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Participantes do Estudo

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Os sujeitos desta pesquisa foram todos os enfermeiros que trabalham na Estratégia de Saúde da Família (ESF), da referida cidade, que se dispuseram a colaborar voluntariamente do estudo, que atuaram/atuam no atendimento às familiais vítimas da catástrofe causada pelas chuvas de janeiro de 2011 e que consentiram em gravar entrevista. A amostra foi constituída de 15 enfermeiros da ESF de Teresópolis, foi excluído um enfermeiro que não se encaixou nos critérios de inclusão, por estar de licença maternidade durante o período da catástrofe.

Critérios de Inclusão

Os sujeitos da pesquisa elegíveis para a presente pesquisa foram 15 enfermeiros que trabalham na Estratégia de Saúde da Família (ESF), da referida cidade, que consentiram em gravar entrevista, em condições físicas que permitissem sua participação.

Foi excluída da pesquisa uma enfermeira que no momento da catástrofe encontrava-se em licença maternidade que por esse motivo não participou dos atendimentos às vítimas no período da catástrofe.

O Trabalho de Campo

A coleta de dados teve inicio no mês de julho de 2012, por meio de entrevistas gravadas.

Para coleta das informações, almejando que os sujeitos revelassem sua experiência foi utilizada a entrevista semi-estruturada, que segundo Triviños (1987 p. 145-6) ―é um dos principais meios que tem o investigador para realizar a coleta de dados‖, embora, saibamos que o enfoque qualitativo, nos permite usar a entrevista estruturada ou fechada, a semi-estruturada e a entrevista livre ou aberta, privilegiamos a entrevista semi-estruturada, pois esta, ao mesmo tempo em que valoriza a presença do investigador, oferece todas as perspectivas possíveis para que o informante alcance a liberdade e a espontaneidade necessárias, enriquecendo a investigação. Além de serem conduzidas com base em uma estrutura flexível, constituindo em questões abertas que definem a área a ser explorada, pelo menos inicialmente e, a partir da qual, o entrevistador ou a pessoa entrevistada podem divergir a fim de prosseguir com uma ideia ou resposta em maiores detalhes (POPE E MAYS, 2009).

Em busca do fenômeno a ser desvelado, iniciamos uma conversa informal e sensível à linguagem e aos conceitos usados pelos entrevistados, objetivando ir além da superfície do tópico que estava sendo discutido, explorando os discursos dos sujeitos de forma tão detalhada quanto possível almejando revelar novas áreas ou ideias não previstas no início da pesquisa com as seguintes questões norteadoras:

1 Fale para mim como foi ou está sendo para você fazer parte da (re) construção das famílias vítimas da catástrofe ocorrida em janeiro de 2011, vivenciada por você.

2 Descreva para mim o que tem significado para você, lutar por ações de promoção da saúde nas condições que vocês e as famílias assistidas se encontram.

O contato com os sujeitos da pesquisa foi realizado pessoalmente, momentos antes das entrevistas nas unidades de saúde onde trabalham, com exceção da

enfermeira da Granja Florestal que me atendeu no bar onde, geralmente prestam alguns atendimentos à população devido a inexistência do Posto de Saúde em decorrência da destruição do mesmo pela catástrofe. Foram entrevistados 15 enfermeiros que corresponderam aos critérios de inclusão.

Análise dos Dados

Todos os dados coletados devem ser considerados e analisados de maneira precisa, conforme descrito pelo sujeito. Devendo o pesquisador despir-se de seus preconceitos e verdades na busca por mais significados que os entrevistados estão tentando explicitar (MARTINS E BICUDO, 2005). Sendo assim a descrição da análise fenomenológica não é algo pronto acabado, cujos significados estão ali contidos, é preciso seguir um caminho atento aos objetivos e objeto que se quer pesquisar (BICUDO, 2011).

Dentro desse contexto, os dados foram tratados e analisados à medida que as entrevistas foram acontecendo, a partir daí todas as entrevistas foram transcritas literalmente pelo pesquisador.

A análise dos discursos seguiram os quatro passos propostos por Bicudo (2011), seguindo os moldes da análise qualitativa.

(1) Leitura minuciosa das descrições na íntegra, onde a leitura das entrevistas devem ser feitas do início ao fim, sem buscar, ainda, qualquer interpretação das falas ou tentativa de identificar características ou elementos contidos nelas. Essa leitura deve ser feita tantas quantas vezes forem necessárias para compreender o sentido das experiências vividas pelo sujeito;

(2) Em seguida evidenciamos os sentidos das descrições norteando-se pela pergunta de pesquisa e identificando dessa forma as ―Unidades de Sentido‖ numa perspectiva científica, com ênfase no fenômeno em estudo. Tais unidades são demonstradas, diretamente na descrição, sempre que o investigador perceber uma mudança no significado da situação experienciada e relatada pelo sujeito;

(3) Na sequência constituímos as ―Unidades de Significado‖ depois de estabelecidas as ―Unidades de Sentido‖ conforme descrito na fase anterior. Tal constituição se dá a partir da formulação de frases relacionadas entre si, as quais indicam momentos diferenciados na totalidade do texto da descrição. Diante disso, pode-se afirmar que as ―Unidades de Significado‖ não estão prontas no texto transcrito, mas são

articuladas pelo pesquisador. Todo esse processo visa encontrar tendências que desvele a realidade vivenciada;

(4) Por fim, sistematizamos as unidades de significado em proposições sólidas referentes às vivências dos sujeitos, objetivando à estrutura do fenômeno, ou seja, as estruturas das experiências vividas que mostram a forma de ser do fenômeno.

Considerando as informações a cerca da análise proposta por Bicudo (2011), consideramos indispensável a atenção nos momentos de análise e procedimentos anteriormente recomendados para que esses não fossem seguidos a risca como uma sequência linear e hierárquica, mas sim entendidos como movimento do pensar que se concretiza no percurso do pensamento investigativo.

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