04.01 NOTAS EXPLICATIVAS
17. PASSIVOS CONTINGENTES E DEPÓSITOS JUDICIAIS
A Companhia está discutindo nas esferas administrativa e judicial competentes, ações e reclamações de diversas naturezas. O detalhamento dos valores provisionados e respectivos depósitos judiciais relacionados a essas ações encontra-se apresentado seguir:
As provisões para contingências foram estimadas pela Administração consubstanciadas significativamente na avaliação de seus assessores fiscais e legais, sendo registradas apenas para causas que se classificam como perdas prováveis. Adicionalmente, inclui-se nessas contingências os passivos tributários decorrentes de ações tomadas por iniciativa da Companhia que são acrescidos de juros Selic.
A Companhia defende-se em outros processos administrativos e judiciais (trabalhistas, cíveis, fiscais e ambientais), no montante aproximado de R$1,9 bilhão, cujas avaliações efetuadas por assessores jurídicos são consideradas como risco de perda possível, portanto não foram provisionadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
a) Ações Trabalhistas:
A CSN figura como ré, até 30 de junho de 2006, em 7.281 reclamações trabalhistas (7.541 em 31 de março de 2006), sendo provisionado até esta data, o valor de R$25.819 (R$26.259 em 31 de março de 2006). Os pleitos das ações, em sua grande maioria, estão relacionados com a responsabilidade subsidiária e/ou solidária, equiparação salarial, adicionais de insalubridade e periculosidade, horas extras e diferença da multa de 40% sobre o FGTS em decorrência dos planos econômicos.
O aumento na quantidade de reclamações trabalhistas a partir de 2004é decorrente dos pedidos de diferença da multa de 40% sobre os valores depositados de FGTS, face ao expurgo inflacionário imposto pelos planos econômicos. O assunto ainda é polêmico e pendente de entendimento uniforme.
Os pedidos referentes a responsabilidade subsidiária são decorrentes do não pagamento pelas empresas contratadas das obrigações com seus empregados, o que resulta na inclusão da CSN no pólo passivo das ações para honrar, subsidiariamente, o pagamento de tais obrigações.
As ações decorrentes da responsabilidade subsidiária estão reduzindo face aos procedimentos adotados pela Companhia para fiscalizar e cobrar o cumprimento dos pagamentos de salários e recolhimentos de encargos sociais, através do Núcleo de Acompanhamento de Contratos, em operação desde 2000.
30/06/2006 31/03/2006 Depósitos judiciais Passivo Contingente Contingências Líquidas Depósitos judiciais Passivo Contingente Contingências Líquidas Trabalhistas (19.820) 25.819 5.999 (17.934) 26.259 8.325 Cíveis (9.475) 13.281 3.806 (8.969) 13.281 4.312 Ambientais (138) 36.132 35.994 (138) 27.557 27.419 Fiscais (280.020) 3.416.379 3.136.359 (316.368) 3.432.323 3.115.955 Controladora (309.453) 3.491.611 3.182.158 (343.409) 3.499.420 3.156.011 Consolidado (343.869) 3.621.926 3.278.057 (374.988) 3.580.551 3.205.563 Curto Prazo 38.990 38.990 39.431 39.431 Longo Prazo (309.453) 3.452.621 3.143.168 (343.409) 3.459.989 3.116.580 Controladora (309.453) 3.491.611 3.182.158 (343.409) 3.499.420 3.156.011 Curto Prazo 44.825 44.825 45.198 45.198 Longo Prazo (343.869) 3.577.101 3.233.232 (374.988) 3.535.353 3.160.365 Consolidado (343.869) 3.621.926 3.278.057 (374.988) 3.580.551 3.205.563
04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS
b) Ações Cíveis:
Dentre os processos judiciais cíveis em que a Companhia é parte, encontram-se, principalmente, ações com pedido de indenização. Tais processos, em geral, são decorrentes de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais relacionadas às atividades industriais da Companhia. Para essas demandas foi provisionado o montante de R$13.281 em 30 de junho de 2006 (R$13.281 em 31 de março de 2006).
c) Ações Ambientais:
Em 30 de junho de 2006, a Companhia mantinha provisão de R$36.132 (R$27.557 em 31 de março de 2006) para aplicação em gastos relativos a recuperação ambiental.
d) Ações Fiscais:
Imposto de renda e Contribuição social
(i) A Companhia pleiteia o reconhecimento dos efeitos financeiro-fiscais na apuração do imposto de renda e contribuição social sobre lucro líquido relativos ao expurgo inflacionário do IPC ocorrido em janeiro e fevereiro de 1989, de 51,87% (“Plano Verão”).
Em 2004, o processo chegou ao fim, tendo transitado em julgado a decisão que deferiu à Companhia o direito de aplicação do índice de 42,72% (jan/89), devendo ser descontado deste índice os 12,15% já aplicados, bem como foi deferida a aplicação do índice de 10,14% (fev/89). Atualmente o processo encontra-se em perícia contábil.
A Companhia tem registrado R$361.928 em 30 de junho de 2006 (R$361.928 em 31 de março de 2006) de depósito judicial e uma provisão de R$20.892 (R$60.573 em 31 de março de 2006), que representa a parcela não reconhecida pelos tribunais.
(ii) Em fevereiro de 2003, a Companhia foi autuada pelas autoridades fiscais relativamente à apuração do IRPJ e CSL de anos anteriores pelo fato de ter compensado prejuízos fiscais acima do limite de 30% do lucro tributável, conforme estabelecido pela legislação.
Em 21 de agosto de 2003, foi proferido acórdão da segunda turma da Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro relativo à decisão que tornou nulo o referido auto de infração, tendo sido lavrado novo Auto de Infração sobre a mesma matéria em novembro de 2003. A Companhia apresentou impugnação desse novo Auto de Infração, a qual não foi aceita na primeira instância administrativa. Contra essa decisão foi interposto recurso administrativo, o qual foi acolhido na segunda instância administrativa em 26 de abril de 2006, de modo que o referido Auto de Infração foi julgado favorável à CSN, sendo que o respectivo acórdão ainda não foi publicado. Em março de 2006 a Companhia mantinha provisão relativa aos itens remanescentes do segundo Auto de Infração no montante de R$197.463, sendo que em 30 de junho de 2006 o saldo é zero.
(iii) A Companhia ajuizou ação questionando a incidência da Contribuição Social sobre o Lucro referente as receitas de exportação com base na Emenda Constitucional n.º 33/01 e em março de 2004 obteve liminar autorizando a exclusão das receitas de exportação da referida base de cálculo bem como compensação dos valores recolhidos sobre essas receitas a partir de 2001. A decisão de primeira instância foi favorável e o processo encontra-se aguardando julgamento da apelação interposta pela União Federal no TRF. Em 30 de junho de 2006, o montante da exigibilidade suspensa e os créditos compensados com base na referida ação era de R$640.271(R$604.048 em 31 de março de 2006), o qual está acrescido pela taxa Selic.
PIS/COFINS – Lei 9.718/99
A CSN questiona a legalidade da Lei 9.718/99, que amplia as bases de cálculo do PIS e da COFINS, incluindo nas mesmas as receitas financeiras. O montante provisionado em 30 de junho de 2006 totaliza R$306.074(R$299.455 em 31 de março de 2006), o qual inclui acréscimos legais.
Em fevereiro de 1999 a Companhia obteve sentença favorável de 1ª instância, porém o TRF da 2ª região reverteu a sentença desfavoravelmente à Companhia. Posteriormente, a Companhia apelou dessa decisão ao Superior Tribunal de Justiça e aguarda julgamento.
CPMF
A Companhia questionava a exigência da CPMF desde a promulgação da Emenda Constitucional número 21/99. Em 31 de maio de 2006 foi publicada decisão desfavorável à Companhia e o referido processo foi encerrado em 30 de junho de 2006 quando a Companhia liquidou a obrigação relativa ao referido tributo. Em 31 de março de 2006 a Companhia mantinha provisão no montante de R$392.801.
CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
A CSN questiona a validade jurídica da Lei 10.168/00, que instituiu a cobrança de contribuição de intervenção no domínio econômico sobre importâncias pagas, creditadas ou remetidas a beneficiários não residentes no país, a título de royalties ou remuneração sobre contratos de fornecimento, assistência técnica, cessão e licenças de uso de marcas e exploração de patentes.
Existem depósitos judiciais efetuados e a correspondente provisão no valor de R$23.061 em 30 de junho de 2006 (R$22.924 em 31 de março de 2006), os quais incluem acréscimos legais.
A sentença de 1ª instância judicial foi desfavorável e o processo está em julgamento no TRF da 2ª Região. Salário-educação
A Companhia discutiu a inconstitucionalidade do Salário-Educação e a possibilidade de recuperação das parcelas recolhidas no período de 05 de janeiro de 1989 a 16 de outubro de 1996, sendo que o processo foi julgado improcedente, tendo o TRF mantido a decisão desfavorável à CSN, decisão essa que transitou em julgado.
Ante o trânsito em julgado da decisão, a CSN tentou efetuar o pagamento do valor devido, sendo que o FNDE e o INSS não chegaram a um entendimento sobre quem deveria receber, bem como exigiam que dito valor fosse pago acrescido de multa, com o que a CSN não concordou.
A CSN interpôs ações judiciais questionando quanto aos fatos acima e depositou judicialmente os valores envolvidos nos referidos processos. No primeiro processo, a sentença de 1º grau julgou parcialmente favorável o pedido da CSN, onde o Juiz afastou o valor da multa, mantendo porém a taxa SELIC. Apresentamos contra-razões à apelação do reú, e recorremos em relação à taxa SELIC. Quanto aos demais processos ainda não há sentença.
O valor provisionado em 30 de junho de 2006 totaliza R$33.121 (R$33.121 em 31 de março de 2006). SAT - Seguro Acidente do Trabalho
A Companhia entende que deve recolher o SAT à alíquota de 1% em todos os seus estabelecimentos e não a 3%, como determina a legislação vigente. O montante provisionado em 30 de junho de 2006 totaliza R$85.663 (R$81.083 em 31 de março de 2006), o qual inclui acréscimos legais.
04.01 - NOTAS EXPLICATIVAS
A sentença da 1ª instância foi desfavorável e o processo encontra-se em julgamento no TRF da 2ª Região. Face ao novo entendimento que os Tribunais estão adotando, os assessores jurídicos da Companhia classificam a perda como provável.
Crédito presumido de IPI sobre insumos
A Companhia ajuizou ação pleiteando o direito ao crédito presumido de IPI sobre aquisição de insumos isentos, imunes, não tributados ou tributados à alíquota zero e em maio de 2003 foi obtida liminar autorizando o aproveitamento dos referidos créditos, sendo que dito processo encontra-se aguardando a prolação da sentença em 1ª instância.
Em 30 de junho de 2006, o montante referente aos créditos já compensados e mantidos no passivo da Companhia era de R$895.687 (R$731.457 em 31 de março de 2006), atualizados pela taxa Selic.
Crédito prêmio de IPI sobre exportação
A Companhia ajuizou ação pleiteando o direito ao crédito prêmio de IPI sobre exportação de 1992 a 2002 e em março de 2003 foi obtida sentença favorável autorizando o aproveitamento dos referidos créditos, sendo que o TRF-2ª Região manteve a sentença favorável à CSN.
Atualmente, a CSN aguarda direcionamento do processo para o STF/STJ para julgamento do recurso interposto pela Receita Federal.
Em 30 de junho de 2006, o montante referente aos créditos já compensados e mantidos no passivo da Companhia era de R$1.361.335 (R$963.296 em 31 de março de 2006), atualizados pela taxa Selic.
Outros
A Companhia possui ainda, provisões para diversos processos referentes a FGTS LC 110, COFINS Lei 10.833/03, PIS Lei 10.637/02 e PIS/COFINS Zona Franca de Manaus, cujo montante em 30 de junho de 2006 totaliza R$50.275 (R46.102 em 31 de março de 2006), o qual inclui acréscimos legais.
18. PATRIMÔNIO LÍQUIDO