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Segundo Kotler e Armstrong (2015), varejo é o envolvimento de todas as atividades que estão diretamente ligadas à venda de produtos ou serviços aos clientes finais para uso pessoal, e não comercial.

Além de ser um dos setores mais importantes do país, a atuação do segmento varejista no Brasil é responsável por uma parcela significativa do produto interno bruto (PIB) brasileiro, além de desempenhar um papel social, pois abastece boa parte da população do país com itens básicos.

Porém, nas últimas décadas houve transformações significativas no comércio varejista brasileiro, uma delas foi o aumento do nível de exigência dos consumidores, que buscam uma maior variedade de produtos, com preços competitivos e melhor atendimento. Essas mudanças condicionaram alterações também nas organizações varejistas, melhorando principalmente a gestão da cadeia de suprimentos.

De acordo com Catuogno (2013), os estoques em supermercados não se resumem apenas em ter mercadorias em quantidade suficiente para seus clientes, mas sim, em ter um portfólio adequado ao perfil de seu cliente, buscando um equilíbrio entre as necessidades e anseios dos clientes e a gestão de estoque.

Trabalhando com grandes volumes de mercadorias, operações relativamente grandes e de baixo custo, visando atender as necessidades dos clientes, o setor supermercadista almeja uma gama de estoques em alimentos, vestuário, calçados, artesanatos, eletrodoméstico, peças para automóveis, ferramentas, utilidades domésticas, frios, embutidos, bebidas e muitos outros itens. Nesta condição de grande volume, setores supermercadistas imobilizam grande parte de seus recursos financeiros em estoques, visando saber quanto comprar e prevenir rupturas.

(2009) as rupturas são umas das principais causas de perdas no varejo, afetando a imagem do estabelecimento e a fidelidade às marcas. Este comportamento das rupturas torna-se difícil de quantificar, devido os diferentes tipos de escolhas que um consumidor pode optar, seja a escolha de outro item similar, adiar a compra do item, procurá-lo em outra loja ou não comprar o item novamente.

Compete aos profissionais de estoque em supermercados, o controle dos produtos, administrando seu giro, evitando que os clientes fiquem insatisfeitos por motivos inerentes a falta ou produtos em inconformidade com seu uso e evitando problemas com atendimento aos clientes. É necessário também saber quais a políticas de compras e as condições de ressuprimento dos supermercados, objetivando a correta aplicação de seus investimentos, sem impactar na disponibilidade dos produtos.

2.7 FUNÇÃO COMPRAS E SUA IMPORTÂNCIA

Para o bom gerenciamento das empresas a gestão de compras é uma das atividades fundamentais, influenciando diretamente na competividade e no sucesso da organização, nos estoques e no relacionamento com clientes. Segundo Pozo (2010), o setor de compras ou suprimentos, como atualmente é denominado, tem responsabilidade preponderante nos resultados de uma empresa em face de sua ação de suprir a organização com os recursos materiais para seu perfeito desempenho e atender às necessidades do mercado.

Nesta visão estratégica do setor comercial, Baily et al. (2015) destaca que o processo de compras cada vez mais está se envolvendo na tomada de decisões das empresas, em virtude das operações de aquisições serem vistas como uma área capaz de agregar valor, não simplesmente reduzir custos.

Ainda segundo este autor, o órgão de compras de uma empresa deve possuir executivos bem preparados, com o devido talento compatível com a função que vão exercer, afinal as atividades de compras envolvem uma série de fatores que vão desde a seleção de fornecedores, determinação de prazos, previsão de preços e até controle de alterações de demanda.

Em relação aos objetivos da função de compras, considerando a necessidade de trabalhar com uma função eficaz na equipe gerencial, Baily et al. (2015, p. 31) destacam a necessidade de:

• Selecionar os melhores fornecedores do mercado.

• Ajudar a gerar o desenvolvimento eficaz de novos produtos. • Proteger a estrutura de custos da empresa.

• Manter o equilíbrio correto de qualidade/valor. • Monitorar as tendências do mercado de suprimentos.

• Negociar eficazmente para trabalhar com fornecedores que buscarão benefício mútuo por meio de desempenho economicamente superior (BAYLI et al 2015, p. 31).

De acordo com Arnold (1999), a função compra é um processo muito amplo e acaba necessitando de auxílio de outros setores da organização para que as operações de aquisições tragam benefícios. Este processo de trabalho da área de compras, conforme Parente (2000), tem início após a definição do mix de produtos, em seguida parte para o processo de aquisição deste mix definido, buscando atender as necessidades de consumo dos clientes.

Assim, uma das suas principais funções da área de compras, é a dirimir a dicotomia que existe entre a redução do volume estocado com a falta de produtos. Neste sentido, é necessário conhecer a rotatividade dos produtos, propiciando ao setor a aquisição dos produtos demandados no volume necessário à sua demanda, levando em consideração que parte desta quantidade será virtualizada como um estoque de segurança, restringindo possíveis ocorrências de falta de produtos.

Ainda segundo Arnold (1999), as compras podem ser divididas em etapas:

1. Receber e analisar as requisições de compras: compreende o recebimento dos documentos e montagem do processo de compra;

2. Selecionar fornecedores: identifica e seleciona os fornecedores para a respectiva aquisição do material e/ou serviço solicitado;

3. Solicitação de cotações: realizada a solicitação de preços para os fornecedores escolhidos após a seleção.

4. Determinação do preço certo: ocorre a análise, avaliação e negociação das propostas dos fornecedores;

5. Emissão de ordem de compra: enviada para o fornecedor escolhido para fornecer o material e/ou serviço cotado, tonando-se um contrato legal para a entrega de mercadorias, caso exista o aceite por parte do fornecedor;

6. Seguimento e entrega: diligencia a entrega do material comprado;

7. Recepção e aceitação das mercadorias: os materiais comprados são recebidos pela área de recebimento, onde é realizada a verificação se os itens correspondem às quantidades certas e a qualidade desejada;

8. Aprovação da fatura do fornecedor para pagamento: após recebido o material adquirido, as faturas são enviadas para a área de contas a pagar, para efetivar o compromisso de pagamento.

Em complementação, Pozo (2010) destaca que a função de compras busca evitar duplicações, estoques elevados, atos de urgência e compras apressadas, que normalmente acarretam em conflitos e custos desnecessários a organização. Desta forma, é importante manter uma gestão de compras eficaz, pois impacta diretamente no estoque e no atendimento aos clientes, mantendo-se o planejamento estável entre o consumo e a venda, além de que as compras indicam o sucesso organizacional e onde a empresa percorrerá a médio e longo prazo.

3 METODOLOGIA

A metodologia tem por finalidade identificar e orientar os caminhos a serem seguidos para desenvolver a pesquisa cientifica. Por meio da metodologia é possível estabelecer uma sequência lógica para a pesquisa, com a finalidade de verificar a melhor maneira para atingir os objetivos almejados e responder as questões de pesquisa.

Mediante isso, Lakatos e Marconi (2010, p. 65) pontuam que método “é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros – traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista”.

Nesta seção são evidenciados os procedimentos metodológicos quanto à classificação da pesquisa, o universo de estudo, técnica de coleta de dados e a abordagem dada a análise e interpretação dos dados, os quais serão necessários para o alcance dos objetivos do estudo.

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