explicar a memória. O paradigma conexionista também apresenta a estreita relação entre aprendizagem e memória uma vez que não pode haver aprendizagem se não houver memória...” (p. 53-59).

É o processamento em paralelo que nos permite a execuçãode duas ou mais tarefas ao mesmo tempo como, por exemplo, dirigir um carro, prestar atenção ao trânsito, pensar no trajeto a ser feito e mexer no rádio. Os sistemas conexionistas são formados por nódulos que imitam os neurônios humanos e são interligados em redes que armazenam e processam a informação

Também é importante ressaltar que o processamentono cérebro humano ocorre em distribuição paralela – quer dizer que várias sinapses, de vários neurônios, são activadas ao mesmo tempo para processar diferentes informações. Segundo Poersch (2004):

... a proposta de simulação conexionista assemelha-se ao cérebro sob dois aspectos: (1) o conhecimento é adquirido pela rede através de um processo de aprendizagem; (2) as forças de conexão interneuronial, conhecidas como pesos sinápticos, são utilizadas para armazenar conhecimento. Os sistemas conexionistas aprendem através do processamento estatístico do input, construindo, assim, suas próprias regras implícitas no funcionamento das redes...(Poersch, 2004, p.2).

Segundo essa teoria, o conhecimento está armazenado em engramas, ou seja, a catividade sináptica do neurônio gera o aprendizado, quando são formadas novas conexões, e a lembrança, quando são reforçadas as conexões entre os neurônios.

Os autores Sousa, Imbriaco e Gabriel (2011), citam o que escreveu Chiele em (2004):

...No processo, cérebro e meio interagem, tendo o meio externo a função

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regularidade. Por outro lado, o conhecimento não fica armazenado em bloco, em um único neurônio, seus traços são distribuídos pela rede e sua recuperação ocorre de forma ad hoc, o que significa que não temos todos os conhecimentos prontos e disponíveis a todo o momento; para sua recuperação é preciso que os neurônios refaçam o caminho de conexões na rede em que estão engramados. Quanto mais acessado for esse caminho, mais facilmente o conhecimento será recordado... (Sousa, Imbriaco e Gabriel, 2011, p.50).

Na visão do passado, o aprendido é tudo o que nos acontece de forma inconsciente, como por exemplo a primeira língua da criança.Essa língua é aprendida no meio onde ela está inserida e normalmente em contacto com o meio ela vai-se interagindo com os demais. Conforme Poersch (2004):

... A modelagem conexionista oferece ao lingüista cognitivo uma ferramenta

poderosa para descobrir explicações tanto interacionistas quanto epigenéticas de perfis gerais de desenvolvimento, de diferenças individuais na aprendizagem e nos efeitos causados em períodos críticos.” Portanto, o conexionismo fornece uma forma alternativa de investigar empiricamente as hipóteses, tanto cognitivas quanto interativas, sendo possível comparar os dados de aprendizado de sujeitos reais com os dados obtidos pela simulação. Além disso, o conexionismo fornece referência cognitiva que pode ser relevante para a compreensão dos processos de aprendizagem interativa, podendo servir de complemento para as investigações interacionistas...( Poersch, 2004, p.10).

4.1. As Variáveis de Aquisição de uma Língua Segunda

A ciência moderna tem-se debruçado sobre a aquisição de uma língua segunda e sobre as suas variáveis no sentido de se encontrar respostas para as preocupações sobre: como ensinar uma língua, uma língua segunda (L2) e uma língua estrangeira (LE). Vários estudos tem sido feitos nesse domínio tendo em conta que é algo complexo e muitos factores jogam a seu favor ou não.Nota-se que alguns estudantes de uma

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derminada língua aprendem mais depressa do que outros e pergunta-se qual a razão ou as razões que estarão na base e deste processo de aprendizagem.

As actas do IX Congreso internacional galego-portugués de psicopedagoxía dos autores Figueiredo e Fernandes da Silva (2007) apontam para resultados pertinentes de alguns estudos feitos que explicam que os factores presentes na aprendizagem de uma língua segunda, podem ser factores dependentes do sujeito ou do contexto.

…Estudos recentes revelam a evidência que reside na relação entre factores psicológicos e afectivos e a aprendizagem de Língua Segunda(L2). Para uma análise completa deverão ser consideradas, em correlação, outras variáveis tais como a idade, sexo, nacionalidade e línguas maternas/faladas em casa. Este estudo procura articular diferentes variáveis, dependentes e independentes, de modo a conseguir uma auto-percepção fidedigna dos indivíduos relativamente à sua aprendizagem e adaptação psicossocial. São factores implicados no processo de aquisição de linguagem materna, e que assumem diferentes dimensões na aprendizagem/aquisição de Língua Segunda…Actas do IX Congreso internacional galego-portugués de psicopedagoxía...(Figueiredo e Fernandes da

Silva, 2007).