3.1 Teorias de Aprendizagem
3.1.7 Peer Instruction
• O tutor cria dinâmicas individuais ou em grupo que estimulem pensamento crítico e a criatividade da elaboração das soluções;
• Elementos que levam a refletir, objetiva desenvolver múltiplas habilidades entre o equilíbrio de teoria e prática;
• O estudante também avalia os colegas e facilita a identificação dos seus erros;
• Aumenta a motivação do estudante;
• Estimula sua criatividade;
• Desenvolve o raciocínio crítico;
• Desenvolve habilidades de autoaprendizagem;
• Favorece trabalho colaborativo;
• Torna o aprendizado mais eficiente.
Estes objetivos devem retratar os significados e a relevância dos conteúdos trabalhados na atividade de aprendizagem, uma vez que tais problemas devem ser contextualizados, proporcionando meios para uma aprendizagem significativa. O fato da PBL trazer problemas da vida real faz alinhamento às práticas dos indivíduos do agronegócio, que compartilham seus conhecimentos através da vivência profissional, o que a tornou escolhida. A preocupação de seu aprendizado ser transmitido com a similaridade da prática real para a virtual será adaptada para atender este formato que a Metodologia fornece.
Neste capítulo foi trazida uma das metodologias que em trabalho em conjunto com um modelo instrucional podemos objetivar melhores resultados conforme a aprendizagem do aluno. Para um problema ser analisado o mesmo precisa ser dividido em partes, a forma que o método trabalha elevam o senso de pesquisa dos alunos e estimula suas aptidões para solução de tarefas. Em 3.1.7 será visto a Peer Instruction;
segunda Metodologia Ativa deste estudo reforça a colaboração de alunos que estão nessa fase de aprendizado e aquisição de conhecimento.
informações a que somos expostos diariamente; a configuração de nova organização do espaço-tempo social, impondo a adoção de postura crítica sobre a sociedade e o papel do homem neste contexto (MITRE et al., 2008)
Diante deste novo cenário, temos a Peer Instruction que conforme Müller et al.
(2013) é uma metodologia de ensino que tem como principal objetivo tornar as aulas mais interativas, distanciando-se assim do ensino tradicional, no qual os alunos, em geral, são totalmente passivos em sala de aula. Uma das ideias centrais do método é fazer com que os alunos interajam entre si ao longo das aulas, ensinando uns aos outros os conceitos estudados e tentando aplicá-los na solução das questões conceituais apresentadas pelo professor. Com isso, o método tenta ao máximo envolver ativamente os alunos na sua própria aprendizagem.
Gôuvea et al. (2017) diz que evitar a aprendizagem mecânica, usualmente aplicada na escola tradicional, é importante que os professores criem condições para que os alunos realizem seus estudos de modo ativo. Esta proposição é ratificada por Freire (2013) ao considerar que na educação de adultos, a aprendizagem é impulsionada pela superação de desafios, com a resolução de problemas e com a construção de conhecimentos novos, a partir de conceitos e experiências anteriores.
Segundo Mazur (2015) explica que para Peer Instruction ser bem-sucedida, é necessário que o livro e as aulas expositivas desempenhem papéis diferentes dos que costumam exercer em uma disciplina convencional. Primeiro, as tarefas de leitura do livro, realizadas antes das aulas, introduzem o material. A seguir, as aulas expositivas elaboram o que foi lido, esclarecem as dificuldades potenciais, aprofundam a compreensão, criam confiança e fornecem exemplos adicionais. Finalmente, o livro serve de referência e guia de estudo.
Os objetivos básicos da Peer Instruction são: explorar a interação entre os estudantes durante as aulas expositivas e focar a atenção dos estudantes nos conceitos que servem de fundamento. Em vez de dar a aula com o nível de detalhamento apresentado no livro ou nas notas de aula, as aulas consistem em uma série de apresentações curtas sobre os pontos-chave, cada uma seguida de um teste conceitual (Figura 9) - pequenas questões conceituais abrangendo o assunto que está sendo discutido. A princípio é dado um tempo para os estudantes formularem suas respostas e, em seguida, eles devem discuti-las entre si. Esse processo (a) força os estudantes a pensar com base nos argumentos que estão sendo desenvolvidos e (b) dá-lhes (o professor incluído) um modo de avaliar a sua compreensão do conceito (MAZUR, 2015).
Cada teste conceitual tem o seguinte formato genérico:
• Proposição da questão (1 minuto);
• Tempo para os estudantes (1 minuto);
• Os estudantes anotam suas respostas anotam suas respostas individuais (opcional);
• Os estudantes convencem seus colegas (Peer Instruction) (1-2 minutos);
• Os estudantes anotam as respostas corrigidas (opcional);
• Feedback para o professor: registro das respostas
• Exposição da resposta correta (2+ minutos).
Mazur (2015) explica o desenvolvimento do método, conforme segue: "Se a maioria dos estudantes escolher a resposta correta do teste conceitual, a aula prossegue para o próximo tópico. Se a porcentagem de respostas corretas for muito baixa (digamos, menos de 30%), eu ensino novamente o mesmo tópico com mais detalhes e mais devagar e faço uma nova avaliação com outro teste conceitual. Essa abordagem de repetir se necessário evita a formação de um abismo entre as expectativas do professor e a compreensão dos estudantes - um abismo que, uma vez formado, só aumentará com o tempo até que a aula fique inteiramente perdida".
Figura 9 – Diagrama do processo de implementação do método Peer Instruction.
Fonte: Lasry; Mazur ; Watkins (2008) apud Araujo; Mazur (2013).
Num contexto geral, essa técnica exige que cada aluno compreenda os conteúdos disponibilizados previamente e explique ao seu par o seu entendimento sobre o assunto.
A instrução por pares é considerada uma forma de aprendizagem cooperativa, porque o conhecimento é compartilhado em pequenos grupos, focado em um único objetivo e envolve todos os alunos da classe (FERREIRA; KEMPNER-MOREIRA, 2017).
A Peer Instruction é um método que pode ser utilizado em todas as turmas, independentemente do tamanho, e com todos os conteúdos. O que ocorre é planejamento e adaptação para que se tenha eficácia. De forma geral, o professor divide o tempo de aula entre palestras curtas e conceituais (FERREIRA; KEMPNER-MOREIRA, 2017).
Mitre et al. (2008) afirma que a educação não é o resultado de um depósito de conhecimento, mas uma troca em que deve-se valorizar a participação coletiva, a reflexão, a criticidade, o reconhecimento do contexto. Enfatizam que é necessário inovar também no processo ensino-aprendizagem, transformando a educação em uma integralidade entre teoria e prática, ensino e aprendizagem, a fim de alcançar o resultado necessário para a mudança da sociedade como um todo.
Para indivíduos a Peer Instruction se assemelha a sua forma de trocar informações em suas rotinas de trabalho, então dessa forma verificou-se a devida pertinência. Para melhor ser transmitida deverá ocorrer adaptação para melhor atender estes alunos.
No próximo subcapítulo 3.2 serão tratados os estilos cognitivos de aprendizagem, como contribuem para o ensino e aprendizagem.